27.1.09

Incubadoras e Chocadeiras Tecnológicas

Filha de Gera ensinando a Uirá como brincar no Touchglass opensource do Tio pixel

Caminhando pela Campus Party Brasil encontrei e conversei com vários amigos e conhecidos do mercado de internet e redes sociais, acadêmicos, ativistas e estudiosos de cultura digital e do software livre. De diferentes gerações (comecei a trabalhar com web em 1996) que tive a oportunidade de conviver.

Desejei sucesso e boa sorte para o Alexandre Fugita e seu novo empreendimento, o Startupi, um blog sobre startups brasileiras inspirado no sucesso do Techcrunch. Paradoxalmente, em tempos de crise financeira e aversão a novos investimentos, é que as idéias criativas e eficientes se destacam da cortina de fumaça e projetos mirabolantes, maliciosos ou ingênuos, que abundam em tempos de bolhas. Fugita já escreveu sobre o Power, agregador de redes sociais, o Gengibre, microblogging em áudio via celular e até mesmo sobre o BlinBlin, sistema de blog por email remunerado pelo Boo-Box.

O próprio Boo-Box, criado por Marco Gomes, é um exemplo de startup brasileira estabelecida depois da visibilidade que ganhou após ser mencionada no Techcrunch em 2006. Prova mais uma vez que o conteúdo do blog gerou uma comunidade de valor em torno do assunto, tornando ele próprio uma incubadora de negócios. Mistura revolucionária onde os leitores viram uma comunidade de clientes e investidores, com observadores virando observados e espectadores, protagonistas.

Nesta Campus Party finalmente me encontrei pessoalmente com Daniel Pádua, designer defensor da cultura e software livre que conhecia virtualmente desde 2000. Dpádua me antecipou um resumo de sua palestra sobre a teoria do teleiro, uma nova geracao de designers formada em um ambiente aberto e descentralizado da web. Daniel, morador de Brasilia, como foi Marco Gomes, tambem despontou jovem, seu projeto Blogchalking, de identificacao geografica de blogs, teve adesao de blogueiros do mundo todo. Mas ao contrário do Boo-Box, criado para facilitar a integração de blogs com o comércio eletrônico, o Blogchalking nunca teve a intenção de virar um negócio. No máximo incentivou os participantes da lista Metáfora a adotarem o termo chocadeira, em contraponto aos formatos corporativos e capitalistas de incentivo a novas idéias e inovação.

Conversei com o Dpádua sobre Open Source Branding, tema levantado pela Agencia Click que patrocinou um stand e reuniu personalidades para debater no evento. Defendi que a água de côco e o açaí com guaraná eram dois grandes exemplos de arranjos produtivos que nasceram, cresceram e se tornaram competitivos de forma descentralizada e autônoma, uma gestão de marca e negócios open source, tão presentes quanto o linux. Não sei se convenceu, mas fica como tema para próximos posts :-)

Integrantes do MetaReciclagem, projeto também nascido no Metáfora que ganhou grande visibilidade, ocuparam um espaço razoável no evento. O movimento defende a apropriação da tecnologia considerada obsoleta, reativadas atraves de software livre e metodologias colaborativas e anunciou o registro de sua historia no Mutirão Gambiarra.

Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.
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