18.1.13

Papai Noel com pouco vermelho pela Doação de Sangue


A época de Natal e ano novo é o período que os bancos de sangue dos hemocentros e hospitais do país atingem seus níveis mais baixos. E assim como no carnaval e nas férias de julho, aumentam o tráfego nas rodovias e estradas e os acidentes graves, justamente quando o sangue é mais necessário.



Para comunicar esse problema e divulgar a campanha "Doe Sangue, Faça parte dessa corrente" da agência Borghi Lowe, criamos aqui na Plano Digital uma ação com um Papai Noel vestido com pouco vermelho, como uma foto em preto e branco, distribuindo panfletos da campanha de doação de sangue na Avenida Paulista e alertando as pessoas.

Depois de um tempo convidamos as pessoas a participar, completando de vermelho o Papai Noel, gravando a reação dos transeuntes em video para publicar no canal do Ministério da Saúde no YouTube. No ar desde 6/12/2012, hoje o video já é o segundo mais visto do canal e uma das chamadas diz: Em dezembro e janeiro as pessoas costumam doar muitas coisas, menos sangue. No final, convidamos as pessoas a se cadastrarem no app Banco de Doadores no Facebook.

Papai Noel com pouco vermelho Papai Noel com pouco vermelho na Paulista
Nas fotos, uma antes e outra depois, eu e a equipe da Plano e da produção do video com o Papai Noel e alguns participantes da ação na Avenida Paulista, valeu!!!

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29.10.12

Investigando a dor no ciático e desenhando suas causas possíveis


Por volta do mês de setembro do ano passado, 2011, pela primeira vez tive uma crise de dor no nervo ciático, o nervo comprido que passa por trás da coxa e da batata da perna começando na base do quadril e que vai até o calcanhar.  É uma dor terrível, que impede de caminhar e sentar direito, minha mulher Monica convive com uma hérnia de disco e tinha tido algo parecido muito tempo atrás mas eu nunca imaginei que poderia acontecer comigo até aquele dia.

Dizem que a medicina oriental acredita que quando a pessoa está mal, ela fica doente, por outro lado, a medicina ocidental acredita que quando a pessoa pega doença, ela fica mal. Parecido com o que a psiquiatria chama de sublimação. Desde que conheci esse pensamento comecei a considerar toda a doença uma consequência do modo de vida, rotina e estado psicológico do indivíduo e fico prestando atenção nos sintomas pra tentar descobrir a causa da doença para poder agir sobre ela e conseguir a cura. Mais ou menos assim: se você está com dor nas costas é porque não quer continuar carregar algo - responsabilidade, tarefa, etc - pesado ou em excesso, se está com torcicolo é porque não quer olhar para os lados, se recusando a ver ou prestar atenção às coisas ao redor, etc.

Desta forma, uma dor que impede vc levantar, caminhar, seguir em frente, poderia ser interpretada como algo ligado a interrupção da rotina, dificuldades para avançar, preocupação com algo presente no dia a dia, etc.  Como a consciência ou solução da causa comportamental não necessariamente interrompe de imediato os sintomas da dor e doença física e seu reflexo no organismo, segui investigando todas as variáveis que podem ter desembocado em uma crise tão aguda.

Eliminando outras possíveis causas

A dor começou no dia seguinte a uma noite que dormi em uma posição na cama que não costumava usar, de bruços, com uma das pernas dobradas. Por um instante pareceu confortável, fiquei encaixado nas cobertas e meio sem querer adormeci ficando um bom tempo nesta posição. Quando a dor apareceu de manhã, logo achei que a causa era isso.

A Monica tinha outro palpite, eram as torções de tronco e pulos no basquete, que eu praticava até 3 vezes por semana e que anos antes já provocara uma dor nas costas que aconteceu quando depois que entrei na quadra sem aquecimento e alongamento apropriado para alguem da minha idade (47 anos). Interrompi imediatamente a frequencia aos jogos no Sesc Consolação e substitui por treinos de natação, apenas os estilos crawl e costas, evitando é claro nadar os estilos borboleta e peito, que forçam a coluna e exigem movimento mais bruscos.


Como minha primeira suspeita era que a dor fosse decorrente da posição no sono, achei que passaria rápido, em alguns dias. Mas em vez de diminuir, a dor no ciático começou a aumentar. Em um esforço de memória, lembrei que dias antes, tinha tomado conhecimento da febre do passinho do funk, que mistura movimentos de frevo, incluindo agachamentos e posições acrobáticas com os pés, me empolguei e tentei reproduzir alguns passos daquela dança peculiar.

Depois da trágica experiência coreográfica e flagrante limitação física, nunca mais arrisquei nada parecido com a dança, se remotamente acontecesse uma recaída a saída seria modificar os movimentos cujo sucesso inicial foi atribuído a um artista chamado "menor da favela", adaptando para algo mais lento, quase estático, com menos amplitude e radicalismo, uma nova interpretação tipo o passinho do funk do "véio da favela".


Investigando outras possíveis causas, lembrei também que meses antes da dor aparecer tinha cismado de trocar meus calçados, deixando de lado os tênis na linha aventura da marca Timberland que costuma usar. Depois de assistir muitos filmes da máfia japonesa dos diretores Takeshi Kitano e Takashi Miike, cismei que ia começar a usar apenas tênis da marca Asics ou Mizuno. Comecei com um de solado baixo, muito mais fino do que estava acostumado a usar. Nem de longe parecia com meus antigos tênis, onde absorver impacto era a proposta e a razão de ser daqueles calçados supostamente feitos para andar sobre pedras de riachos, montanhas e trilhas íngremes.

Pra eliminar também esta hipótese, abandonei imediatamente o tênis de sola fina que estava usando mas pra não deixar de lado minha decisão estética de mudar o visual nos pés não voltei pro Timberland, resolvi começar a usar um tênis de corrida Mizuno. E pra não descartar meu novo tênis urbano da Asics (ou seria um sapatênis?), comprei palmilhas de gel extras pra ajudar no impacto.

Observando minha posição ao sentar, percebi que a dor iniciava e era mais intensa no local que ficaria o bolso direito traseiro da calça, onde guardava minha carteira e tudo que carregava dentro (cartões, moedas, chaves, etc). Para ajustar ao volume, vi que acabava torcendo a coluna, sentando meio em diagonal, e que essa postura esquisita poderia ser uma das causas que desencadeou a dor no nervo ciático.

Esse meu hábito de carregar e sentar sobre a carteira forrada de bugigangas era antigo, e com o tempo pode ter causado a má postura que sobrecarregou o nervo. Investigando melhor os itens, vi que pouco tempo antes da dor aparecer, eu tinha começado a carregar uma caneta do Google que ganhei de brinde, feito de plástico resistente, em formato de kibe ou torpedo. Na hora deixei de carregar esta caneta e troquei por uma menor e de características menos agressivas :-)

Passei a tirar a carteira do bolso antes de sentar para o trabalho ou para comer e prestar atenção para não entortar a coluna, do jeito que estava acostumando, uma acomodação perigosa do corpo ao volume extra do bolso sobre a cadeira.

Tratamento

Toda essa investigação para a descoberta destes possíveis culpados, foi feita paralelamente a idas mais frequentes ao quiropraxista Massahiro Takeshita, com suas massagens e shiatsu diretamente no local. Indicação da minha mulher, ele morou e estudou no Japão e já tinha aliviado as dores nas costas dela, que também faz natação para evitar novas crises. Antes da terapia intensiva, 1 ou até 2 vezes por semana, eu já fazia sessões mensais pra aliviar as tensões musculares decorrentes da postura repetitiva no trabalho ou causadas por viagens longas de avião.

O Massahiro também recomendou usar uma almofada na cadeira, pra amenizar a posição incorreta e curvada da base do quadril. Durante todo o tempo, apesar da dor, evitei tomar analgésicos ou medicação, preferindo priorizar a mudança de hábitos e posturas, eliminando cada possível causa daquela crise inédita no nervo ciático, com a qual convivi por cerca de 3 meses. Além de adotar a natação, conseguindo manter a atividade física sem forçar o corpo com impactos doloridos, também comecei a fazer sessões de alongamento e exercícios abdominais diariamente ao acordar. Depois de todo esse tempo neste tratamento intensivo a dor finalmente desapareceu por completo e minha nova rotina novamente incluia a normalidade em sentar, levantar, caminhar e jogar basquete.

Aproveitei o registro desta história com final feliz (por enquanto) pra ilustrar o post com desenhos que fiz no celular Android testando o app Peitureroid.


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9.8.12

Feliz Dia Mundial do Coworking - Coworking Day

Community

Hoje, dia 9 de agosto de 2012, fazem 5 anos que Brad Neuberg publicou o post Coworking - Community for Developers Who Work From Home (Coworking - Comunidade para desenvolvedores que trabalham em casa) em seu blog Coding in Paradise, criando o conceito do escritório e local de trabalho compartilhado para quem adotou o home office e o teletrabalho.

O blog Movebla publicou uma lista de escritórios colaborativos que irão celebrar a data oferecendo horas e o dia grátis para quem quiser utilizar e experimentar os locais: Coworking Day 2012: veja a lista de espaços com free day no dia 9 de agosto. Aproveitando o evento o Pto de Contato na Rua Augusta em São Paulo/SP vai funcionar na madrugada, até as 4 da manhã, no COrujão COworking. Outro espaço na cidade que vai estivar até a meia noite é o Link2You. Corujão é um nome legal que faz referência à Lan House, um modelo compartilhado antecessor do coworking e importante principalmente no Brasil.

Pra relembrar segue a tradução de trechos do post inaugurou o movimento:

(...) Você trabalha em casa? Você sente falta da comunidade e estrutura?
Junte-se ao Spiral Muse e Brad Neuberg na criação de uma nova forma de ambiente de trabalho para aqueles com espírito de liberdade!
Tradicionalmente, a sociedade nos obriga a escolher entre trabalhar como autônomo ou trabalhar em um escritório para alguma empresa. Se trabalhamos no tradicional trabalho corporativo das 9 às 5 (no Brasil das 9 às 6), nós temos a comunidade e a estrutura, mas perdemos a liberdade e a capacidade de controlar nossas vidas. Se trabalhamos em casa, nós ganhamos independência mas sofremos de solidão e maus hábitos por não estarmos rodeados de colegas e companheiros de trabalho.
Coworking é a solução para este problema. No coworking, escritores independentes, redatores, programadores e criativos podem se reunir em um ambiente comunitário alguns dias por semana. Coworking oferece o ambiente de um escritório tradicional, mas de um jeito único. (...)

Nestes 5 anos o conceito de coworking pegou, evoluiu hoje mistura trabalho remoto, independente, colaboração com sustentabilidade, inovação, empreendedorismo e logo logo pode deixar de ser restrito aos profissionais independentes e startups para conquistar espaço junto a todo tipo de empresa e seus funcionários.

Feliz Coworking Day!


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3.7.12

Enquanto isso no Orkut: Hiphone 5 a R$ 139,00

Semana passada, dia 26/6/2012, vi esse anúncio do site Todo Desconto na página de saída ou logout do Orkut: Hiphone 5, dual chip, wifi, TV, câmera, MP3/MP4 player, bluetooth e bateria extra por 12x de R$ 13,54 ou R$ 139 à vista. O anúncio avisa que o desconto é de 76% do preço normal deste aparelho, cópia não autorizada do iPhone da Apple que, segundo a Wikipedia em inglês, seria fabricado na China pela empresa CECT.

A oferta e o produto anunciado no Orkut, quase que materializa a percepção que as pessoas tem do estado das coisas, do público e de uma suposta decadência desta rede social que perdeu a liderança no Brasil em janeiro de 2012, como noticiou a revista Info: Facebook passa Orkut no Brasil, diz comScore. Pesquisando sobre o Hiphone a comunidade Hiphone Download com 6.632 membros se auto proclama a maior e única ativa no Orkut, e um blog Mundo Hiphone tem como lema acompanhar a evolução do aparelho e seus apps, conteúdo e games disponíveis.


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2.5.12

Máquina de passar roupas a vapor Agillisa, opiniões de quem usou

I hate ironing
Voltando a pesquisar sobre a alisadora e máquina de passar roupas a vapor Agillisa, invenção brasileira da ex-comissária de bordo Celia Jaber de Oliveira, que segundo resumo no Portal O Empreendedor havia vendido 120 unidades até maio de 2009, quando o site entrou no ar e a partir de então esperavam vender 50 unidades por mês.

Encontrei 2 relatos de pessoas que conheceram quem utilizou o invento, segue abaixo a reprodução de uma mensagem em um fórum em 2009:

PalmForum - Re: Não gosta de passar roupas ? Seus problemas acabaram !!!

4/4/2009 - Koalaman

Caí aqui nesse fórum por acaso... Mas eu não resisti ao impulso de fazer propaganda boca a boca.
Eu estava procurando na internet informações sobre a Agillisa, pois eu queria saber quanto custa...
É que eu tive aula com um professor da Escola Politécnica da USP, e ele foi um dos caras que testou o protótipo da Agillisa.
Ele disse que na época em que desenvolveram esse produto, a mulher que é a dona da idéia tentou vender o projeto para todas as empresas do setor de utilidades domésticas, mas ninguém quis comprar (só que uma dessas empresas foi sacana e pegou o projeto que estava patenteado no Brasil e patenteou no exterior, já que a patente da mulher que desenvolveu só valia no Brasil. E que outra empresa fez engenharia reversa e lançou produto similar no mercado. Infelizmente ele não nos disse o nome das empresas).
Ele disse que funciona mesmo! Que desamassa que é uma maravilha!! Qualquer tipo de tecido! Só não disse o preço!! Puxa!!! Agora que eu vi vocês dizendo que no ano passado essa máquina custava 2 mil e quinhentos, eu desanimei!!
Tá certo que eles não têm economia de escala... Mas 2 mil e quinhentos é muita coisa, hein? Não achei o preço dela em lugar nenhum, pelo google!! Só aqui nesse forum e na revista da FAPESP eu achei o preço estimado, antes do lançamento (era 3,5 mil reais!!).
Vou admitir!! Só me cadastrei no forum para fazer essa propaganda boca-a-boca, pois acho muito importante incentivar o empreendedorismo no país, e eu tirei o chapéu para essa idéia.
(...) Obs1: no site da Agillisa está escrito que ela gasta 50% menos energia mensal que o ferro de passar. (...)

Hoje a máquina está sendo vendida no site da empresa de R$ 3.199,00 a R$ 3.399,00. O relato abaixo foi publicado por uma usuária no Yahoo Respostas dois anos atrás:

Yahoo Respostas - Aquele aparelho de passar roupa no cabide, a vapor, é bom?

2010 - Marlua

Minha mãe comprou a Agillisa. Coloca camisas, camisetas e calças para alisar.
Só que tem uns segredinhos para dar certo. A roupa não pode ser muito centrifugada na máquina, pois amarrota muito. Então, assim que ela começa a centrifugar, pára, retira as camisas, coloca nos cabides especiais e os magnetos e vai para a Agillisa. A mesma coisa faz com as calças e camisetas.
Conclusão: Ela ficou livre de ter de passar 8 calças, 15 camisas e muitas camisetas.
O resto das roupas ela não passa porque tem secadora. Ela tira ainda quentinhas, dobra e guarda.

Não encontrei muita coisa mas a denúncia ouvida na USP pode dar uma idéia das dificuldades de inventar, desenvolver, fabricar e vender um produto novo no mercado de eletrônicos e utilidades domésticas no Brasil. Mesmo com todo o potencial do benefício de uma mudança de hábitos em relação ao obsoleto modo de passar roupas com ferro que resiste há séculos.

Quem conhecer mais alguém que comprou ou testou a alisadora de roupas a vapor da Agillisa e quiser compartilhar o link comentando aqui, seria legal. Quem já tem e puder deixar um relato ou testemunhal, fica a vontade. Se incluir fotos e videos, melhor ainda. Valeu!

Imagem: I hate ironing (Eu odeio passar roupas com ferro) no Flickr

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20.4.12

Locais com mais checkins no Foursquare no Brasil e no mundo

Foursquare Official Venue

Em junho de 2011 o Foursquare, rede social mobile de compartilhamento de locais e endereços, atingiu 10 milhões de usuários cadastrados e divulgou um infográfico com as redes de lojas e empresas com mais checkins no mundo, entre elas 7-Eleven, Bank of America, Target, etc, e antes do fim de 2010 já tinha registrado 1 milhão de checkins apenas na cidade de São Paulo/SP.

Pelo que sei ainda não fizeram nenhum gráfico com estatísticas apenas de venues e locais no Brasil, em setembro de 2010 o Maurício Maia publicou em seu Tumblr - Foursquare visualizando a rede - seus experimentos com dados capturados naquela época para analisar e visualizar a rede que se forma da relação entre as pessoas e os locais que elas frequentam, desta forma ficou visível que os aeroportos eram os endereços brasileiros com mais checkins.

Seguindo este raciocínio, com a ajuda da lista dos aeroportos brasileiros criada pelo usuário Marcos F. (Superuser Level 2), seguem os prováveis locais com mais checkins no Brasil:

01 - Aeroporto de Congonhas, São Paulo/SP
249.062 checkins, 60.635 pessoas e 2.002 fotos

02 - Aeroporto de Cumbica, Guarulhos/SP
221.395 checkins, 73.175 pessoas e 2.397 fotos

03 - Aeroporto Santos Dumond, Rio de Janeiro/RJ
105.382 checkins, 33.134 pessoas e 1.394 fotos

04 - Aeroporto de Brasília, Brasília/DF
102.536 checkins, 29.161 pessoas e 1.379 fotos

05 - Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro/RJ
92.021 checkins, 36.274 pessoas e 1.265 fotos

06 - Aeroporto Tancredo Neves, Confins/MG
76.039 checkins, 21.771 pessoas e 965 fotos

07 - Aeroporto Afonso Pena, São José dos Pinhais/PR
71.404 checkins, 21.130 pessoas e 745 fotos

08 - Aeroporto Salgado Filho, Porto Alegre/PR
65.136 checkins, 19.595 pessoas e 733 fotos

09 - Aeroporto de Viracopos, Campinas/SP
44.820 checkins, 17.607 pessoas e 659 fotos

10 - Aeroporto de Salvador, Salvador/BA
40.213 checkins, 15.924 pessoas e 629 fotos
Para comparar com números do exterior, existe um infográfico de 2010 quando o Foursquare atingiu 6 milhões de usuários, publicado no blog Mobile Marketing Watch em 24/1/2011: Foursquare Hits 6M Users; Food Venues Most Popular Checkin, Campuses Least Popular (Foursquare atinge 6 milhões, locais de comida são os mais populares para checkins, campus de faculdade os menos populares). Na época, entre os locais  mais populares por categoria estavam: New York Penn Station, hoje com 424.643 checkins, 95.063 pessoas e 866 fotos (Transporte), Union Square Greenmarket, hoje com 43.615 checkins, 19.994 pessoas e 345 fotos (Comida), Ace Hotel NY, hoje com 31.421 checkins, 15.866 pessoas e 221 fotos, etc.

Ainda sobre Foursquare e aeroportos brasileiros, a Plankton Digital monitorou e publicou o Infográfico 4sq nos aeroportos em outubro de 2010. Caso alguem saiba de alguma venue brasileira mais popular e que não seja um aeroporto, fique a vontade de comentar aqui.


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4.4.12

A produtora do video Pintinho Amarelinho, o 2º video brasileiro com mais exibições no YouTube



Matéria publicada em 6/1/2012 no Jornal Valor - Sucesso na web, 'Galinha Pintadinha' levanta voo - fala dos responsáveis pelo video Pintinho Amarelinho, que hoje contabiliza 102.372.933 exibições no YouTube, no momento o segundo entre os videos mais vistos no YouTube no Brasil depois do clipe Ai se eu te Pego do Michel Teló.

O Canal Juptube, lançado em 2008, onde estão publicados os videos Pintinho Amarelinho e Galinha Pintadinha (55.243. 074 exibições) e o site GalinhaPintadinha.com.br são iniciativas da produtora Bromélia Filminhos de Campinas/SP. Segundo a reportagem, o início do empreendimento não foi fácil. Em busca de financiamento, os criadores Marcos Luporini e Juliano Prado postaram a animação no YouTube para demonstrar a potenciais investidores. Os videos tem uma fórmula simples: a partir de canções de domínio público, livres de direito autoral, os produtores criam fonogramas e clipes com animação e personagens.

O crédito de potenciais investidores acabou não saindo e o primeiro vídeo da Galinha Pintadinha ficou esquecido pelos seus autores por uns três meses. Quando se deram conta, a Galinha Pintadinha já era um sucesso na web. Sem esperar por financiadores, os sócios lançaram mão de recursos próprios, convidaram alguns artistas e lançaram o primeiro DVD, em 2008. No Jornal Valor os idealizadores não declaram cifras exatas mas afirmam que os personagens movimentam "milhões de reais" por mês.

Além da venda de DVDs, Blurays e livros para colorir, o canal do YouTube podemos assistir uma animação patrocinada pela Lifebuoy que termina com um comercial desta marca de sabonetes e produtos de higiene pessoal da Unilever: Lava a mão - DVD Galinha Pintadinha 3 (9.932.415 exibições até o momento). 


Em cartaz até o dia 1 de julho de 2012 no Teatro das Artes no Shopping Gavea no Rio de Janeiro/RJ o espetáculo Galinha Pintadinha O Musical estreou dia 7 de janeiro resultado da parceria entre a Bromélia Filminhos, Geo Eventos e Som Livre. Na divulgação do musical, que além do Rio tem temporada prevista para São Paulo, aparecem números como mais de 250 mil CDs e DVDs vendidos. Hoje, o Canal Juptube tem 103.156 assinantes e 423.919.066 exibições no total.

Abaixo segue copy paste da matéria publicada no Jornal Valor:
Sucesso na web, 'Galinha Pintadinha' levanta voo 
6/1/2012 - Por Ivone Santana | De São Paulo       

Ana Beatriz tem o controle total de sua sala de estar. Na grande tela da TV, uma galinha azul percorre o cenário ao som de uma cantiga de roda que quase todo mundo já ouviu na infância, seja em casa, na rua com os amigos, ou na escola. Aos cinco anos de idade, Bia, como é chamada, impõe sua vontade ao resto da família. Quando quer assistir ao clipe da Galinha Pintadinha ou do Pintinho Amarelinho, ninguém consegue contrariá-la. Sua mãe, Ana Zetoli, já aprendeu a respeitar o desejo da menina, que se repete várias vezes por dia, praticamente desde seu primeiro ano de vida.

A animação virou um fenômeno na internet brasileira. Dos seis vídeos mais vistos no YouTube no Brasil, quatro são desenhos animados da turma da Galinha. Eles estão no canal Juptube, com o Pintinho Amarelinho em primeiro lugar e a Galinha Pintadinha em segundo. Desde que começaram a ser lançados pela Bromélia Filminhos, em 2008, os vídeos do canal já foram vistos mais de 350 milhões de vezes, um número que não para de crescer. Diariamente, de 600 mil a 1 milhão de espectadores acessam os vídeos.

Como muitas ideias bem-sucedidas, a fórmula é simples: a partir de canções de domínio público, livres de direito autoral, os produtores criaram fonogramas e um clipe com animação da Galinha Pintadinha. O início dos negócios, porém, não foi fácil. Em busca de financiamento, os criadores Marcos Luporini, 41 anos, e Juliano Prado, 40, postaram a animação no YouTube para demonstrar a potenciais investidores. O crédito acabou não saindo e o vídeo ficou esquecido pelos seus autores por uns três meses. Quando a dupla se deu conta, a Galinha Pintadinha já era um sucesso na web. Sem esperar por financiadores, os sócios lançaram mão de recursos próprios, convidaram alguns artistas e lançaram o primeiro DVD, em 2008.

O garoto Luccas está entre os mais novos fãs da série. Como no conto do "Flautista de Hamelin", ele é facilmente atraído para a frente da TV quando ouve a música do DVD, com a diferença de que, desta vez, o final é feliz. Com apenas um ano e ainda sem muita firmeza nas pernas, Luccas dança, bate palma e balbucia a letra. Sua mãe, Elisângela Martins Severino, descobriu a programação no consultório do pediatra, quando o bebê tinha oito meses. Ao comentar que Luccas não lhe dava descanso, recebeu de outra mãe o conselho para procurar a Galinha Pintadinha. Agora, Luccas assiste ao desenho três vezes por dia, durante 40 minutos por vez, em média.

A divulgação boca a boca foi um dos meios para tornar a animação conhecida. Com uma lojinha on-line, a Bromélia vendeu 500 mil cópias dos dois primeiros DVDs e prepara, com o perdão do trocadilho, os novos voos da Galinha: o terceiro DVD este ano, o lançamento da versão em espanhol - já disponível no YouTube - para distribuição por um parceiro em países vizinhos, o lançamento dos vídeos em Portugal, e a estreia de um musical, amanhã, no Teatro das Artes, no Rio. A temporada vai durar seis meses. Depois, chegará a São Paulo, com exibição prevista por um período idêntico. Também está sendo realizado um show itinerante por todo o país, desde outubro.

O musical conta com 18 artistas no elenco e foi produzido em parceria com a Geo Eventos, controlada pelas Organizações Globo. A direção do espetáculo é da produtora Ciranda de Três, com roteiro de Luporini e Prado, da Bromélia. A Som Livre detém os direitos fonomecânicos. O show itinerante, por sua vez, foi produzido inteiramente pela Bromélia, com um elenco de dez artistas. Entre as músicas estão clássicos infantis como "O Sapo Não Lava o Pé", "O Pintinho Amarelinho" e "Borboletinha", entre outras.

A Bromélia também estreou no ramo de licenciamento de personagens. Luporini conta que já assinou contrato com a Redibra e negocia com fabricantes de brinquedos e calçados. A expectativa é fechar acordos com mais de cem fabricantes neste ano. Além disso, ele fez uma aliança com a Editora Melhoramentos para lançar a série Canção Ilustrada, com quatro livros sobre os principais personagens. A chegada às livrarias está prevista até julho. Em vez de DVD, os livros trarão partituras para que as crianças tenham contato com a criação musical.

O diretor comercial da Melhoramentos, Manildo Cavalcante, diz que fechou acordo com a rede de supermercados Extra para a venda de 100 mil livros de pintar e colorir, a partir de março. Segundo ele, também já foi acertado com a Fnac a entrega de um livro exclusivo de atividades, em julho, cuja venda será acompanhada de um brinde da animação. Cavalcante calcula que a licença da marca venderá 300 mil unidades neste ano. "Aposto muito no modelo que nasce na internet e vem para o meio físico", afirma o executivo. O modelo, diz ele, é o licenciamento da marca Club Penguin, da Walt Disney. Só no ano passado foram vendidos 700 mil livros da marca.

Nem os celulares escaparam. Luporini e Prado desenvolveram aplicativos pelos quais vendem os clipes para os usuários de telefones móveis. Com um fã da Galinha Pintadinha em casa - o filho Pedro, de um ano -, Luporini quer ter as canções ao alcance do bebê em qualquer lugar, para acalmá-lo. "Agora entendo o porquê do sucesso. O DVD não tem violência, malícia, nem valor consumista ", afirma o produtor. "Pegamos coisas da cultura brasileira e as tornamos economicamente viáveis, e a internet foi vital para isso."

Rejeitada por investidores em seu nascimento, a animação acabou virando a "galinha dos ovos de ouro" para seus idealizadores, e movimenta "milhões de reais" por mês, segundo eles. Os valores não são divulgados.
Na sede da Bromélia, em Campinas, no interior de São Paulo, o sucesso é tratado com discrição. São apenas dez funcionários para cuidar de tudo, embora a cadeia de negócios envolva mais gente, de desenhistas contratados a parceiros de licenciamento, diz Luporini. Apesar de estrela, a Galinha Pintadinha nunca assumiu ares de diva.


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