24.5.07

Teletrabalho no Brasil

Mês passado o caderno de empregos da Folha de São Paulo, com a matéria Sede própria. Firmas criam programas para acompanhar a mobilidade do trabalhador, fez um breve levantamento do teletrabalho no país. Fala do pioneirismo da Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), cuja coordenadora Joselma Oliveira Pinto destaca o cuidado da empresa com a ergonomia do home-office e supervisão para detalhes como luminosidade, ruído e cadeira.

A reportagem também entrevista Alvaro Mello, vice-presidente da Associação Brasileira de Teletrabalho e Teleatividade (Sobratt). Segundo a entidade existem cerca de 4,5 milhões de trabalhadores remotos no Brasil e o número de funcionários que trabalham em casa, ligados por internet e telefone, aumenta de 10 a 15% ao ano. Empregados da Dell e IBM, empresas que também exercem esse modelo de trabalho, contam das vantagens deste tipo de rotina, menos trânsito, mais tempo com a família, produtividade, etc.

A matéria também cita o conceito de "mesa flexível", onde o funcionário pode usar aquela que estiver disponível, já que só exerce o expediente parte do tempo na empresa. A Folha cita a empresa NXP, multinacional da área de semicondutores, que adota o sistema de cores nas estações de trabalho. Verde para mesa livre, amarelo para as preferenciais por setor e vermelho para as que não podem ser utilizadas. Matéria de 14/2/2007 no jornal Gazeta Mercantil - Eles não demarcam território - também descreveu os escritórios flexiveis na Nokia (que funcionam desde 2004) e na Vivo (que adotou o modelo antes de 2004 nas áreas comercial e de compras). Ilustrando o texto, fotos de poltronas com tampos de mesas que destacam dos braços e mesas com gaveteiros acolchoados que viram banquetas, móveis que traduzem bem o conceito de mobilidade e flexibilidade.

Vale lembrar que o trabalho remoto também acontece de forma informal, sem que as empresas planejem uma política para isso, aqui no Yahoo! Tecnologia, a matéria BlackBerrys e laptops dificultam separação casa/trabalho revela que a tecnologia embaralhou definitivamente os espaços. Outro assunto relacionado, que citei aqui tempos atrás na coluna Ensino a distância nas Universidades Públicas, revela que a adaptação a essa nova realidade pode acontecer antes, na própria formação e treinamento profissional.

E há quem queira radicalizar, o gerente geral da empresa Harte Hank anunciou vai trabalhar em um veleiro-escritório batizado de MaTaJuSi. Silvio Ramos, adaptou uma embarcação, anunciou em um blog e parte em agosto para uma volta ao mundo sem deixar de realizar suas atividades e conduzir os negócios da companhia em que trabalha.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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