22.12.06

Ensino a distância nas universidades públicas

A UFScar e a UNESP podem se tornar as primeiras universidades públicas a abrirem cursos de graduação a distância ano que vem. Matéria da Folha Online cita que a UFSCar oferecerá 1.950 vagas nos cursos de educação musical, engenharia ambiental, pedagogia, sistemas de informação e tecnologia sucroalcooleira. Além das aulas virtuais os alunos terão que escolher um dos 19 Pólos Municipais de Apoio Presencial.

A UNESP ainda aguarda regulamentação do Ministério da Educação, Klaus Schlünzen Júnior, presidente da comissão de educação a distância da instituição afirmou na matéria que a prioridade é a qualidade do ensino, pois acredita que tem um nome a zelar. Nas recentes declarações que li de diretores destas instituições e do recém nomeado secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, acredita-se que o sistema remoto pode democratizar o acesso à universidade e incrementar a inclusão.

Talvez uma reação alternativa diante da pressão por cotas para alunos de escolas públicas e representação para grupos e etnias historicamente discriminadas. Outro fator de influência é a atuação cada vez maior neste campo, das faculdades privadas (veja lista dos cursos autorizados pelo MEC) e entidades mundiais, como os cursos na Open University inglesa para brasileiros, os cursos livres do MIT OpenCourseWare ou a notícia no site Asahi.com (em inglês) sobre a estréia da Cyber University japonesa.

Hoje aparentemente o modelo atrai principalmente aqueles que já trabalham ou moram em cidades distantes dos melhores centros de ensino, mas se engrenar, as ferramentas de e-learnig podem se tornar cada vez mais sofisticadas, como o equipamento de telepresença "teleportec" já citado aqui antes. Mas no final, muitos alunos acreditam que o teste definitivo de qualquer diploma, virtual ou não, é aquele feito pelo mercado de trabalho.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia
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