23.3.10

Passar roupas sem ferro e com vapor


Mês passado a Brastemp divulgou a nova Secadora de Roupas com uma ação simulando uma performance e intervenção urbana, que segundo o BlueBus foi criada pela DM9: Patinadora passando roupa em açao da DM9 para Brastemp no YouTube (direçao de criaçao de Sergio Valente, Moacyr Netto, Pedro Gravena, Rodrigo Almeida e Renata Florio). O video tinha 19.283 views dia 8 e hoje alcançava 49.993 exibições. A ação dá continuidade a estratégia que a marca vem adotando desde alguns anos, usando a publicidade de forma não convencional, nesta linha, eu gostei muito do recente Dinner in The Sky (outubro de 2009) e até participei de uma - Microonderia (julho 2008) - quando estava na Espalhe.

Os patins com ferros de passar chamam atenção para a tecnologia passa fácil do novo produto. Não cheguei a ler como funciona, mas pode ser um contraponto à tecnologia de passar roupas com vapor, adotadas por concorrentes como a Suggar (Passadeira a vapor Jet), lojas como a ShopTime (Passadeira a Vapor Fun Kitchen) e pequenos empreendimentos como a Agillisa.

Já tinha escrito sobre o assunto, e a fixação do brasileiro com roupas de fibras naturais e de manutenção trabalhosa, 4 anos atrás no post Máquina de Passar Roupas. Voltando a pesquisar, achei esse post de Juliana Correia - CHEGOOOOOOU a minha Passadeira à Vapor Fun Kitchen!!! - publicado em 10/11/2009, que abandonou o ferro de passar e conta seu teste com a nova aquisição, segue um trecho:
Se você é como eu que não suporta passar roupa, odeia ter que armar a tábua de passar, odeia ter que ficar torta para passar na cama ou afins, sempre se perde e amarrota o verso da roupa quando vira para passar do outro lado e tem uma incapacidade crônica de se acertar com o fio do ferro (que está sempre atrapalhando), essa é a solução. Para mim que odeio e não sei passar roupa, e ninguém passa para mim, ou seja, o meu problema foi sanado! É ÓTIMO para roupas do dia-a-dia! Não precisarei sair mal-passada ou amarrotada por aí!
Sobre a Agillisa, que não é portátil, descobri que a inventora apareceu no Jornal Nacional sobre inventores brasileiros veiculado em 4/10/2002, mas cuja sinopse continua no ar. Segue um copy paste:

Globo Repórter - Máquina de passar roupas

Muitos eletrodomésticos foram inventados, evoluíram e, hoje em dia, pouco se sabe sobre quem fez o quê. A televisão tem pai americano, francês, russo, escocês. É muito pai em pelo menos 80 anos de sucessivas reinvenções.

O ferro de passar precisa de ajuda. Há 1,6 mil anos, os chineses já usavam uma panela de latão com brasa para passar roupa. O ferro de passar dos tempos modernos não é muito mais do que isso.
"No século 21, não dá mais para ficar grudado num fio passando roupa", diz Célia Oliveira, aeromoça aposentada. Palavra de inventora e dona de casa que quer transformar o ferro de passar em peça de museu.
"Nós fizemos uma pesquisa, e 97% das mulheres consideram a tarefa de passar roupa a segunda mais chata e cansativa de todas as tarefas", revela. Arrumar a casa é considerada a pior tarefa doméstica, mas o sonho dos irmãos Oliveira é mesmo o de aposentar o ferro de passar.
"Tenho experiência pela minha esposa, que detesta passar roupa", conta Lupércio Oliveira, irmão mais velho de Célia e técnico em mecânica. Célia voou pelo mundo inteiro como aeromoça durante 18 anos. Tinha sempre que achar um jeito alternativo de passar roupa.
Em cada quarto de hotel, ela ligava a água quente do chuveiro. Porta fechada, roupas penduradas e, meia-hora depois, roupas muito bem passadas pelo vapor do ambiente. "Fui pensando em reproduzir esse sistema que dá certo para um equipamento que pudesse ser transformado num eletrodoméstico", conta a inventora.
Transformar a idéia no sonhado eletrodoméstico: missão para o irmão e seus conhecimentos técnicos. A invenção dos irmãos Oliveira tem cara de geladeira, tamanho de geladeira, mas é uma máquina capaz de passar roupa com vapor. Se chama "Alisadora Automática de Roupas".
"O único trabalho é apertar o botão de ligar e desligar. Ela faz tudo sozinha. Primeiro, entra um ciclo de vapor, que tem um determinado tempo. Depois, um ciclo de ar para secar esta umidade do vapor", explica Lupércio.

Não deixa de ser curioso, empresas e produtos inovadores e de ruptura praticamente sem design e comunicação e a grande corporação multinacional experimentando novas linguagens e formatos envolvendo boca-a-boca, conteúdo gerado pelo consumidor e redes sociais :-)


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