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4.12.09

Pulseiras do Sexo - Lenda urbana ou tendência adolescente?

Pulseiras do sexo
Recentemente minha mulher recebeu por email a notícia de que adolescentes e mesmo pessoas mais novas ainda estavam usando pulseirinhas coloridas com significados sexuais. Cada cor utilizada teria um significado em brincadeiras e joguinhos: amarelo seria abraçar, rosa mostrar os seios, verde para cunilingus, azul para felação, por aí vai.

O formato parecia muito com histórias de lendas urbanas (aconteceu com alguém conhecido, tome cuidado, etc), que tb circulam por email, mas desta vez acompanhada com a constatação real de que estas pulseiras estão na moda, sendo usadas pelos jovens e vendidas em camelôs no centro da cidade.

Pesquisando pelo Google achei matérias em jornais portugueses e brasileiros, apontando para reportagens publicadas na Inglaterra. Seguem trechos:

10/11/2009 - Gazeta (Espírito Santo): Pulseiras do sexo: uma mania adolescente
Os mais atentos já notaram que adolescentes vêm incrementando o visual com mais um item: uma colorida pulseira de plástico. O objeto parece inocente. Mas, na realidade, é um código para experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até o sexo propriamente dito. As pulseirinhas de silicone, agora promovidas “a pulseiras do sexo”, geraram o maior burburinho desde que começaram a aparecer. Alguns nem imaginam do que se trata. A moda, iniciada na Inglaterra, se disseminou pelo mundo, principalmente via internet, e é febre também dentro das escolas. Quem usa as pulseiras está automaticamente participando de um tipo de jogo (o Snap), que funciona assim: uns tentam arrebentar a pulseira do outro. Aquele que consegue ganha o direito ao “ato” ao qual a cor da pulseira corresponde. As “prendas” vão desde um carinho até uma atividade sexual.

Há pais que já ligaram o sinal de alerta. E muitos ficam chocados quando descobrem que a pulseira usada pelo filho serve para esse tipo de “brincadeira”. “Quantas mães não sabem do significado dessas ‘inocentes’ pulseirinhas e estão deixando as filhas e filhos usarem? Os pais precisam tomar uma atitude”, desabafou a mãe de um adolescente de 12 anos que usa várias pulseiras. A psicóloga Adriana Müller acredita que, para os pais, o melhor nessas horas é um diálogo franco com os filhos, explicando a eles os perigos associados a essa brincadeira. “Eles devem comparar esse problema com os valores defendidos pela família e criar limites para seus filhos”, aconselha. (Vitor Ferri)

29/09/2009 - Destak Portugal: As pulseiras do sexo
À primeira vista, uma colorida pulseira de plástico nos pulsos de crianças parece inocente. Mas na realidade são um código para as suas experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até ao sexo propriamente dito. (...) Quase tão chocante como as “festas arco-íris” – encontros com muito álcool e droga à mistura, em que as raparigas usam batons de cores diferentes para deixar a “marca” nos rapazes após o sexo oral -, as «pulseiras do sexo», que custam apenas um euro (um pacote com várias), têm um custo maior que foge ao alcance de muitos pais. (...)

Traduzi alguns trechos, inclusive o significado das cores, da materia onde aparentemente a onda se originou:

29/09/2009 - The Sun (Reino Unido): Bracelet which means your child is having SEX
Braceletes que permitem descobrir que seus filhos estão transando (...) As pulseiras do sexo (shag bands) estão sendo usados por milhares de estudantes do ensino fundamental e médio e podem ser compradas por centavos nas avenidas principais da cidade. (...) Os adolescentes correm atrás um dos outros para arrebentar as pulseirinhas, quando acontece, recebem em troca o ato físico que corresponde a cor da pulseira. (...) Amarelo - Abraçar, Laranja - Mordida do amor, Roxo - Beijo de língua, Cor de rosa - Mostrar os seios, Vermelho - Dançar strip tease, Azul - Sexo oral, Preto - Ir com tudo, Dourado - Fazer tudo (...) Pulseiras Raras. A preta e a dourada são mais difíceis de achar, quando encontram disponíveis em uma loja, tem que pedir para a mãe comprar (...)
Imprensa sensacionalista, moda, sexo, desinformação, ingredientes para duvidar se as pulseiras são apenas acessórios, uma tendência libertária e irreverente da nova geração, ou mais uma lenda para o acervo do folclore urbano.

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27.7.08

Lendas Urbanas e Teorias da Conspiração

bonecos

Matéria na Folha de São Paulo - Guia de sites compila teorias conspiratórias na internet - publicada em 22/07/2008 fala sobre o livro Web of Conspiracy, um guia de sites sobre teorias da conspiração na internet. Os autores James F. Broderick e Darren W. Miller pesquisaram e selecionaram 21 teorias, desde as mais polêmicas como as que contestam o suicídio de Marilin Monroe e Jim Morrisson e até as mais curiosas, como o Experimento Filadelfia, suposta tentativa de teletransportar um navio, promovido pela marinha americana.

Os autores reuniram apenas teses defendidas por intelectuais e cientistas, como Brenda James, que escreveu o livro The Truth Will Out: Unmasking the Real Shakespeare (A verdade vem a tona: desmascarando o verdadeiro Shakespeare) que revela que o questionamento da obra do dramaturgo inglês vem desde o século XVIII. O site do livro ( Webofconspiracy.net ) ainda reune links sobre o atentado às torres gêmeas de 11 de setembro, que é considerado pelos autores como o primeiro fato cujas teorias conspiratórias tiraram proveito do imediatismo proporcionado pela popularização do registro digital e da internet.

No suplemento de Informática do mesmo jornal, outra matéria - Internet Deu Fôlego a Lendas Urbanas, Diz Pesquisador - publicada em 20/02/2008, fala da tese de doutorado defendida por Carlos Renato Lopes na Universidade de São Paulo (USP). Formado em letras, Carlos analisou por 2 anos mais de 12 mil mensagens espalhadas pela internet, a maioria registrada no site Snopes.com, especializado em boatos. Historias como desodorantes que provocavam câncer de mama, jovens que se envolvem com homens para espalhar o virus da Aids, mulheres de branco que faz vítimas em estacionamento de shopping centers, etc, quase sempre enviadas com o assunto urgente ou confidencial.

O estudo concluiu que estas lendas urbanas quase sempre não tem autoria definida e envolvem elementos do cotidiano. Carlos revela que a historia do roubo de rins na banheira, retirado por traficantes, e contada desde pelo menos o final do século XIX. As lendas são adaptadas a diversas cidades e tem em comum os assuntos do momento - doenças, ataques e escândalos - e delineiam contrastes entre segurança e violencia, risco e conforto e quanto mais abalam o cotidiano, mais impacto causam.

Na mesma reportagem, uma nota complementa - Nua em NY: Top Brasileira Foi Foco de Uma História Fantasiosa (para assinantes) - o pesquisador cita uma lenda de vida curta: a história de que a top model Gisele Bundchen sairia nua em Nova York caso o time de seu namorado, Tom Brady, perdesse o campeonato de futebol americano.

Post publicado originalmente no blog do Yahoo! Tecnologia.

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