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24.5.10

Agências digitais estrangeiras no Brasil

Dia 13 de maio o grupo WPP anunciou a compra das agência digital Midia Digital e da i-Cherry, especializada em SEM - Search Engine Marketing. Fiquei sabendo da transação através do blog Startupi, que no post 2010, o ano do dinheiro estrangeiro nas startups brasileiras? linkou o release divulgado no site da WPP - WPP acquires digital agencies, Midia Digital and I-Cherry, in Brazil.

O comunicado diz que a Midia Digital foi fundada em 1995 em Curitiba, e segundo matéria no site Consumidor Moderno publicada em 30/01/2007, abriu o escritório em São Paulo em 2006. No site do jornal DCI - Marketing digital cresce e atrai estrangeiros - o fundador e presidente da Midia Digital, Guilherme Gomide, cita a sinergia com seus clientes HSBC e Johnson & Johnson, que tb são atendidos por outras agências do grupo.

Razorfish, RG/A, etc.

Na semana passada tb foi anunciado a abertura da filial brasileira da Razorfish, do grupo Publicis Groupe, com a presença de Joe Crump, vice-presidente da companhia. Segundo nota no Meio & Mensagem - Tassinari monta operação brasileira da Razorfish - quem vai comandar a operação por aqui vai ser Fernando Tassinari, que estava na Real Media e entre 1996 e 2004 presidiu a Modem Media Brasil, hj tb agência digital do Publicis, mesmo grupo que através da Digitas comprou a Tribal no final de 2008 e mantém acordo com a AG2.

Desta forma, a Razorfish, que já atendia o portal Terra nos EUA e América Latina, fica próximo de seu cliente no Brasil. No evento de abertura, Joe Crump da Razorfish culpou o modelo de remuneração brasileiro, baseado no BV que os veículos pagam para as agências, para justificar o baixo investimento em midias digitais em relação à TV e impresso. Sobre o assunto, o BlueBus publicou A culpa pela baixa penetraçao da propaganda online é só do BV? assinado pelo colunista Luiz Roberto Marinho. Para os gringos realmente deve ser estranho, nosso mercado tem até lei para regular a comissão da agência, o que torna único no mundo. Pra esquentar a discussão, lembrei destes ditados populares:

Diga a verdade e saia correndo.

Se só tem no Brasil e não é jabuticaba, não presta.

Segundo matéria no MMOnline - R/GA aterrissa no Brasil em 2010 - outra agência internacional prepara a aterrisagem por aqui, a R/GA. A reportagem cita o atendimento a conta Mastercard como principal motivo da abertura da filial. Na busca pelo assunto no Google, encontrei até estas ofertas de emprego para o escritório da agência no Brasil - atendimento, tecnologia, criação, design - publicadas no site de busca de empregos Indeed.

Voltando mais um pouco no tempo, lembro que no começo do ano a Euro RSCG 4D foi reativada, sob comando de Vinicius Reis, como o blog do Adonis registrou no post Euro RSCG 4D retoma operação brasileira, e no ano passado, tivemos a chegada da MC Saatchi Interactive, comandada por Kleber Viana, repatriado da Nova Zelandia, segundo nota no site Portal da Propaganda em 17/08/2009: M&C Saatchi abre operação interativa no Brasil e contrata novo diretor de mídia.

Primeira onda

Lembro que na primeira bolha pontocom o mercado tb assistiu a chegada de grandes agências digitais internacionais, além da citada Modem Media (hoje Publicis Modem), pioneira da publicidade online que o atual CEO brasileiro da Razorfish comandou tb, tivemos filiais da Organic (entre 1996 e 2001), Thunderhouse Zentropy (1999 - 2005), Grey Interactive (2001 a 2004), a própria Euro RSCG 4D (1999 - 2007), etc.


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17.10.08

Home broker em tempos de crise

Depois de crescer por anos seguidos de rentabilidade atraente, o sistema de home broker (compra e venda de ações pela internet para pessoas físicas) da BM&F Bovespa foi abalado pela recente crise financeira que fez despencar os mercados de ações nos EUA e afetou todo o resto do mundo. Com a expansão e popularidade o serviço estava sendo usado por pessoas comuns, que migraram os investimentos para renda variável e foram pegos de surpresa pela atual oscilação.

Matéria no Estadão - Foi Tudo Para o Ralo - publicada em 30/09/2008, contou sobre a reação registrada em comunidades no Orkut. Na comunidade Investidor Agressivo Profissional, criada em 2001 por Allan Arantes, ex-engenheiro de telecomunicações e Day Trader (negociador diário), entre seus mais de 10 mil membros vários relatos de perdas, reclamações e palpites sobre o futuro. Para alguns os ganhos de 2006 e 2007 acabaram sumindo mas Allan pretende continuar aplicando com foco na volatilidade, sem deixar de resguardar com ações pretensamente mais seguras, como os da Petrobras.



Um video no YouTube, recomendado no podcast NerdCast sobre Serial Killers, também foi apresentado como explicação aos tempos de crise: He-man explica a crise econômica internacional. Li tb no portal G1, a nota falando do comportamento de alguns investidores também a partir de relatos no Orkut. Pessoas que acompanham o canal Bloomberg e o sobe e desce das cotações como torcedores assistindo o noticiário esportivo e o desempenho de seu time do coração.

Itaú Corretora

Antes da crise, notícias como - Itau Corretora Faz Acordo com a NYSE - publicada dia 08/09/2008 no jornal Valor e reproduzida na Resenha Eletrônica do Ministério da Fazenda, falava da plataforma eletrônica de negociações que permitiria ao investidor estrangeiro ter acesso ao mercado brasileiro. A adesão da Itaú Corretora ao sistema da NYSE Euronext, que interliga 23 bolsas mundiais, estava prevista para acontecer em outubro, e a empresa contratou o executivo Jean Sigrist que tem passagens pelo Banco Itaú Europa Luxemburgo e pelo portal Investa, comprado pelo Itaú.

Na época do reportagem, o CEO Roberto Nishikawa revelou a internacionalização da operação com aberturas de escritórios em Dubai, Japão, Abu Dhabi, Cingapura e China, a mudança da sede do Jabaquara para a Faria Lima e a ampliação da equipe para 60 profissionais. O home broker da Itaú Corretora tinha crescido 152% no primeiro semestre de 2008 com 153 mil clientes cadastrados e R$ 7,2 bilhões em negócios.

Ágora do Bradesco

Bem antes, notícia na Folha - Bradesco Compra 2a Maior Corretora do País - publicada dia 07/03/2008, registrava a compra da Ágora pelo Bradesco BBI, braço de gestão de investimentos do maior banco brasileiro. A Agora, cujos donos eram ex-executivos do Banco Pactual, custou ao Bradesco R$ 830 milhões em dinheiro e ações pelo controle da empresa. Segundo a matéria, em 2007, Bradesco e Ágora somaram um volume de negócios de R$ 58 bilhões no home broker e R$ 239 na BM&F Bovespa. Marcio Cypriano, presidente do Bradesco, explicou o interesse do banco no sistema de informática, na agilidade e na equipe de 450 profissionais especializados da corretora adquirida. No primeiro bimestre do ano eram 133 mil clientes do Bradsco e 29 mil da Agora transacionando na bolsa.

Com sede no Rio, a Ágora receberia o presidente da Bradesco Corretora, Anibal Cesar dos Santos, apesar das operações continuarem independentes e com marcas separadas. Apesar de ter acompanhado o crescimento do Home Broker e considerar o Day Trader como uma nova profissão da era da informação eu mesmo nunca tive tempo e oportunidade de adotar este modelo de investimento em minha rotina. Vocês acham que com agora com os precos baixos e ações desvalorizadas o custo de entrada no mercado ficou atraente ou melhor ouvir aquele ditado que diz "ninguém deve aprender a nadar no meio do maremoto"?


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21.11.06

Cabrito na Sala - Projeto de Regularização da Internet

Desde que o projeto de cadastro dos usuários da internet foi apresentado pelo senador Eduardo Azeredo, o assunto tem provocado tanta polêmica que acabou levando ao adiamento de sua votação. A intenção inicial de criar uma lei para impedir crimes cibernéticos e golpes usando a rede causou apreensão por permitir também a quebra da privacidade e burocratização do acesso. A colunista Sandra Carvalho visitou o site oficial do senador e escreve em seu blog que o político é da área de tecnologia e trabalhou na IBM. Um paralelo imaginário com o mundo real, caso os procedimentos propostos na lei fossem adotados, foi feito pelo Sergio Leo em seu blog. Talvez a reação mais divertida foi uma história em quadrinhos descrevendo como seria nossa internet se exigissem dos usuários assinaturas em 2 vias com firma reconhecida em cartório.

Toda a agitação me fez lembrar aquela história indiana (ou seria árabe?) onde um consulente reclama de sua vida miserável para um sábio, a orientação que recebe é colocar um cabrito na sala. Depois de semanas convivendo com o animal, sua vida piora, vira um caos e ele volta ao sábio, que vaticina a solução: agora é só tirar o cabrito para tudo se transformar em uma maravilha.

Originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia
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