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3.11.11

Idéias para empresas usarem coworking

Google Code Jam, London

Quando se pensa em coworking geralmente temos a idéia de que esse novo formato de compartilhar o espaço de trabalho é destinado apenas a profissionais independentes, frilas ou empresas pequenas sem sede própria. Mas eu acredito que empresas estabelecidas podem se beneficiar do ambiente e da cultura em torno do coworking, que gira em torno do empreendedorismo, nomadismo, mobilidade e colaboração entre profissionais de diferentes áreas e setores sem hierarquia.

Um uso que já deve estar acontecendo é a facilidade de uma empresa ter algo próximo a uma rede de filiais instantâneas em diferentes cidades do Brasil e do mundo, assim profissionais corporativos podem contar com uma estrutura de negócios e produção lado a lado de profissionais independentes e outras empresas individuais. Lembro quando muito tempo atrás, visitando Arraial da Ajuda na Bahia, presenciei um grupo de publicitários em uma espécie de "retiro" ou "imersão" em torno do que parecia ser algum projeto especial ou treinamento da empresa. Depois fiquei sabendo que este tipo de força tarefa temporária reunida em um local diferente do habitual é adotado por agências geralmente para concorrências e criação de campanhas importantes.

Outro uso interessante, atualmente adotado por empresas de tecnologia em universidades e locais públicos, que tb poderiam ser adequados a espaços de coworking são os camps ou labs, gincanas de programação de 1 ou 2 dias geralmente usadas para recrutamento e inovação aberta. Como exemplos posso citar o Yahoo Hack Day, o Microsoft Web Camps, o Campus Party Labs e o Google Code Jam. Na área da construção existe o Tecnisa Fast Dating, penso assim que o formato pode ser adaptado para empresas e profissionais de outros setores, além da área de computação e desenvolvimento de software.

Segue uma lista de possíveis idéias para empresas usarem o coworking:
  • Coworking como filial temporária em locais com atrativos turísticos para motivar e descontrair a equipe.
  • Coworking como filial temporária em locais com público para mercado teste ou prospecção de novos clientes.
  • Coworking como filial ou central para trabalhadores remotos em locais distintos da sede da empresa.
  • Coworking como central para equipe multidisciplinar de uma mesma empresa em projetos especiais.
  • Coworking para treinamento e convivência de funcionários corporativos com outros profissionais independentes e empreendedores que utilizam o local.
  • Coworking para eventos de recrutamento de profissionais ou fornecedores em gincanas de colaboração aberta e competição de equipes.
  • Etc, etc, etc.

É claro que pelo caráter aberto e compartilhado destes espaços, as empresas devem usar o coworking sabendo que as informações não serão confidenciais ou secretas, os projetos nestes ambientes devem se beneficiar da transparência, troca e colaboração.

Os espaços de coworking já devem estar pensando neste tipo de cliente corporativo, além dos tradicionais freelancers e profissionais independentes, lembro que tempos atrás o Pto de Contato lançou o Mesão Pto de Contato, onde empresas podiam patrocinar horas de uso no coworking para profissionais ou colaboradores eventuais.

Voltando ao "retiro" em Arraial d'Ajuda, um alerta: lembro vagamente do vulto de uma pessoa empolgada (que devia ser o dono da agência) fazendo um discurso com o livro oitentista bicho grilo "Sem Tesão Não Há Solução" balançando na mão, acompanhado de aplausos e hurras por todos os colegas da mesa. Na hora torci para que em minha então iniciante carreira de publicitário eu nunca tivesse que passar por uma situação como aquela :-D


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3.8.11

Festival de Ideias, inovações para o desenvolvimento social

Iniciativa do Centro Ruth Cardoso em parceria com V2V, Mandalah e Catarse, o primeiro Festival de Ideias, Inovações para o desenvolvimento social (FdI). Segundo o site, a iniciativa quer promover o intercâmbio de ideias, criação colaborativa e soluções inovadoras, primeiramente em torno dos temas: mobilidade urbana, catástrofes naturais e violência. As 3 melhores ideias ganham R$ 10.000,00 cada e as melhores participam da etapa presencial que vai acontecer dias 20 e 21 de setembro na Cinemateca Brasileira em São Paulo/SP.

O Festival de Ideias (FdI) explica ainda que funciona na mesma plataforma em código aberto da rede de crowdfunding Catarse.me, o cadastro é feito a partir de outras redes sociais mais utilizadas e as ideias sugeridas (descritas em até 140 caracteres) poderão ser remixadas, copiadas e modificadas por todos.


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25.7.11

Lista de sites de crowdsourcing e frilas em publicidade e design

Clips mãozinha
Clips mãozinha (no home office), upload feito originalmente por wagnertamanaha.

Já tem alguns anos que pesquiso os sites de free-lancers e profissionais independentes ligados a comunicação e publicidade, mas desde que o termo crowdsource (recursos humanos da multidão) popularizou, novos sites misturando este conceito junto com comunidade, redes sociais em torno de jobs específicos estimulados por empresas ou que surgem de forma colaborativa vem aparecendo. Como não consegui achar uma forma clara de definir e separar quais as diferenças entre estes 2 formatos, caso existam, segue uma lista dos sites e perfis no Twitter com estas características no Brasil, incluindo alguns sites com versão em português ou filial no país.


BRASIL


99designs (jan.2013 - logo design, web design, etc. Versão brasileira de site internacional, acesso em fev. 2016 voltou a redirecionar para site em inglês)
99designs.com.br - @99designs 67.354 seguidores, fanpage com 38.968 fãs em 15/1/2013

99freelas (set.2013 - contrate freelancers e encontre trabalho online)
99freelas.com.br - @99freelas (175 seguidores), Facebook (8.188 fãs) em 20/8/2014

Aceleramei (jun.2015 - app de marketplace e gestão para microempreendedores individuais)
www.aceleramei.com.br - @aceleramei 122 seguidores, fanpage com 1.742 fãs em 11/2/2016

Bicos (dez.2014 - focado em serviços pra casa, cuidados pessoais, aulas particulares, transporte e festas, mas tem tb publicidade e design)
www.bicos.com.br - fanpage com 34.628 fãs em 11/2/2016

Bougue (mai.2011 - focado em reformas, construção e decoração, mas tem tb publicidade e design))
www.bougue.com.br - @_bougue 494 seguidores, fanpage com 2.299 fãs em 7/12/2011

BuscaFreela (jun.2011 - )
www.buscafreela.com.br - @BuscaFreela 1.423 seguidores em 7/10/2011

Campuse.ro (fev.2014 - plataforma para freelancers para campuseiros, oportunidades para inscritos no evento de tecnologia Campus Party.)
campuse.ro

Carreira Solo Freela Store (out.2012 - apenas produtos)
carreirasolo.org/freelastore - @falafreela 3.422 seguidores, fanpage com 7.787 fãs em 8/10/2012

Casa do Agente (mar.2011 - agentes e guias de turismo independentes)
casadoagente.com.br - Facebook (599 fãs) em 20/8/2014

CodeFreelas (jun.2013 - programadores, desenvolvedores, webdesigners, etc.)
codefreelas.com - @codefreelas (93 seguidores), Facebook (789 fãs) em 20/8/2014

Design Bee (jun.2011 a mai.2013)
www.designbee.com.br - @mydesignbee 118 seguidores

Encontre um nerd (set.2014 - assistencia técnica e serviços de informática, computadores, redes e internet)
www.encontreumnerd.com.br - @encontreumnerd 195 seguidores, fanpage com 3.558 fãs em 11/2/2016

Freela.com.br (ago.2005 - set.2014, freelas e projetos. Absorvido por NearJob.)
freela.com.br - @freelasbr (79 seguidores) em 20/8/2014

Freelancer.com (nov.2012 - versão em português de site internacional de programadores, desenvolvedores web e designers. Acesso em fevereiro de 2016 voltava a redirecionar para site em inglês.)
www.freelancer.com - @freelancer 48.121 seguidores, fanpage com 231.308 fãs em 2/5/2013

Freelancing (mar.2013 a out.2013 - publicidade, design, desenvolvimento web, etc. Interrompido em acesso)
www.freelancing.com.br - @freelancingBr 739 seguidores, fanpage com 964 fãs em 25/4/2013

Get Ninjas (out.2011 - Serviços para casa, aulas, eventos, reformas, moda, inclusive design e tecnologia.)
www.getninjas.com.br - @getninjas 539 seguidores, fanpage com 1.566 fãs em 7/12/2011

Indigoo (ago.2014 - mar.2015, creative generation, primeira plataforma de ações publicitárias colaborativas para midias sociais. Site fora do ar em dez. 2015)
www.indigoo.com.br - Facebook (1.242 fãs) em 16/12/2015

It's Noon (2010 - plataforma de co-criação colaborativa com crowdfunding)
itsnoon.net - @ItsNoonBr (1.088 seguidores), Facebook (20.911 fãs) em 19/6/2012

Joins (2014 - rede social de novos negócios, troca de cartões e oportunidades de trabalho e emprego)
www.joins.com.br

Kinomeia (jun.2011 - produtora crowdsourcing de video conteúdo. Site fora do ar em acesso em fevereiro de 2016.)
www.kinomeia.com.br - @kinomeia (3 seguidores), Facebook (832 fãs) em 28/12/2012

Logovia (2011 - mai.2015, logotipos, design gráfico. Absorvido por WeDoLogo.)
www.logovia.com.br - @sigalogovia (1.207 seguidores), Facebook 6.134 fãs em 11/9/2012

Logueria (2011 - logotipos, design gráfico, conteúdo multimídia)
www.logueria.com.br - @logueria (449 seguidores), Facebook 1.996 fãs em 2/12/2013

Menttoo (jan.2014 - rede social de mentoria em propaganda)
menttoo.com - @menttoo (31 seguidores), Facebook (252 fãs) em 20/8/2014

Nearjob (jul.2012 - plataforma online de oportunidades de trabalho. Absorveu Freela.com.br em setembro de 2014.)
nearjob.com.br - @nearjob (19 seguidores), Facebook (1.008 fãs) em 20/8/2014

Newboss (out.2013 - portal de jobs)
www.newboss.com.br - fanpage 210 fãs em 11/11/2013

Poptent (2011 - jun.2015, apenas comerciais em video, site internacional, filial brasileira interrompida em 2014.)
poptent.com - @poptent 2.135 seguidores

Powerfreela (abr.2013 - vagas de trabalho, estágio e frilas. Site com problemas no banco de dados em acesso de fevereiro de 2016.)
powerfreela.com.br - @power_freela (56 seguidores), Facebook (7.461 fãs) em 20/8/2014

Profissionais do Livro (mai.2009 - rede de profissionais do livro e editoras)
profissionaisdolivro.com.br - @clubedeautores (6.183 seguidores), Facebook (158.280 fãs) em 20/8/2014

Prolancer (mar.2011 - )
www.prolancer.com.br - @pro_lancer 20.737 seguidores

Sou Genial (set.2009 - restrito a estudantes universitários e jovens profissionais)
www.sougenial.com.br ou www.battleofconcepts.com.br - @sougenial 1.652 seguidores

SuperTau (jan.2011 a 2013 - TI, desenvolvimento, serviços em geral)
www.supertau.com - @sigaosupertau 155 seguidores

Tela Brasileira (dez.2012 - profissionais do mercado de audiovisual)
telabrasileira.com.br - @telabrasileira (3.363 seguidores), Facebook (9.364 fãs) em 20/8/2014

Testa Isso (jan.2013 - recrutamento de cliente oculto virtual e testes em websites)
testaisso.com.br - @testaisso1 (133 seguidores), Facebook (880 fãs) em 20/8/2014

Vagas Home Office (ago.2013 - vagas e cadastro para quem quer trabalhar em casa)
vagashomeoffice.com.br - Facebook (723 fãs) em 20/8/2014

Videoflot (mar.2012 - produção de videos, site internacional com versão em português desde 2014. Acesso em fevereiro de 2016 voltou a redirecionar para site em outra língua.)
www.videoflot.com - @Videoflot 899 seguidores, Facebook (1.456 fãs) em 16/12/2015

We Do Logos (dez.2010 - logotipos, design gráfico. Absorveu Logovia em maio de 2015.)
www.wedologos.com.br - Facebook 1.505 amigos em 11/9/2012

We Do Websites (mar.2013 - marketplace para criação de sites, blogs e e-commerce. Dos mesmos donos da We Do Logos.)
www.wedowebsites.com.br - @wdwebsites 20 seguidores, fanpage 3.579 fãs em 11/11/2013

WMarket (2013 - site de concorrência criativa - design, impressos e programação. Dos mesmos donos da We Do Logos. Virou We Do Websites em março de 2013)
www.wmarket.com.br

Workana (mar.2013 - versão em português da rede de talentos da américa latina)
br.workana.com - @workana 1.115 seguidores, fanpage Brasil 16 fãs, fanpage em espanhol com 1.177 fãs em 11/3/2013

xJobs (mai.2012 - 2013, site e fanpage fora do ar em acesso em fevereiro de 2016.)
www.xjobs.com.br - @xjobsbr 92 seguidores, fanpage 3.435 com seguidores em 13/11/2012

YouCreate (out.2011 - primeira agência colaborativa)
www.youcreate.com.br - @youcreate_ 176 seguidores, fanpage 696 com seguidores em 26/12/2011

Zooppa (2008 - concursos de criação, filial de site internacional. Filial brasileira funcionou até janeiro de 2013)
www.zooppa.com - @zooppabrasil 1.151 seguidores

---
Sociale (2006 - 2009) e Libero (2001 - 2004)
Iniciativas brasileiras pioneiras, o Libero era mantido por uma cooperativa de programadores.

E também uma lista de sites e seus perfis no Twitter de freelas e/ou crowdsourcing de publicidade, design, webdesign e serviços espalhados pelo mundo.


MUNDO


Authentic Jobs (2005 - )
www.authenticjobs.com - @authenticjobs 13.559 seguidores em 11/2/2016

Boblr (ago.2010 - )
www.boblr.com - @Boblr 672 seguidores em 6/9/2011

BootB (2008 - 2014)
www.bootb.com - @BootB 1.379 seguidores

CitizenGlobal (out.2009 - c/ ferramenta de edição online de videos)
www.citizenglobal.com - @studiocg 88 seguidores em 10/10/2011

Crowdontap (ago.2010 - 2014)
www.crowdontap.com - @CrowdOnTap 1.442 seguidores, eram 424 em 21/8/2010

Crowdspring (2008 - )
www.crowdspring.com - @crowspring 11.598 seguidores

Design Crowd (jan.2008 - )
www.designcrowd.com - @DesignCrowd 9.113 seguidores

Elance (1996 - mai.2015, juntou com Odesk e virou Upwork)
www.elance.com - @elance 11.965 seguidores

Flexjobs (2007 - telecommuting jobs)
www.flexjobs.com - @flexjobs 10.941 seguidores, Facebook (45.500 fãs) em 11/2/2016

Guru.com (2001 - )
www.guru.com - @guru_com 2.134 seguidores

Hourlynerd (abr.2013 - , apenas profissionais com MBA e formados em universidades americanas selecionadas)
www.hourlynerd.com - @HourlyNerd 5.768 seguidores, Facebook (6.151 fãs) em 11/2/2016

Idea Hunting (jul.2010 - )
www.ideahunting.net - @ideahunting 193 seguidores

Jovoto (1996 - )
www.jovoto.com - @jovoto 1.293 seguidores

Logobids (2007 - )
www.logobids.com - @logobids 4.760 seguidores em 20/3/2013

Mediabistro Freelance Marketplace (199? - )
www.mediabistro.com/fm/ - @mediabistro 89.275 seguidores

Odesk (2005 - mai.2015, juntou com Elance e virou Upwork)
odesk.com - @odesk (61.301 seguidores), Facebook (237.470 fãs) em 20/8/2014

OpenAd (2004 - 2011)
www.openad.net

Remote OK (fev.2015 - opção de busca por highest paid remote jobs)
www.remoteok.io - @remote_ok 1.096 seguidores, Facebook (258 fãs) em 11/2/2016

Remote Working (fev.2014 - )
www.remoteworking.co - @remoteworkingco 5.038 seguidores, Facebook (27 fãs) em 11/2/2016

Shocase (jul.2014 - rede de profissionais de marketing)
www.shocase.com - @shocase 2.673 seguidores, Facebook (8.490 fãs) em 20/7/2012

Skip the Drive (abr.2013 - browse telecommuting jobs)
www.skipthedrive.com - @skipthedrive 1.287 seguidores, Facebook (1.032 fãs) em 11/2/2016

Slogan Slingers (abr.2010 - apenas redatores)
http://sloganslingers.com

Trada (abr.2010 - abr.2015, somente links patrocinados. Site fora do ar em acesso em 12/2/2016.)
www.trada.com - @trada 3.391 seguidores

The Idea Lists (mar.2010 - )
www.theidealists.com - @TheIdealists 619 seguidores

Upwork (mai.2015 - a partir da fusão de Elance e Odesk)
www.upwork.com - @Upwork 87.122 seguidores, Facebook (313.559 fãs) em 11/2/2016

Virtual Vocations (2007 - all telecommuting jobs in one place)
www.virtualvocations.com - @virtualvocation 5.272 seguidores, Facebook (6.035 fãs) em 11/2/2016

We Work Remotely (out.2013 - patrocinado pelo livro Remote)
www.weworkremotely.com

Wfh.io (abr.2013 - work from home jobs)
www.wfh.io - @wfhio 6.649 seguidores, Facebook (169 fãs) em 11/2/2016

Wooshii (2011 - somente videos e animações)
www.wooshii.com - @wooshii 1.117 seguidores em 20/7/2012

Working Nomads (jan.2014 - curated list of remote jobs)
www.workingnomads.co - @workingnomads 2.626 seguidores em 11/2/2016



Apesar de acompanhar o mercado e a movimentação em torno destes empreendimentos e da idéia da agência de comunicação e publicidade ou equipe de criação descentralizada e aberta, no formato crowdsourcing ou reunião sob demanda de frilas independentes, eu mesmo nunca conduzi ou participei de um projeto através de algum dos sites da lista. Mas nestas pesquisas lembro que na época da bolha pontocom encontrei pedidos de banners e campanha online para o site de músicas DeGolpe, um grande anunciante na época.

Conversando com pessoas que já deram uma olhadas nestes sites, muitos profissionais acharam a disputa por jobs e leilões muito injusta. Talvez para estudantes ou iniciantes, seja uma alternativa para começar a carreira e montar um portfólio ganhando alguma coisa. Aliás, mesmo quem nem estuda ou faz faculdade de comunicação ou publicidade pode disputar os jobs, contratos e concursos. Muitos dos sites são aberto a amadores e pessoas com talento, vontade ou criatividade, próximo ao modelo de co-criação de conteúdo envolvendo o consumidor e aficcionado do que apenas restrito a profissionais.

Mesmo que para as marcas e empresas seja interessante e eficiente, publicitários e designers já estabelecidos e com redes de relacionamento, prestígio e reputação já consolidados não serem atraídos por este sistema. De qq forma, quando uma peça ou campanha memorável ou de resultados marcantes emergir destas comunidades, o sistema possa ser visto como competitivo por todo o mercado.


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6.7.11

Constituinte da Islândia no Facebook



Vi essa matéria ontem no Jornal Folha de São Paulo - Constituição.com (para assinantes) - sobre a elaboração da nova constituição da Islândia e o acompanhamento e participação do cidadão comum através das redes sociais, principalmente na fanpage do Conselho Constitucional no Facebook. Segundo reportagem do jornal inglês The Guardian - Mob rule: Iceland crowdsource it's next constitution - o Conselho tb tem perfil no Twitter @stjornlagarad (435 seguidores) e Canal Stjornlagarad no YouTube (7.003 exibições). Abaixo segue copy paste da matéria da Folha:

Constituição.com
5/7/2011 - Diogo Bercito, de São Paulo

O governo da Islândia está aproveitando as redes sociais de internet para uma função inusitada: a escrita da nova Constituição do país, em substituição à atual, de 1944. O conceito, no jargão da web, é o de crowdsourcing, ou seja, realização de projetos com ajuda maciça de usuários da internet.
No caso da Islândia, isso foi facilitado pelo fato de o país, no norte da Europa, ter população pequena (311 mil habitantes), altos níveis educacionais e praticamente 100% de acesso à internet.
As reuniões da Assembleia Constituinte são transmitidas on-line, e os cidadãos dão opinião nas redes sociais (sobretudo Facebook) a respeito da nova Carta. O resultado dessa colaboração civil será um rascunho entregue em 29 de julho para votação no Parlamento.
Em entrevista à Folha, a primeira-ministra islandesa, Jóhanna Sigudrardóttir, afirma que a experiência trouxe aumento da "consciência a respeito dos assuntos constitucionais" e que "o debate sobre essas temas fundamentais nunca esteve tão vivo".
Entre as questões discutidas pela internet está a troca do sistema semipresidencial (em que presidente e primeiro-ministro dividem o poder) por um modelo parlamentar. "Estou no aguardo para ver como a posse dos recursos naturais será abordada", diz Sigudrardóttir. "É um assunto muito controverso, diante dos nossos estoques de pesca, de certa maneira privatizados no último governo."

Motivação

Para o economista Thorvaldur Gylfason, 59, a nova Constituição é reflexo da crise de 2008, em que o mercado financeiro do país ruiu.
"Quando todo um sistema bancário entra em colapso, devemos checar as fundações constitucionais das estruturas econômicas e políticas", diz, em entrevista à Folha.
Ele é um dos 25 membros da Assembleia Constituinte, eleitos com voto popular em 2010, entre 522 candidatos.
"Rascunhar uma Constituição pela internet é bastante diferente de quando os legisladores consideravam mais seguro estar fora de alcance."
A participação popular garante, segundo o economista, contribuições nas áreas de domínio de cada cidadão.
Por exemplo, foi incluída a sugestão feita por um policial de que a Constituição torne mais fácil a recuperação de propriedades roubadas.
A primeira-ministra acredita que o apoio amplo da população é essencial para uma nova Carta, "pois (um novo texto) significa um novo contrato social". "Temos todas as razões para envolver a sociedade em todas as etapas."
O produto final desse processo, para Gylfason - que culpa a corrupção bancária e o lobby da indústria pesqueira pela quebra do país - tem de ser como uma "barreira contra governos incapazes".


Reforma política e Movimento Anonymous no Brasil


Aqui no Brasil existe a intenção do novo governo tentar aprovar uma reforma política e algumas propostas sobre voto distrital, fidelidade partidária, financiamento de campanha, etc, começaram a acontecer. Infelizmente nenhum partido ou parlamentar colocou em pauta a discussão em torno do voto obrigatório, assunto que na minha opinião viria na frente de todo o resto. Sempre achei estranho exercer a democracia com uma imposição, parece que a obrigatoriedade do voto é adotada em poucos países além do Brasil. De qualquer forma encontrei no Facebook uma fanpage Diga Não ao Voto Obrigatório, infelizmente os posts quase que apenas criticam o sistema atual em vez de defender os argumentos do voto opcional.

No meio da aparente retomada da mobilização política através de hashtags e das redes sociais, com a revolução da Primavera no Oriente Médio, a ocupação de praças na Espanha e Grécia, o exemplo islandês da constituinte aberta e até mesmo as nossas marchas da maconha e o churrascão diferenciados, um novo discurso e atitude pode emergir. No YouTube existe um suposto canal do movimento Anonymous do Brasil (20.264 exibições), cujo video manifesto em forma de clipe musical com voz eletrônica ilustra este post. O video ainda não tem potencial chacoalhar a civilização do século XXI como o manifesto do partido comunista fez no século XX, mas meu destaque vai para a parte do discurso que alerta para o mundo de distrações que envolve a vida na sociedade de hoje e como isso contribui para manter o atual estado das coisas.


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24.4.10

Tocando videos simultâneos do YouTube

YouTube Doubler.egg by wagnertamanaha on Aviary
YouTube Doubler.egg
by wagnertamanaha on Aviary

No fim do ano passado o blog Know or Never publicou a dica - O que é YouTube Doubler? - indicando o site que permite executar 2 videos do YouTube simultâneamente. A idéia é se divertir mixando videoclipes e a partir dessa mistura criar novas músicas e sons. A ferramenta tb permite que o VJ instantâneo determine o tempo que um video começa em relação ao outro, permitindo um mínimo de sincronização (sem contar com eventuais delays no carregamento dos arquivos, claro).

Depois de ver no YouTube Doubler esse mashup feito pelo VJ Real - Annoying Orange Wazzup vs. Roulet - Kitamanda, fiz esta experiência unindo 2 memes/sucessos musicais recentes do YouTube:  Tchananã do Mike de Mosqueiro com Trololol Soviético.

Clipes com videos simultâneos

A linguagem que o YouTube Doubler permite reproduzir toscamente tem outros exemplos mais sofisticados, quase sempre ligados a música. O blog e*ideias da Paula Rizzo comentou o One Frame of Fame, projeto de video colaborativo via webcam no post C-Mon & Kypski: crowdsoucing em videoclipe, revelando que eram mais de 4 mil participações em 8/1/2010. Com uma idéia bem parecida, o clipe da música Hibi no Neiro do grupo japonês SOUR, divide a tela com várias cenas filmadas no estilo webcam, que se complementam. No ar desde 1/7/2009, tinha hoje 2.537.278 visualizações e rendeu ao grupo a indicação ao Webby Awards.

Mas antes disso tudo houve o ThruYOU, Kutiman mixes YouTube, projeto home based - totalmente feito em casa - do produtor israelense Kutiman (cujo nome verdadeiro é Ophir Kutiel) que passou os dois primeiros meses de 2009 trabalhando com uma orquestra de pelo menos 100 músicos amadores e profissionais, como registra a matéria da Folha Ilustrada publicada em 31/3/2009: Produtor pega trechos de mais de cem vídeos e compõe 7 músicas. Seguem trechos:
Segundo Kutiman, nada do que foi copiado contou com autorização prévia de seus autores. Alguém reclamou? "Alguns entraram em contato comigo. Falei com um dos cantores pelo telefone, e foi muito legal. Todo mundo amou o projeto e agradeceu por ser incluído nele. Agora recebo vídeos com gente tocando e pedindo: 'Por favor, me use na próxima vez'."

(...) O Thru-YOU chegou a virar obsessão. "Minha cama fica a um metro do computador, então eu perdi a noção do dia, porque eu só dormia e acordava para trabalhar, comendo pão e coisas do tipo. Eu estava tão fascinado com o projeto que não fiz mais nada da vida, não saí nem encontrei amigos", diz.

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26.3.10

Democracia direta nos partidos e até no TRE

Semanas atrás recebi um spam de um suposto partido pela democracia direta, ou algo parecido, já que não consegui localizar o email original. Fiquei surpreso, não pela abordagem, que neste ano de eleição promete extrapolar, mas sim pelo tema. Na minha opinião, da mesma forma que a pirataria, muito ligada ao conceito do anarquismo e da sociedade sem governo, a democracia direta deixa entender que partidos políticos e organizados da forma que existem hoje podem se tornar obsoletos. No entanto, parece que a defesa de ambas as causas por si só viraram motivos para criação de partidos :-)

Tempos atrás escrevi aqui o post Partido Pirata Brasileiro e, pesquisando sobre o eventual partido da democracia direta, encontrei os sites Democraciadireta.org e a comunidade Democracia Direta Já no Ning.

Democraciadireta.org.egg by wagnertamanaha on Aviary
Democraciadireta.org.egg by wagnertamanaha on Aviary

O primeiro (captura de tela acima) as vezes dá a impressão que vc está em um ARG (Alternative Reality Game) :-) Em torno da defesa da participação direta já existem vários links para sites que defendem e simulam o funcionamento online, aberto e descentralizado de uma bolsa de valores aberta, uma universidade com incubadora de negócios online e até justiça e mediação de conflitos. Não sei até que ponto são ferramentas e serviços online já disponíveis ou um exercício de imaginação, um RPG no estilo do micronacionalismo, etc.

A comunidade no Ning, criado pelo corretor de seguros Anilton de Oliveira, ainda tem poucos membros mas me cadastrei por curiosidade. Lá tb tem um estatuto para um Partido da Opinião Popular. Não sei se ambos os sites estão ligados, de qq forma existe até um blog chamado Movimento pela Democracia Direta, onde encontrei a entrevista do professor Julian Borba publicada em 14/9/2007 no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Santa Catarina - Professor da UFSC fala da democracia direta na era digital - e separei este trecho:
Desde os gregos nunca tivemos tanta possibilidade de uma interação direta entre indivíduos e Estado, como as que agora estão abertas. A democracia direta é viável, é possível, mas a questão que se coloca é se é desejável. A idéia de inclusão do voto eletrônico como uma possibilidade efetiva, ainda gera muitos questionamentos, pelo menos a curto prazo.
Esta palestra do professor no TRE catarinense, onde ele proprio destacava as 17 experiências de orçamento participativo daquele estado, entre as 174 no Brasil naquele momento, pra mim já é um sinal que o próprio governo busca entender a viabilidade do conceito da democracia direta e suas derivações.

Ano de eleições

No meio da avalanche da cobertura política, de campanhas eleitorais e ações em social media com ambição de mimetizar o sucesso da campanha do presidente eleito Obama nos EUA, quem sabe este ano o tema da democracia direta e online seja mencionado pelos candidatos e ativistas. Lembro de ter ouvido promessas como: plataformas que defendem plebiscitos mais frequentes, consultas constantes à população, mandatos compartilhados com eleitores via internet, etc.

No começo do mês, matéria no suplemento Link do Estadão citou várias iniciativas de transparência e participação dos cidadãos em relação as cidades e governos. O site Webcitizen, uma das empresas citadas, reproduz o video Web Cidadania: a Internet a serviço da sociedade. A matéria cita: Urbanias.com, Esfera.mobi, Sacsp.mamulti.com, Votenaweb.com.br, Votoconsciente.ning.com e Cidadedemocratica.com.br.

Pra terminar, vale lembrar a apresentação do Fabio Seixas do Camiseteria, sobre Crowdsourcing e Democracia Direta disponível no Slideshare:

27.2.10

Clay Shirky, Steven Johnson e Pierre Lévy no Brasil

Dias 11, 12 e 13/03/2010 acontece a CIRS - Conferência Internacional sobre Redes Sociais em Curitiba/PR. O evento faz parte da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras e é organizado pela Escola de Redes, que se define como uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving (articulação e animação de redes). Os destaques serão as presenças de Clay Shirky, Steven Johnson e Pierre Lévy, gurus do crowdsourcing, emergência e cybercultura. Com convidados internacionais de peso e adotando os conceitos que defende - colaboração, descentralização, organização e divulgação voluntária - tudo em torno de uma comunidade no Ning, acredito que a conferência alcance facilmente a meta de mil inscritos (hoje são 760), registrada nesta apresentação feita para quem quiser divulgar o evento.

Desde que li o artigo Power Laws, Weblogs and Inequality de Clay Shirky, escrito em 2003, tento acompanhar as idéias dele. Quando misturou leis da física ao fenômeno dos blogs - que estava começando a ganhar força e influência - lembrei imediatamente das aulas no cursinho e, revendo os gráficos, fiquei até com a impressão de que Chris Anderson materializou dali o conceito "cauda longa", um dos fundamentos da nova economia e da era da informação. Shirky é autor do livro Here comes everybody. The power of organizing without organizations, publicado em 2008 e comentado por Juliano Spyer no post Clay Shirky e o valor das coisas sem valor. Quem tb postou sobre o guru foi Alexandre Matias, que publicou no blog Trabalho Sujo a entrevista que fez para o Link Estadão: Clay Shirky, a cultura digital e o Brasil.

Steven Johnson, outro palestrante convidado, é autor do livro Emergência A Dinâmica De Rede Em Formigas, Cérebros, Cidades. Tb não li, mas pelo título parece que Johnson, assim como Shirky, usa referências das ciências exatas para entender a comunicação entre pessoas, potencializada pela tecnologia e internet. O autor veio ao Brasil em 2008 e participou do programa Roda Viva da TV Cultura, Grazziani Colombo gravou e publicou os videos postou os videos no YouTube e reuniu tudo no post Debate em vídeo na íntegra com Steven Johnson. Em 2001 Pierre Lévy, filósofo francês e autor do livro Cibercultura, também esteve no Roda Viva. O registro do programa está disponível no site Memória Viva da Fapesp.

Redes sociais, inteligência coletiva, cultura digital e quem sabe até mesmo memética. O próprio Augusto de Franco, escritor e principal articulador da Escola de Redes e da CIRS, tem um livro eletrônico disponível no Bookess - 10 escritos sobre redes sociais - com um capítulo onde explica a teoria dos memes sugerida por Richard Dawkins. Penso que com esse perfil a conferência também vai ganhar identidade única, destacando do conceito dominado pelo pessoal da semiótica e gestalt, que aconselham mantermos distância do determinismo biológico nas ciências humanas.

O evento também vai abrigar palestras de brasileiros e desconferências, chamadas de Open Space, onde os participantes podem sugerir os temas desde já no tópico A CIRS já começou. A divulgação tb é colaborativa e aberta, Ibrahim Cesar do blog 1001 Gatos de Schroedinger criou um logo e está cadastrando quem quer camisetas. Se tudo der certo, estarei lá com a Paula Marsilli, quase uma micro caravana aqui da 141 SoHo Square :-)


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28.5.09

Flickr The Commons


Foreign Buildings
Upload feito originalmente por The Field Museum Library
O Flickr criou o grupo The Commons reunindo várias imagens de museus e bibliotecas do mundo que resolveram compartilhar seu acervo de domínio público, sem direitos autorais. Parece que a idéia é que os usuários conheçam e usem mais as imagens e ajudem a catalogar, identificar, tagear, as fotos, colaborando para sofisticar a chamada busca social no conceito da velha folksonomy (ou gentenomia).

Segue texto da descrição do projeto:
Flickr The Commons.
Sua chance de contribuir com a descrição das coleções de fotos públicas do mundo.
As principais metas do projeto The Commons no Flickr são, em primeiro lugar, mostrar a você os tesouros escondidos nos arquivos de fotografias públicas mundiais e, em segundo lugar, mostrar como a sua adição e o seu conhecimento podem ajudar a enriquecer ainda mais essas coleções.
Você está convidado a ajudar a descrever as fotografias que descobriu no The Commons no Flickr, adicionando tags ou deixando comentários.
Não tem quase nada sobre o Brasil ou de brasileiros (a foto acima mostra o pavilhão brasileiro na Feira Mundial de Chicago de 1893), mas fica a dica pro pessoal dos Arquivos Publicos, Pinacotecas e instituições como o Instituto Moreira Salles, Museu Lasar Segall, etc.

27.1.09

Incubadoras e Chocadeiras Tecnológicas

Filha de Gera ensinando a Uirá como brincar no Touchglass opensource do Tio pixel

Caminhando pela Campus Party Brasil encontrei e conversei com vários amigos e conhecidos do mercado de internet e redes sociais, acadêmicos, ativistas e estudiosos de cultura digital e do software livre. De diferentes gerações (comecei a trabalhar com web em 1996) que tive a oportunidade de conviver.

Desejei sucesso e boa sorte para o Alexandre Fugita e seu novo empreendimento, o Startupi, um blog sobre startups brasileiras inspirado no sucesso do Techcrunch. Paradoxalmente, em tempos de crise financeira e aversão a novos investimentos, é que as idéias criativas e eficientes se destacam da cortina de fumaça e projetos mirabolantes, maliciosos ou ingênuos, que abundam em tempos de bolhas. Fugita já escreveu sobre o Power, agregador de redes sociais, o Gengibre, microblogging em áudio via celular e até mesmo sobre o BlinBlin, sistema de blog por email remunerado pelo Boo-Box.

O próprio Boo-Box, criado por Marco Gomes, é um exemplo de startup brasileira estabelecida depois da visibilidade que ganhou após ser mencionada no Techcrunch em 2006. Prova mais uma vez que o conteúdo do blog gerou uma comunidade de valor em torno do assunto, tornando ele próprio uma incubadora de negócios. Mistura revolucionária onde os leitores viram uma comunidade de clientes e investidores, com observadores virando observados e espectadores, protagonistas.

Nesta Campus Party finalmente me encontrei pessoalmente com Daniel Pádua, designer defensor da cultura e software livre que conhecia virtualmente desde 2000. Dpádua me antecipou um resumo de sua palestra sobre a teoria do teleiro, uma nova geracao de designers formada em um ambiente aberto e descentralizado da web. Daniel, morador de Brasilia, como foi Marco Gomes, tambem despontou jovem, seu projeto Blogchalking, de identificacao geografica de blogs, teve adesao de blogueiros do mundo todo. Mas ao contrário do Boo-Box, criado para facilitar a integração de blogs com o comércio eletrônico, o Blogchalking nunca teve a intenção de virar um negócio. No máximo incentivou os participantes da lista Metáfora a adotarem o termo chocadeira, em contraponto aos formatos corporativos e capitalistas de incentivo a novas idéias e inovação.

Conversei com o Dpádua sobre Open Source Branding, tema levantado pela Agencia Click que patrocinou um stand e reuniu personalidades para debater no evento. Defendi que a água de côco e o açaí com guaraná eram dois grandes exemplos de arranjos produtivos que nasceram, cresceram e se tornaram competitivos de forma descentralizada e autônoma, uma gestão de marca e negócios open source, tão presentes quanto o linux. Não sei se convenceu, mas fica como tema para próximos posts :-)

Integrantes do MetaReciclagem, projeto também nascido no Metáfora que ganhou grande visibilidade, ocuparam um espaço razoável no evento. O movimento defende a apropriação da tecnologia considerada obsoleta, reativadas atraves de software livre e metodologias colaborativas e anunciou o registro de sua historia no Mutirão Gambiarra.

Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

13.6.08

Microonderia Brastemp



Ação conjunta da Brastemp com o site Camiseteria mas em vez estampas de camisetas as ilustrações serviriam para decorar e personalizar microondas. A ação da Espalhe Marketing de Guerrilha envolveu um concurso para designers e ilustradores, no esquema do Camiseteria. Mas em paralelo foi lançada uma votação com estampas pré selecionadas representando blogs e fotologs, tb valendo prêmios. Selecionamos, consultamos e conversamos com alguns autores populares e ligados a temas como culinária, design e moda. No final, entre aqueles que aceitaram participar, o ganhador levou um microondas da marca, e outros receberam adesivos exclusivos.

Leia no Blog de Guerrilha:
- Vista seu microondas!
- Microonderia é recorde no Camiseteria


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3.5.08

Campanha Desligue a TV

Aconteceu na semana de 21 a 27 de abril a campanha Desligue a TV, defendendo o lema "Revele seu talento criando sua própria programação de TV". O Yahoo! Tecnologia publicou dia 23/04/2008 entrevista com Maria Helena Masquetti, uma das organizadoras do evento. Segue copy paste:
O que tem de bom hoje na TV? Nada
Por Lucas Pretti

São Paulo, 23 (AE) - Corra para os jornais, pergunte para os vizinhos ou até se exponha na internet. Mas nada de televisão. Uma campanha iniciada hoje propõe o radicalismo contra o que chama de "consumismo desenfreado" provocado pela telinha. A proposta do "Desligue a TV" (www.desligueatv.com.br) é que os brasileiros fiquem sem pegar no controle remoto até domingo, dia 27. Você agüenta? A ex-publicitária e psicóloga Maria Helena Masquetti, uma das organizadoras, tentou explicar essa história.

Esta é a última semana para declarar o Imposto de Renda. De acordo com a campanha, não posso buscar informação na TV. O que fazer se for minha única opção?

Maria Helena - Pode ligar o rádio, procurar um jornal, há mil formas. A informação via TV não é necessariamente a mais completa e sim a mais atraente, com o intuito de lucrar com publicidade. O fato de pensar alternativas já atinge o objetivo da campanha, que é desenvolver uma massa crítica para questionar a presença da TV no dia-a-dia.

Generalizar não é sempre um erro? Não há nada de bom hoje na TV?

Maria Helena - Diria que nada; está muito difícil achar alguma coisa de bom. O que está acontecendo de errado não é apenas o conteúdo, mas o uso que se tem feito da TV, tanto pela comunicação mercadológica quanto por quem assiste. Nós fazemos um convite à reflexão: por que vivemos em função da televisão?

Precisa ser tão radical?

Maria Helena - O movimento tem essa marca da palavra "desligue", mas a idéia é "desligue a TV para pensar como usá-la". Ela já dominou muito a capacidade de decisão da pessoa. Em um namoro, às vezes não se propõe um "tempo"? É a mesma coisa. Depois pode ligar de novo, mas com perguntas, questionando. Principalmente no caso de crianças, que têm nos pais o exemplo de pessoas prostradas em frente à televisão.

Então como deve ser a educação na prática? A criança pede para ver o mesmo desenho do amigo na escola e o pai deve dizer o quê?

Maria Helena - É mais do que isso. Os pais precisam atuar efetivamente e não ceder ao convencimento da criança. Não é a criança que sabe o que é melhor para ela. O que importa é a atitude, o filho perceber que o pai determina o que é melhor. A própria mídia é culpada por essa mensagem de "todo mundo tem" que a criança usa como argumento. Crianças precisam de experiências reais, sensoriais.

A internet pode ser tão ou mais "perigosa" que a televisão. Mas internet não é "proibida". Por quê?

Maria Helena - Dos males o menor. Precisamos começar por algum ponto. Quem já tem iniciativa de desligar a TV para assistir a um DVD ou ligar a internet, já conseguiu passar de uma posição passiva para uma ativa. Já é um movimento. A partir da primeira decisão, vêm outras, que podem incluir a reflexão sobre a internet.

Você é publicitária. Quer dizer que conhece o "outro lado" da mídia?

Maria Helena - Fiz muita publicidade! Virei psicóloga para me redimir um pouquinho (risos).

Você tem TV? Assiste a quê?

Maria Helena - Uma só, grandinha, na sala; não devemos ter televisão nos quartos. Sobre a programação, eu presto atenção em filmes (mas odeio comerciais), algumas entrevistas e notícias.



Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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25.4.08

Guerrilhapedia - Enciclopédia aberta de marketing de guerrilha e boca a boca

Shot Guerrilhapedia.egg on Aviary.

Entrou no ar dia 25/04/2008 a enciclopédia aberta sobre Marketing de Guerrilha e Marketing Boca-a-Boca implementada pela Espalhe.

Seguindo o modelo de sucesso e inovação da Wikipédia, lançamos o wiki Guerrilhapédia para ajudar a esclarescer e explicar os diversos temas, exemplos e peculariedades da área. Tb aproveitamos meu histórico e admiração pela ferramenta e a chegada do Ariel Gajardo na equipe de redes sociais, na universidade ele fez um TCC sobre o assunto, para reunir outras pesquisas semelhantes e criar verbetes com palavras e expressões mais utilizadas e/ou curiosas como: Astroturfing, PR Stunt, Cauda Monga e Maior, Menor, Mais Pesado, Mais Comprido, Mais Gente etc

A iniciativa foi bem recebida por Juliano Spyer, autor do livro Conectado, que escreveu em 3/6/2008 o post: Espalhe disponibiliza enciclopédia sobre marketing de guerrilha

Leia tb no Blog de Guerrilha: Guerrilhapédia


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17.10.07

Guilherme Zaiden no Show iG

O iG lançou semana passada o SHOWiG, que tem uma programação feita a partir do conteúdo enviado pelos internautas. No terceiro programa do SHOWiG News tivemos a ilustre presença de Guilherme Zaiden, conhecido por confissões de um EMO, um dos vídeos brasileiros mais vistos no YouTube, e nem por isso muito famoso entre os publicitários, como Ricardo Cavallini postou no coxacreme - mídia fragmentada. Zaiden interpreta o repórter Efetivo Pinto que faz, diretamente de Brasília, uma reportagem a repeito do Eixão, a principal avenida da cidade.

O SHOWIG News até que é engraçado, mas as piadas são um pouco forçadas e repetitivas.
Para saber mais a respeito do SHOWiG leia o post do Fabiano Coura:

SHOWiG: Primeiro programa colaborativo do iG
Fabiano Coura, 04/10/2007

O iG, primeiro portal brasileiro a estimular o protagonismo – expresso no conceito “O Mundo é de quem faz” – apresenta na semana que vem o primeiro programa do “SHOWiG”. Trata-se de uma programação de variedades produzida a partir de conteúdo enviado por internautas.

O projeto – desenvolvido pela Neogama/BBH e pela O2 – também inclui o Concurso Cultural Curtas SHOWiG, cujo prêmio será a produção de um curta-metragem pelo Fernando Meirelles.

A programação do “SHOWiG” é estruturada na forma de uma grade televisiva que semanalmente levará ao ar cinco programas– SHOWiG News, Diário da Bianca, Coisas para Saber, Fim de Festa, e a seleção “Melhores da Semana”. Com 3 minutos de duração, os programas irão para o ar de segunda a domingo, às 15h00, durante cinco semanas.

Post escrito com Fernanda Ayrosa e publicado originalmente no Blog Colmeia.tv

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10.10.07

10 anos de Hattrick e 1 ano de GameGol

Em agosto passado o site Hattrick, um game simulador de futebol online, onde o participante pode criar um time, treinar, comprar e vender jogadores e dispurar campeonatos fictícios, completou 10 anos. Criado na Suécia, os fundadores do site publicaram um editorial comemorando a data Ten Years of Hattrick (em inglês).

Com uma versão em português desde 2003, conta com cerca de 900 mil participantes em todo o mundo. Durante todo este tempo, a hegemonia dentro de campo foi da Suécia e a seleção brasileira ainda é mera coadjuvante. Um fato curioso envolvendo usuários do Brasil, segundo a História do Hattrick publicada no Fórum Português do game, foi o protesto contra o desenho de um macaco representando o país no mapa mundi, publicado no site em 2004.

Aparentemente o grande sucesso do jogo deve-se à comunidade criada em torno do Hattrick, com fóruns, sites, softwares de apoio, ferramentas complementares, etc. Jefferson Virgilio em seu blog, escreveu o post Hattrick - Parabéns onde festeja a data e afirma que o game não é um jogo com uma comunidade, mas uma comunidade com um jogo. Apelidado China, que em seu blog no BR101 vez ou outra comenta a campanha de seu time, afirmou em uma lista de discussão que o Hattrick é a melhor comunidade baseada em software proprietário que conhece. China também descobriu este vídeo de um programa esportivo da TV de Alagoas: Introdução ao Hattrick no Pajuçara Esporte.

Outras iniciativas parecidas, com simuladores online de futebol, foram lançadas ao longo dos anos. Em 2004 o site Managerzone também inaugurou sua versão em português. No Brasil o FutSim, criado em 2003, mesmo atingindo cerca de 10 mil jogadores, fechou no final de 2005, segundo esta nota no site Game Brasil: FutSim encerra suas atividades. Lançado em outubro do ano passado pela O2 Games, o brasileiro GameGol completou 1 ano. Segundo nota no site Jogos Daqui - GameGol, 1 ano de muito futebol - o jogo pretende atingir 270 mil jogadores até o fim de 2007.

Vale lembrar que estes jogos são bem diferentes de games como Winning Eleven ou Fifa Soccer, que reproduzem as partidas com alta qualidade gráfica, em 3D, etc, games que comentei aqui anteriormente na coluna Modificacoes Brasileiras de Games.

Usando a web, além da comunidade, a força destes jogos está na manipulação de várias informações e a aparente influência das decisões sobre estes dados nas simulações dos resultados das partidas. Acredito que uma derivação importante e curiosa deste tipo de jogabilidade é a recente iniciativa de transportar estas ferramentas para administrar um time de futebol de verdade, como citou esta notícia no site Springwise Crowdsourcing Buying a Soccer Team (em inglês), contando a intenção do site My Footbal Club em reunir internautas interessados em comprar um time para disputar o campeonato inglês.

Voltando ao Hattrick, quem quiser marcar um amistoso, meu time é o Uchinanchus F.C.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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28.9.07

Não existe almoço grátis?

Almoço grátis?

"Sabe aquela história de que não existe almoço grátis? Mudou tudo, a economia agora está cheia de coisas de graça."
Alvin Toffler, futurólogo americano, em entrevista à Pedro Doria publicada aqui no Yahoo! Tecnologia em Alvin Tofler fala das mudanças na economia tradicional. Abaixo, segue o texto:
"Sabe aquela história de que não há almoço grátis?", pergunta Alvin Toffler. "Mudou tudo, a economia está cheia de coisas de graça", ele diz. Aos 78 anos, o primeiro futurista do mundo está cansado. Chegou a São Paulo faz um dia (1º de agosto) e torna à casa, em Los Angeles, nesta noite (dia 2). "Minha mulher não pôde vir, quero voltar logo." Toffler sorri. "Sinto saudades." O cansaço é acusado pela postura relaxada na cadeira, quase jogado, pelas pálpebras que caem com insistência, por uma pequena veia que estourou no olho direito.

Mas aí o velho professor lembra do que falava. Ganha ritmo, se empolga com suas idéias mais recentes. Quer se fazer compreender. "Se você vai a um caixa automático e saca dinheiro, um serviço é prestado e ninguém recebe por ele." Antes, todo serviço exigia um empregado para fazê-lo. Mas quem mede a pressão com um aparelhinho, em casa, não paga a visita do médico. Software livre, fotos digitais que não carecem de revelação, há uma miríade de funções que não geram mais pagamentos. No entanto, geram valor: o dinheiro na mão, a tranqüilidade de que a pressão vai bem ou a foto da filha soprando a vela de aniversário.

Dentre seus muitos livros, dois são clássicos, best-sellers desde o momento em que chegaram às livrarias. O Choque do Futuro, de 1970, e A Terceira Onda, de 1980. No primeiro, ele observava o medo que as pessoas têm do mundo em mudança. O futuro choca. Toffler previu que a sobrecarga de informação seria causa de stress e cunhou uma penca de neologismos. Um deles, "tecno rebeldes", trouxe o sufixo "tecno", de tecnologia, para o nosso dia-a-dia.

No final dos anos 1960, não existia o ramo acadêmico que hoje chamamos de futurismo. O que havia - e causava profundo fascínio - eram as idéias do professor canadense de literatura medieval Marshall McLuhan. Na era em que a televisão representava o máximo da inovação tecnológica, McLuhan sugeria que o texto não-interativo - jornal, carta, livro - estava deixando de ser o principal meio pelo qual as pessoas se informavam. No mundo do texto, as pessoas se distanciam. No audiovisual, interativo, aconteceria uma reaproximação. Como na velha tribo da cultura oral, o planeta todo se transformaria numa grande "aldeia global". E aconteceu. Na esteira de McLuhan, veio Toffler.

Em 1980, ele sugeriu que nossa história poderia ser contada em três grandes ondas. A primeira, agrícola; a segunda, industrial. "Quando você depende de uma linha de montagem, que é a idéia da indústria", ele sugere, "a pontualidade é muito importante". O mundo industrial inventou o relógio de pulso. Todos precisavam estar sincronizados. No campo, se o sujeito chega às 7 horas para plantar, ou se chega às 8 horas, faz pouca diferença. Na linha de montagem, em que um aperta o parafuso que o anterior encaixou, precisam todos estar ao mesmo tempo no mesmo local. "Hoje, mais que o horário de 9 às 5, o importante é a produtividade." Estamos vivendo a transição para a terceira onda.

Toffler sentiu o choque do futuro na pele. Para o jovem nova-iorquino que foi estudar literatura no final dos anos 1940, os sonhos e aspirações eram tais que não fazem mais sentido, hoje. Ser popstar era ser escritor. O novo Hemingway, o novo Steinbeck. E, assim como John Steinbeck foi trabalhar nas vinhas da Califórnia para se inspirar, Alvin e a jovem estudante de lingüística por quem se apaixonou, Heidi, foram ser operários. Se sindicalizaram.

Estão casados há quase 60 anos. Morreu-lhes uma filha, Karen, em 2000. E, quando conta isso, o rosto de Alvin empalidece um pouco, a voz desce um ou dois tons - há um momento de branco, como se perdesse o rumo do qual falava. Como se ficasse pasmo por um segundo. Surpreso. Quer outro assunto.

Não foram operários por muito tempo, Alvin e Heidi. No sindicato, começaram a editar um jornal e, quando a direção achou que era importante ter um repórter cobrindo questões trabalhistas na capital, lá se mudaram os Tofflers para Washington.

O grande romance americano jamais veio enquanto o casal ganhava a vida. Alvin, de repórter de jornal sindical, foi para um jornal tradicional. Deste segundo jornal, para a revista Fortune, como repórter de questões trabalhistas, e, ainda na Fortune, assumiu a cobertura de negócios e empresas. "A essas alturas, nos anos 1960, não sei se ainda éramos de esquerda."

Casaram-se quando ele tinha 20 e ela, 19. Em algum momento numa vida tão intensa e tão junta, Alvin deixou de usar a primeira pessoa do singular. Fala de "nós", confunde-se com Heidi. "Nossas idéias", ele diz. "O que imaginamos", continua. "Não sei se éramos mais de esquerda." Protestaram contra a guerra do Vietnã, enquanto serviam de consultores para a IBM, então para a Xerox, daí para a AT&T. "Passamos a pensar independentemente da política."

No novo trabalho, travaram contato antes de quase todo o resto do mundo com as tecnologias que confirmariam a revolução imaginada por McLuhan. Seu serviço para tais empresas: imaginar como deveriam se posicionar para continuar bem no futuro. Imaginar o futuro.

A praxe dos empresários era rejeitar suas idéias. À AT&T, para quem sugeriram a divisão da companhia em duas, uma de desenvolvimento de tecnologia, outra de serviços de telecomunicações, os Tofflers não faziam sentido. A empresa acabou dividida, por imposição da Justiça, uma década depois. O Choque do Futuro, primeiro livro de Alvin, editado por Heidi, explorava esta rejeição do futuro. Confortável, naqueles princípios de década de 1970, é quando o mundo não muda. Só que o mundo estava mudando por toda parte.

Após o lançamento do livro, os Tofflers ficaram conhecidos nacionalmente e foram convidados pelo Congresso dos EUA a criar um comitê de estudos do futuro. Foi quando fizeram amizade com dois jovens deputados. Um, Al Gore, viria a ser vice-presidente - e quase presidente. O outro, Newt Gingrich, foi presidente da Câmara e o principal nome da oposição ao governo Bill Clinton. Em comum, ambos tinham o respeito pelas idéias de Toffler.

Mentor chinês

A Terceira Onda o lançou internacionalmente. Inicialmente proibido na China, foi digerido pelo Comitê Central do Partido Comunista e liberado. Ponham-se numa planilha todos os livros vendidos na década de 1980 no País do Centro e o do professor só perde para as obras reunidas de Deng Xiaoping. "Mas não ganhei um tostão, eles nunca ligaram muito para essa coisa de direitos autorais", diz e ri. Ganhou outra coisa, até mais valiosa quando se está no ramo de adivinhar o futuro: prestígio. Toffler foi consultor de Zhao Ziyang, secretário geral do Partido que abriu a China.

Mikhail Gorbachev, da URSS, os presidentes Mahathir bin Mohamad, da Malásia, Abdul Kalam, da Índia, Kim Dae Jung, da Coréia do Sul - a lista se estende. "Vocês têm de ser ousados como Toffler, temos de transformar este país", disse certa vez Hugo Chávez a seus assessores. "Mas as mudanças que ele imaginava eram um pouco diferentes das minhas", retruca o velho professor. Está cansado, quer pegar seu avião, mas o bom humor se mantém.

"Há uma nova riqueza se criando e ela não se conta em dinheiro. Quando riqueza se contava em terra, ela era limitada. Só dá para plantar uma coisa por vez. Na era da informação, todos podemos usar o mesmo conhecimento ao mesmo tempo. Os economistas ainda não descobriram como contar estes valores produzidos de graça. Mas é o que está mudando tudo." As informações são do O Estado de S. Paulo/Link

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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14.9.07

Conectado - Livro do Juliano Spyer

Juliano

Aconteceu dia 5 de setembro o lançamento do livro Conectado, de Juliano Spyer. O blog Não Zero foi criado por Juliano para continuar a conversa em torno dos assuntos do livro: sites, softwares colaborativos e comunidades virtuais. Marcelo Antunes esteve no lançamento, publicou fotos e comentou o debate (ou desdebate) em seu blog Repositório.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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29.8.06

Tam Viagens



Vi hoje um anúncio sobre a promoção da Tam Viagens, pedindo fotos pela internet para eleger 100 q irão ilustrar a próxima campanha da marca.

http://www.suaviagemenossaviagem.com.br

Blz?

Publicado originalmente em  wagnertamanaha.multiply.com
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