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4.4.12

A produtora do video Pintinho Amarelinho, o 2º video brasileiro com mais exibições no YouTube



Matéria publicada em 6/1/2012 no Jornal Valor - Sucesso na web, 'Galinha Pintadinha' levanta voo - fala dos responsáveis pelo video Pintinho Amarelinho, que hoje contabiliza 102.372.933 exibições no YouTube, no momento o segundo entre os videos mais vistos no YouTube no Brasil depois do clipe Ai se eu te Pego do Michel Teló.

O Canal Juptube, lançado em 2008, onde estão publicados os videos Pintinho Amarelinho e Galinha Pintadinha (55.243. 074 exibições) e o site GalinhaPintadinha.com.br são iniciativas da produtora Bromélia Filminhos de Campinas/SP. Segundo a reportagem, o início do empreendimento não foi fácil. Em busca de financiamento, os criadores Marcos Luporini e Juliano Prado postaram a animação no YouTube para demonstrar a potenciais investidores. Os videos tem uma fórmula simples: a partir de canções de domínio público, livres de direito autoral, os produtores criam fonogramas e clipes com animação e personagens.

O crédito de potenciais investidores acabou não saindo e o primeiro vídeo da Galinha Pintadinha ficou esquecido pelos seus autores por uns três meses. Quando se deram conta, a Galinha Pintadinha já era um sucesso na web. Sem esperar por financiadores, os sócios lançaram mão de recursos próprios, convidaram alguns artistas e lançaram o primeiro DVD, em 2008. No Jornal Valor os idealizadores não declaram cifras exatas mas afirmam que os personagens movimentam "milhões de reais" por mês.

Além da venda de DVDs, Blurays e livros para colorir, o canal do YouTube podemos assistir uma animação patrocinada pela Lifebuoy que termina com um comercial desta marca de sabonetes e produtos de higiene pessoal da Unilever: Lava a mão - DVD Galinha Pintadinha 3 (9.932.415 exibições até o momento). 


Em cartaz até o dia 1 de julho de 2012 no Teatro das Artes no Shopping Gavea no Rio de Janeiro/RJ o espetáculo Galinha Pintadinha O Musical estreou dia 7 de janeiro resultado da parceria entre a Bromélia Filminhos, Geo Eventos e Som Livre. Na divulgação do musical, que além do Rio tem temporada prevista para São Paulo, aparecem números como mais de 250 mil CDs e DVDs vendidos. Hoje, o Canal Juptube tem 103.156 assinantes e 423.919.066 exibições no total.

Abaixo segue copy paste da matéria publicada no Jornal Valor:
Sucesso na web, 'Galinha Pintadinha' levanta voo 
6/1/2012 - Por Ivone Santana | De São Paulo       

Ana Beatriz tem o controle total de sua sala de estar. Na grande tela da TV, uma galinha azul percorre o cenário ao som de uma cantiga de roda que quase todo mundo já ouviu na infância, seja em casa, na rua com os amigos, ou na escola. Aos cinco anos de idade, Bia, como é chamada, impõe sua vontade ao resto da família. Quando quer assistir ao clipe da Galinha Pintadinha ou do Pintinho Amarelinho, ninguém consegue contrariá-la. Sua mãe, Ana Zetoli, já aprendeu a respeitar o desejo da menina, que se repete várias vezes por dia, praticamente desde seu primeiro ano de vida.

A animação virou um fenômeno na internet brasileira. Dos seis vídeos mais vistos no YouTube no Brasil, quatro são desenhos animados da turma da Galinha. Eles estão no canal Juptube, com o Pintinho Amarelinho em primeiro lugar e a Galinha Pintadinha em segundo. Desde que começaram a ser lançados pela Bromélia Filminhos, em 2008, os vídeos do canal já foram vistos mais de 350 milhões de vezes, um número que não para de crescer. Diariamente, de 600 mil a 1 milhão de espectadores acessam os vídeos.

Como muitas ideias bem-sucedidas, a fórmula é simples: a partir de canções de domínio público, livres de direito autoral, os produtores criaram fonogramas e um clipe com animação da Galinha Pintadinha. O início dos negócios, porém, não foi fácil. Em busca de financiamento, os criadores Marcos Luporini, 41 anos, e Juliano Prado, 40, postaram a animação no YouTube para demonstrar a potenciais investidores. O crédito acabou não saindo e o vídeo ficou esquecido pelos seus autores por uns três meses. Quando a dupla se deu conta, a Galinha Pintadinha já era um sucesso na web. Sem esperar por financiadores, os sócios lançaram mão de recursos próprios, convidaram alguns artistas e lançaram o primeiro DVD, em 2008.

O garoto Luccas está entre os mais novos fãs da série. Como no conto do "Flautista de Hamelin", ele é facilmente atraído para a frente da TV quando ouve a música do DVD, com a diferença de que, desta vez, o final é feliz. Com apenas um ano e ainda sem muita firmeza nas pernas, Luccas dança, bate palma e balbucia a letra. Sua mãe, Elisângela Martins Severino, descobriu a programação no consultório do pediatra, quando o bebê tinha oito meses. Ao comentar que Luccas não lhe dava descanso, recebeu de outra mãe o conselho para procurar a Galinha Pintadinha. Agora, Luccas assiste ao desenho três vezes por dia, durante 40 minutos por vez, em média.

A divulgação boca a boca foi um dos meios para tornar a animação conhecida. Com uma lojinha on-line, a Bromélia vendeu 500 mil cópias dos dois primeiros DVDs e prepara, com o perdão do trocadilho, os novos voos da Galinha: o terceiro DVD este ano, o lançamento da versão em espanhol - já disponível no YouTube - para distribuição por um parceiro em países vizinhos, o lançamento dos vídeos em Portugal, e a estreia de um musical, amanhã, no Teatro das Artes, no Rio. A temporada vai durar seis meses. Depois, chegará a São Paulo, com exibição prevista por um período idêntico. Também está sendo realizado um show itinerante por todo o país, desde outubro.

O musical conta com 18 artistas no elenco e foi produzido em parceria com a Geo Eventos, controlada pelas Organizações Globo. A direção do espetáculo é da produtora Ciranda de Três, com roteiro de Luporini e Prado, da Bromélia. A Som Livre detém os direitos fonomecânicos. O show itinerante, por sua vez, foi produzido inteiramente pela Bromélia, com um elenco de dez artistas. Entre as músicas estão clássicos infantis como "O Sapo Não Lava o Pé", "O Pintinho Amarelinho" e "Borboletinha", entre outras.

A Bromélia também estreou no ramo de licenciamento de personagens. Luporini conta que já assinou contrato com a Redibra e negocia com fabricantes de brinquedos e calçados. A expectativa é fechar acordos com mais de cem fabricantes neste ano. Além disso, ele fez uma aliança com a Editora Melhoramentos para lançar a série Canção Ilustrada, com quatro livros sobre os principais personagens. A chegada às livrarias está prevista até julho. Em vez de DVD, os livros trarão partituras para que as crianças tenham contato com a criação musical.

O diretor comercial da Melhoramentos, Manildo Cavalcante, diz que fechou acordo com a rede de supermercados Extra para a venda de 100 mil livros de pintar e colorir, a partir de março. Segundo ele, também já foi acertado com a Fnac a entrega de um livro exclusivo de atividades, em julho, cuja venda será acompanhada de um brinde da animação. Cavalcante calcula que a licença da marca venderá 300 mil unidades neste ano. "Aposto muito no modelo que nasce na internet e vem para o meio físico", afirma o executivo. O modelo, diz ele, é o licenciamento da marca Club Penguin, da Walt Disney. Só no ano passado foram vendidos 700 mil livros da marca.

Nem os celulares escaparam. Luporini e Prado desenvolveram aplicativos pelos quais vendem os clipes para os usuários de telefones móveis. Com um fã da Galinha Pintadinha em casa - o filho Pedro, de um ano -, Luporini quer ter as canções ao alcance do bebê em qualquer lugar, para acalmá-lo. "Agora entendo o porquê do sucesso. O DVD não tem violência, malícia, nem valor consumista ", afirma o produtor. "Pegamos coisas da cultura brasileira e as tornamos economicamente viáveis, e a internet foi vital para isso."

Rejeitada por investidores em seu nascimento, a animação acabou virando a "galinha dos ovos de ouro" para seus idealizadores, e movimenta "milhões de reais" por mês, segundo eles. Os valores não são divulgados.
Na sede da Bromélia, em Campinas, no interior de São Paulo, o sucesso é tratado com discrição. São apenas dez funcionários para cuidar de tudo, embora a cadeia de negócios envolva mais gente, de desenhistas contratados a parceiros de licenciamento, diz Luporini. Apesar de estrela, a Galinha Pintadinha nunca assumiu ares de diva.


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16.2.12

Professores defendem nova divisão de classes sociais para pesquisa de mercado


Reportagem publicada dia 7 no site do Jornal Valor Econômico (para assinantes) divulgou uma proposta nova de divisão de classes sócio-econômicas atualmente utilizadas nas pesquisas e análises do mercado. A idéia é substituir as classes A, B, C, D, E e F por classes de 1 a 8, onde a classe média seria representada pelas classes 3, 4 e 5, como mostram os gráficos acima.

Sei que em tempos de análise de tendências, perfis comportamentais e perfis digigráficos, avaliar o público consumidor e os clientes através de classes sociais, faixas etárias e demográficas já é prática ultrapassada para muitas marcas e empresas, geralmente as líderes e inovadoras. Mas vale a discussão, principalmente diante do fenômeno da nova classe média, ou os batalhadores brasileiros, como defende o sociólogo Jessé Souza, ou classe média mixa, como acredita o filósofo José Arthur Giannotti.

Veja abaixo copy e paste da matéria no Valor Online:

Proposta uma nova divisão de classes

7/2/2012 - Cynthia Malta

Os professores brasileiros Wagner Kamakura, da Duke University, nos Estados Unidos, e José Afonso Mazzon, da Universidade de São Paulo, estão propondo uma nova divisão sócio-econômica da população brasileira, com foco no consumo de produtos e serviços. O novo modelo, construído a partir dos dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), pode ser usado em pesquisas de mercado, especialmente as orientadas aos hábitos de compra da classe média.

Os professores, que trabalharam juntos no projeto ao longo de um ano e meio, dizem que a classificação utilizada pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (conhecida como Critério Brasil) não retrata adequadamente a importância que a classe média adquiriu nos últimos anos. E decidiram elaborar um novo modelo, com base nos dados da mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE em 2009.

Mais de 104 mil domicílios entraram no modelo, que considera 36 critérios - desde o número de aparelhos de TV em cores, computadores pessoais e automóveis, até nível de educação e ocupação do chefe da casa, passando pelo número de empregados domésticos. Critérios como acesso a esgoto, água tratada e ruas pavimentadas também foram considerados.

A nova classificação tem como base a renda permanente e não a renda corrente. "Renda permanente é um conceito teórico, relacionado com a capacidade de a pessoa de gerar renda, e, portanto, não é observada diretamente," diz Kamakura A renda permanente pode ser medida por meio da posse de bens duráveis e do nível de educação, por exemplo. A renda corrente é o rendimento atual: o salário, as transferências de renda e os rendimentos financeiros.

"As grandes empresas foram pegas de surpresa pela nova classe média no Brasil", diz Kamakura, que ensina marketing global na escola de negócios Fuqua, da Duke, na Carolina do Norte. Por décadas, diz ele, as estratégias traçadas por brasileiras e multinacionais consideravam como público-alvo os consumidores de maior poder aquisitivo. "É a estratégia do 'em cima do morro'", afirma. O produto era pensado e vendido para a elite. A classe média acabava comprando, diz ele, porque aspirava ter as mesmas coisas que a classe alta.

A migração de 20,5 milhões de brasileiros, da base para o meio da pirâmide, foi um processo que ocorreu com maior vigor de 2003 a 2009, justamente o período analisado por Kamakura e Mazzon. A classe média ficou maior, na avaliação deles, porque a renda real e a oferta de crédito cresceram.

Nesse novo quadro, a classificação usada pelas empresas especializadas em elaborar pesquisas de mercado, conhecida por Critério Brasil, não retrata mais a realidade. Quando são comparadas as oito classes do novo modelo com as oito classes do Critério Brasil, observa Mazzon, o que se nota é uma distribuição mais assimétrica da população no modelo novo - com maior número de domicílios nas mãos da classe média.

A classificação do Critério Brasil mostra uma "curva assimétrica", diz Mazzon, mostrando maior número de lares nas mãos da classe D (ver arte nesta página). Os professores não são os únicos a pesquisas o assunto. Há consultorias do setor de consumo no Brasil estudando formas de atualizar a classificação de renda.

A classificação conhecida como Critério Brasil, diz Mazzon, "retrata melhor a camada mais rica da população." Esse método, segundo ele, ainda é uma boa ferramenta para medir o consumo de joias ou de serviços pessoais. O novo modelo, explica melhor o consumo da classe média, que, segundo o estudo, representa cerca de 56% dos lares (ou 51% da população) e responde por 33% dos gastos de consumo no país.

A classificação proposta por Kamakura e Mazzon será apresentada à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa nos próximos dias. A ideia é oferecer, sem custo, o novo modelo a companhias que queiram fazer pesquisas no Brasil.

O estudo dos professores, que levou cerca de um ano e meio para ser elaborado, também será publicado no "International Journal of Research in Marketing" no início de 2013, numa edição especial sobre marketing nos países emergentes.
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Lembro quando em 1996 assisti uma apresentação da antiga Ambev sobre a visão que a companhia tinha dos públicos que consumiam os produtos, nada de utilizar perfis socio-econômicos, faixas de idade, sexo ou localização. Infelizmente não posso revelar detalhes pois todos que assistiram apresentação tiveram que assinar um termo de confidencialidade, mas confesso que o retrato que eles viam e o conhecimento em relação aos clientes era impressionante. Como antes já tinha trabalhado para a Kaiser concorrendo no mesmo mercado, finalmente entendi a distância e eficiência na comunicação. Acredito que esse conhecimento tenha sido um dos principais motivos da objetividade e bons resultados que marcas como Brahma, Skol e Antarctica conquistaram desde então.


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28.12.11

Governo 2.0 na coluna Mundo.com do Caderno de Propaganda e Marketing

A convite do comitê regional Brasília da IAB (Internet Advertising Bureau) enviamos este artigo que foi publicado originalmente na coluna Mundo.com do jornal Caderno de Propaganda e Marketing em 19/12/2011.

Governo 2.0

O Brasil já é exemplo mundial no uso da tecnologia.

Em 2011 a personalidade do ano escolhida para a capa da Revista Time é representada por um anônimo simbolizando todos os ativistas e manifestantes que tomaram as ruas e avenidas em todo o mundo, seja marchando contra ditadores nos países árabes ou ocupando praças contra os efeitos da crise financeira em Madri e Nova York.
Mobilizados pelas redes sociais, com celulares e cartazes nas mãos, máscaras de personagens de história em quadrinhos e barracas de acampamento, materializaram uma força e um poder de organização e exercício da democracia nunca antes visto.

Neste cenário os governos, empresas públicas e instituições, devem estar preparados para conviver com este novo cidadão, que utiliza com sabedoria e agilidade os novos instrumentos de participação, relacionamento e comunicação. E, como resultado de um processo, que caminha junto com a popularização das tecnologias de acesso à internet e mobilidade, a incorporação de novos canais de atendimento ao cidadão já vem acontecendo.

Transparência, prestação de contas, atendimento, consultas públicas, orientações, serviços, tudo isto pode ser incorporado na presença online do governo, inclusive nas redes sociais. O Brasil já é exemplo mundial no uso da tecnologia no processo eleitoral e tributário; na saúde, o governo fez bom uso das redes sociais em campanhas de esclarecimento contra epidemias como a gripe suína, minimizando o risco de boatos e informações errôneas circulando via internet.

No mundo, exemplos como a constituinte na Islândia, que permitiu participações via Facebook e o monitoramento de dados feito pelo Google através do Flu Trends e Dengue Trends disponíveis para o público e autoridades servem de exemplos para um governo eletrônico 2.0. Para evitar abusos e temores com relação à privacidade, segurança e vigilância, a legislação existente deve ser seguida com rigor e servir como proteção do cidadão.

Voltando à capa da Time, a figura de lenço no rosto pode parecer assustadora, mas é apenas um dos avatares que o novo cidadão, eleitor e consumidor, pode incorporar com rapidez e facilidade, exercendo seus direitos e deveres quando e como quiser. Por ele, com ele e para ele o governo e as instituições devem atuar, seja no balcão de uma repartição pública, em um portal na internet ou em uma tela de celular.



Luciana Garcia, diretora executiva e Wagner Tamanaha, diretor de mídias sociais da  Plano Digital. 
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 Também subi um pdf no Scribd com a reprodução do artigo impresso: Governo 2.0 Propmark.

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3.8.11

Quando Arnaldo Jabor reclamava do Twitter e dos falsos textos em seu nome na internet

Cabeção
Cabeção, upload feito originalmente por Carlos Macedo.

O comentarista de TV e diretor de cinema Arnaldo Jabor, que ao lado de Luis Fernando Veríssimo, talvez seja o principal nome a quem atribuem os textos que fazem sucesso em correntes por email, powerpoints motivacionais e agora mensagens compartilhadas no Facebook. Em 2009, nesta coluna publicada no Estadão e reproduzida abaixo, o cineasta reuniu alguns parágrafos e frases atribuídas a ele, reclamando dos elogios e mensagens de felicitações que recebe por estes textos que nunca escreveu.

Arnaldo Jabor também critica as redes sociais, o Twitter e seu falso perfil @Arnaldo_Jabor, também apócrifo, que hoje tem 232.689 seguidores. Pela coluna escrita 2 anos atrás ele nem considerava, mas desde o ano passado ele mantém um perfil oficial @realjabor (477.855 seguidores) cujo lançamento anunciou em sua coluna no Jornal Estadão em 24/8/2010: Estou nascendo hoje na internet.

Abaixo, copy paste da coluna publicada em 2009:

Blogs, twitter, orkut e outros buracos
03/11/2009 - O Estado de São Paulo - Arnaldo Jabor

Não estou no “twitter”, não sei o que é o “twitter”, jamais entrarei neste terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil “seguidores” no “twitter”. Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser “celebridade” ou usamos esse anonimato irresponsável com nome dos outros. Tem gente que fala para mim: “Faz um blog, faz um blog!” Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais... Jamais farei um blog, este nome que parece um coaxar de sapo-boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo no saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.

Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões “online” e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.

O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação “em rede” para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas online.

Quero sossego, mas querem me expandir, esticar meus braços em tentáculos digitais, meus olhos no “google”, (“goggles” – olhos arregalados) em órbitas giratórias, querem que eu seja ubíquo, quando desejo caminhar na condição de pobre bicho bípede; não quero tudo saber, ao contrário, quero esquecer; sinto que estão criando desejos que não tenho, fomes que perdi. Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares, não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós. O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados. A tecnociência nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas vivas, chips, pílulas para tudo, enquanto a barbárie mais vagabunda corre solta no País, balas perdidas, jaquetas e tênis roubados, com a falsa esquerda sendo pautada pela mais sinistra direita que já tivemos, com o Jucá e o Calheiros botando o Chávez no Mercosul para “talibanizar” de vez a América Latina. Temos de ‘funcionar’ – não viver. Somos carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa. Assistimos a chacinas diárias do tráfico entre chips e “websites”.

Escritores Fantasmas

O leitor perguntará: “Por que este ódio todo, bom Jabor?” Claro que acho a revolução digital a coisa mais importante dos séculos. Mas estou com raiva por causa dos textos apócrifos que continuam enfiando na internet com meu nome.

Já reclamei aqui desses textos, mas tenho de me repetir. Todo dia surge uma nova besteira, com dezenas de e-mails me elogiando pelo que eu “não” fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam – “Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ‘As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro...’”

“Não fui eu...”, respondo. Elas não ouvem e continuam: “Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ‘Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite...’” Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: “Ah... É teu melhor texto...” – e vão embora, rebolando, felizes.

Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um “antispam” para bobagens.

Vejam mais o que “eu” escrevi: “As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!”... Luto dia e noite contra cacófatos e jamais escreveria “cós acaba!”. Mas, para todos os efeitos, fui eu. Na internet eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno... (dirão meus inimigos: “Finalmente, ele se encontrou...”)

Vejam as banalidades que me atribuem:

“Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!”
Ou: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!”

Ainda sobre a mulher: “São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.”
Há um texto bem gay sobre os gaúchos, há mais de um ano. Fui “eu”, a mula virtual, quem escreveu tudo isso. E não adianta desmentir.

Esta semana descobri mais. Há um texto rolando (e sendo elogiado) sobre “ninguém ama uma pessoa pelas qualidades que ela tem” ou outro em que louvo a estupidez, chamado “Seja Idiota!”...

Mas o pior são artigos escritos por inimigos covardes para me sujar. Há um texto de extrema direita, boçal, xingando os brasileiros, onde há coisas como: “Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada, não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora... O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro – gosta de apanhar...”

E o pior é que muita gente me cumprimenta pela “coragem” de ter escrito esta sordidez.

Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista. É bonito isso?

Penso que a motivação das pessoas atribuem os textos a autores consagrados, unanimidades literárias e personalidades famosas e conhecidas por todos é ajudar na aceitação da mensagem. Opiniões que elas acreditam e que quase sempre estão ligadas a seus instintos de sobrevivência, reprodução e afirmação. E entender a origem destes textos apócrifos e até mesmo as lendas urbanas é memética - estudos dos memes - na prática.


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29.7.11

Nomes estranhos e esquisitos na TV e jornal



Dias atrás o programa CQC da TV Bandeirantes incluiu em seu quadro Top 5 a entrevista com João Pedro que adotou o nome artístico que chamou atenção: Lohane Vêkanandre Sthephany Smith Bueno de HA HA HA de Raio Laser de Bala de Icekiss.
Lohane (@LohaneOficial, com 1.405 seguidores no Twitter) apareceu no Programa Hiperativo (494.186 exibições no YouTube) de Santa Inês no Maranhão.

A reportagem do SBT em Recife que ilustra este post, começa com os amigos do garoto Tchaikowsky Johannsen Adler Pryce Jackmanfaier Ludwin Zolman Hunter Lins, neste caso não é nome artístico, foi registrado e estampa a carteira de identidade oficial. Segundo a matéria, o pai Ricardo Lins Lima quis fazer uma homenagem ao avô que foi maestro e compositor de música e colocou no filho nomes inspirados em famosos compositores de música clássica.

O escrevente Rodrigo Carvalho com experiência de mais de 7 anos em cartório fala da lei para alertar os pais muito criativos a mudar de idéias e avisa: se o oficial verificar que o nome esquisito e estranho pode levar ao constrangimento ou ao ridículo, essas crianças serem motivos de chacota, ele não registra esse nome. Se os pais insistirem em registrar o nome o cartório leva ao juiz que dá a palavra final.

Outra entrevistada, Delícia de Jesus Rodrigues, conta que o nome foi fruto de um erro no registro, segundo o pai ele quis registrar Denise e o cartório errou, o preço e a despesa para a mudança de nome na justiça fizeram desistir da correção. A matéria do SBT termina com Xerox Miguel Porfirio que explica que o pai colocou o nome diferente pois antigamente, quando nasceu, matavam gente enganada. Encomendavam a morte de uma pessoa e se o nome fosse diferente, a chance do assassino por encomenda se enganar e confundir a vítima era bem menor. O pai dele acreditava que se o filho errar, quem vai morrer é ele, com certeza.

Xerox continuou a tradição da família e batizou os filhos de: Xerlaine, Xekira, Xeralaine, Brucefield (ou Brookfield), Carlos Eduardo e Carimbo. Carlos Eduardo??? Deve ser o vizinho, será que a reportagem não se enganou. Ainda na família Porfírio, uma das irmãs de Xerox e tia de Carimbo, Autenticada se tornou cantora Gospel, tem um clipe caseiro no YouTube - Autenticada Porfirio Ninguem vai calar meu canto (3.477 exibições) - a história da família foi assunto de uma matéria publicada no jornal Estadão.

Autenticada, a irmã de Fotocópia e Xerox
13/3/2011 - O Estado de São Paulo - Eduardo Reina

Patriarca de família do Recife teve ideia de dar nome aos filhos ao ver cartaz em cartório; família diz não se incomodar com as inevitáveis piadas

Naquela manhã de 1974 no Recife, o sanfoneiro José Miguel Porfírio, mais conhecido como seu Moscou, grande animador de forrós, estava contente pelo nascimento do terceiro filho, o primeiro do segundo casamento. Tinha a ideia de batizá-lo com um nome diferente, que ninguém tivesse utilizado ainda. Ele entrou no cartório de registro civil, olhou na parede e viu um cartaz escrito "xerox e fotocópias autenticadas". Decidiu usar as três palavras para nomear o recém-nascido e os filhos que poderiam ter no futuro.

Assim foi batizado o primogênito: Xerox Miguel Porfírio, hoje com 36 anos. Quatro anos depois, nasceu Autenticada Miguel Porfírio e depois veio ao mundo Fotocópia Miguel Porfírio, de 23 anos. Essa família recifense tem orgulho do nome diferenciado. O patriarca morreu no dia 11 de fevereiro.

Autenticada conta que seu nome abriu muitas portas na vida. Jornalista de formação e agora cantora gospel, acaba de lançar o segundo disco, voltado para crianças. A Luz conta histórias bíblicas para o público infantil. O CD chega ao Rio de Janeiro na próxima semana e depois, a São Paulo. "Como jornalista e como cantora, o nome Autenticada sempre me ajudou. Recebi muitos convites por causa do nome diferente."

O primeiro trabalho - Ninguém Vai Calar Meu Canto - foi lançado em 2009, no Recife. São músicas evangélicas para o público adulto.

Ela já trabalhou como repórter de televisão no Recife. Mas se realizou mesmo cantando. Há cerca de dois anos, os produtores do primeiro disco até cogitaram trocar o nome da cantora. "Achavam que Autenticada poderia soar estranho." Mas ela bateu o pé e hoje é reconhecida pelo nome de batismo.

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11.7.11

Lista de promoções (specials) no Foursquare atualizada em tempo real

Checkin Mania  Check-in Deals.png by wagnertamanaha on Aviary
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Para quem usa o Foursquare - rede social de compartilhamento de localização e endereços via celular - e quer descobrir pela internet quais os estabelecimentos e locais com promoções para os mayors (prefeitos) e usuários que fazem check-ins, existe este link Checkinmania.com/Deals que mostra os Specials de determinada vizinhança. A ferramenta web permite filtrar entre os diversos tipos de promoções oferecidas pelo Foursquare: check-in specials (ganha quem faz checkin no local/venue), loyalty specials (ganha quem faz um número de checkins pré-determinado no local), newbie special (ganha quem faz o checkin no local pela primeira vez), mayor special (ganha o mayor/prefeito que faz o maior número de checkins no local nos últimos 60 dias), friends special (ganha quem faz checkins junto com um número pré-determinado de amigos), special offer (oferta instantânea disponível no local).

Usando o Checkinmania.com/Deals para fazer a busca das promoções specials em São Paulo no Foursquare deu pra perceber que já são várias as empresas utilizando a rede social, além de muitos restaurantes que oferecem sobremesas, descontos, cafés, bebidas grátis, etc, entre eles o Kebab Salonu, Manuh Gourmet, Carlini, Dona Vitamina e Koni Store, encontrei tb outros estabelecimentos como Hotel Pestana, Casa das Calcinhas (2 tipos de prêmios specials cada), Método De Rose (ganha o livro Yôga a Sério no checkin), Escola São Paulo (ganha adesivo de brinde no checkin), etc.


Promos no Foursquare da Revista Veja e do América

foursquare -- Banca So Luis -- So Paulo.png by wagnertamanaha on Aviary
Foursquare - Banca São Luis - São Paulo.png by wagnertamanaha on Aviary

Lembro que recentemente vi um anúncio na revista comunicando uma promoção nos Restaurantes América onde o checkin no Foursquare valia um frozen yogurt grátis na compra de uma refeição no local. Chequei nos venues do America e vi que a promo não é mais válida, quem sabe repitam em breve. Agora a Revista Veja quer premiar com uma caneca Veja + Foursquare exclusiva, como avisa o Special nos venues/locais de bancas de jornais selecionadas:
Mayor Special: O primeiro prefeito desta banca tem direito a uma caneca VEJA + Foursquare exclusiva! Para ganhar a caneca, apresente a tela laranja ao jornaleiro da banca. Promoção válida para o primeiro prefeito a se apresentar.
Segundo a nota publicada em 6/7/2011 - Veja chega ao Foursquare com promoção a leitores - a promoção vai até o fim de julho e, para os leitores seguirem, a revista lançou um perfil que vai comunicar as novidades e atualizações: Foursquare.com/veja. Ainda não vi nenhuma foto desta caneca, até gostaria de ganhar uma para minha coleção de memorabilia ponto com, mas faz tempo que não compro nada em banca de jornal que seria injusto.


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20.4.11

Produtoras de video ganhando dinheiro no YouTube



Ontem li um artigo do New York Times assinado por Claire Cain Miller e traduzido pro português por Augusto Calil no jornal O Estado de São Paulo falando sobre produtoras de video que lucram exclusivamente com videos no YouTube. Citava varias produtoras americanas que seguem este formato de remuneração através do programa de afiliados e de investidores.

Na hora lembrei de experiências brasileiras que parecem seguir o mesmo caminho, a mais bem sucedida talvez seja o canal Galo Frito (com 66.405.853 exibições nos videos), cuja série da personagem Pathy que te Pariu ilustra esse post. De qq forma eu citaria tb os canais Anões em Chamas da Fondo Filmes (chegou a ter 11 milhões de exibições antes de ser suspenso pelo YouTube) e até mesmo o Música de Bolso da Ioio Filmes (1.931.153 exibições). Diferente dos vlogs, uma revolução individual onde uma webcam e conexão internet é suficiente para lançar novos talentos, nestes canais a produção tem um caráter coletivo e a criação e o lançamento de personagens, protagonistas e enredos se parece mais com o show business e star system tradicional.

Abaixo o copy paste do artigo do New York Times assinado por Claire Cain Miller e traduzido pro português por Augusto Calil no jornal O Estado de São Paulo.

Pequenas produtoras ganham dinheiro no YouTube
19/4/2011 - Estadão.com

Era um estúdio de cinema profissional, apesar de os atores insistirem em estragar a cena ao rirem do astro, que se debatia diante de uma tela verde, fingindo ser devorado vivo. "Precisamos de uma tomada mais limpa", disse o técnico de som. Eles gravaram mais uma vez, os atores contendo a histeria até que as câmeras fossem desligadas.

A cena, um episódio de um programa humorístico chamado AsKassem, não era destinado ao cinema e nem à TV: ele seria exibido no YouTube. Mas, com a tela verde, a equipe de técnicos, os atores e as consideráveis despesas com o aluguel de câmeras e luzes, o programa vai muito além dos típicos vídeos de produção individual gravados no porão de casa apenas com uma webcam, tão comuns neste site.

O AsKassem é obra do Maker Studios, uma das muitas produtoras que surgiram para ajudar a criar e distribuir vídeos na rede. Financiados por capitalistas investidores e por recursos cedidos pelo YouTube, do Google, esses estúdios tentam desempenhar para os serviços de vídeo online o mesmo papel assumido pela United Artists há quase 100 anos na distribuição dos filmes e também aquele assumido pela MTV em relação à televisão nos anos 80.

"Estamos falando de uma nova geração de estúdios, gente que está crescendo com um trabalho amador e que decidiu juntar forças e formar essas redes", disse Hunter Walk, diretor de gestão de produtos do YouTube. "Sob muitos aspectos, são como as primeiras emissoras a cabo de 30 anos atrás."

Trata-se de uma importante mudança na estratégia do Google para o YouTube. O Google decidiu participar muito mais e ajudar na criação de conteúdo original para o site ao alimentar esses estúdios, pois a aposta em conteúdo profissional produzido por estúdios já consagrados no cinema e na TV não produziu os resultados esperados. O YouTube precisa muito de mais conteúdo de alta qualidade para concorrer com serviços que oferecem vídeo via streaming, como o Netflix e o Hulu, na disputa por espectadores e anunciantes.

Lucro.

Alguns criadores de vídeos para o YouTube têm ganhado dinheiro nos últimos anos. Mas, conforme a popularidade do site aumentou vertiginosamente, os criadores podem enfrentar dificuldades para consolidar canais com uma audiência regular, fugindo da fórmula do sucesso solitário das peças virais.

As produtoras iniciantes - entre elas o Maker Studio, Machinima, Mahalo, Vuguru e Next View Networks (essa última comprada recentemente pelo próprio YouTube) - tentam ajudar os diretores.

Elas escolhem os videomakers mais talentosos e os ajudam a produzir vídeos oferecendo-lhes o figurino, as câmeras e os recursos financeiros necessários. Ajudam também a consolidar a audiência por meio de estratégias como a distribuição de links para esses vídeos inseridos em outros conteúdos populares na mesma rede.

O YouTube, por sua vez, vende espaço aos anunciantes e partilha o lucro obtido com essas empresas e os criadores dos vídeos.

Auxílio
O YouTube sustenta esses empreendimentos com a renda dos anunciantes, com auxílio nas questões relativas a copyright e também com investimentos.

No Brasil: Galo Frito e Anões em Chamas

Agora, fazendo um paralelo com o Brasil, o canal Galo Frito, no ar desde outubro de 2007 no YouTube, faz muito sucesso com paródias de artistas famosos e celebridades adolescentes e séries com personagens de humor. Segundo o site oficial, o Galo Frito nasceu nas salas de aula do curso de Publicidade e Propaganda na UNIVALI (SC) por Mederijohn Corumbá (Mederi) e Tiago Cadore, Mederi, surinamês, desde 2003 dirige e edita curtas-metragens, documentários e animações e Tiago Cadore é editor, animador, ator e roteirista.

Ainda segundo o site, em 2006, Mederi e Guilherme Angeli resolveram bolar um programa de humor diferente, chamaram André Petermann (Buda) para fazer parte e começaram o projeto Galo Frito. Quando tudo estava definido, infelizmente Guilherme Angeli veio a falecer, fazendo com que o Galo Frito ficasse na geladeira por até 2007 quando Tiago Cadore se juntou dando origem ao piloto da série.

Como eles próprios se definem, o Galo Frito é um programa de humor, com esquetes humorísticas em forma de curtas-metragens, muito diferente do que você já conhece, trazendo sempre um humor rico em gordura trans!

No YouTube atingiram 104.471 assinantes (4º maior entre os comediantes/humor e 10º entre os parceiros/afiliados do YouTube no Brasil) e 66.405.853 exibições nos videos do canal (14º mais visto no Brasil, 3º entre os comediantes e 11º entreos parceiros/afiliados).

Muitos videos do Galo Frito brincam perigosamente com celebridades e artistas populares do momento, como Restart e Justin Bieber e mesmo as séries com personagens originais, como Pathy que te Pariu, aborda temas marginais como sexo, escatologia, etc. Um limite que o YouTube e sua audiência (que pode denúnciar e marcar videos supostamentes fora da lei) talvez tenha levado ao banimento do canal Anões em Chamas da Fondo Filmes.

Lançado em fevereiro de 2010 como braço web da Fondo Filmes, o Anões em Chamas foi criado por Fabio Porchat, comediante de stand-up e roteirista na TV Globo, e Ian SBF, diretor de curtas e longas metragens e tb roteirista na TV Globo e Multishow, sócios da produtora. Depois de alcançar pelo menos 11 milhões de exibições, o canal foi deletado pelo YouTube em março de 2011, segundo o blog Delfos, provavelmente pela série de videos com a pesonagem Amanda, que dava dicas machistas para mulheres nos relacionamentos.


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3.3.10

Desenhando no iPhone: Lollo


Vermeer, The lacemaker, upload feito originalmente por José Carlos Lollo.

Lendo a coluna da semana passada do André Laurentino no Guia Estadão, que ele reproduziu em seu blog Caderno de Vidro - Visite - vi que o José Carlos Lollo está desenhando com iPhone e publicando o resultado em sua pg no Flickr. Ele agrupou as ilustrações em álbuns: cópias (de obras clássicas), cães e brushes (todos feitos usando o software Brushes para iPhone).

Sabia do potencial da ferramenta desde que a New Yorker publicou a capa com uma obra do ilustrador português Jorge Colombo em maio de 2009, mas é legal saber que por aqui tb temos artistas com resultados tão bons, de tamanha qualidade. Pelo ineditismo, a revista americana registrou em uma matéria os bastidores, inclusive com um video que mostra o passo a passo: Cover story, finger painting (História da capa, pintura com os dedos).

Voltando ao Guia Estadão, a coluna do Laurentino tinha uma ilustração do Daniel Kondo. Nos anos 90 trabalhamos juntos na DPZ - eles eram do andar do Roberto Duailib, na época cada letra/sócio tinha uma equipe de criaçao (eu era do andar do Z). O próprio Lollo passou pela DPZ, eu mesmo ouvi histórias sobre suas técnicas de ilustração e layout - colagens, recortes, dobraduras, etc - mesmo ele tendo saído anos antes da minha chegada... lembrem-se que o desktop publishing (desenterrei esse termo :-)) nem tinha chegado na criação. Desde então o Lollo vem materializando estas técnicas em anúncios e peças, como diretor de arte e ilustrador nas diversas agências que trabalhou (Almap, Fallon, etc).

Não sei se o Daniel Kondo tb está desenhando com iPhone, mas pela portabilidade e facilidade do software e hardware, mais a interface touch screen, parece adequado para rascunhos e desenho de observação. A tela pequena pode dificultar um pouco, mas com a chegada do iPad, o Brushes pode virar estilo ou mesmo evoluir conquistando usuários do Photoshop e outros softwares de desenho e tratamento de imagens.


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10.2.10

Leonardo Marques do Twitter Passagens Aéreas

The Southwest Twitter Plane
Matéria no site Viaje Aqui (saiu na revista tb) conta a história bem sucedida de um empreendimento que nasceu no Twitter.
Leonardo Marques

Em 2002, o amazonense Leonardo Marques começou a dedicar parte de seu tempo a compilar as melhores dicas de viagem da blogosfera brasileira. Depois de seis anos cativando seguidores, Leonardo decidiu virar blogueiro em tempo integral. Criada há quase dois anos, sua conta no Twitter @passagensaéreas amealhou mais de 47 mil seguidores, a maior audiência nesse segmento. Segundo ele, que também assina o blog melhoresdestinos.com.br, dá para viver bem só com a renda dos banners de propaganda. Seu próximo passo é incrementar o blog com ferramentas de busca mais apuradas. "Será mais fácil procurar tarifas e informações sobre um destino", diz Leonardo. "Também vou implementar uma ferramenta em que o internauta pode escrever sobre os lugares que visitou."
O que há de mais útil na internet em matéria de viagem, segundo Leonardo Marques:
"Utilize sites de comparação de preços de passagens aéreas como o mundi.com.br e o kayak.com. Com eles, você localiza facilmente a companhia aérea que tem a menor tarifa."
"A Gol (voegol.com.br) realiza, todas as terças-feiras, leilões de passagens aéreas para centenas de trechos."
"No site mochileiros.com há milhares de relatos de pessoas contando como foram suas viagens e dando dicas de hotéis, restaurantes e roteiros. Essas dicas ajudam você a economizar e principalmente a planejar sua viagem."
"Antes de reservar o hotel, leia a opinião de outras pessoas que já se hospedaram lá. Isso você encontra, na maioria das vezes em inglês, também em sites como booking.com e tripadvisor.com."
"As diárias em um mesmo hotel podem ser mais baratas dependendo do meio utilizado para fazer a reserva. Em sites como hotelscombined.com e mundi.com.br, é possível comparar o preço da diária em vários sites."
Por: Heloisa Joly (edição), publicado em janeiro de 2010

Hoje os seguidores do @passagensaereas são 56.291 usuários. Leonardo Marques (@leomc), que no perfil tem a cidade de Brasília/DF, tem 192 seguidores.

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28.12.09

Luis Fernando Verissimo fala sobre Twitter

Tuite. "Só para não haver mal-entendido: não tenho twitter, nunca terei twitter, nem sei bem o que é twitter. Obrigado."
Frase de Luis Fernando Verissimo em sua coluna no Estadão - Ode à manteiga (para assinantes) - publicada em 10/12/2009.

Pelo histórico do escritor com a internet, com inúmeros textos apócrifos circulando como se fossem de sua autoria, fiz uma busca e encontrei no Twitter o perfil @LuisFVerissimo, criado em 9 de junho deste ano, hoje com 23.446 seguidores.

Ver!ssimo (LuisFVerissimo) on Twitter.png by wagnertamanaha on Aviary
Veríssimo (LuisFVerissimo) on Twitter.png by wagnertamanaha on Aviary

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4.12.09

Pulseiras do Sexo - Lenda urbana ou tendência adolescente?

Pulseiras do sexo
Recentemente minha mulher recebeu por email a notícia de que adolescentes e mesmo pessoas mais novas ainda estavam usando pulseirinhas coloridas com significados sexuais. Cada cor utilizada teria um significado em brincadeiras e joguinhos: amarelo seria abraçar, rosa mostrar os seios, verde para cunilingus, azul para felação, por aí vai.

O formato parecia muito com histórias de lendas urbanas (aconteceu com alguém conhecido, tome cuidado, etc), que tb circulam por email, mas desta vez acompanhada com a constatação real de que estas pulseiras estão na moda, sendo usadas pelos jovens e vendidas em camelôs no centro da cidade.

Pesquisando pelo Google achei matérias em jornais portugueses e brasileiros, apontando para reportagens publicadas na Inglaterra. Seguem trechos:

10/11/2009 - Gazeta (Espírito Santo): Pulseiras do sexo: uma mania adolescente
Os mais atentos já notaram que adolescentes vêm incrementando o visual com mais um item: uma colorida pulseira de plástico. O objeto parece inocente. Mas, na realidade, é um código para experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até o sexo propriamente dito. As pulseirinhas de silicone, agora promovidas “a pulseiras do sexo”, geraram o maior burburinho desde que começaram a aparecer. Alguns nem imaginam do que se trata. A moda, iniciada na Inglaterra, se disseminou pelo mundo, principalmente via internet, e é febre também dentro das escolas. Quem usa as pulseiras está automaticamente participando de um tipo de jogo (o Snap), que funciona assim: uns tentam arrebentar a pulseira do outro. Aquele que consegue ganha o direito ao “ato” ao qual a cor da pulseira corresponde. As “prendas” vão desde um carinho até uma atividade sexual.

Há pais que já ligaram o sinal de alerta. E muitos ficam chocados quando descobrem que a pulseira usada pelo filho serve para esse tipo de “brincadeira”. “Quantas mães não sabem do significado dessas ‘inocentes’ pulseirinhas e estão deixando as filhas e filhos usarem? Os pais precisam tomar uma atitude”, desabafou a mãe de um adolescente de 12 anos que usa várias pulseiras. A psicóloga Adriana Müller acredita que, para os pais, o melhor nessas horas é um diálogo franco com os filhos, explicando a eles os perigos associados a essa brincadeira. “Eles devem comparar esse problema com os valores defendidos pela família e criar limites para seus filhos”, aconselha. (Vitor Ferri)

29/09/2009 - Destak Portugal: As pulseiras do sexo
À primeira vista, uma colorida pulseira de plástico nos pulsos de crianças parece inocente. Mas na realidade são um código para as suas experiências sexuais, onde cada cor significa um grau de intimidade, desde um abraço até ao sexo propriamente dito. (...) Quase tão chocante como as “festas arco-íris” – encontros com muito álcool e droga à mistura, em que as raparigas usam batons de cores diferentes para deixar a “marca” nos rapazes após o sexo oral -, as «pulseiras do sexo», que custam apenas um euro (um pacote com várias), têm um custo maior que foge ao alcance de muitos pais. (...)

Traduzi alguns trechos, inclusive o significado das cores, da materia onde aparentemente a onda se originou:

29/09/2009 - The Sun (Reino Unido): Bracelet which means your child is having SEX
Braceletes que permitem descobrir que seus filhos estão transando (...) As pulseiras do sexo (shag bands) estão sendo usados por milhares de estudantes do ensino fundamental e médio e podem ser compradas por centavos nas avenidas principais da cidade. (...) Os adolescentes correm atrás um dos outros para arrebentar as pulseirinhas, quando acontece, recebem em troca o ato físico que corresponde a cor da pulseira. (...) Amarelo - Abraçar, Laranja - Mordida do amor, Roxo - Beijo de língua, Cor de rosa - Mostrar os seios, Vermelho - Dançar strip tease, Azul - Sexo oral, Preto - Ir com tudo, Dourado - Fazer tudo (...) Pulseiras Raras. A preta e a dourada são mais difíceis de achar, quando encontram disponíveis em uma loja, tem que pedir para a mãe comprar (...)
Imprensa sensacionalista, moda, sexo, desinformação, ingredientes para duvidar se as pulseiras são apenas acessórios, uma tendência libertária e irreverente da nova geração, ou mais uma lenda para o acervo do folclore urbano.

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21.8.09

O sucesso do Melhor Emprego do Mundo


Texto no Correio Braziliense, upload feito originalmente por wagnertamanaha.

Texto publicado no Jornal Correio Braziliense em julho, no espaço do Sinapro, pra divulgar meu curso de Marketing Viral e Redes Sociais. Segue abaixo na integra:

No sábado, dia 27, o Festival de Publicidade de Cannes anunciou seu prêmio máximo (Titanium) para a campanha de Barack Obama à presidência dos EUA. Concordo que o uso inteligente e inovador dos sites de redes sociais como YouTube, Twitter e Facebook, e a cifra impressionante de mais de U$ 500 milhões arrecadados pela internet foi realmente histórico. Mas na minha opinião o sucesso do "Melhor Emprego do Mundo", campanha da Secretaria de Turismo do Estado de Queensland na Austrália, para divulgar a região, teve méritos igualmentes marcantes. Começando com classificados em jornais locais e anúncios em sites de empregos, a notícia correu o mundo e ganhou enorme repercussão junto à jornais, revistas e TV de vários países. Eu mesmo assisti diversas matérias em telejornais brasileiros, falando desde o anúncio da vaga até o andamento do processo de seleção, que atraiu candidatos do mundo inteiro.

Com um investimento de U$ 1,2 milhões - acredito que este custo inclui o salário do felizardo, cujo trabalho será cuidar da ilha, mergulhar e tomar sol durante o expediente - obteve o equivalente a U$ 80 milhões em espaço na mídia, em blogs e sites de redes sociais. No Festival de Cannes, apesar de não vencer o "Titanium", faturou Grand Prix em Cyber, Marketing Direto e na categoria Relações Públicas, inaugurada nesta edição do evento. Mesmo quando ficou evidente que a ação era um "PR Stunt" (planejado para atrair a atenção da imprensa), a mídia continuou repercutindo, desta vez revelando até mesmo o patrocinador da ação, coisa que muitas redações são orientadas a evitar a todo custo. O case "Melhor Emprego do Mundo" colocou em cheque a crença de que o "marketing viral", para funcionar, deve ocultar ou dissimular ao máximo as marcas e suas intenções comerciais, mimetizando um conteúdo espontâneo, ocasional ou mesmo "produzido" pelo consumidor. Nesta linha, vale lembrar os vídeos da Ray-Ban (acrobacias com óculos atirados à distância) e da Nike, com Ronaldinho Gaúcho acertando seguidas vezes o travessão (este último também repercutiu bastante na imprensa tradicional 4 anos atrás).

De qualquer forma, o sucesso destes exemplos deixa claro que a publicidade e a comunicação caminha para uma presença muito diferente da fórmula convencional: comercial de TV e anúncios em jornais e revistas. Assim, números de audiência perdem importância diante do potencial do "marketing boca-a-boca" onde meios digitais, móveis e conteúdo inusitado e surpreendente se integram para ocupar um espaço precioso nas páginas de resultado de busca no Google ou, melhor ainda, na memória e coração dos consumidores.

8.7.09

Vou falar de redes sociais em Brasilia

Dias 24 e 25 de julho em Brasília vou falar sobre Marketing Viral e Redes Sociais no Sinapro - Sindicato das Agencias de Propaganda do Distrito Federal. Meu primo Paulo Tamanaha, professor universitário e profissional de midia (trabalhamos juntos na DPZ e na Touché) mora na cidade e me convidou pra participar do evento. Mais detalhes no site do Sinapro (clicando em cursos).

Update - Coloquei no Slideshare as apresentações que usei no curso, seguem os links:
- Marketing viral e redes sociais, parte 1/3
- Marketing viral e redes sociais, parte 2/3
- Marketing viral e redes sociais, parte 1/3


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10.3.09

ARGs no Brasil - Alternative Reality Games

Materia no Meio & Mensagem - Viva a realidade alternativa (para cadastrados) - publicada em 01/09/2008, fez um resumo das iniciativas brasileiras em ARGs, alternative reality games ou jogos de realidade alternativa. A transmissão de Guerra dos Mundos em 1938 por Orson Welles, onde o formato de noticiário transmitindo pelo rádio a chegada de marcianos na Terra fez a audiência confundir ficção e realidade, é citada como exemplo pioneiro do formato. Um marco mais recente, em 2001, foi o filme Bruxa de Blair, produção de dezenas de milhares de dólares que faturou milhões, graças principalmente à trama construida por uma rede de sites e relatos online que deixavam dúvida sobre a existência real ou não dos protagonistas (estudantes de cinema desaparecidos) e do documentário supostamente encontrado na floresta de Blair.

A matéria traz declarações de Rafael Kenski, editor de internet do núcleo jovem da Editora Abril, que destacou o ARG para Guaraná Antartica, que envolveu a revista Superinteressante e que levou alguns políticos a discursar contra a privatização e internacionalização da Amazônia graças ao site da multinacional de biotecnologia que fazia parte do game. Segundo Rafael a ação obteve 400 mil visitas, superando a meta de 300 mil.

Me lembro que a entrada da Revista Superinteressante com a linguagem aconteceu graças à uma reportagem sobre o tema, quando decidiram criar um jogo para explicar a novidade na prática. Naquela época um grupo de aficcionados criou um ARG em Santos/SP, sem nenhum patrocínio, apenas pela diversão. Amatéria da Folha de São Paulo - Jogos da categoria "ARG" misturam ficção e realidade - publicada em 13/02/2006, contou essa experiência ( http://www.argprojeto.rg3.net ), conduzida por Leonardo Souza Pinto, então com 18 anos. Hoje em dia o ARG é caracterizado pelo uso de diversas midias e plataformas interligadas, celular, internet, publicidade, ações de rua, eventos, midia exterior, etc.

No Meio & Mensagem Rafael ainda defende que este tipo de game tem um potencial inexplorado e são novas formas de interação, quase sob demanda, com os braços do marketing viral e imersivo. No game do Guaraná Antartica até a passagem do presidente Bush no Brasil foi usada para alimentar as teorias conspiratórias, mensagens subliminares e ambíguas que compuseram a trama do ARG.

O jornal tambem consultou Ricardo Acerbi Wendel, diretor de criação da Citrus7, agência especializada em web, advergames e ARGs, que acredita que os ARGs nada mais são do que RPG (Role Playing Game) ao vivo e cita o game Perplex City, que segundo ele atraiu 150 milhões de pessoas, como um dos ARGs mais famosos.

Entre outros exemplos brasileiros citados na matéria do M&M está a ação da Axe dentro do Ragnarok Online, em abril de 2008, parceria da Level Up para a Unilever, um game de corrida da Peugeot criada pela Media Contacts Brasil, a Vivo em Ação, que atraiu 4 milhões de pessoas em 2005 (tb citado na matéria da Folha), e The Last Secret of John Carter, para a rede de escolas de idiomas Cel-Lep.

Estátua do Borba Gato

Ano retrasado o Sesc Santo Amaro contratou a Game Cultura para divulgar uma exposição de arte com um ARG. Nota no Estadão - Sesc faz estátua de Borba Gato desaparecer - publicada em 10/11/2007, conta que um painel cobrindo o monumento e atores contratados espalharam o boato que a obra havia sido roubada para chamar atenção ao autor Julio Guerra.

O site de noticias do bairro, A Voz de Santo Amaro ( http://www.avozdesantoamaro.com.br ) também foi envolvido e publicou uma nota falsa entre as reportagens. Ferramentas foram espalhadas no chão, perto da caixa que cobria o Borba Gato, colégios e professores da vizinhança colaboraram e uma comunidade no Orkut foi criada: Vocês conseguiram o Borba Gato sumiu.

Roger Tavares, da Game Cultura, declara que este tipo de jogo não tem regras e o mais interessante é que as pessoas nem sempre sabem que estão jogando porque estão envolvidas pelos fatos ao redor.


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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5.7.08

NewsCamp São Paulo

#newscamp

Acontece dia 19 de julho o III Newscamp São Paulo no Espaço Gafanhoto. O evento já declara ter alcançado 120 inscritos, vai reunir jornalistas e profissionais de internet integrando o formato de desconferência com oficinas temáticas pré programadas, entre elas, uma sobre Relações Públicas 2.0.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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19.6.08

Blog na novela

No fim de Maio terminou mais uma novela da TV Globo, uma novidade foi que o autor lançou um blog simultâneamente à exibição de sua obra e acabou ganhando tanta repercussão quanto seus personagens. Na Folha de São Paulo, a colunista Bia Abramo, publicou em 18/11/2007, que o Blog é mais imaginativo que Duas Caras (para assinantes). Bia defendeu que o Blog do Aguinaldo Silva (enquanto esteve no ar no Bloglog) funcionou como uma peça auxiliar de marketing poderosa e que não houve um dia sequer que a novela ou o blog estivesse na mídia.

No mesmo dia e jornal, a matéria - Celebridades Enchem Blogs de Bobagem - trouxe um resumo das celebridades blogueiras. A mais antiga, Luana Piovani, estreou o blog em julho de 2005 e segundo Marion Strecker, diretora de conteúdo do UOL, teve um pico de audiência quando a modelo e atriz postou no blog, em primeira mão, a notícia de sua gravidez e depois a perda de seu bebê. A reportagem também fez um ranking com os blogs mais visitados na época, no Bloglog: Carolina Dieckmann, Aguinaldo Silva, José de Abreu, Priscila Fantin, Carol Castro, Samara Felippo, Cléo Pires, Vítor Belfort, Bruno de Luca e Pedro Nesching; e no UOL: Juca Kfouri, Luana Piovani, Adão Itsugarai, Wanessa Camargo, Soninha, Gerald Thomas, Carla Perez, Sheila Mello, Amanda Francoso e Preta Gil.

Complementando, a matéria revela que Artistas Querem dar a sua Própria Versão dos Fatos (para assinantes), como quando Preta Gil com medo que a informação de que ganhou uma geladeira de presente de Reynaldo Gianecchini, antecipou-se às revistas de fofocas contando a história em seu blog e lançando um concurso entre seus leitores para dar um nome ao novo refrigerador.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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31.5.08

Blogueiro segundo o jornalista Álvaro Pereira Júnior

"Blogueiro é o sujeito que passa a manhã sem fazer nada e depois, à tarde, escreve sobre o que fez de manhã."
Álvaro Pereira Júnior, do jornal Folha de SP, em sua coluna no suplemento Folhateen publicada em 25/02/2008.


Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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29.5.08

Guilherme Felitti na Carta Capital

Desde o final de fevereiro Guilherme Felitti é o colunista de tecnologia da revista Carta Capital. Guilherme continua como repórter no IDG Now e tb escreve em seu blog Chá Quente.


Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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3.5.08

Lia Rangel no Radar Cultura

Desde 15 de abril Lia Rangel está na equipe do Radar Cultura, site colaborativo que reúne o conteúdo da Rádio e TV Cultura. Lia atuava na Radiobrás, onde comandou a divisão de notícias internacionais e agora pretende incrementar o espaço do chamado jornalismo cidadão na cobertura das eleições municipais este ano.


Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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18.1.08

Blue Bus assumiu que é blog ?



Dia 9 vi esta notícia no BlueBus - Entre os Top 100 brs do Technorati e 1 dos 10 de 2007 do IDG Now! - onde o veículo pioneiro comemora a posição de quinto lugar na lista dos 10 blogs brasileiros mais populares de 2007 pelo IDG Now! e 7o lugar da lista dos Top 100 Blogs brasileiros segundo o Technorati. Posso estar enganado, mas acho que é a primeira vez que o Blue Bus divulga uma nota onde é citado como blog. Não lembro de qualquer referência ou posicionamento anterior… será que eles finalmente assumiram ser blog?

No ar desde 1995, alguns anos antes da popularização do blog - o site Blogger.com é de 99 - o Blue Bus sempre priorizou a entrada das notícias na ordem cronológica, as mais recentes acima, e repercutia os comentários (recebidos por email), comportamento parecido com o que os blogs adotariam tempos depois. Antes do site aparecer, a informação do mercado era atualizada por veículos de tiragem semanal, notícias importantes como troca de contas e contratação de profissionais nas agências de publicidade circulavam por telefone, em uma espécie de “rádio peão” :-) Para quem não tinha contatos confiáveis, só restava esperar a edição impressa da semana para confirmar os rumores. Os mais jovens, que chegaram à web com o formato blog já estabelecido, estranham essa relação Blue Bus/Blog, já que comentários, permalinks e outros recursos, funcionam de forma proprietária, como li no Twitter do Rafael Ziggy. Para mim, depois que inventaram a palavra blog, eu logo passei a acreditar que o Blue Bus era um deles, mesmo sem saber, querer ou assumir :-)

Lembro a primeira vez que li uma menção ao Blue Bus, foi em um “tijolinho” (anúncio de 1 coluna com alguns cm de altura) no jornal Meio & Mensagem, o desenho do ônibus azul devia ser o mesmo de hoje :-) Depois de visitar o endereço e descobrir que se tratava de uma cobertura diária, quase ao vivo, do mercado publicitário pela internet, me perguntei se aquele anúncio que vi poderia ser considerado como ter assistido um comercial do SBT dentro da TV Globo :-D


Post publicado originalmente no Blog Colmeia.tv

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