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3.8.11

Quando Arnaldo Jabor reclamava do Twitter e dos falsos textos em seu nome na internet

Cabeção
Cabeção, upload feito originalmente por Carlos Macedo.

O comentarista de TV e diretor de cinema Arnaldo Jabor, que ao lado de Luis Fernando Veríssimo, talvez seja o principal nome a quem atribuem os textos que fazem sucesso em correntes por email, powerpoints motivacionais e agora mensagens compartilhadas no Facebook. Em 2009, nesta coluna publicada no Estadão e reproduzida abaixo, o cineasta reuniu alguns parágrafos e frases atribuídas a ele, reclamando dos elogios e mensagens de felicitações que recebe por estes textos que nunca escreveu.

Arnaldo Jabor também critica as redes sociais, o Twitter e seu falso perfil @Arnaldo_Jabor, também apócrifo, que hoje tem 232.689 seguidores. Pela coluna escrita 2 anos atrás ele nem considerava, mas desde o ano passado ele mantém um perfil oficial @realjabor (477.855 seguidores) cujo lançamento anunciou em sua coluna no Jornal Estadão em 24/8/2010: Estou nascendo hoje na internet.

Abaixo, copy paste da coluna publicada em 2009:

Blogs, twitter, orkut e outros buracos
03/11/2009 - O Estado de São Paulo - Arnaldo Jabor

Não estou no “twitter”, não sei o que é o “twitter”, jamais entrarei neste terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil “seguidores” no “twitter”. Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser “celebridade” ou usamos esse anonimato irresponsável com nome dos outros. Tem gente que fala para mim: “Faz um blog, faz um blog!” Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais... Jamais farei um blog, este nome que parece um coaxar de sapo-boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo no saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.

Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões “online” e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.

O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação “em rede” para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas online.

Quero sossego, mas querem me expandir, esticar meus braços em tentáculos digitais, meus olhos no “google”, (“goggles” – olhos arregalados) em órbitas giratórias, querem que eu seja ubíquo, quando desejo caminhar na condição de pobre bicho bípede; não quero tudo saber, ao contrário, quero esquecer; sinto que estão criando desejos que não tenho, fomes que perdi. Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares, não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós. O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados. A tecnociência nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas vivas, chips, pílulas para tudo, enquanto a barbárie mais vagabunda corre solta no País, balas perdidas, jaquetas e tênis roubados, com a falsa esquerda sendo pautada pela mais sinistra direita que já tivemos, com o Jucá e o Calheiros botando o Chávez no Mercosul para “talibanizar” de vez a América Latina. Temos de ‘funcionar’ – não viver. Somos carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa. Assistimos a chacinas diárias do tráfico entre chips e “websites”.

Escritores Fantasmas

O leitor perguntará: “Por que este ódio todo, bom Jabor?” Claro que acho a revolução digital a coisa mais importante dos séculos. Mas estou com raiva por causa dos textos apócrifos que continuam enfiando na internet com meu nome.

Já reclamei aqui desses textos, mas tenho de me repetir. Todo dia surge uma nova besteira, com dezenas de e-mails me elogiando pelo que eu “não” fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam – “Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ‘As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro...’”

“Não fui eu...”, respondo. Elas não ouvem e continuam: “Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ‘Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite...’” Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: “Ah... É teu melhor texto...” – e vão embora, rebolando, felizes.

Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um “antispam” para bobagens.

Vejam mais o que “eu” escrevi: “As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!”... Luto dia e noite contra cacófatos e jamais escreveria “cós acaba!”. Mas, para todos os efeitos, fui eu. Na internet eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno... (dirão meus inimigos: “Finalmente, ele se encontrou...”)

Vejam as banalidades que me atribuem:

“Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!”
Ou: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!”

Ainda sobre a mulher: “São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.”
Há um texto bem gay sobre os gaúchos, há mais de um ano. Fui “eu”, a mula virtual, quem escreveu tudo isso. E não adianta desmentir.

Esta semana descobri mais. Há um texto rolando (e sendo elogiado) sobre “ninguém ama uma pessoa pelas qualidades que ela tem” ou outro em que louvo a estupidez, chamado “Seja Idiota!”...

Mas o pior são artigos escritos por inimigos covardes para me sujar. Há um texto de extrema direita, boçal, xingando os brasileiros, onde há coisas como: “Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada, não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora... O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro – gosta de apanhar...”

E o pior é que muita gente me cumprimenta pela “coragem” de ter escrito esta sordidez.

Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista. É bonito isso?

Penso que a motivação das pessoas atribuem os textos a autores consagrados, unanimidades literárias e personalidades famosas e conhecidas por todos é ajudar na aceitação da mensagem. Opiniões que elas acreditam e que quase sempre estão ligadas a seus instintos de sobrevivência, reprodução e afirmação. E entender a origem destes textos apócrifos e até mesmo as lendas urbanas é memética - estudos dos memes - na prática.


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28.12.09

Luis Fernando Verissimo fala sobre Twitter

Tuite. "Só para não haver mal-entendido: não tenho twitter, nunca terei twitter, nem sei bem o que é twitter. Obrigado."
Frase de Luis Fernando Verissimo em sua coluna no Estadão - Ode à manteiga (para assinantes) - publicada em 10/12/2009.

Pelo histórico do escritor com a internet, com inúmeros textos apócrifos circulando como se fossem de sua autoria, fiz uma busca e encontrei no Twitter o perfil @LuisFVerissimo, criado em 9 de junho deste ano, hoje com 23.446 seguidores.

Ver!ssimo (LuisFVerissimo) on Twitter.png by wagnertamanaha on Aviary
Veríssimo (LuisFVerissimo) on Twitter.png by wagnertamanaha on Aviary

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10.3.09

ARGs no Brasil - Alternative Reality Games

Materia no Meio & Mensagem - Viva a realidade alternativa (para cadastrados) - publicada em 01/09/2008, fez um resumo das iniciativas brasileiras em ARGs, alternative reality games ou jogos de realidade alternativa. A transmissão de Guerra dos Mundos em 1938 por Orson Welles, onde o formato de noticiário transmitindo pelo rádio a chegada de marcianos na Terra fez a audiência confundir ficção e realidade, é citada como exemplo pioneiro do formato. Um marco mais recente, em 2001, foi o filme Bruxa de Blair, produção de dezenas de milhares de dólares que faturou milhões, graças principalmente à trama construida por uma rede de sites e relatos online que deixavam dúvida sobre a existência real ou não dos protagonistas (estudantes de cinema desaparecidos) e do documentário supostamente encontrado na floresta de Blair.

A matéria traz declarações de Rafael Kenski, editor de internet do núcleo jovem da Editora Abril, que destacou o ARG para Guaraná Antartica, que envolveu a revista Superinteressante e que levou alguns políticos a discursar contra a privatização e internacionalização da Amazônia graças ao site da multinacional de biotecnologia que fazia parte do game. Segundo Rafael a ação obteve 400 mil visitas, superando a meta de 300 mil.

Me lembro que a entrada da Revista Superinteressante com a linguagem aconteceu graças à uma reportagem sobre o tema, quando decidiram criar um jogo para explicar a novidade na prática. Naquela época um grupo de aficcionados criou um ARG em Santos/SP, sem nenhum patrocínio, apenas pela diversão. Amatéria da Folha de São Paulo - Jogos da categoria "ARG" misturam ficção e realidade - publicada em 13/02/2006, contou essa experiência ( http://www.argprojeto.rg3.net ), conduzida por Leonardo Souza Pinto, então com 18 anos. Hoje em dia o ARG é caracterizado pelo uso de diversas midias e plataformas interligadas, celular, internet, publicidade, ações de rua, eventos, midia exterior, etc.

No Meio & Mensagem Rafael ainda defende que este tipo de game tem um potencial inexplorado e são novas formas de interação, quase sob demanda, com os braços do marketing viral e imersivo. No game do Guaraná Antartica até a passagem do presidente Bush no Brasil foi usada para alimentar as teorias conspiratórias, mensagens subliminares e ambíguas que compuseram a trama do ARG.

O jornal tambem consultou Ricardo Acerbi Wendel, diretor de criação da Citrus7, agência especializada em web, advergames e ARGs, que acredita que os ARGs nada mais são do que RPG (Role Playing Game) ao vivo e cita o game Perplex City, que segundo ele atraiu 150 milhões de pessoas, como um dos ARGs mais famosos.

Entre outros exemplos brasileiros citados na matéria do M&M está a ação da Axe dentro do Ragnarok Online, em abril de 2008, parceria da Level Up para a Unilever, um game de corrida da Peugeot criada pela Media Contacts Brasil, a Vivo em Ação, que atraiu 4 milhões de pessoas em 2005 (tb citado na matéria da Folha), e The Last Secret of John Carter, para a rede de escolas de idiomas Cel-Lep.

Estátua do Borba Gato

Ano retrasado o Sesc Santo Amaro contratou a Game Cultura para divulgar uma exposição de arte com um ARG. Nota no Estadão - Sesc faz estátua de Borba Gato desaparecer - publicada em 10/11/2007, conta que um painel cobrindo o monumento e atores contratados espalharam o boato que a obra havia sido roubada para chamar atenção ao autor Julio Guerra.

O site de noticias do bairro, A Voz de Santo Amaro ( http://www.avozdesantoamaro.com.br ) também foi envolvido e publicou uma nota falsa entre as reportagens. Ferramentas foram espalhadas no chão, perto da caixa que cobria o Borba Gato, colégios e professores da vizinhança colaboraram e uma comunidade no Orkut foi criada: Vocês conseguiram o Borba Gato sumiu.

Roger Tavares, da Game Cultura, declara que este tipo de jogo não tem regras e o mais interessante é que as pessoas nem sempre sabem que estão jogando porque estão envolvidas pelos fatos ao redor.


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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19.8.08

Yahoo! Brasil patrocina eclipse


Sábado (16/08/2008) aconteceu o eclipse lunar patrocinado pelo Yahoo! Brasil. Com o lema “Não subestime o roxo” repetido até pelo fundador Jerry Yang no Yahoo! Videos (ao lado do Zé do Caixão, Marcos Pontes e outras celebridades), a divulgação incluiu tb perfil (John Purple) e grupo (Espírito Roxo) no Flickr, leilão no Mercado Livre (Kit Eclipse Yahoo! Brasil, usado por Jerry Yang – lance atual, R$ 12 mil) e até conteúdo editorial nos canais (Celestial Marketing: os magos por trás do eclipse).

Nota no próprio Yahoo! Notícias anunciou: Eclipse parcial da lua é um sucesso. Todo o escarcéu em torno do fenômeno celeste serviu para marcar uma nova fase da companhia, com direito a mudança geral no visual do portal e a publicação de um manifesto roxo.

Recentemente ameaçada por uma oferta de compra pela Microsoft nos EUA, considerada como empresa pioneira e uma das “inventoras” da internet comercial, em anos recentes o Yahoo! vinha adquirindo empresas inovadoras como o Delicious, Flickr e MyBlogLog. No Brasil inclusive, desde o ano passado, a empresa vem promovendo encontros com usuários de seus serviços, como comentei em meu blog no Yahoo! Tecnologia, localizando e lançando novidades, como o Yahoo! Respostas e o Yahoo! Posts. Ou seja, o eclipse patrocinado e a cor roxa pode mesmo materializar uma postura mais aguerrida, fiel e entusiasta da empresa, mesmo nunca tendo sido rebaixada para a série B do campeonato :-)


Eclipse Portátil Yahoo! Brasil, upload feito originalmente por wagnertamanaha.

Post publicado originalmente no Blog de Guerrilha

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28.7.08

Reciclagem de óleo de cozinha



Notícia no Estadão - Óleo de Cozinha, da Panela para os Motores - publicada em 30/12/2007 conta do projeto Biodiesel Urbano, que aproveita óleo de cozinha usado para produzir biodiesel. Parceria entre a Faculdade de Engenharia Agrícola da Unicamp (Feagri), o Instituto Harpia Harpyia (presidido por Dom Mauro Morelli, ex-bispo de Duque de Caxias/RJ) e a prefeitura de Indaiatuba/SP, o projeto pode ser expandido para outras cidades da regiao de Campinas/SP.

Com uma pequena usina piloto em funcionamento, tem capacidade para produzir mil litros de biodiesel por dia, e em maio deste ano estava prevista a operação de uma usina com capacidade de produzir 45 mil litros por dia, com investimentos de R$ 3 milhões do governo federal, segundo declarou à reportagem o professor e pequisador da Unicamp, Antonio José da Silva Maciel. Em Indaiatuba, a reciclagem começou em 2006 e na época da matéria 10 mil litros de óleo recolhido todo mês se transformava em 9 mil litros de biodiesel. O combustivel é usado para abastecer veículos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae).

Ainda no Estadão, a matéria publicada em 16/12/2007 e replicada no site da Potencial Petróleo - Óleo de Cozinha Reciclado vira Sabão e Biodiesel - fala das alternativas na reciclagem do resíduo que preocupa as donas de casa por causa da crença de que uma gota de óleo contamina um litro d'agua. Em São Paulo/SP, a Sabesp mantém um projeto piloto que desde agosto de 2007 recolhe o óleo em 300 condomínios na região central em parceria com ONGs como a Trevo. Para Carlos Alberto Aparecido, gerente da unidade de negócios da Sabesp, o óleo acumulado nas tubulações é o grande vilão dos entupimentos nas redes e ramais domiciliares.

Segundo a matéria no Estadão, em Santo André/SP na região do ABC paulista, a ONG Instituto Triângulo promove a reciclagem desde 2004. Fabricio Franca, diretor da entidade, conta que a instituição tem o patrocínio da Petrobras e orienta ONGs que estão começando a atividade, recebendo visitas de gente diversos lugares do país, inclusive de Rondônia. A Triângulo recolhe óleo de 60 mil residencias na grande São Paulo e usa a matéria-prima na produção de sabão, em projeto para jovens com geração de renda e educação.

A matéria também cita o projeto Biodiesel em Casa e nas Escolas, criado no departamento de química da USP de Ribeirão Preto e premiado no Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente. Tendo como coordenador o professor Miguel Dabdaoub, o projeto tem apoio de empresas como Carrefour, Grupo Pão de Açúcar, Volkswagen, Mc Donald's e Faber-Castell. Com inicio em 2003, quando a coleta começou na universidade, na época da reportagem, recolhia óleo de 25 municípios do interior de São Paulo e do Triângulo Mineiro, podendo atingir 100 toneladas de óleo usado. O programa tem cunho de desenvolvimento científico, tecnológico, educacional e de conscientizacao ambiental, ensinando alunos de quimica a transformarem o óleo de cozinha em biodiesel, analisando a qualidade do óleo enviado pelas empresas parceiras e promovendo a conscientização ambiental em escolas.

Lembro que a informação do impacto do óleo na poluição das águas se tornou popular graças a um email apócrifo que as pessoas começaram a passar 5 anos atrás. Com características parecidas aos boatos que comentei aqui no post Lendas Urbanas e Teorias da Conspiração tempos atrás, mesmo sem seguir o rigor científico nas estatísticas apresentadas, conseguiu fazer com que o tema ganhasse atenção. Na Rede Ecoblogs, projeto que participo pela agência Espalhe, o post mais visitado traz justamente uma receita de reaproveitamento do óleo usado na alimentação - Sabão Ecológico - publicado em 9/3/2008 e que continua recebendo dúvidas e comentários ate hoje.


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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27.7.08

Lendas Urbanas e Teorias da Conspiração

bonecos

Matéria na Folha de São Paulo - Guia de sites compila teorias conspiratórias na internet - publicada em 22/07/2008 fala sobre o livro Web of Conspiracy, um guia de sites sobre teorias da conspiração na internet. Os autores James F. Broderick e Darren W. Miller pesquisaram e selecionaram 21 teorias, desde as mais polêmicas como as que contestam o suicídio de Marilin Monroe e Jim Morrisson e até as mais curiosas, como o Experimento Filadelfia, suposta tentativa de teletransportar um navio, promovido pela marinha americana.

Os autores reuniram apenas teses defendidas por intelectuais e cientistas, como Brenda James, que escreveu o livro The Truth Will Out: Unmasking the Real Shakespeare (A verdade vem a tona: desmascarando o verdadeiro Shakespeare) que revela que o questionamento da obra do dramaturgo inglês vem desde o século XVIII. O site do livro ( Webofconspiracy.net ) ainda reune links sobre o atentado às torres gêmeas de 11 de setembro, que é considerado pelos autores como o primeiro fato cujas teorias conspiratórias tiraram proveito do imediatismo proporcionado pela popularização do registro digital e da internet.

No suplemento de Informática do mesmo jornal, outra matéria - Internet Deu Fôlego a Lendas Urbanas, Diz Pesquisador - publicada em 20/02/2008, fala da tese de doutorado defendida por Carlos Renato Lopes na Universidade de São Paulo (USP). Formado em letras, Carlos analisou por 2 anos mais de 12 mil mensagens espalhadas pela internet, a maioria registrada no site Snopes.com, especializado em boatos. Historias como desodorantes que provocavam câncer de mama, jovens que se envolvem com homens para espalhar o virus da Aids, mulheres de branco que faz vítimas em estacionamento de shopping centers, etc, quase sempre enviadas com o assunto urgente ou confidencial.

O estudo concluiu que estas lendas urbanas quase sempre não tem autoria definida e envolvem elementos do cotidiano. Carlos revela que a historia do roubo de rins na banheira, retirado por traficantes, e contada desde pelo menos o final do século XIX. As lendas são adaptadas a diversas cidades e tem em comum os assuntos do momento - doenças, ataques e escândalos - e delineiam contrastes entre segurança e violencia, risco e conforto e quanto mais abalam o cotidiano, mais impacto causam.

Na mesma reportagem, uma nota complementa - Nua em NY: Top Brasileira Foi Foco de Uma História Fantasiosa (para assinantes) - o pesquisador cita uma lenda de vida curta: a história de que a top model Gisele Bundchen sairia nua em Nova York caso o time de seu namorado, Tom Brady, perdesse o campeonato de futebol americano.

Post publicado originalmente no blog do Yahoo! Tecnologia.

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5.4.08

Obras digitalizadas, domínio publico e boato

Notícia publicada aqui no canal - Instituições Digitalizam Obras Raras Para Publicá-las na Rede - dia 02/04/2008, conta dos projetos da Cinemateca Brasileira e Centro Cultural São Paulo na digitalização de seus acervos de filmes e arquivos de áudio. Um exemplo já iniciado nesta área é do Instituto Moreira Salles (IMS), com acervo disponível na web em música e fotografia.

O portal Domínio Público mantido pelo Ministério da Educação reúne obras literárias sem restrições de direito autoral e recentemente divulgou o ranking de obras mais baixadas pelos visitantes. Notícia na Folha - "Divina Comédia" Lidera em Site Literário - publicada em 03/01/2008 conta que a liderança é da obra escrita por Dante Alighieri no século XIV. Escrita originariamente em toscano e cuja versão disponível no portal foi traduzida para o português por José Xavier Pinheiro, baiano morto em 1882, atingiu 168.416 downloads até a data da reportagem. Como a obra de Shakespeare A Comédia dos Erros esta em 4o no ranking (68.990 downloads), funcionários do MEC brincam com a suspeita de que os usuários estariam baixando as 2 obras pensando que seriam cômicas.

A professora Lenira Almeida Heck (pseudônimo Julia Vehuiah), moradora de Lajeado (RS) tem 3 obras entre as 10 mais baixadas no portal, e com Fernando Pessoa completa a lista de autores do ranking.

Boato do fechamento do portal Dominio Público

Aliás, este portal foi motivo de boatos de fechamento que circulam por correntes de email e na blogosfera desde 2006, como atesta o blog de Paulo Lopes: Portal Domínio Público Não Vai Fechar. Ele lembra que o Bluebus recebeu um destes emails e publicou:
1 lugar onde se pode acessar gratis livros, pintura e musica, vai acabar
12:01
Blue Bus recebeu email sobre "1 lugar onde se pode ler gratuitamente as obras de Machado de Assis ou A Divina Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os tempos. 1 lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci. Onde você pudesse escutar músicas em MP3 de alta qualidade". Informa - "O Ministério da Educaçao disponibiliza tudo isso, basta acessar o site dominio publico. Só de literatura portuguesa sao 732 obras". Alerta - "Estamos em vias de perder tudo isso. Vao desativar o projeto, já que o número de acessos é muito pequeno. Para reverter a situaçao precisamos divulgar e incentivar as pessoas a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminaçao da cultura e do gosto pela leitura" - obrigado pela nota, Gustavo. 13/3/2007


Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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4.12.07

Papai Noel no Twitter revelado: Faça sua lista de desejos usando oTwitter


Revelado quem está por trás do Papai Noel no Twitter, popular sistema de micro blogging para mensagens até 140 caracteres. É uma ação que criamos para divulgar o Ehnatal.colmeia.tv, um sistema desenvolvido usando a API do Twitter para montar uma lista de desejos (wish list) de presentes de Natal. Além disso você pode enviar pedidos e desejos para outros amigos ou seguidores também, que são adicionados nas respectivas listas, saiba mais em Ehnatal.colmeia.tv - Como participar.

Papai Noel no Twitter

Qdo o Papai Noel apareceu no Twitter no dia 13 do mês passado, logo alguns blogs comentaram a novidade. Ivo Neuman do Treta postou Então é Natal, Gabriel Jacob do Advertido escreveu Papai Noel também está me seguindo e Steffania Paola em Ho-Ho-Ho lembrou do nosso outro Papai Noel famoso da internet, o do Natal Bauducco :-)
Rafael Ziggy do Sim Viral, além do post Até Papai Noel está no Twitter, foi mais rápido do que a gente e publicou agora pouco Papai Noel twitteiro revela sua origem. O Twitter até foi assunto em sala de aula em Porto Alegre, como Marcel Maineri contou no blog da Espm Digital Trends: Um viral no Twitter.
Inspirado no Foamee, site americano para troca de vales cervejas, acreditamos que nosso Ehnatal.colmeia.tv pode ser uma ferramenta útil nesta época de festas e quem sabe tornar mais divertido o amigo oculto (ou secreto) da firma :-)

Espero que gostem! Feliz Natal!!!

Dica: adicionem também o Ajudantedonoel no Twitter, ele será o responsável pelo Sac do Papai Noel :-)


colmeia_entaoehnatal, upload feito originalmente por publicidadedesaia.


Post publicado originalmente no Blog Colmeia.tv

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24.8.07

Wiirimbau ou bewiimbau ? Berimbau


Video conceito para o uso do wiimote (controle remoto do game Wii da Nintendo) como interface para um simulador de berimbau, e talvez outros instrumentos musicais brasileiros, etc.

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13.7.07

Arnaldo Jabor influenciado por textos apócrifos em seu nome

No Pavilhão

"Este artigo parece aqueles textos apócrifos que espalham em meu nome pela internet. Mas pode botar que eu confirmo. Santo Deus, estou sendo influenciado por meus imitadores..."
Arnaldo Jabour, em sua coluna Ao homem-objeto (para assinantes), publicada em 17/4/2007 no Estadão.

Update: Abaixo suposto texto original publicado no Estadão.

Ao homem-objeto
17/04/07 - O Estado de São Paulo - Arnaldo Jabor

Antes, os homens, desejávamos a mulher. Hoje, queremos ser desejados. No
tempo de meus pais, elas em geral não davam: só casando. Nelson
Rodrigues conta que os noivos galopavam como centauros para o quarto
nupcial avançando sobre as noivas pálidas de terror.

Filho dessa geração, eu achava que o desejo da mulher era 'conseqüência'
do nosso, que elas ansiavam por nosso assédio, em delíquios desmaiados.
Eu achava que levar uma mulher para a cama era algo só de minha
responsabilidade, que elas cumpriam cabisbaixas, trêmulas e, depois,
gratas. Elas 'davam' como uma tarefa quase política. Hoje, os homens é
que dão. Elas comem. Os homens se raspam, para ficarem com o corpo
feminino. Os homens malham, para ficarem magníficos objetos de prazer.

Antes, não. Eram barrigudos informes, sórdidos, com lindas damas ao
lado, brutais machões dominando ninfas. Hoje, elas escolhem: 'Aquele
ali. Vou comer...' Somos analisados minuciosamente nas conversas dos
vestiários. Dizem-me informantes traidoras que o papo é mais brutal que
conversa de marinheiro. Os pintinhos são analisados com régua e
compasso. A barriga derruba um apaixonado, a bunda (isso é novo) passou
a ser um objeto sexual fundamental para as moças: 'Que bundinha ele
tem!' Nosso pobre feminismo deu nisso: as mulheres analisam os homens
como imaginam que eram analisadas por nós: 'Que avião, eu ia te comer
todinha...' Hoje, nós somos as caricaturas das caricaturas que fazíamos
delas.

Fui educado pelos jesuítas, o melhor caminho para a perversão. Sempre
imaginei as mulheres como usáveis, romanticamente ingênuas, ou santas ou
decaídas... Mas nunca imaginei ver esse exército de rostos lindos, mas
duros, implacáveis na avaliação do sujeito, nos olhando como sargentos
examinando recrutas. Não imaginava o medo diante da glamourização
excessiva das celebridades. O que nos excitava, ou melhor, nos fazia
apaixonados era ver em seus olhos a busca de proteção, quase um apelo de
socorro. Nossa virilidade era quixotesca, salvadora. Sua fragilidade,
mesmo fingida, era tão erotizante... Outro dia vi um documentário antigo
com a Jackie Kennedy falando; parecia uma menininha, uma 'barbie'
ingênua. Claro que não me refiro às pobres desamparadas socialmente;
falo das peruas de esquerda e de direita (elas existem...), falo da
vanguarda das gostosas. Transar com uma mulher hoje é passar por um
teste. E surge a dúvida máxima: o que dar às mulheres? Carinho?
Proteção? Porrada? Desprezo? Companheirismo? Dar o quê? Dinheiro? Já
servimos para sustentá-las, mandar nelas: 'Oh, bobinhas... não é assim,
é assado...' Mas, não sabemos mais o que oferecer. Diante disso, o amor
vira uma batalha de prazeres e dores, uma guerra constante e excitante,
ciúmes afrodisíacos, ódios excitantes para o 'make-up fuck' (a melhor
que há). Os amores de /Caras /duram semanas; casou, perdeu a graça. Os
jovens ricos vivem em haréns de luxo (ah, verde inveja...) Claro que o
amor dos desvalidos continua igual: porrada, alcoolismo, e abandono.
Repito que falo das 'vanguardas' neo-sacanas.

Bordéis do amor

Assim, creio que a revolução se deu mais por via das mulheres, do que
dos homens. Já repararam como tem garoto-objeto casando com
coroas-célebres? E dizem que dinheiro compra até amor verdadeiro... Elas
mudaram, desde a pílula até hoje, impulsionadas pela tecnologia veloz,
pela indústria das revistas pornô; houve uma fetichização das partes
pelo todo. São pedaços que vemos. O conjunto nos angustia. Disse-me uma
antropóloga linda outro dia que o que mudou foi a transformação do sexo
em ginástica, num atletismo em que as perversões proibidas se
transformaram em brincadeiras polimorfas. Ninguém peca mais. E a culpa?
O que foi feito dela? O limite é o quê? A morte? A aids segurou um pouco
a barra da loucura que se anunciava nos anos 80, mas agora, com
coquetéis, há um recrudescimento da sacanagem como parque de diversões.

As famosas surubas de antigamente (oh... crime nefando...), hoje são
cirandas-cirandinhas felizes e gargalhantes. O bom e velho orgasminho
não basta mais. É preciso ir mais longe. Até aonde? Talvez, busquemos um
êxtase permanente num mundo que se aquece, num presente enorme que não
acaba. Precisamos de uma libertinagem constante, já que a tal da
liberdade era mesmo 'uma calça velha e desbotada'... E que orgasmo é
esse que atroará os ares? E, falando mais seriamente, que transgressão
suprema acabará com todos os limites? Muhammad Atta, o chefe do ataque
no 11 de Setembro, segundo artigo antológico de Martin Amis, não era
religioso, não acreditava em Alá, não era militante político, era
químico na Alemanha e, no entanto, queria algo supremo. O quê? A
realização do inominável, do impensável, o crime absoluto e, por
segundos antes de explodir, ele sentiu o êxtase do tenebroso.

O marquês de Sade desafiou os limites da natureza. Nesta
neo-libertinagem, queremos ir além das coisas que viramos.

Há um desejo de aperfeiçoar os desempenhos, como se moderniza um avião
ou um chip. Nas casas de swing, por exemplo, há uma utopia de se atingir
uma paz além do ciúme, além da posse, a paz da solidão compartilhada, um
companheirismo pacífico entre putas e cornos.

No entanto, faço uma previsão. As coisas vão e voltam.

Dentro em pouco, vai ressurgir uma onda romântica, diante do terror que
a liberdade total está gerando. Dentro em pouco, teremos amores
infinitos, beijos eternos, fidelidades sem-fim. No entanto, onde se
aninharão os casais? No campo? Nas neves derretidas? No pó das cidades?

Onde? Não temos onde amar. Não há casulos disponíveis. Famílias, lares?

Não. Haverá talvez bordéis românticos, motéis da paixão, onde a paz
infinita irá além dos gritos de tesão.

Ninguém agüenta mais tanta liberdade...

Este artigo parece aqueles textos apócrifos que espalham em meu nome,
na internet. Mas, podem botar que eu confirmo. Santo Deus, estou sendo
influenciado por meus imitadores...


Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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30.3.07

Audiencia da Arkhos no senado



Mensagem enviada por Marcelo Bicarato na lista radinho, suposta noticia publicada no site da Folha. Enviada sem link ou data, será q tb faz parte do viral?

Senador propõe audiência com diretores de empresa que é parte de jogo virtual


Malu Delgado

Editora assistente de Brasil

A ficção pregou uma peça na política. Discutiu-se na tribuna do Senado, na terça-feira, a polêmica ação da empresa Arkhos Biotech, identificada como "uma das maiores fabricantes do mundo de ativos vegetais para a indústria cosmética e farmacêutica". A empresa defende, na internet, (www.arkhosbiotech.com) a internacionalização da Amazônia.

A postura institucional da Arkhos deixou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) furioso. "Tem notícia da maior gravidade que devo trazer ao conhecimento da Casa. Ela está no site da Agência Amazônia, sob o título "Laboratório americano propõe privatizar a Amazônia", alertou.

"Estou convidando essa empresa a se fazer representar em uma reunião da Subcomissão da Amazônia, que funciona na Comissão de Relações Exteriores (...), porque a notícia pareceu-me extremamente grave", disse ele.

O fato é que a audiência não acontecerá. A não ser que sejam definidos dia e hora no mundo virtual. A Arkhos é uma empresa fictícia criada em jogo virtual - "Alternate Reality Games" (ARGs) -, no site www.zonaincerta.com. O jogo é patrocinado pelo Guaraná Antarctica, feito em parceria com a Editora Abril. A brincadeira tem como eixo uma misteriosa história envolvendo o biólogo Miro Bittencourt, que teria descoberto segredos da fabricação do guaraná. A Arkhos é a vilã que quer a Amazônia sob controle privado.

E tem, ainda, um grupo ambientalista, o Efeito Paralaxe. A "entidade" fezrotestos - reais - no dia da visita de George W.Bush ao Brasil. Procurada pela Folha, a patrocinadora do jogo esclareceu: "O Guaraná Antarctica aderiu a uma ferramenta de marketing inovadora e diferenciada, o ainda pouco explorado "alternate reality games" (ARGs), jogo que convida os consumidores da marca a desvendar um mistério. A ação gira em torno da fórmula secreta do Guaraná Antarctica". Ao ser informado pela Folha sobre a real situação da empresa, o senador reagiu com bom humor: "É um mico danado, hein! Mas vou continuar vigilante a meu Estado, ainda que tenha que pagar outros micos. Neste caso foi brincadeira, mas tem gente que de fato pensa isso da Amazônia. Só não vou mais chamar o pessoal para depor".

Publicado originalmente em wagnertamanaha.multiply.com

13.2.07

Zona Incerta - ARG do Guarana Antarctica


Ola, saiu hoje no Bluebus sobre o ARG do Guarana Antarctica:
http://www.bluebus.com.br/show.php?p=1&id=74760

Segundo a nota:
(O game) Gira em torno do desaparecimento de um funcionario
(Miro Bitencourt) da fabricante do refrigerante que teria descoberto a formula da bebida. O eixo da açao é o site sobre o funcionario que sumiu (em Maues/AM).


Site oficial: http://zonaincerta.com

As primeiras msgs do forum do game indicam um usuario aqui no Multiply, inclusive com scan do anuncio na revista Super Interessante, q deve ser onde tudo comecou. Link:

http://zazou.multiply.com/photos/photo/54/1

Lembra q ano passada a Super fez um ARG pra complementar uma materia sobre o assunto.

Blz?


Publicado originalmente em wagnertamanaha.multiply.com

20.10.06

Mkt de Guerrilha, velha guarda repaginada


Semana passada vi a capa da Caras com suposto romance de uma atriz global com o baixinho da Kaiser. Conta nova da agencia Fischer, etc. O blog do Adonis explica bem toda a ação, com o K na inicial da atriz, convite da festa de aniversário, etc.

Lembrei qdo trabalhava na DPZ, criando pra cervejaria, o Sylvio Lima falava q nosso então concorrente, com a campanha Brahma N 1, nao era exatamente uma agencia de propaganda, mas sim de promoção. Naquela época, no século passado, a Fischer repercutiu bem com a torcida uniformizada nos estádios, jogadores comemorando com o sinal do dedo levantado, etc. Marketing de Guerrilha, q agora voltou com o nome de viral e boca a boca... tb acho q termos bélicos são anos 90, e guerrilha e terrorismo hoje em dia não pega tão bem :-)

Outra coisa q o Sylvio (falecido anos atras) falou é q no mercado sempre existiram essas agências cuja maior força era na "promoção", ele lembrou da Artplan no Rio, do Medina, q criou o Rock in Rio, sucesso anos antes.

Blz?

Publicado originalmente em wagnertamanaha.multiply.com

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