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16.2.12

Professores defendem nova divisão de classes sociais para pesquisa de mercado


Reportagem publicada dia 7 no site do Jornal Valor Econômico (para assinantes) divulgou uma proposta nova de divisão de classes sócio-econômicas atualmente utilizadas nas pesquisas e análises do mercado. A idéia é substituir as classes A, B, C, D, E e F por classes de 1 a 8, onde a classe média seria representada pelas classes 3, 4 e 5, como mostram os gráficos acima.

Sei que em tempos de análise de tendências, perfis comportamentais e perfis digigráficos, avaliar o público consumidor e os clientes através de classes sociais, faixas etárias e demográficas já é prática ultrapassada para muitas marcas e empresas, geralmente as líderes e inovadoras. Mas vale a discussão, principalmente diante do fenômeno da nova classe média, ou os batalhadores brasileiros, como defende o sociólogo Jessé Souza, ou classe média mixa, como acredita o filósofo José Arthur Giannotti.

Veja abaixo copy e paste da matéria no Valor Online:

Proposta uma nova divisão de classes

7/2/2012 - Cynthia Malta

Os professores brasileiros Wagner Kamakura, da Duke University, nos Estados Unidos, e José Afonso Mazzon, da Universidade de São Paulo, estão propondo uma nova divisão sócio-econômica da população brasileira, com foco no consumo de produtos e serviços. O novo modelo, construído a partir dos dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), pode ser usado em pesquisas de mercado, especialmente as orientadas aos hábitos de compra da classe média.

Os professores, que trabalharam juntos no projeto ao longo de um ano e meio, dizem que a classificação utilizada pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (conhecida como Critério Brasil) não retrata adequadamente a importância que a classe média adquiriu nos últimos anos. E decidiram elaborar um novo modelo, com base nos dados da mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE em 2009.

Mais de 104 mil domicílios entraram no modelo, que considera 36 critérios - desde o número de aparelhos de TV em cores, computadores pessoais e automóveis, até nível de educação e ocupação do chefe da casa, passando pelo número de empregados domésticos. Critérios como acesso a esgoto, água tratada e ruas pavimentadas também foram considerados.

A nova classificação tem como base a renda permanente e não a renda corrente. "Renda permanente é um conceito teórico, relacionado com a capacidade de a pessoa de gerar renda, e, portanto, não é observada diretamente," diz Kamakura A renda permanente pode ser medida por meio da posse de bens duráveis e do nível de educação, por exemplo. A renda corrente é o rendimento atual: o salário, as transferências de renda e os rendimentos financeiros.

"As grandes empresas foram pegas de surpresa pela nova classe média no Brasil", diz Kamakura, que ensina marketing global na escola de negócios Fuqua, da Duke, na Carolina do Norte. Por décadas, diz ele, as estratégias traçadas por brasileiras e multinacionais consideravam como público-alvo os consumidores de maior poder aquisitivo. "É a estratégia do 'em cima do morro'", afirma. O produto era pensado e vendido para a elite. A classe média acabava comprando, diz ele, porque aspirava ter as mesmas coisas que a classe alta.

A migração de 20,5 milhões de brasileiros, da base para o meio da pirâmide, foi um processo que ocorreu com maior vigor de 2003 a 2009, justamente o período analisado por Kamakura e Mazzon. A classe média ficou maior, na avaliação deles, porque a renda real e a oferta de crédito cresceram.

Nesse novo quadro, a classificação usada pelas empresas especializadas em elaborar pesquisas de mercado, conhecida por Critério Brasil, não retrata mais a realidade. Quando são comparadas as oito classes do novo modelo com as oito classes do Critério Brasil, observa Mazzon, o que se nota é uma distribuição mais assimétrica da população no modelo novo - com maior número de domicílios nas mãos da classe média.

A classificação do Critério Brasil mostra uma "curva assimétrica", diz Mazzon, mostrando maior número de lares nas mãos da classe D (ver arte nesta página). Os professores não são os únicos a pesquisas o assunto. Há consultorias do setor de consumo no Brasil estudando formas de atualizar a classificação de renda.

A classificação conhecida como Critério Brasil, diz Mazzon, "retrata melhor a camada mais rica da população." Esse método, segundo ele, ainda é uma boa ferramenta para medir o consumo de joias ou de serviços pessoais. O novo modelo, explica melhor o consumo da classe média, que, segundo o estudo, representa cerca de 56% dos lares (ou 51% da população) e responde por 33% dos gastos de consumo no país.

A classificação proposta por Kamakura e Mazzon será apresentada à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa nos próximos dias. A ideia é oferecer, sem custo, o novo modelo a companhias que queiram fazer pesquisas no Brasil.

O estudo dos professores, que levou cerca de um ano e meio para ser elaborado, também será publicado no "International Journal of Research in Marketing" no início de 2013, numa edição especial sobre marketing nos países emergentes.
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Lembro quando em 1996 assisti uma apresentação da antiga Ambev sobre a visão que a companhia tinha dos públicos que consumiam os produtos, nada de utilizar perfis socio-econômicos, faixas de idade, sexo ou localização. Infelizmente não posso revelar detalhes pois todos que assistiram apresentação tiveram que assinar um termo de confidencialidade, mas confesso que o retrato que eles viam e o conhecimento em relação aos clientes era impressionante. Como antes já tinha trabalhado para a Kaiser concorrendo no mesmo mercado, finalmente entendi a distância e eficiência na comunicação. Acredito que esse conhecimento tenha sido um dos principais motivos da objetividade e bons resultados que marcas como Brahma, Skol e Antarctica conquistaram desde então.


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12.1.09

Mega Festa Nerd

Começa segunda a segunda edição da Campus Party Brasil, um mega evento tecnológico onde os participantes tem a opção de levar seus computadores e acampar no local, usufruindo da estrutura de acesso a internet e a convivência com aficcionados, geeks e nerds de todos os tipos.

Notícia aqui no Yahoo! Tecnologia fala das atividades programadas do portal - Yahoo! terá maior participação no Campus Party - e lembra do sucesso do stand do Flickr ano passado e da comunidade Flickr Campus Party no site de compartilhamento de fotos. Este ano o festival deixa de acontecer na Bienal, no Parque Ibirapuera, e muda para o Centro de Exposições Imigrantes. Apesar da distânia, algumas caracteristicas podem se repetir, games e modificações de computador (casemod) chamando a atenção da imprensa, o comparecimento de blogueiros, defensores do software livre e grande presença feminina, que faz a Campus Party brasileira ter um perfil diferente de publico em comparação com a Espanha, país onde foi concebida.

Se tudo der certo eu tambem estarei la, desde que comecei a trabalhar em redes sociais acompanho os estudos sobre novas métricas e medições envolvendo a área. Reputação, influencia, autoridade, relevancia, novos e infinitos critérios que serão discutidos por acadêmicos e pesquisadores como Alex Primo, e Raquel Recuero, que aproveita pra lançar seu e-book Blogs.com, uma coletânea de trabalhos sobre blogs no Brasil, escrito em parceria com Sandra Montardo e a Adriana Amaral. Talvez muitos dos blogueiros profissionais e o mercado nascente de social midia vai estar presente, se isso acontecer, faço um paralelo com o Festival de Cannes, que virou uma feira de negócios do mercado de publicidade, mais do que uma competição e mostra de criatividade.

Além do Campus Blog, patrocinado pelo Yahoo! Posts, pretendo acompanhar o Campus Verde e as novas e velhas (ou recicladas) tecnologias sob o ponto de vista do meio ambiente. Isso por conta do meu trabalho com a Rede Ecoblogs e para ver de perto o que foi apontado - Previsões 2009 e Retrospectivas 2008 - como tendência crescente a partir deste ano, o Green IT. Desta vez espero que não se repitam as imensas filas no cadastramento, as falhas no site e morosidade do processo, cenário que remete direta e negativamente a Telefonica, que concebeu e patrocina a Campus Party. Alias, fato que gerou desafetos como revelou a matéria recente na Folha de SP: Antes da estreia, Campus Party é alvejada por blogueiros.

Post publicado originalmente em meu blog no Yahoo! Tecnologia.

26.1.08

Pesquisa do teletrabalho na América Latina

Em outubro do ano passado um video no YouTube - Etis Lac - resume os resultados da pesquisa Exportação de Teleservicos para a Inclusão Sócio-Trabalhista na América Latina - www.etis-lac.org.ar - , feita em 2006 e que inclui além do Brasil, dados da Argentina, Colômbia e Costa Rica.



Segundo matéria do caderno de Informática do Jornal O Dia - Como Está o Mercado de Teletrabalho no Brasil? - publicada em 09/08/2006, a pesquisa foi divulgada pela primeira vez durante o Rio Info 2006. Segundo Clara Costamagna, especialista em direito de alta tecnologia, muita gente teletrabalha sem saber, pois tudo que se pode digitalizar pode ser teletrabalho. Sonia Boiarov, argentina, diretora da Etis-Lac e presidente da Teleservicos na Sociedade da Informação e do Conhecimento (TIC), a pesquisa ajuda a identificar o que pode ser ofertado ao exterior.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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21.8.07

Censo sem papel

Matéria no jornal Valor – IBGE usará micro portátil para fazer censos no país – de 13/4/2007, contou um pouco sobre a adoção de PDAs pelo instituto na coleta de informações para o Censo Agropecuário e Contagem da Populaçao, tarefa prevista para ter sido encerrada em 31 de julho.
No novo sistema estes projetos devem ser concluídos em 4 meses, substituindo um processo anterior que chegava a durar mais de um ano e que incluia formulários, digitalização com scanner, revisão e inclusão dos dados manualmente.

O site oficial Censos 2007 dimensionou o trabalho em cerca de 5.600.000 estabelecimentos agropecuários e cerca de 99 milhões de pessoas, moradores de municípios com até 170 mil habitantes. Segundo a reportagem do Valor, replicada no site do Ministério do Planejamento, o IBGE investiu R$ 88 milhões na compra de 82 mil computadores de mão, parte dos R$ 115 milhões destinados à tecnologia. O equipamento, que utiliza o sistema operacional Windows Mobile, foi fornecido pela empresa taiwanesa Mitac, representada no país pela SightGPS.

Luiz Fernando Mariano, diretor de informática da instituiçao, e Heleno Ferreira Mansoldo, coordenador de informática do censo, detalharam ainda que o projeto é inédito pela sua dimensão e vai utilizar os 515 pontos de presença do IBGE mais 600 pontos temporários e modens instalados em milhares de órgãos públicos, totalizando quase 5 mil locais de transmissão de dados. A Embratel venceu a licitação para este serviço que conta com o uso do bluetooth dos PDAs, conexão sem fio, e linha telefônica 0800.

Ainda na matéria, Luiz Marcelo Moncau diretor da Microsoft Brasil declara que o projeto fez a subsidiária sair na frente, nos EUA soluções parecidas com Windows Mobile estão sendo testadas desde 3 anos atrás mas com planos de adoção apenas para 2010.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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28.12.06

Perfis do consumidor de tecnologia segundo o Ibope

Matéria no site Consumidor Moderno divulgou pesquisa sobre hábitos de consumo do brasileiro feita pelo Ibope . Segundo o estudo, os consumidores de eletroeletrônicos podem ser divididos em quatro grupos diferentes: atualizados consumistas, atualizados planejadores, desatualizados planejadores e desatualizados não-planejadores.

Os atualizados consumistas buscam estar em dia com a tecnologia e pagam qualquer preço por um eletroeletrônico que realmente desejam (geralmente são mais jovens). Os atualizados planejadores também querem estar em dia mas procuram mais informações antes de comprar. Os desatualizados nunca são os primeiros a comprar eletroeletrônicos. Neste grupo também convivem aqueles que buscam informações antes de comprar e os que não se preocupam muito com isto.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia
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