17.11.08
Investimentos da Ásia em etanol no Brasil
Notícia publicada no Estadão - Grupo Noble, de Hong Kong, investe em porto, álcool e minério no Brasil - publicada em 29/09/2008, fala dos planos que transformaria o país na quinta maior operação da gigante especializada em produzir e comercializar commodities (matérias-primas negociadas na bolsa de valores). A Noble Group começou negociando grãos e hoje tem investimentos em logística, mineração e usinas de álcool e açúcar. Com um brasileiro comandando as operações desde 2003, Ricardo Leiman, o grupo comprou uma usina em Votuporanga/SP, onde quadruplicou a capacidade de produção e iniciou a construção de outra em Meridiano/SP. Até 2011 o plano é estar entre os 5 ou 10 maiores produtores nacionais de Etanol. O Grupo também está investindo em um terminal próprio no porto de Santos/SP, para armazenar e exportar grãos e açúcar, e em um terminal liquido no porto de Itaqui/MA, região escolhida por estar próxima de mercados visados pelo etanol que vai produzir: EUA e Europa.
Outra nota, no jornal Valor e Globo - Coreanos vao investir em etanol na BA - publicada em 26/08/2008, contou dos planos da Celltrion, firmado em acordo com o governo do Estado. Atuando no ramo de biofarmaceuticos, a empresa coreana pretendia investir R$ 540 milhões em uma usina de etanol no município de Barra/BA. Com benefícios fiscais, a Celltrion já tem terras plantadas com cana na região e com a usina, pretende produzir 1,3 bilhões de litros de etanol e produzir energia termoelétrica a partir da queima do bagaço da cana.
Aparentemente este movimento de empresas asiáticas nao está restrito ao Brasil, nota na Folha - Biocombustiveis: Chineses investem U$ 40 bilhoes para produzir na África - publicada em 07/06/2008, citou uma empresa de Macau criada para desenvolver negócios em países de língua portuguesa. Um dos administradores da companhia, Ambrose So, disse à Agencia Lusa que a iniciativa pretendia investir U$ 40 bilhões na África, nos próximos 10 anos, para produzir biocombustíveis em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.
Em um movimento parecido, a Petrobras também tem interesse em exploração de petróleo e produção de etanol em países africanos. Assim como o Brasil recebe projetos de paises da Asia, EUA e Europa, empreendimentos brasileiros tambem acontecem na Africa, America Latina e Asia. Um movimento não excludente, onde no final, a existência de um vencedor não significa o fim dos outros competidores, concordam?
Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.
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4.10.08
O maior boneco de posto do mundo
O maior boneco de posto do mundo em Natal/RN, upload feito originalmente por ALE Combustíveis.
Para divulgar a união das empresas Ale e Sat que passariam a utilizar apenas a marca Postos Ale, a agência Espalhe lançou O Maior Boneco de Posto do Mundo, montado na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, local da sede de uma das empresas. Com uma altura comparável ao Cristo Redentor, a idéia era que o monumento inflável se tornasse uma atração turística da cidade, ao lado do maior cajueiro do mundo.
Em redes sociais, enviamos media kit com luminárias do boneco em miniatura, avisando da ação. Blogs do RN, transporte, humor e até o blog do Boneco de Posto - que postou Porra ganho!!! O maior bonecão de posto do mundo - repercutiram a notícia.
Leia no Blog de Guerrilha: O maior boneco de posto do mundo.
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23.9.08
Americanos e europeus no etanol brasileiro
Presente no Brasil como processadora de soja, a empresa americana investiria mais R$ 400 milhões na usina goiana que entraria em operação em 2010. Segundo a matéria, Jatai/GO tem quatro projetos para construção de usinas de etanol, um deles coordenado pelo grupo Cosan. Notícia no Estadão - Joint venture produzirá diesel de cana no País - publicada em 24/04/2008, contou da parceria entre a empresa americana de biotecnologia Amyris e a brasileira Crystalserv. O empreendimento previa a abertura de um centro de pesquisa e desenvolvimento em Campinas com a meta de produzir em escala um combustível compatível com motores a diesel em uso até 2010.
O diretor geral da Amyris-Cristalserv, Roel Collier, declarou que aproveitaria o corpo técnico local mas também faria intercâmbios com profissionais da Califórnia, sede da empresa. A Amyris tem como investidores os fundos Kleiner Perkins e Khosla Ventures, que apostam em empresas de tecnologia, e a TPG Biotech, dona de 70% da companhia. A tecnologia para a produção do diesel de etanol, e futuramente gasolina e querosene de aviação, foi desenvolvida na Universidade de Berkeley em 2003, inicialmente para produção de remédio contra a malária. Em 2006 os pesquisadores descobriram que os microorganismos usados para o medicamento tinham propriedades parecidas com o diesel convencional.
No fim do ano passado, notícia na coluna Mercado Aberto da Folha de São Paulo - Brenco inaugura segunda pólo de usinas no Centro-sul (para assinantes) - publicado em 16/12/2007, falou da empresa criada por investidores nacionais e estrangeiros, como Vinod Khosla, indiano radicado nos EUA e sócio da Kleiner Perkins e Steve Case, fundador da AOL. A Brenco, criada em maio de 2007, na época da reportagem comandada por Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobrás, inaugurou em Parnaiba/MS, seu segundo pólo álcool e energia elétrica na regiao Centro-sul. Com investimentos de R$ 1,2 bilhão para a construção de 3 usinas, previa processar 10 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e produzir aproximadamente 900 milhões de litros de álcool anidro por safra e de 132 MW de potencia instalada excedente de energia elétrica gerada pela queima de bagaço.
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21.8.08
O chuveiro econômico
Nota na coluna de Flavia Oliveira, Negocios & Cia no O Globo - O Chuveiro Que Economiza Energia - publicada em 17/09/2008, fala da invenção do mineiro Geraldo Magalhães, em parceria com a PUC MG. Com apoio da Cemig, que desde 2001 patrocina a pesquisa e ano passado começou a instalar o equipamento em lares de baixa renda. Inspirada no sucesso do invento, a Ampla pretende expandir a ideia. Eletropaulo e CPFL também começam a instalar o chuveiro, no Rio de Janeiro, 25 unidades (cada uma custa R$ 300) estão em 15 instituições sociais, como creches e asilos em Duque de Caxias, São Gonçalo, Itaboraí e Magé. O sistema inclui a instalação de uma plataforma que recicla a energia térmica e pré aquece a água, economizando eletricidade e representando uma redução media de 28% na conta de luz.
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18.7.08
Energia eólica no Brasil
Outra materia, desta vez publicada em 15/07/2007 no Estadão e reproduzida na Hemeroteca do Instituto de Eletrotécnica e Energia - País tem a força dos ventos. Só falta investir - resumiu alguns números do setor. Segundo o vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA), Everaldo Feitosa, se o governo acenar com um compromisso de comprar cerca de 1.000 MW ao ano, o país pode ter um "boom" de investimentos, comparado ao que ocorreu com a indústria automobilística nos anos 50. Segundo a reportagem, hoje o Brasil tem 12 usinas eólicas em operação com apenas 236 MW de parque instalado. No ranking mundial, a Alemanha vem em primeiro, seguido de EUA, China e Espanha. Segundo Everaldo a China tem 20 fabricante de turbinas que emprega 25 mil pessoas, na Alemanha o setor emprega mais do que as fábricas de carros.
Na época da matéria eram 2 empresas de equipamentos instaladas no Brasil, a Wobben Wind Power e a Tecsis. A Wobben, subsidiária do grupo alemao Enercon, fábrica aerogeradores completos (torres, turbinas e pás) em fábricas em Sorocaba/SP e Pecém/PE, totalizando 750 funcionários. A Tecsis, também instalada em Sorocaba/SP, fabrica pás com tecnologia 100% brasileira, fornecendo para empresas como a General Eletric (GE).
No mesmo jornal, um informe publicitário do governo do estado do Rio Grande do Norte publicado em 14/09/2007 citava a energia eólica como base de seus planos para se tornar auto-suficiente em energia. O parque eólico do Rio do Fogo, no litoral do estado, já produzia 49,3 MW e outras usinas semelhantes seriam construídas em Guamaré/RN, município próximo. A empresa Energias Sustentáveis Ltda, subsidiária da empresa autraliana Pacific Hydro, seriam uma das empresas envolvidas no projeto, Ralf Kynast, diretor da Pacific Hydro, adiantou que o parque eólico deve iniciar produzindo 153 MW.
Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.
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10.7.08
Biocombustível para aviação
Nota no jornal Folha de SP - Boeing Põe em Teste Bioquerosene de Inventor Brasileiro (para assinantes) - publicada em 10/02/2008, fala sobre o uso biocombustível não poluente produzido com oleo de babaçu e outras palmáceas. Supervisionado pela Nasa, os testes do chamado de bioquerosene (ou biojet fuel para os americanos), ainda não estão sendo feitos com aviões em vôo mas a idéia já recebeu o prêmio Blue Sky Award, depois de ser apresentada em uma conferência internacional de tecnologia promovida pela ONU na China em 2005.
A matéria conta que o produto é produzido no Ceará pela Tecbio, empresa do engenheiro químico Expedito Parente, que descobriu o bioquerosene ao mesmo tempo que o biocombustível nos anos 70. Nesta época, após conversas com ministros militares, chegou a ser usado em um avião Bandeirante da Embraer, que vôou em outubro de 1984. Aqui no Yahoo! Tecnologia cheguei a comentar o início das pesquisas da Tecbio na coluna Bioquerosene publicada em 30/01/2007.
Lembro que ano passado, em 19/06/2007, o blog TreeHugger publicou o post Bio-fuel Tested in Commercial Jet Engine (em inglês) contando da experiência da CFM International com uma mistura de biocombustível e querosene de aviação. Também com combustível misturado, a companhia aérea Virgin Atlantic voôu de Londres a Amsterdã, segundo esta nota publicada em 24/02/2008 no site BBC Brasil: Primeiro vôo com biocombustível é bem-sucedido.
Outra matéria, desta vez no Estadão - Embraer Pesquisa o Uso de Combustível Verde nos Aviões - publicada em 30/01/2008, revela a parceria da Tecbio com a fabricante brasileira. Colaborando no mesmo projeto da Boeing, que iniciou em 2006, a Embraer no entanto não pode revelar os resultados da experiência de 1984, onde os dados do vôo do percurso de São Jose dos Campos à Brasília permanecem em sigilo. Na reportagem, declarações de Graciliano Campos, diretor de estratégia e tecnologias do meio ambiente da Embraer e Ayres Correia de Sousa Filho, coordenador de desenvolvimento tecnológico de bioquerosone da Tecbio, celebram a parceria e comunicam que o primeiro vôo-teste está previsto para meados do ano que vem.
A Embraer já e pioneira no uso do etanol na aviação, com o avião agrícola Ipanema, mas para motores a jato, usar o etanol é um desafio muito grande e por enquanto está descartado. Sobre o assunto, também já escrevi as colunas Usinas de Biodiesel Brasileiras, Energia da Laranja, Mandioca, Murumuru, etc e Biodiesel Animal.
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12.6.08
Investimentos estrangeiros no etanol
Agora sob ataque da ONU e outros grupos internacionais que acusam os biocombustíveis como principal vilão da inflação nos preços dos alimentos e do crescimento da fome mundial, a reação dos investidores do exterior que vinham fechando parcerias para atuar no setor no Brasil podem merecer atenção.
Reportagem na Folha de São Paulo - Estrangeiros Mantém Seus Investimentos (para assinantes) - publicada em 20/01/2008 contou do boom do álcool e listou alguns investimentos de grandes fundos estrangeiros. Sérgio Thompson Flores, presidente da Infinity Bioenergy declarou que investimentos estruturais tem que olhar um horizonte de 5, 10 anos. Rogério Manso, presidente da Brenco - Companhia Brasileira de Energia Renovável, que tem com um dos sócios fundadores Stephen Case, fundador da AOL, disse que há uma desaceleração mas tinha planos de investir U$ 2,3 bilhões em suas 10 usinas. Marcelo Vieira, da Adecoagro, que tem como maior acionista o megainvestidor George Soros, acredita que o carro flex sustentará um consumo crescente do álcool no mercado interno. A matéria ainda cita a Mitsui, empresa japonesa que tem parceria com a Petrobrás para exportação de etanol para misturar à gasolina naquele país.
Nota no Estadão - Grupo Areva Compra 70% da Koblitz, de Pernambuco - publicada dia 18/01/2008 fala da aquisição feita pela empresa francesa que atua em energia nuclear. A Koblitz é uma empresa brasileira que atua na produção de energia a partir de fontes renováveis e mantinha 500 empregados. Segundo a matéria, a Areva também acredita que o setor nuclear ganhará novo impulso e está disposta a oferecer uma nova tecnologia de reatores para o projeto Angra 3.
Novamente na Folha, nota na coluna Mercado Aberto - Grupo Americano Investe em Fábrica no Biodiesel na BA (para assinantes) - publicada em 1/1/2008 conta do investimento da Comanche Clean Energy na usina de biodiesel na cidade de Simões Filho, no estado da Bahia. O grupo, controlado por um fundo de investimento americano, declarou que pretendia expandir as plantações, com incentivo à agricultura familiar, e ampliar a usina para processar 100 milhões de litros de biodiesel.
Sobre o assunto, ja tinha escrito aqui as colunas Gringos no Etanol e Visita do Bush. Aqui no Yahoo! Tecnologia em março do ano passado foi publicada a nota Fundadores da Sun e da AOL vão Investir em Álcool no Brasil.
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7.6.08
Relator da ONU condena biocombustível
"O uso de biocombustíveis se tornou um crime contra a humanidade."Jean Ziegler, relator da ONU, segundo reportagem publicada no O Globo em 14/04/2008.
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23.5.08
Conselho do economista Steve Jurvetson
"Faz muito mais sentido aplicar US$ 2 milhões em 100 empresas de internet do que US$ 200 milhões numa companhia de biodiesel".Steve Jurvetson, economista sueco, em matéria no site Info Online em 24/04/2008
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18.4.08
Energia da laranja, mandioca, murumuru, etc
Lembro que o jornal Valor publicou em 14/12/2006 a matéria Hedesa Desenvolve Nova Tecnologia (para assinantes) onde revelou que a empresa goiana tinha patenteado um catalisador que transformava resíduos e restos de frutas do cerrado para produção de combustível. Inventado pelo pesquisador e professor de química Camilo Machado, o processo termo-catalítico permite reciclar plásticos, pneus, óleo lubrificante usados e frutos como o murumuru, utilizado na indústria alimenticia. Funcionando a temperaturas mais baixas que o processo tradicional de Fluid Catalitic Cracking (FCC), a técnica da empresa permite o refino de hidrocarbonetos a 400 graus, dependendo da matéria prima. A Hedesa, fundada em 2003, na época da reportagem tinha unidades em Aparecida de Goiânia/GO e Rio Branco/AC e investia na nova sede no Distrito Agroindustrial de Anápolis/GO (Daia), segundo seu diretor presidente José Henrique Assis de Sá.
Ainda no jornal Valor, outra matéria - Mandioca Avança em Terreno da Cana e Também Aproveita a Onda do Etanol - publicada em 20/03/2007, fala de investimentos de R$ 30 milhões em 2 destilarias para produção de combustível a partir dessa raiz, muito popular na nossa alimentação. Um projeto idealizado pelo empresário pernambucano José Pedro da Silva Filho com apoio de capital japonês, pretendia construir uma usina em Nazaré da Mata/PE. José Pedro declarou que desenvolve uma tecnologia própria para a produção de álcool de mandioca desde 2002.
Outra destilaria de mandioca seria construída em Palmital/SP, pela Halotek Fedel, industria produtora de amido comandada por Antonio Donizetti Fadel, tambem integrante da Associação brasileira dos Produtores de Amido da Mandioca (Abam). A usina de Palmital foi adquirida da Tailândia, país que segundo Antonio produz 25 milhões de toneladas de mandioca por ano e já utiliza metade da produção para transformar em álcool. Segundo a matéria, o Brasil já possuia 2 destilarias de álcool a base de mandioca, criadas na década de 70, uma delas pertencente a Agroindustrial Tarumã, na cidade paulista de mesmo nome. Segundo Jonas Vieira, um dos sócios, a produção nacional total estaria em torno de 15 milhões de litros. Sobre outros usos da raiz, já tinha escrito aqui a coluna Plástico da Mandioca.
Mesmo na produção de álcool de cana se utiliza o bagaço para gerar eletricidade a partir da queima dos resíduos. Reportagem na Folha - Bagaço de Cana Deve Crescer 50% (para assinantes) - publicada em 07/02/3008, fala da expansão desta fonte de energia também produzida nas usinas. No mesmo jornal, a nota Usina Apostou em Energia na Década de 80 (para assinantes), conta a trajetória da Usina São Francisco (dona da marca Native Orgânicos), em Sertãozinho/SP, que interligou-se ao sistema de energia elétrica da CPFL em 1987, hoje produz 7MW e vende o excedente de 3 MW ao mercado. Outra usina, a Companhia Energética Santa Elisa, na mesma cidade, começou a vender a sobra de energia em 1994 e atualmente comercializa 95 MW ao ano.
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12.4.08
Bioenergy Alliance em Miami
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29.3.08
Sem alternativas ao petróleo, por enquanto
"Nos próximos 30 ou 40 anos não haverá alternativa que possa substituir o petróleo."Marcio Mello, presidente da Associação Brasileira de Geólogos do Petróleo e consultor da HRT Petroleum em entrevista ao Estadão em 11/11/2007.
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27.3.08
Energia solar obrigatória na lei
Matéria no caderno classificados do Estadão - Lei Emplaca Energia Solar - publicada em 03/02/2008, fala da nova lei 14.459/07 que obriga a instalações de aquecedores solares de água na cidade de São Paulo. Casas e apartamentos novos com 4 ou mais banheiros teriam que utilizar o equipamento que, segundo Racine Prado, professor da Poli da USP, custa no mínimo R$ 2 mil, incluindo um sistema simples com duas placas coletoras e um reservatório de 200 litros.
Ainda na materia, Carlos Felipe da Cuna Faria, diretor do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), uma família de 4 pessoas que adotar o sistema podera economizar até 30% menos por ano na conta da energia elétrica. A matéria ainda alerta para os cuidados na compra dos equipamentos, o selo do Inmetro e o Qualisol, que certifica a qualidade do revendedor na hora da instalação.
No site Zap, a nota - Energia Solar Será Obrigatória em 180 Dias - publicada em 27/01/2008, fala que a lei já foi publicada no Diário Oficial e entra em vigor em junho.
Augustin T. Woelz coordenador da Sociedade do Sol, que promove a tecnologia solar, acredita que a obrigatoriedade não seria necessária mas poderiam existir outros incentivos. Mas com a lei, Augustin acha que a produção, a indústria e o comércio vão esquentar e consequentemente os custos dos equipamentos pode cair.
A enegia solar para aquecimento de agua é um dos usos mais populares, mas converter a enérgia térmica em energia elétrica também tem muito potencial. A notícia - Eike se Une a Empresa Chinesa para Produzir Energia Solar no Brasil - publicada no Estadão em 22/02/2008, fala da parceria da MPX (do empresário Eike Batista) com a Yingli Solar, empresa chinesa que fabrica paineis solares. Nos planos esta a contrução de uma usina geradora de energia solar en Porto de Açu, no estado do Rio de Janeiro, com capacidade para produzir 50 MW a partir de 2009. O empresário declarou que deseja estar produzindo cerca de mil MW até 2015.
A Sociedade do Sol tem um projeto de sistema de aquecimento solar de baixo custo, feito com materiais reaproveitados e de fácil acesso. Outros inventos parecidos podem ser vistos no YouTube, como este Projeto de Aquecedor Solar com Garrafas Pet.
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8.3.08
Feicana Feibio em Araçatuba
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6.3.08
Usinas de biodiesel brasileiras
Quase um ano atrás, aproveitando a visita do presidente dos EUA, que comentei na coluna A Visita do Bush, nota no Estadão publicada em 07/03/2007 anunciou que Grupo Marchiori Cria Tecnologia de Biodiesel com Baixo Custo. Lançada na Feira de Negócios de Bioenergia (Feicana) em Araçatuba/SP, a tecnologia movimenta a usina instalada em Piracicaba/SP pertence ao grupo e era a única do pais na época, com reator fabricado com tecnologia totalmente brasileira. Outras usinas em funcionamento tem reatores importados da Itália, Alemanha ou Canadá. Na matéria, o diretor de energia do Grupo Marchiori, Luiz Barbosa, defende que a usina brasileira é mais barata, mais fácil de montar e elimina etapas no processo de produção do biocombustível. Segundo Luiz uma usina para 25 mil litros/dia sai por R$ 15 milhões, enquanto uma de origem estrangeira custaria em torno de R$ 50 milhões. Além disso, por ser montada em módulos de fibra de vidro, permite uma rápida ampliação e usa soja ou sebo animal como matéria prima.
No site da Folha, a notícia - Unicamp Produz Tecnologia Para Biodiesel Mais Verde - publicada em 30/06/2007 fala do novo processo desenvolvido na universidade que elimina uso do tóxico metanol na fabricação do biocombustível. A partir do trabalho do pesquisador Antonio José da Silva Maciel da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o uso do metanol, derivado do gás natural (combustível fóssil) está presente em até 25% para cada litro de biodiesel. O catalisador feito pela Unicamp pode funcionar a partir do álcool, que assim como o metanol, ajudam na quebra da gordura animal ou vegetal, que resulta no biodiesel e em outros produtos, como a glicerina.
Segundo o pesquisador, a tecnologia da Unicamp já foi licenciada para as empresas Biocamp e a Cooperbio de Mato Grosso. Outro cientista entrevistado na reportagem, Miguel Dabdoub, da Universidade de São Paulo (USP), está confiante de que o país vai continuar na vanguarda tecnológica do biocombustível e defende que temos que exportar e compartilhar a tecnologia, criando competência para criar um mercado.
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1.3.08
Carros elétricos movidos a vento
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16.2.08
Roubo de laptops na Petrobrás
Já tinha escrito sobre a nova descoberta da companhia em Petrobras, Tupi e Tecnologia, reportagem no Estadão - 2 km de Sal Desafiam Tecnologia - publicada em 18/11/2007 levantou as dificuldades e o ineditismo de exploração de petróleo neste tipo de crosta, apesar da Petrobras ser líder mundial em águas profundas. A existência de gás foi anunciado mais recentemente, como resume esta nota no Globo Online - Petrobras: Descoberta de Campo Gigante Pode Ajudar País a Ser Auto-suficiente em Gás Natural - publicada dia 22 do mês passado.
O roubo de laptops está sendo considerado como espionagem industrial, e não seria algo incomum neste setor, como denuncia Fernando Siqueira, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) e ex-engenheiro da área de Exploração e Produção da estatal, em entrevista publicada aqui no canal: Roubo de Dados da Petrobras Não Foi o Primeiro.
Infelizmente a indústria do petróleo sempre foi acusada de provocar até invasões e guerras, agora, a novidade fica por conta de uma companhia brasileira estar envolvida neste cenário.
Finalizando, o site da Folha Online fez uma lista das notas publicadas no exterior em: Imprensa Internacional Repercute Furto de Dados da Petrobras.
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18.1.08
Energia que vem do lixo
Desde 2003 funciona no aterro sanitário Bandeirante, na região oeste da cidade de São Paulo, uma usina que gera 20 Megawatts (MW) de energia a partir do gás metano emitido pelo lixo em decomposição. Matéria no Estadão - Lixo Pode Gerar Até 440 Megawatts (para assinantes) - publicada em 08/12/2007, conta que hoje há mais 20 projetos de controle da emissão de metano nos lixões, mais da metade deles para gerar eletricidade. Um estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), mostra que até 2015 o país tem potencial para este tipo de energia gerando entre 356 e 440 MW.
Em São Paulo, além do aterro Bandeirantes, operada pela empresa Biogás Energia Ambiental, um projeto prevê a produção de mais 20MW no aterro do São João, na zona leste, que recebe 7 mil toneladas de resíduos por dia. Em Nova Iguaçu/RJ uma usina termoelétrica está prevista a entrar em operação em janeiro, construída pela NovaGerar, pretende produzir 19MW de energia. No entanto, o biogás produzido já está sendo utilizado internamente para mover uma unidade de tratamento de chorume.
Na reportagem, Antonio Carlos Delbim, diretor técnico da Biogás, defende que termoelétricas em aterros são viáveis em municípios com mais de 500 mil habitantes, além disso, permitiriam uma futura negociação de créditos de carbono no mercado internacional. Artur Oliveira, diretor de meio ambiente da Nova Gerar, empresa do Grupo Paulista S.A do setor de construção, revela que em Jaboatão de Guararapes/PE, o aterro tem estrutura para captar e tratar o biogás, que hoje é queimado no local.
O aterro de Gramacho, locação do premiado documentário Estamira, sobre a vida de uma catadora, também pode mudar. Gramacho recebe o lixo da cidade do Rio de Janeiro e será administrado por um consórcio reunindo as empresas Biogás, NovaGerar e J.Malucelli, com a expectativa de gerar entre 15 e 20MW a partir do segundo semestre deste ano.
Segundo a reportagem do Estadão, nos países desenvolvidos é comum gerar energia a partir do lixo urbano, no entanto o aproveitamento energético vem da incineração do lixo, não da captura do biogás. Em todo o mundo existiriam cerca de 600 usinas, em 35 países. Na Europa, a energia produzida por 400 plantas garante o abastecimento de eletrecidade à 27 milhões de pessoas.
Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.
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26.12.07
Cérebro flex
"O cérebro da cúpula da Petrobrás nao é flex, não se pode colocar ali gasolina e álcool."Jose Walter Bautista Vidal, criador do Proálcool nos anos 70, em entrevista publicada no Estadão (para assinantes) em 24/6/2007 também citado aqui nesta coluna antes.
Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.
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Fotos do Museu da Energia na internet
Matéria no jornal Folha de São Paulo - Site de fundação mostrará 2.300 fotos do início da urbanização de São Paulo (para assinantes) - publicada em 15/09/2007, conta que para divulgar a iniciativa, uma exposição no Museu da Energia ocorre a partir deste mês. Ainda na Folha, Marcia Pazin, historiadora da fundação e coordenadora do projeto acervo online, espera que a digitalização das imagens facilite o acesso aos pesquisadores ao mesmo tempo que preserva os documentos originais do contato manual e deterioração.
Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.
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