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2.5.12

Máquina de passar roupas a vapor Agillisa, opiniões de quem usou

I hate ironing
Voltando a pesquisar sobre a alisadora e máquina de passar roupas a vapor Agillisa, invenção brasileira da ex-comissária de bordo Celia Jaber de Oliveira, que segundo resumo no Portal O Empreendedor havia vendido 120 unidades até maio de 2009, quando o site entrou no ar e a partir de então esperavam vender 50 unidades por mês.

Encontrei 2 relatos de pessoas que conheceram quem utilizou o invento, segue abaixo a reprodução de uma mensagem em um fórum em 2009:

PalmForum - Re: Não gosta de passar roupas ? Seus problemas acabaram !!!

4/4/2009 - Koalaman

Caí aqui nesse fórum por acaso... Mas eu não resisti ao impulso de fazer propaganda boca a boca.
Eu estava procurando na internet informações sobre a Agillisa, pois eu queria saber quanto custa...
É que eu tive aula com um professor da Escola Politécnica da USP, e ele foi um dos caras que testou o protótipo da Agillisa.
Ele disse que na época em que desenvolveram esse produto, a mulher que é a dona da idéia tentou vender o projeto para todas as empresas do setor de utilidades domésticas, mas ninguém quis comprar (só que uma dessas empresas foi sacana e pegou o projeto que estava patenteado no Brasil e patenteou no exterior, já que a patente da mulher que desenvolveu só valia no Brasil. E que outra empresa fez engenharia reversa e lançou produto similar no mercado. Infelizmente ele não nos disse o nome das empresas).
Ele disse que funciona mesmo! Que desamassa que é uma maravilha!! Qualquer tipo de tecido! Só não disse o preço!! Puxa!!! Agora que eu vi vocês dizendo que no ano passado essa máquina custava 2 mil e quinhentos, eu desanimei!!
Tá certo que eles não têm economia de escala... Mas 2 mil e quinhentos é muita coisa, hein? Não achei o preço dela em lugar nenhum, pelo google!! Só aqui nesse forum e na revista da FAPESP eu achei o preço estimado, antes do lançamento (era 3,5 mil reais!!).
Vou admitir!! Só me cadastrei no forum para fazer essa propaganda boca-a-boca, pois acho muito importante incentivar o empreendedorismo no país, e eu tirei o chapéu para essa idéia.
(...) Obs1: no site da Agillisa está escrito que ela gasta 50% menos energia mensal que o ferro de passar. (...)

Hoje a máquina está sendo vendida no site da empresa de R$ 3.199,00 a R$ 3.399,00. O relato abaixo foi publicado por uma usuária no Yahoo Respostas dois anos atrás:

Yahoo Respostas - Aquele aparelho de passar roupa no cabide, a vapor, é bom?

2010 - Marlua

Minha mãe comprou a Agillisa. Coloca camisas, camisetas e calças para alisar.
Só que tem uns segredinhos para dar certo. A roupa não pode ser muito centrifugada na máquina, pois amarrota muito. Então, assim que ela começa a centrifugar, pára, retira as camisas, coloca nos cabides especiais e os magnetos e vai para a Agillisa. A mesma coisa faz com as calças e camisetas.
Conclusão: Ela ficou livre de ter de passar 8 calças, 15 camisas e muitas camisetas.
O resto das roupas ela não passa porque tem secadora. Ela tira ainda quentinhas, dobra e guarda.

Não encontrei muita coisa mas a denúncia ouvida na USP pode dar uma idéia das dificuldades de inventar, desenvolver, fabricar e vender um produto novo no mercado de eletrônicos e utilidades domésticas no Brasil. Mesmo com todo o potencial do benefício de uma mudança de hábitos em relação ao obsoleto modo de passar roupas com ferro que resiste há séculos.

Quem conhecer mais alguém que comprou ou testou a alisadora de roupas a vapor da Agillisa e quiser compartilhar o link comentando aqui, seria legal. Quem já tem e puder deixar um relato ou testemunhal, fica a vontade. Se incluir fotos e videos, melhor ainda. Valeu!

Imagem: I hate ironing (Eu odeio passar roupas com ferro) no Flickr

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10.11.11

Projeto de aparelho para passar roupa com vapor Free-form Iron

A edição deste ano do prêmio James Dyson Awards para estudantes de design tem a participação interessante deste aparelho para passar roupas com vapor, o Free-form Iron, que poderia ser traduzido como ferro de passar de forma livre. A função desejada seria poder passar roupas apenas inserindo água e apertando um botão.

O projeto, que tb é explicado em um video no YouTube, chama a atenção para o atraso de quase 200 anos da tecnologia atual do ferro de passar e que ao repensar no que seria o ferro ideal imaginou algo lúdico, adaptável e expressivo. Um post no blog Hometone - Free-form iron: An effortless way to give your clothes a crisp look (Um jeito de deixar suas roupas com um visual arejado sem esforço) - publicado dia 12/8/2011 lembra que o projeto descarta o uso de mesa ou suporte e é elegante no uso do vapor d'água, alisando e eliminando os amassos das roupas, a chatice e o tédio desta atividade rotineira.

Apesar de ser inovador comparado com os produtos atuais que usam vapor pra alisamento de roupas o Free-form Iron também passa a roupa uma de cada vez, diferente da invenção brasileira Agillisa que comentei aqui tempos atrás e cujo funcionamento vaporiza alisando várias roupas penduradas no cabide de uma só vez.


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10.8.11

Limpador de língua contra o mau hálito, invenção de uma dentista brasileira

Tongue Cleaner / Limpador de Lingua
Tongue Cleaner / Limpador de Lingua, upload feito originalmente por Ricardo Carreon.

Um pequeno objeto de plástico em formato de V invertido criado pela Dra Ana Christina Kolbe foi lançado no XV Congresso Pernambucano de Odontologia no ano 2000. Recomendado para complementar a higiene bucal, ao lado da escova de dentes, fio dental e enxaguantes, tem como objetivo prevenir e diminuir a halitose e o bafo de onça. Com o invento patenteado a dentista fabrica o limpador de língua da marca Kolbe, vendido para ser usado no combate à placa bacteriana lingual, ou saburra lingual, segundo a Dra Ana, responsável por mais de 90% dos casos de mau hálito.

Limpador de Lingua Kolbe
Limpador de Lingua Kolbe, upload feito originalmente por Produtos de Saúde.

Em texto originalmente publicado no site Inventa Brasil Unicamp em 3/9/2008 e reproduzido no site da Kolbe - Limpador de Língua (em pdf) - a Dra Ana Christina Kolbe defende que a maioria dos casos de mau hálito está associado ao acúmulo de sujeira na língua, segue copy paste de trechos do documento:

(...) "São restos de alimento, bactérias e células, descamadas da mucosa da boca que se acumulam na superfícia da língua e entram em fermentação". (...)

Segundo a dentista,o processo de fermentação resulta em enxofre, que é volátil e acaba provocando o mau hálito. O limpador de língua, de acordo com ela, remove todos esses resíduos. Comparado com a escova de dentes, que já é recomendada pelos dentistas para a limpeza da língua, o aparelho desenvolvido pela dentista é mais eficiente. "Estudos revelam que o limpador de língua remove 1,3 gramas da saburra (resíduos acumulados na língua), enquanto a escova de dente retira apenas 0,6 grama", afirma Ana Christina. Segundo ela o aparelho é mais eficiente porque alcança a região superior da língua, de difícil acesso para a escova.

(...) o aparelho é fruto de 11 anos de pesquisa da dentista. Ela se baseou em limpadores de língua existentes no passado. "Havia aparelhos para retirar a sujeira da língua em osso e pedra desde a pré-história. Na Europa eles eram feitos de marfim e prata", conta a dentista. A produção em escala industrial do limpador Kolbe, entretanto, começou a 4 anos (2004). Seu uso é recomendado após a escovação e o uso do fio dental para as pessoas que tem halitose. Quem quer complementar a higiene e prevenir a halitose deve usar o aparelho apenas depois da última escovação, antes de deitar.

(...)

A inventora do raspador de língua ainda foi fundadora e primeira presidente da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO), hoje Associação Brasileira de Halitose (ABHA). Se o produto for adotado na rotina da higiene bucal tem a chance de se tornar um invento brasileiro na lista de produtos de consumo de massa, ocupando o espaço na pia do banheiro ao lado de escovas e barbeadores.

Apesar de patenteado pela Kolbe, derivações ou adaptações do formato e método de funcionamento podem ser lançados por empresas concorrentes de outros países ou mesmo locais. Já vi nas farmácias limpadores de língua em formato de laço e com marcas de multinacionais conhecidas. A imagem que ilustra este post é de um artesão que fabrica e vende limpadores de língua feitos com bambu na feira do Bairro da Liberdade em São Paulo/SP. Só não sei se o objeto é da tradição japonesa e oriental (como os limpadores de ouvido de bambu) ou se foi inspirado no limpador de língua da Dra Ana Kolbe.

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Caipireasy, máquina de fazer caipirinha
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5.8.11

Máquina de fazer caipirinhas do inventor José Correa

Caipirinha
Caipirinha, upload feito originalmente por GregPC.

Pesquisando sobre que fim levou a idéia da Caipireasy, máquina de fazer caipirinha criada pelos alunos do Instituto Mauá de Tecnologia em 2006, descobri que o inventor José Correia tem um projeto parecido que participou do Domingão das Invenções no Faustão. O site do programa da TV Globo - Novas invenções (17/8/2008) - descreve que o objetivo da invenção é atender o grande público rapidamente levando 30 segundos para fazer cada caipirinha.

Infelizmente não encontrei nenhuma gravação do programa mostrando em video o funcionamento do aparelho, mas na página Inventoteca do site Hotel de Negócios tem a informação que José Corrêa é mecânico industrial de Blumenau/SC e desenvolveu uma máquina de construção simples, o inventor garante que faz a melhor caipirinha do mundo. É formada por um dosador de açúcar, dosador de pinga e cortador de limão.

No site Revista Portuária encontrei essa reprodução de uma reportagem antiga do jornal Diário Catarinense:


Caipirinha automática conquista os alemães
21/11/2007 - Diário Catarinense

Ambiente propício para o fechamento de negócios, o 25º Encontro Econômico Brasil-Alemanha pode mudar a vida do inventor José Corrêa. Convidado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc), Alcantaro Corrêa, para participar com um estande no evento, José encantou os alemães com sua invenção.

Com o que chama de "primeira e única máquina automática no mundo de fazer caipirinhas", José chegou aos pavilhões do Parque Vila Germânica com um apelo inigualável ao paladar alemão. É que os estrangeiros adoram a bebida tradicional brasileira, mas num encontro de apenas dois dias com quase 2 mil participantes seria impossível contentar a todos se não fosse a invenção de José.

Equipamento prepara um drink a cada 35 segundos

- O equipamento faz uma caipirinha a cada 35 segundos. Tem dois espremedores de limão, um dosador de açúcar, quatro entradas de cachaça e uma coqueteleira automática.

Durante o primeiro dia de evento, foram quase mil caipirinhas, demanda difícil de ser suprida, a não ser por um bom contingente de barmans ou por um equipamento com a praticidade e rapidez oferecida pela máquina de José Corrêa, que usa cachaça Inox, produzida em Jaraguá do Sul.

- Se eu tivesse produção, já teria mercado na Bahia, São Paulo e Suíça para vender a máquina. Mas é um processo complicado. O presidente da Fiesc viu o equipamento na feira de inventores e me trouxe para o evento. Aqui já recebi várias ofertas para industrializar o produto. Acho que desta vez vai dar certo. Só estou ansioso porque já errei com outros inventos e com esta máquina quero fazer tudo direitinho - conta.

José só conseguiu deixar o pavilhão do Parque Vila Germânica apenas à 1h da madrugada de ontem, apesar de as reuniões oficiais do evento terem terminado em torno das 20h da segunda-feira.

- Eles gostam mesmo da bebida.

Assim como as máquinas de cortar e espremer laranja desenvolvidos pelos italianos para fazer sucos presentes em várias padarias pelo Brasil, acho que algo parecido para caipirinha, ou até mesmo limonada, pode ter sucesso por aqui.

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25.7.11

Videos com aparelhos de passar roupa a vapor Tobi e Jiffy steamer



Dias atrás vi no catálogo brasileiro da empresa de telemarketing e canal de compras pela TV Polishop um produto para passar roupas a vapor chamado Vaporizador multiuso Tobi Steamer (R$ 599,87 ou 12x R$ 49,99). Na verdade a passadeira a vapor funciona também para outras funções na limpeza doméstica mas a foto mostrando o aparelho substituindo o ferro de passar chamou a atenção. Pesquisando no YouTube achei este video acima com 46.625 exibições demostrando o Jiff Steamer, produto concorrente aparentemente especializado no alisamento de roupas a vapor. Abaixo o video do Canal InfoNOTmercial com a demostração e teste do Tobi steamer que alcançou 13.348 exibições até agora.



Como já comentei aqui antes, a empresa brasileira Agillisa tem um invento que usa o vapor d'água para passar roupas (no site, o modelo mais barato Agillisa Re 127v custa R$ 3.099,00). Estes aparelhos americanos ou chineses são parecidos mas dão a impressão que foram criados para passar roupas uma a uma, diferente da máquina de passar brasileira que passa várias roupas simultâneamente, uma alisadora automática de roupas parecida com as secadoras e lavadoras. Desta forma, penso eu, o modelo brasileiro tem mais chance de deixar no passado o uso do ferro de passar e a rotina de cuidar das roupas que ainda lembra o século XIX e os pesados ferros a carvão.


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1.7.11

Aparelho para cortar sache de ketchup e mostarda

Meses atrás em uma mesa de cafeteria encontrei este aparelho cortador de sachês de katchup, mostarda, maionese e outros molhos que vem naqueles saquinhos quase sempre problemáticos e rebeldes. Tinha lido em algum lugar que o apetrecho era uma invenção brasileira e o fabricante estava tendo sucesso, inclusive em outros países, mas com dificuldades em importar a lâmina de metal planejava abrir uma filial nos EUA.

Uma das vantagens do invento seria a higiene e a impossibilidade de tocar os pacotinhos ou a lâmina com as mãos. Pesquisando na web descobri que a empresa e o produto foi batizado de Khort e foi criado por Leopoldo Almeida em 2008. Segue trecho da reportagem Eles vivem de inventos publicada em dezembro de 2010 no site PEGN:


Era uma vez um desempregado
Leopoldo Almeida, 39 anos, ex-vendedor

Cortador de sachê > O Khort é um objeto em formato de "U", acoplado à uma lâmina - que pode ser trocada - com um caminho para passar a ponta de um saquinho de ketchup ou mostarda

Leopoldo Almeida notou algo de incomum quando o garçom de uma lanchonete no centro do Rio de Janeiro trouxe seu pedido. Não havia nada de errado com seu sanduíche, mas todos os sachês com os condimentos já estavam abertos, cortesia do seu atendente. “Eu posso criar algo que faça isso, que abra os sachês para as pessoas”, imaginou. Na época, em 2007, o vendedor de material médico estava desempregado, e teve de pedir empréstimos de R$ 30 mil a um amigo e à irmã para registrar a patente do seu invento, o Khort. Mesmo depois, a falta de dinheiro continuou a ser um problema: para começar a produzir o cortador, ele precisava de um investimento de R$ 200 mil. Como solução, Almeida tornou-se sócio do dono de uma fábrica de objetos plásticos. Ele demorou cerca de oito me-ses para vender as primeiras 20 mil unidades. Valeu a pena. Em janeiro de 2010, foram dois mil; em junho, 18 mil; e em setembro, 100 mil. Hoje, Khort também é o nome da sua empresa, que tem clientes no Brasil inteiro. “O próximo passo é tornar o Khort um utensílio comum na casa de qualquer consumidor”, afirma. Neste ano, Almeida entrou com pedido de patente internacional nos Estados Unidos, Canadá, México e Europa. Além disso, está desenvolvendo uma versão descartável do cortador para acompanhar refeições entregues em domicílio.

Além do site, a Khort tem perfil no Twitter @superkhort (44 seguidores), uma fanpage no Facebook Abridor de Sachê (181 fãs) e o inventor empresário tem um Canal Leo Aquino no YouTube (54.713 exibições nos videos), um dos videos do canal mostra uma demo: Khort - Aplicação e atualização. Dizem que o Brasil é um país campeão de empreendedores mas que são poucos ligados à inovação, de repente o sucesso destes inventos que facilitam o cotidiano e complementam tecnologias supostamente práticas mas imperfeitas (como os saquinhos de ketchup) podem demostrar um caminho e uma vocação nacional.

Finalizando, uma enquete na fanpage da Khort resume bem a mudança que o invento pode trazer: O que você já sujou abrindo sachê de ketchup e maionese? ( ) Minha roupa, ( ) Tudo menos o sanduiche!, ( ) A pessoa ao lado, ( ) Meu rosto.


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23.3.10

Passar roupas sem ferro e com vapor


Mês passado a Brastemp divulgou a nova Secadora de Roupas com uma ação simulando uma performance e intervenção urbana, que segundo o BlueBus foi criada pela DM9: Patinadora passando roupa em açao da DM9 para Brastemp no YouTube (direçao de criaçao de Sergio Valente, Moacyr Netto, Pedro Gravena, Rodrigo Almeida e Renata Florio). O video tinha 19.283 views dia 8 e hoje alcançava 49.993 exibições. A ação dá continuidade a estratégia que a marca vem adotando desde alguns anos, usando a publicidade de forma não convencional, nesta linha, eu gostei muito do recente Dinner in The Sky (outubro de 2009) e até participei de uma - Microonderia (julho 2008) - quando estava na Espalhe.

Os patins com ferros de passar chamam atenção para a tecnologia passa fácil do novo produto. Não cheguei a ler como funciona, mas pode ser um contraponto à tecnologia de passar roupas com vapor, adotadas por concorrentes como a Suggar (Passadeira a vapor Jet), lojas como a ShopTime (Passadeira a Vapor Fun Kitchen) e pequenos empreendimentos como a Agillisa.

Já tinha escrito sobre o assunto, e a fixação do brasileiro com roupas de fibras naturais e de manutenção trabalhosa, 4 anos atrás no post Máquina de Passar Roupas. Voltando a pesquisar, achei esse post de Juliana Correia - CHEGOOOOOOU a minha Passadeira à Vapor Fun Kitchen!!! - publicado em 10/11/2009, que abandonou o ferro de passar e conta seu teste com a nova aquisição, segue um trecho:
Se você é como eu que não suporta passar roupa, odeia ter que armar a tábua de passar, odeia ter que ficar torta para passar na cama ou afins, sempre se perde e amarrota o verso da roupa quando vira para passar do outro lado e tem uma incapacidade crônica de se acertar com o fio do ferro (que está sempre atrapalhando), essa é a solução. Para mim que odeio e não sei passar roupa, e ninguém passa para mim, ou seja, o meu problema foi sanado! É ÓTIMO para roupas do dia-a-dia! Não precisarei sair mal-passada ou amarrotada por aí!
Sobre a Agillisa, que não é portátil, descobri que a inventora apareceu no Jornal Nacional sobre inventores brasileiros veiculado em 4/10/2002, mas cuja sinopse continua no ar. Segue um copy paste:

Globo Repórter - Máquina de passar roupas

Muitos eletrodomésticos foram inventados, evoluíram e, hoje em dia, pouco se sabe sobre quem fez o quê. A televisão tem pai americano, francês, russo, escocês. É muito pai em pelo menos 80 anos de sucessivas reinvenções.

O ferro de passar precisa de ajuda. Há 1,6 mil anos, os chineses já usavam uma panela de latão com brasa para passar roupa. O ferro de passar dos tempos modernos não é muito mais do que isso.
"No século 21, não dá mais para ficar grudado num fio passando roupa", diz Célia Oliveira, aeromoça aposentada. Palavra de inventora e dona de casa que quer transformar o ferro de passar em peça de museu.
"Nós fizemos uma pesquisa, e 97% das mulheres consideram a tarefa de passar roupa a segunda mais chata e cansativa de todas as tarefas", revela. Arrumar a casa é considerada a pior tarefa doméstica, mas o sonho dos irmãos Oliveira é mesmo o de aposentar o ferro de passar.
"Tenho experiência pela minha esposa, que detesta passar roupa", conta Lupércio Oliveira, irmão mais velho de Célia e técnico em mecânica. Célia voou pelo mundo inteiro como aeromoça durante 18 anos. Tinha sempre que achar um jeito alternativo de passar roupa.
Em cada quarto de hotel, ela ligava a água quente do chuveiro. Porta fechada, roupas penduradas e, meia-hora depois, roupas muito bem passadas pelo vapor do ambiente. "Fui pensando em reproduzir esse sistema que dá certo para um equipamento que pudesse ser transformado num eletrodoméstico", conta a inventora.
Transformar a idéia no sonhado eletrodoméstico: missão para o irmão e seus conhecimentos técnicos. A invenção dos irmãos Oliveira tem cara de geladeira, tamanho de geladeira, mas é uma máquina capaz de passar roupa com vapor. Se chama "Alisadora Automática de Roupas".
"O único trabalho é apertar o botão de ligar e desligar. Ela faz tudo sozinha. Primeiro, entra um ciclo de vapor, que tem um determinado tempo. Depois, um ciclo de ar para secar esta umidade do vapor", explica Lupércio.

Não deixa de ser curioso, empresas e produtos inovadores e de ruptura praticamente sem design e comunicação e a grande corporação multinacional experimentando novas linguagens e formatos envolvendo boca-a-boca, conteúdo gerado pelo consumidor e redes sociais :-)


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21.8.08

O chuveiro econômico



Nota na coluna de Flavia Oliveira, Negocios & Cia no O Globo - O Chuveiro Que Economiza Energia - publicada em 17/09/2008, fala da invenção do mineiro Geraldo Magalhães, em parceria com a PUC MG. Com apoio da Cemig, que desde 2001 patrocina a pesquisa e ano passado começou a instalar o equipamento em lares de baixa renda. Inspirada no sucesso do invento, a Ampla pretende expandir a ideia. Eletropaulo e CPFL também começam a instalar o chuveiro, no Rio de Janeiro, 25 unidades (cada uma custa R$ 300) estão em 15 instituições sociais, como creches e asilos em Duque de Caxias, São Gonçalo, Itaboraí e Magé. O sistema inclui a instalação de uma plataforma que recicla a energia térmica e pré aquece a água, economizando eletricidade e representando uma redução media de 28% na conta de luz.


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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8.8.08

Tecnologia Nipo-Brasileira e 100 anos de Imigração

Durante todo este ano comemorou-se os 100 anos de imigração japonesa no Brasil, em 1908 com o desembarque dos japoneses em Santos/SP e o marco do início do fluxo de imigrantes que durou até os anos 50. Japoneses e descendentes colaboraram principalmente no desenvolvimento agrícola, na introdução de novas espécies de frutas e legumes e nos hábitos alimentares.

O país hoje é grande exportador de soja, base alimentar de países do oriente, mas era inexistente na chegada dos primeiros imigrantes. Apesar disso, a primeira fábrica de molho de soja fora do Japão foi criada na Fazenda Tozan em Campinas/SP, em 1927, e décadas depois foi cenário da locação da serie Haru & Natsu, filmada pela TV japonesa.

Entre as empresas fundadas por imigrantes, a Jacto, especializada em equipamentos agrícolas, resiste até hoje. No início, com aplicadores de inseticidas para uso individual de pequenos proprietáarios rurais, agora fabrica máquinas de grande porte. Nota no suplemento agrícola do Estadao - Jacto lança colhedora de laranja - publicada em 23/04/2008, conta do invento da empresa fundada em 1948, com sede em Pompéia/SP. Segundo o gerente de produto de colhedoras, Walmi Gomes Martin, a empresa investiu US$ 3 milhões e levou 10 anos para desenvolver a Jacto K5000. A colhedora foi planejada pelo Centro de Pesquisas da Jacto para as condições dos pomares brasileiros em relação ao espaçamento, a altura das plantas e a declividade de terrenos.

No site Japão 100 o registro da matéria O ritmo japonês das fábricas dos imigrantes conta a história do fundador da Jacto e lista as 20 maiores empresas nipo brasileiras segundo a Revista Exame (Seleções Econômicas) em 1986 - por ocasiao do 80 aniversário da imigração, são elas: Coopercotia, Banco América do Sul, Cooperativa Sul Brasil, Maeda, Matsubara, Cotia Crédito Rural, Takenaka, Óleos Pacaembu, Sansuy, Nakata, T. Tanaka Importação, Motorádio, Nossa Senhora da Penha (papéis), Jacto, Kitano, Gyotoku, Ito Ovos, Bratac, Papelok, Granja Saito. Décadas depois muitas destes empreendimentos desapareceram com o fim das barreiras de importações e do período inflacionário (bancos e cooperativas) e outros foram comprados ou absorvidos por multinacionais.

Ao lado dos imigrantes empreendedores, projetos inter-governamentais, principalmente nos anos 70, deram origem a agricultura no Cerrado, a estaleiros e a industria de Celulose. Matéria na revista da Cenibra (Celulose Nipo Brasileira) lembrou o centenário da imigracao citando o japones Shunji Nishimura, que ao lado de mais 4 agrônomos desenvolveram em 1980 a primeira colhedora de cafe do mundo. Inspirada em uma máquina de colher cerejas dos EUA, iniciou a mecanização do trabalho que justificou a chegada dos primeiros imigrantes, história da qual eu mesmo faço parte.


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4.8.08

Maquinas de CDs da Eletrocooperativa

Nota na coluna Mercado Aberto no jornal Folha de São Paulo - Música Barata (para assinantes) - publicada em 07/06/2008, fala do projeto da ONG Eletrocooperativa em instalar vending machines de CDs no metrô de São Paulo. Inicialmente uma máquina na estação Consolação iria vender CDs a R$ 5 cada, com a descrição de todos os custos envolvidos na produção - R$ 1,50 para o artista, R$ 1,50 para a fabricação, R$ 0,50 de impostos, R$ 1 para o vendedor e R4 0,50 para a instituição. Aparentemente a máquina foi inspirada em similares que vendem livros e que existem há tempos nas estações de metrô da cidade, sobre as quais postei aqui antes: máquina que vende livros no Brasil.

Em abril a ONG Eletrocooperativa, que nasceu em Salvador em 2003, promoveu um show na Vila Madalena em São Paulo/SP. Segundo matéria no Estadão, reproduzina no site da Avina - Tem festa no beco da Vila Madalena - publicada em 12/04/2008, um núcleo criativo foi criado em São Paulo no inicio de 2007, desenvolvendo trabalhos em intercâmbio com a Bahia e atendendo demanda de trilhas institucionais e para cinema, jingles para campanhas publicitarias e ringtones para celular.

Continuando a reportagem no Estadão, a nota reproduzida no site do CMI - CDs ao preço justo de R$ 5 são vendidos em máquina - explica que a vending machine está dentro da campanha "Música Livre, Comércio Justo." Os CDs são gravados na tecnologia SMD (Semi Metalic Disc) inventada por Ralf, da dupla Christian & Ralf, que reduz o preço do CD em 80%, mantendo a qualidade de som e comportando de 5 a 11 faixas em cada disco.


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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10.7.08

Biocombustível para aviação

Palmeira de Babaçu
Nota no jornal Folha de SP - Boeing Põe em Teste Bioquerosene de Inventor Brasileiro (para assinantes) - publicada em 10/02/2008, fala sobre o uso biocombustível não poluente produzido com oleo de babaçu e outras palmáceas. Supervisionado pela Nasa, os testes do chamado de bioquerosene (ou biojet fuel para os americanos), ainda não estão sendo feitos com aviões em vôo mas a idéia já recebeu o prêmio Blue Sky Award, depois de ser apresentada em uma conferência internacional de tecnologia promovida pela ONU na China em 2005.

A matéria conta que o produto é produzido no Ceará pela Tecbio, empresa do engenheiro químico Expedito Parente, que descobriu o bioquerosene ao mesmo tempo que o biocombustível nos anos 70. Nesta época, após conversas com ministros militares, chegou a ser usado em um avião Bandeirante da Embraer, que vôou em outubro de 1984. Aqui no Yahoo! Tecnologia cheguei a comentar o início das pesquisas da Tecbio na coluna Bioquerosene publicada em 30/01/2007.

Lembro que ano passado, em 19/06/2007, o blog TreeHugger publicou o post Bio-fuel Tested in Commercial Jet Engine (em inglês) contando da experiência da CFM International com uma mistura de biocombustível e querosene de aviação. Também com combustível misturado, a companhia aérea Virgin Atlantic voôu de Londres a Amsterdã, segundo esta nota publicada em 24/02/2008 no site BBC Brasil: Primeiro vôo com biocombustível é bem-sucedido.

Outra matéria, desta vez no Estadão - Embraer Pesquisa o Uso de Combustível Verde nos Aviões - publicada em 30/01/2008, revela a parceria da Tecbio com a fabricante brasileira. Colaborando no mesmo projeto da Boeing, que iniciou em 2006, a Embraer no entanto não pode revelar os resultados da experiência de 1984, onde os dados do vôo do percurso de São Jose dos Campos à Brasília permanecem em sigilo. Na reportagem, declarações de Graciliano Campos, diretor de estratégia e tecnologias do meio ambiente da Embraer e Ayres Correia de Sousa Filho, coordenador de desenvolvimento tecnológico de bioquerosone da Tecbio, celebram a parceria e comunicam que o primeiro vôo-teste está previsto para meados do ano que vem.

A Embraer já e pioneira no uso do etanol na aviação, com o avião agrícola Ipanema, mas para motores a jato, usar o etanol é um desafio muito grande e por enquanto está descartado. Sobre o assunto, também já escrevi as colunas Usinas de Biodiesel Brasileiras, Energia da Laranja, Mandioca, Murumuru, etc e Biodiesel Animal.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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24.4.08

Tecnologia contra dengue


Com o crescimento da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegipty algumas soluções estão surgindo para tentar evitar que a epidemia se alastre ainda mais. Nota na Folha de SP - Novo Exame Detecta a Dengue em 15 Minutos (para assinantes) - publicada em 05/04/2008, fala de um novo método que pretende diagosticar a doença em 15 minutos. Desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Ensino da Escola de Medicina e Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (FUNRIO), o método é similar aos testes de gravidez encontrados em farmácias e já está sendo testado na cidade de Jardinópolis/SP. Segundo Vitor Derengoluski, gestor da fundação, o teste custa entre R$ 10 e R$ 26, é 95% confiável e está sendo usado na Europa e EUA no diagnóstico de outras doenças e agora foi adaptado para identificar a dengue.

Publicada no mesmo dia, no mesmo jornal, a notícia Embrapa Cria Larvicida Ecologicamente Correto (para assinantes), conta do produto que mata as larvas do mosquito transmissor e é inofensivo ao ser humano. Desenvolvido em 2005 pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), segundo a bióloga e pesquisadora do instituto, Rose Monnerat, o produto que inventou é feito com base na bactéria Bacilus thuringiensis usada no controle de insetos. Já no Estadão, a nota Embrapa Desenvolve Inseticida para Morador Usar em Criadouro, publicada em 29/03/2008, fala que 4 cidades do país já usam o produto: São Sebastião, cidade satélite de Brasília, Três Lagoas/MS, Sorriso/MT e Rio das Ostras/RJ. Batizado de Bt-Horus, é feito em parceria com a empresa brasiliense Bhtek e sendo inofensivo às pessoas os próprios moradores podem aplicá-lo nos focos de mosquitos.

Outra reportagem na Folha de SP - Professor Inventa Armadilha para Caçar Mosquito da Dengue (para assinantes) - publicada em 13/03/2008, fala de uma mosquitoeira (ratoeira de mosquitos) que pode ser feita a partir de materiais como garrafa PET e alpiste. Inventada pelo professor do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal Fluminense (UFRJ), Maulori Cabral, a armadilha de capturar mosquito foi patenteada pela universidade mas pode ser reproduzida com garrafas PET, lixa, microtule (tecido usado em véu de noiva), fita isolante e grãos de arroz, alpiste ou ração para gato. A armadilha atrai o mosquito por causa da agua parada com pedaços dos grãos ou ração, se a fêmea do mosquito bota ovos, os filhotes não conseguem sair. Segundo Maulori a mosquitoeira, que tem video no YouTube e tutorial no site do O Globo (Faça Sua Mosquitoeira), foi utilizada em Saquarema/RJ onde um trabalho com escolas resultou na producao de mais de mil armadilhas.


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5.4.08

Máquina de baixar e comprar MP3

Nota no caderno Link do Estadão - Baixar Mp3 Sem Usar o Computador? - publicado em 28/01/2008 conta do projeto Fun Station, uma máquina para vender músicas a R$ 2,00. Tendo como sócio Marcos Maynard, empresário que já presidiu as gravadoras EMI e Abril Music, a máquina foi inventada por Bruno "Brau" de Marchi Filho e Armando Perico e apresentada na Universidade de Lugano (USI) na Suíça, onde Armando cursou informática.

A Fun Station é parecida com os quiosques para revelar fotos ou consultar mapas em shoppings e além de músicas digitais, estarão disponíveis vídeos e ringtones para celular. As máquinas estarão conectadas à internet ou a rede celular, e poderão baixar as músicas que não estiverem armazenadas, de outras máquinas Fun Station ou do servidor central. Funcinando da mesma forma que os softwares P2P de uso doméstico mas com a intenção de conhecer as preferências musicais da vizinhança.

Sobre alternativas brasileiras para enfrentar a pirataria, vale lembrar a Semi Metalic Disc (SMD), iniciativa dos artistas Christian e Ralph que promete baixar o preço do CD para R$ 5,00. Sobre vending machines brasileiras já falei aqui da Máquina Que Vende Livros do Projeto Vencedor da Máquina de Camisinhas na Escola e da Caypirease, Máquina de Fazer Caipirinha.


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29.3.08

Projeto vencedor da máquina de camisinhas nas escolas

Como comentei aqui na coluna Concurso da Máquina de Camisinhas nas Escolas ano passado, a competição aberta pelos ministérios da Educação e da Saúde chegou ao fim elegendo o projeto vencedor. Nota na Folha de SP - Cem Escolas Terão Máquina de Camisinha - publicada em 01/12/2007 fala do plano que prevê instalar neste ano as máquinas de distribuição de preservativos em escolas do ensino médio. O protótipo do equipamento foi exibido mas sem revelar o funcionamento, está previsto que o aluno deve digitar seu número de matrícula e uma senha pessoal para que a máquina despeje uma camisinha, da mesma forma que funcionam as máquinas de refrigerantes. O projeto do "Dispensador de Preservativos" apresentado foi desenvolvido por estudantes do Centro Federal de Educacao Tecnologica (Cefet) de Santa Catarina, que receberam o prêmio de R$ 50 mil pela invenção. O custo da fabricação do equipamento está avaliado em R$ 400 cada e a continuidade do projeto depende de algum fabricante manifestar interesse em produzir. O proprio Cefet deve ser uma das primeiras escolas a receber as máquinas.

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26.1.08

Tábuas de plástico reciclado



Matéria veiculada no Jornal Nacional dia 10 de novembro - Plástico que era Lixo é Aproveitado em Tábuas Ecológicas - mostrou na TV Globo o projeto "Tábua de Plástico" da universidade Feevale em Novo Hamburgo/RS.

No Rio Grande do Sul, o plástico sai do lixo para substituir a madeira em tábuas ecológicas. (...) A embalagem que conserva o alimento é feita de um material muito difícil de reciclar. Um problema também para o fabricante. Numa indústria de Dois Irmãos, no interior gaúcho, nove toneladas de plástico viravam lixo todos os meses.

"Isso chegou a um volume assustador e nós tivemos que achar uma solução para isso, para pelo menos diminuir esse volume aparente de plástico", diz o assessor técnico Erich Wendler.

A empresa desenvolveu um processo para fundir os saquinhos. O resíduo foi triturado e derretido; ganhou cor; e o resultado foi matéria sólida e bastante resistente, batizada de "tábua de plástico". Mas, o que fazer com pilhas e mais pilhas dessas tábuas? (...) E os estudantes do curso de engenharia começaram a criar.

Um apoio para os pés, para funcionários que trabalham com o computador. Aliviou o cansaço e os gastos da universidade.

"Se tivéssemos que comprar pronto, ele seria ou de plástico ou de madeira. E custaria aproximadamente R$ 57 cada apoio de pés", afirma a professora Jacinta Renner.

O material é usado para lembranças de fim de ano: cadeiras, floreiras de jardim. Uma delas consumiu o equivalente a seis mil sacos plásticos. O banco de madeira está quebrado? O pessoal do laboratório monta outro, com tábua de plástico. Um deles já está em uso há mais de quatro anos.

"Ele não pega cupim, não pega fungo, não apodrece e tem uma durabilidade muito maior que a madeira", comenta o engenheiro industrial Diego Bayer.

Quando volta para o jardim, o banco está como novo. Só num banco há nove mil embalagens que deixaram de ser jogadas na natureza.


Aproveitando os resíduos de indústrias da região, pólo calçadista mundial, plásticos são tranformados em tábuas usadas para fazer móveis, cercas, decks, etc. O site Novohamburgo.org na nota - Plástico Vira Tábua Ecológica - publicada dia 12/11/2007, revela que o engenheiro químico recém-formado Diego Rafael Bayer é o inventor do processo. Sobre tentativas do uso do plástico na construção civil, já escrevi aqui antes as colunas: Casa de Plástico e Casa de Plástico do Chavez.

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26.12.07

Cérebro flex

"O cérebro da cúpula da Petrobrás nao é flex, não se pode colocar ali gasolina e álcool."
Jose Walter Bautista Vidal, criador do Proálcool nos anos 70, em entrevista publicada no Estadão (para assinantes) em 24/6/2007 também citado aqui nesta coluna antes.

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28.11.07

Petrobrás, Tupi e tecnologia

O anúncio da descoberta e viabilidade de exploração do novo campo de Tupi pela Petrobrás, colocou a empresa no centro do mercado do energia, pelo menos até o início da operação, previsto para 2010. Aqui no Yahoo! Noticias, a nota Projeto-piloto de Tupi deve exigir até US$ 3 bilhões, dá a dimensão do anúncio e as expectativas com o novo campo petrolífero. Vale lembrar que mesmo antes deste novo desafio, cuja exploração vai exigir uma tecnologia inédita para atuar abaixo da camada de pré-sal e de 5 mil metros de profundidade, a Petrobrás já era conhecida como uma companhia com know-how para águas profundas.

Ano passado, matéria no jornal Diário do Comércio - Petrobrás Atua no Golfo do México - publicada em 13/12/2006, fala da autorização inédita recebida pela companhia para explorar os campos de Cascade e Chinook em águas territoriais norte-americanas. A agência do governo dos EUA, Mineral Management Services (MMS), teria declarado que as novas tecnologias da Petrobrás possibilitaria um desenvolvimento acelerado e o início da produção para 2009. Nestes campos a exploração será em conjunto com a Devon Energy Corporation e preve plataformas tipo Floating Production, Storage and Offloading (FPSO) em profundidades de 2,5 mil metros. Na proposta, as novas tecnologias inéditas para os americanos são: FPSO com turret desconectável, que permite sua remoção durante a passagens de furacões, transporte de óleo por navio aliviador, bombas submersas, risers auto-sustentáveis, estacas torpedos e linhas de ancoragem de poliéster.

Entre as inovações inusitadas da empresa brasileira, o site Plano de Negócios - Profissionalização une pequenas aos gigantes de petróleo e gás - conta sobre a contratação de um grupo de artesãos do Vale do Açu/RN, que ajudaram a substituir o alumínio por mantas tecidas com fibras da carnaúba e impermeabilizadas com cera da própria palmeira para proteger o isolamento térmico de dutos que conduzem vapor. Em fevereiro a empresa ficou em segundo, atrás da Shell, em um levantamento feito pela consultoria espanhola Managemente & Excellence (M&E) entre empresas do setor.

Nota no jornal Gazeta Mercantil - Petrobrás, no Topo do Tanking Mundial de Sustentabilidade (para assinantes) - publicada em 22/02/2007 fala da redução do consumo de energia, emissão de poluentes e diminuição de vazamentos de óleo, de 2,6 mil em 2001 para 269 em 2005. O sistema online de compras também foi avaliado com destaque, o estudo considerou um dos mais transparentes e sofisticados do mundo. Em 30 de agosto, a Petrobrás foi manchete na capa do jornal americano Wall Street Journal - How a Sleepy Oil Giant Became a World Player - citando inclusive o Etanol e Bio-combustíveis. Segundo o jornal americano a técnica de limpeza de dutos desenvolvida pela Petrobras inspirada por um girino serviu para exemplificar a atuação da empresa no domínio da tecnologia.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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24.10.07

CellScan - Leitor de código de barra via celular

Nota na coluna Mercado Aberto na Folha de São Paulo de 27/08/2007 fala da empresa brasileira CellScan e sua tecnologia que transforma o celular em leitor de código de barras. O celular precisa ter uma câmera digital e acesso à internet para ler códigos de barras, ou QR codes, impressos em embalagens, jornais, revistas ou mesmo em telas de computador ou TV.

Segundo Nerope Bulgarelli, sócio da CellScan, em 2008 a previsão é que a tecnologia funcione também como meio de pagamento. Outro sistema parecido está em testes em Santa Catarina, como já escrevi aqui na coluna Leitura de Código de Barras pelo Celular.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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3.10.07

Ginga na TV digital interativa

Matéria no Estadão publicada mês passado, em 2/9/2007 - Indústria Prepara TV Digital Interativa - fala do software Ginga desenvolvido por equipes na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC - RJ) para permitir interatividade no padrão nipo-brasileiro de TV Digital.

A reportagem cita a abertura da empresa Mopa Embedded Systems formada por ex-alunos do professor Guido Lemos, da UFPB, com 40 profissionais divididos entre João Pessoa/PB e Natal/RN. A Mopa já atende a Evadin cujo set-up box, que será lançado com a marca Aiko e terá aplicativos como grade de programação e torcida virtual (que permite conversas com outros espectadores).

Roberto Dias, gerente de engenharia da Evadin explica que para a interatividade, o canal de retorno no lançamento oficial da TV Digital brasileira é necessario mas ainda não está definido. Para levar informações da casa do espectador para a emissora será necessário um serviço de telecomunicações, como uma linha fixa, celular ou conexão banda larga. Prevendo isso os set-up boxes da Aiko terão 2 saidas USB, uma conexão de rede e outra para linha discada.

Outra empresa que está trabalhando com o Ginga é a Dynavideo, segundo afirma nota publicada em junho aqui no Yahoo! Tecnologia: Software Brasileiro para a TV Digital está Pronto. Aqui no canal outras notas Ginga beneficia indústria nacional e Consórcio entre Brasil e Índia deve baratear receptores de TV digital já abordaram o assunto.

A matéria no Estadão também consultou Juliano Dall'Antonia, diretor de TV Digital do CPqD, que já citei aqui na coluna Institutos de Pesquisa e a Lei de Informática e que trabalha em aplicações de interatividade. Outra empresa que tem planos de lançar serviços sobre o novo padrão é a Caixa Econômica Federal, Claudia Yoshida, superintendente de inovação da Caixa, revelou que pretende disponibilizar serviços bancários. Caso o canal de retorno não esteja definido até o lançamento oficial do sistema, o banco estuda oferecer serviços com interatividade local, ou seja, as informações seriam processadas no próprio conversor.

Ainda na época do anúncio oficial do Ginga, em seu blog, a colunista de tecnologia Cris De Luca saudou a iniciativa com entusiasmo: Ginga Brasil, com força total.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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21.9.07

Energia do capim

Nota na coluna da Sonia Racy no Estadão de 7/8/2007 (para assinantes) afirma que o Instituto Akatu anunciou a primeira usina de energia elétrica a partir do capim em São Desidério/BA. Segundo o site Jornal Cana, que publicou que São Desidério terá primeira termoelétrica movida a capim elefante, o empreendimento é uma parceria da Sykue Bioenergya e Dedini e anunciou na Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia da Industria Sucroalcooleira (Simtec) que fará investimentos de R$ 80 milhoes na usina terméletrica com a meta de gerar 30MW.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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