Hoje, dia 9 de agosto de 2012, fazem 5 anos que Brad Neuberg publicou o post Coworking - Community for Developers Who Work From Home (Coworking - Comunidade para desenvolvedores que trabalham em casa) em seu blog Coding in Paradise, criando o conceito do escritório e local de trabalho compartilhado para quem adotou o home office e o teletrabalho.
O blog Movebla publicou uma lista de escritórios colaborativos que irão celebrar a data oferecendo horas e o dia grátis para quem quiser utilizar e experimentar os locais: Coworking Day 2012: veja a lista de espaços com free day no dia 9 de agosto. Aproveitando o evento o Pto de Contato na Rua Augusta em São Paulo/SP vai funcionar na madrugada, até as 4 da manhã, no COrujão COworking. Outro espaço na cidade que vai estivar até a meia noite é o Link2You. Corujão é um nome legal que faz referência à Lan House, um modelo compartilhado
antecessor do coworking e importante principalmente no Brasil.
Pra relembrar segue a tradução de trechos do post inaugurou o movimento:
(...) Você trabalha em casa? Você sente falta da comunidade e estrutura?
Junte-se ao Spiral Muse e Brad Neuberg na criação de uma nova forma de ambiente de trabalho para aqueles com espírito de liberdade!
Tradicionalmente, a sociedade nos obriga a escolher entre trabalhar como autônomo ou trabalhar em um escritório para alguma empresa. Se trabalhamos no tradicional trabalho corporativo das 9 às 5 (no Brasil das 9 às 6), nós temos a comunidade e a estrutura, mas perdemos a liberdade e a capacidade de controlar nossas vidas. Se trabalhamos em casa, nós ganhamos independência mas sofremos de solidão e maus hábitos por não estarmos rodeados de colegas e companheiros de trabalho.
Coworking é a solução para este problema. No coworking, escritores independentes, redatores, programadores e criativos podem se reunir em um ambiente comunitário alguns dias por semana. Coworking oferece o ambiente de um escritório tradicional, mas de um jeito único. (...)
Nestes 5 anos o conceito de coworking pegou, evoluiu hoje mistura trabalho remoto, independente, colaboração com sustentabilidade, inovação, empreendedorismo e logo logo pode deixar de ser restrito aos profissionais independentes e startups para conquistar espaço junto a todo tipo de empresa e seus funcionários.
Semana passada, dia 26/6/2012, vi esse anúncio do site Todo Desconto na página de saída ou logout do Orkut: Hiphone 5, dual chip, wifi, TV, câmera, MP3/MP4 player, bluetooth e bateria extra por 12x de R$ 13,54 ou R$ 139 à vista. O anúncio avisa que o desconto é de 76% do preço normal deste aparelho, cópia não autorizada do iPhone da Apple que, segundo a Wikipedia em inglês, seria fabricado na China pela empresa CECT.
A oferta e o produto anunciado no Orkut, quase que materializa a percepção que as pessoas tem do estado das coisas, do público e de uma suposta decadência desta rede social que perdeu a liderança no Brasil em janeiro de 2012, como noticiou a revista Info: Facebook passa Orkut no Brasil, diz comScore. Pesquisando sobre o Hiphone a comunidade Hiphone Download com 6.632 membros se auto proclama a maior e única ativa no Orkut, e um blog Mundo Hiphone tem como lema acompanhar a evolução do aparelho e seus apps, conteúdo e games disponíveis.
Voltando a pesquisar sobre a alisadora e máquina de passar roupas a vapor Agillisa, invenção brasileira da ex-comissária de bordo Celia Jaber de Oliveira, que segundo resumo no Portal O Empreendedor havia vendido 120 unidades até maio de 2009, quando o site entrou no ar e a partir de então esperavam vender 50 unidades por mês.
Encontrei 2 relatos de pessoas que conheceram quem utilizou o invento, segue abaixo a reprodução de uma mensagem em um fórum em 2009:
Caí aqui nesse fórum por acaso... Mas eu não resisti ao impulso de fazer propaganda boca a boca.
Eu estava procurando na internet informações sobre a Agillisa, pois eu queria saber quanto custa...
É que eu tive aula com um professor da Escola Politécnica da USP, e ele foi um dos caras que testou o protótipo da Agillisa.
Ele disse que na época em que desenvolveram esse produto, a mulher que é a dona da idéia tentou vender o projeto para todas as empresas do setor de utilidades domésticas, mas ninguém quis comprar (só que uma dessas empresas foi sacana e pegou o projeto que estava patenteado no Brasil e patenteou no exterior, já que a patente da mulher que desenvolveu só valia no Brasil. E que outra empresa fez engenharia reversa e lançou produto similar no mercado. Infelizmente ele não nos disse o nome das empresas).
Ele disse que funciona mesmo! Que desamassa que é uma maravilha!! Qualquer tipo de tecido! Só não disse o preço!! Puxa!!! Agora que eu vi vocês dizendo que no ano passado essa máquina custava 2 mil e quinhentos, eu desanimei!!
Tá certo que eles não têm economia de escala... Mas 2 mil e quinhentos é muita coisa, hein? Não achei o preço dela em lugar nenhum, pelo google!! Só aqui nesse forum e na revista da FAPESP eu achei o preço estimado, antes do lançamento (era 3,5 mil reais!!).
Vou admitir!! Só me cadastrei no forum para fazer essa propaganda boca-a-boca, pois acho muito importante incentivar o empreendedorismo no país, e eu tirei o chapéu para essa idéia.
(...) Obs1: no site da Agillisa está escrito que ela gasta 50% menos energia mensal que o ferro de passar. (...)
Hoje a máquina está sendo vendida no site da empresa de R$ 3.199,00 a R$ 3.399,00. O relato abaixo foi publicado por uma usuária no Yahoo Respostas dois anos atrás:
Minha mãe comprou a Agillisa. Coloca camisas, camisetas e calças para alisar.
Só que tem uns segredinhos para dar certo. A roupa não pode ser muito centrifugada na máquina, pois amarrota muito. Então, assim que ela começa a centrifugar, pára, retira as camisas, coloca nos cabides especiais e os magnetos e vai para a Agillisa. A mesma coisa faz com as calças e camisetas.
Conclusão: Ela ficou livre de ter de passar 8 calças, 15 camisas e muitas camisetas.
O resto das roupas ela não passa porque tem secadora. Ela tira ainda quentinhas, dobra e guarda.
Não encontrei muita coisa mas a denúncia ouvida na USP pode dar uma idéia das dificuldades de inventar, desenvolver, fabricar e vender um produto novo no mercado de eletrônicos e utilidades domésticas no Brasil. Mesmo com todo o potencial do benefício de uma mudança de hábitos em relação ao obsoleto modo de passar roupas com ferro que resiste há séculos.
Quem conhecer mais alguém que comprou ou testou a alisadora de roupas a vapor da Agillisa e quiser compartilhar o link comentando aqui, seria legal. Quem já tem e puder deixar um relato ou testemunhal, fica a vontade. Se incluir fotos e videos, melhor ainda. Valeu!
Em junho de 2011 o Foursquare, rede social mobile de compartilhamento de locais e endereços, atingiu 10 milhões de usuários cadastrados e divulgou um infográfico com as redes de lojas e empresas com mais checkins no mundo, entre elas 7-Eleven, Bank of America, Target, etc, e antes do fim de 2010 já tinha registrado 1 milhão de checkins apenas na cidade de São Paulo/SP.
Pelo que sei ainda não fizeram nenhum gráfico com estatísticas apenas de venues e locais no Brasil, em setembro de 2010 o Maurício Maia publicou em seu Tumblr - Foursquare visualizando a rede - seus experimentos com dados capturados naquela época para analisar e visualizar a rede que se forma da relação entre as pessoas e os locais que elas frequentam, desta forma ficou visível que os aeroportos eram os endereços brasileiros com mais checkins.
Seguindo este raciocínio, com a ajuda da lista dos aeroportos brasileiros criada pelo usuário Marcos F. (Superuser Level 2), seguem os prováveis locais com mais checkins no Brasil:
01 - Aeroporto de Congonhas, São Paulo/SP
249.062 checkins, 60.635 pessoas e 2.002 fotos
02 - Aeroporto de Cumbica, Guarulhos/SP
221.395 checkins, 73.175 pessoas e 2.397 fotos
03 - Aeroporto Santos Dumond, Rio de Janeiro/RJ
105.382 checkins, 33.134 pessoas e 1.394 fotos
04 - Aeroporto de Brasília, Brasília/DF
102.536 checkins, 29.161 pessoas e 1.379 fotos
05 - Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro/RJ
92.021 checkins, 36.274 pessoas e 1.265 fotos
Para comparar com números do exterior, existe um infográfico de 2010 quando o Foursquare atingiu 6 milhões de usuários, publicado no blog Mobile Marketing Watch em 24/1/2011: Foursquare Hits 6M Users; Food Venues Most Popular Checkin, Campuses Least Popular (Foursquare atinge 6 milhões, locais de comida são os mais populares para checkins, campus de faculdade os menos populares). Na época, entre os locais mais populares por categoria estavam: New York Penn Station, hoje com 424.643 checkins, 95.063 pessoas e 866 fotos (Transporte), Union Square Greenmarket, hoje com 43.615 checkins, 19.994 pessoas e 345 fotos (Comida), Ace Hotel NY, hoje com 31.421 checkins, 15.866 pessoas e 221 fotos, etc.
Ainda sobre Foursquare e aeroportos brasileiros, a Plankton Digital monitorou e publicou o Infográfico 4sq nos aeroportos em outubro de 2010. Caso alguem saiba de alguma venue brasileira mais popular e que não seja um aeroporto, fique a vontade de comentar aqui.
Matéria publicada em 6/1/2012 no Jornal Valor - Sucesso na web, 'Galinha Pintadinha' levanta voo - fala dos responsáveis pelo video Pintinho Amarelinho, que hoje contabiliza 102.372.933 exibições no YouTube, no momento o segundo entre os videos mais vistos no YouTube no Brasil depois do clipe Ai se eu te Pego do Michel Teló.
O Canal Juptube, lançado em 2008, onde estão publicados os videos Pintinho Amarelinho e Galinha Pintadinha (55.243. 074 exibições) e o site GalinhaPintadinha.com.br são iniciativas da produtora Bromélia Filminhos de Campinas/SP. Segundo a reportagem, o início do empreendimento não foi fácil. Em busca de financiamento, os
criadores Marcos Luporini e Juliano Prado postaram a
animação no YouTube para demonstrar a potenciais investidores. Os videos tem uma fórmula simples: a partir de
canções de domínio público, livres de direito autoral, os produtores
criam fonogramas e clipes com animação e personagens.
O crédito
de potenciais investidores acabou não saindo e o primeiro vídeo da Galinha Pintadinha ficou esquecido pelos seus autores por uns
três meses. Quando se deram conta, a Galinha Pintadinha já era um
sucesso na web. Sem esperar por financiadores, os sócios lançaram mão de
recursos próprios, convidaram alguns artistas e lançaram o primeiro
DVD, em 2008. No Jornal Valor os idealizadores não declaram cifras exatas mas afirmam que os personagens movimentam "milhões de reais" por mês.
Além da venda de DVDs, Blurays e livros para colorir, o canal do YouTube podemos assistir uma animação patrocinada pela Lifebuoy que termina com um comercial desta marca de sabonetes e produtos de higiene pessoal da Unilever: Lava a mão - DVD Galinha Pintadinha 3 (9.932.415 exibições até o momento).
Em cartaz até o dia 1 de julho de 2012 no Teatro das Artes no Shopping Gavea no Rio de Janeiro/RJ o espetáculo Galinha Pintadinha O Musical estreou dia 7 de janeiro resultado da parceria entre a Bromélia Filminhos, Geo Eventos e Som Livre. Na divulgação do musical, que além do Rio tem temporada prevista para São Paulo, aparecem números como mais de 250 mil CDs e DVDs vendidos. Hoje, o Canal Juptube tem 103.156 assinantes e 423.919.066 exibições no total.
Abaixo segue copy paste da matéria publicada no Jornal Valor:
Ana Beatriz tem o controle total de sua sala de estar. Na grande tela da TV, uma galinha azul percorre o cenário ao som de uma cantiga de roda que quase todo mundo já ouviu na infância, seja em casa, na rua com os amigos, ou na escola. Aos cinco anos de idade, Bia, como é chamada, impõe sua vontade ao resto da família. Quando quer assistir ao clipe da Galinha Pintadinha ou do Pintinho Amarelinho, ninguém consegue contrariá-la. Sua mãe, Ana Zetoli, já aprendeu a respeitar o desejo da menina, que se repete várias vezes por dia, praticamente desde seu primeiro ano de vida.
A animação virou um fenômeno na internet brasileira. Dos seis vídeos mais vistos no YouTube no Brasil, quatro são desenhos animados da turma da Galinha. Eles estão no canal Juptube, com o Pintinho Amarelinho em primeiro lugar e a Galinha Pintadinha em segundo. Desde que começaram a ser lançados pela Bromélia Filminhos, em 2008, os vídeos do canal já foram vistos mais de 350 milhões de vezes, um número que não para de crescer. Diariamente, de 600 mil a 1 milhão de espectadores acessam os vídeos.
Como muitas ideias bem-sucedidas, a fórmula é simples: a partir de canções de domínio público, livres de direito autoral, os produtores criaram fonogramas e um clipe com animação da Galinha Pintadinha. O início dos negócios, porém, não foi fácil. Em busca de financiamento, os criadores Marcos Luporini, 41 anos, e Juliano Prado, 40, postaram a animação no YouTube para demonstrar a potenciais investidores. O crédito acabou não saindo e o vídeo ficou esquecido pelos seus autores por uns três meses. Quando a dupla se deu conta, a Galinha Pintadinha já era um sucesso na web. Sem esperar por financiadores, os sócios lançaram mão de recursos próprios, convidaram alguns artistas e lançaram o primeiro DVD, em 2008.
O garoto Luccas está entre os mais novos fãs da série. Como no conto do "Flautista de Hamelin", ele é facilmente atraído para a frente da TV quando ouve a música do DVD, com a diferença de que, desta vez, o final é feliz. Com apenas um ano e ainda sem muita firmeza nas pernas, Luccas dança, bate palma e balbucia a letra. Sua mãe, Elisângela Martins Severino, descobriu a programação no consultório do pediatra, quando o bebê tinha oito meses. Ao comentar que Luccas não lhe dava descanso, recebeu de outra mãe o conselho para procurar a Galinha Pintadinha. Agora, Luccas assiste ao desenho três vezes por dia, durante 40 minutos por vez, em média.
A divulgação boca a boca foi um dos meios para tornar a animação conhecida. Com uma lojinha on-line, a Bromélia vendeu 500 mil cópias dos dois primeiros DVDs e prepara, com o perdão do trocadilho, os novos voos da Galinha: o terceiro DVD este ano, o lançamento da versão em espanhol - já disponível no YouTube - para distribuição por um parceiro em países vizinhos, o lançamento dos vídeos em Portugal, e a estreia de um musical, amanhã, no Teatro das Artes, no Rio. A temporada vai durar seis meses. Depois, chegará a São Paulo, com exibição prevista por um período idêntico. Também está sendo realizado um show itinerante por todo o país, desde outubro.
O musical conta com 18 artistas no elenco e foi produzido em parceria com a Geo Eventos, controlada pelas Organizações Globo. A direção do espetáculo é da produtora Ciranda de Três, com roteiro de Luporini e Prado, da Bromélia. A Som Livre detém os direitos fonomecânicos. O show itinerante, por sua vez, foi produzido inteiramente pela Bromélia, com um elenco de dez artistas. Entre as músicas estão clássicos infantis como "O Sapo Não Lava o Pé", "O Pintinho Amarelinho" e "Borboletinha", entre outras.
A Bromélia também estreou no ramo de licenciamento de personagens. Luporini conta que já assinou contrato com a Redibra e negocia com fabricantes de brinquedos e calçados. A expectativa é fechar acordos com mais de cem fabricantes neste ano. Além disso, ele fez uma aliança com a Editora Melhoramentos para lançar a série Canção Ilustrada, com quatro livros sobre os principais personagens. A chegada às livrarias está prevista até julho. Em vez de DVD, os livros trarão partituras para que as crianças tenham contato com a criação musical.
O diretor comercial da Melhoramentos, Manildo Cavalcante, diz que fechou acordo com a rede de supermercados Extra para a venda de 100 mil livros de pintar e colorir, a partir de março. Segundo ele, também já foi acertado com a Fnac a entrega de um livro exclusivo de atividades, em julho, cuja venda será acompanhada de um brinde da animação. Cavalcante calcula que a licença da marca venderá 300 mil unidades neste ano. "Aposto muito no modelo que nasce na internet e vem para o meio físico", afirma o executivo. O modelo, diz ele, é o licenciamento da marca Club Penguin, da Walt Disney. Só no ano passado foram vendidos 700 mil livros da marca.
Nem os celulares escaparam. Luporini e Prado desenvolveram aplicativos pelos quais vendem os clipes para os usuários de telefones móveis. Com um fã da Galinha Pintadinha em casa - o filho Pedro, de um ano -, Luporini quer ter as canções ao alcance do bebê em qualquer lugar, para acalmá-lo. "Agora entendo o porquê do sucesso. O DVD não tem violência, malícia, nem valor consumista ", afirma o produtor. "Pegamos coisas da cultura brasileira e as tornamos economicamente viáveis, e a internet foi vital para isso."
Rejeitada por investidores em seu nascimento, a animação acabou virando a "galinha dos ovos de ouro" para seus idealizadores, e movimenta "milhões de reais" por mês, segundo eles. Os valores não são divulgados.
Na sede da Bromélia, em Campinas, no interior de São Paulo, o sucesso é tratado com discrição. São apenas dez funcionários para cuidar de tudo, embora a cadeia de negócios envolva mais gente, de desenhistas contratados a parceiros de licenciamento, diz Luporini. Apesar de estrela, a Galinha Pintadinha nunca assumiu ares de diva.
No ar desde o fim de agosto, o site Videdressing Brasil é a versão nacional do bem sucedido site francês de compra e venda de roupas usadas Videdressing.com, cujo nome foi baseado no termo "vide grenier" (esvaziar o sótão), um hábito parecido com o garage sale (venda na garagem) americano. Completando o nome, dressing é uma palavra inglesa usada na França para designar armários e guarda-roupas.
Já a algum tempo o hábito de trocar, comprar e vender roupas de marcas famosas vem se tornando uma opção prática e sustentável para as pessoas adquirirem grifes, roupas e acessórios de qualidade por um valor acessível. Sites como o Videdressing tb sinalizam a especialização do comércio C2C (cliente para cliente ou consumidor para consumidor), que hoje tem sites específicos para produtos artesanais como o Elo 7 no ar desde 2008, versão brasileira do Etsy que existe desde 2005.
Aqui no Brasil quem comanda o empreendimento é a Catherine Henry do blog Toca da Cathy, que a muitos anos organiza o brechó de luxo itinerante Closet da Mel e agora no Videdressing tem como sócia a Luciana aqui da Plano Digital. Além do site, o Videdressing Brasil mantém o perfil @videdressingbr no Twitter e a fanpage no Facebook hoje com 442 fãs.
Reportagem publicada dia 7 no site do Jornal Valor Econômico (para assinantes) divulgou uma proposta nova de divisão de classes sócio-econômicas atualmente utilizadas nas pesquisas e análises do mercado. A idéia é substituir as classes A, B, C, D, E e F por classes de 1 a 8, onde a classe média seria representada pelas classes 3, 4 e 5, como mostram os gráficos acima.
Sei que em tempos de análise de tendências, perfis comportamentais e perfis digigráficos, avaliar o público consumidor e os clientes através de classes sociais, faixas etárias e demográficas já é prática ultrapassada para muitas marcas e empresas, geralmente as líderes e inovadoras. Mas vale a discussão, principalmente diante do fenômeno da nova classe média, ou os batalhadores brasileiros, como defende o sociólogo Jessé Souza, ou classe média mixa, como acredita o filósofo José Arthur Giannotti.
Veja abaixo copy e paste da matéria no Valor Online:
Os professores brasileiros Wagner Kamakura, da Duke University, nos Estados Unidos, e José Afonso Mazzon, da Universidade de São Paulo, estão propondo uma nova divisão sócio-econômica da população brasileira, com foco no consumo de produtos e serviços. O novo modelo, construído a partir dos dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), pode ser usado em pesquisas de mercado, especialmente as orientadas aos hábitos de compra da classe média.
Os professores, que trabalharam juntos no projeto ao longo de um ano e meio, dizem que a classificação utilizada pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (conhecida como Critério Brasil) não retrata adequadamente a importância que a classe média adquiriu nos últimos anos. E decidiram elaborar um novo modelo, com base nos dados da mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE em 2009.
Mais de 104 mil domicílios entraram no modelo, que considera 36 critérios - desde o número de aparelhos de TV em cores, computadores pessoais e automóveis, até nível de educação e ocupação do chefe da casa, passando pelo número de empregados domésticos. Critérios como acesso a esgoto, água tratada e ruas pavimentadas também foram considerados.
A nova classificação tem como base a renda permanente e não a renda corrente. "Renda permanente é um conceito teórico, relacionado com a capacidade de a pessoa de gerar renda, e, portanto, não é observada diretamente," diz Kamakura A renda permanente pode ser medida por meio da posse de bens duráveis e do nível de educação, por exemplo. A renda corrente é o rendimento atual: o salário, as transferências de renda e os rendimentos financeiros.
"As grandes empresas foram pegas de surpresa pela nova classe média no Brasil", diz Kamakura, que ensina marketing global na escola de negócios Fuqua, da Duke, na Carolina do Norte. Por décadas, diz ele, as estratégias traçadas por brasileiras e multinacionais consideravam como público-alvo os consumidores de maior poder aquisitivo. "É a estratégia do 'em cima do morro'", afirma. O produto era pensado e vendido para a elite. A classe média acabava comprando, diz ele, porque aspirava ter as mesmas coisas que a classe alta.
A migração de 20,5 milhões de brasileiros, da base para o meio da pirâmide, foi um processo que ocorreu com maior vigor de 2003 a 2009, justamente o período analisado por Kamakura e Mazzon. A classe média ficou maior, na avaliação deles, porque a renda real e a oferta de crédito cresceram.
Nesse novo quadro, a classificação usada pelas empresas especializadas em elaborar pesquisas de mercado, conhecida por Critério Brasil, não retrata mais a realidade. Quando são comparadas as oito classes do novo modelo com as oito classes do Critério Brasil, observa Mazzon, o que se nota é uma distribuição mais assimétrica da população no modelo novo - com maior número de domicílios nas mãos da classe média.
A classificação do Critério Brasil mostra uma "curva assimétrica", diz Mazzon, mostrando maior número de lares nas mãos da classe D (ver arte nesta página). Os professores não são os únicos a pesquisas o assunto. Há consultorias do setor de consumo no Brasil estudando formas de atualizar a classificação de renda.
A classificação conhecida como Critério Brasil, diz Mazzon, "retrata melhor a camada mais rica da população." Esse método, segundo ele, ainda é uma boa ferramenta para medir o consumo de joias ou de serviços pessoais. O novo modelo, explica melhor o consumo da classe média, que, segundo o estudo, representa cerca de 56% dos lares (ou 51% da população) e responde por 33% dos gastos de consumo no país.
A classificação proposta por Kamakura e Mazzon será apresentada à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa nos próximos dias. A ideia é oferecer, sem custo, o novo modelo a companhias que queiram fazer pesquisas no Brasil.
O estudo dos professores, que levou cerca de um ano e meio para ser elaborado, também será publicado no "International Journal of Research in Marketing" no início de 2013, numa edição especial sobre marketing nos países emergentes.
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Lembro quando em 1996 assisti uma apresentação da antiga Ambev sobre a visão que a companhia tinha dos públicos que consumiam os produtos, nada de utilizar perfis socio-econômicos, faixas de idade, sexo ou localização. Infelizmente não posso revelar detalhes pois todos que assistiram apresentação tiveram que assinar um termo de confidencialidade, mas confesso que o retrato que eles viam e o conhecimento em relação aos clientes era impressionante. Como antes já tinha trabalhado para a Kaiser concorrendo no mesmo mercado, finalmente entendi a distância e eficiência na comunicação. Acredito que esse conhecimento tenha sido um dos principais motivos da objetividade e bons resultados que marcas como Brahma, Skol e Antarctica conquistaram desde então.