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24.4.10

Tocando videos simultâneos do YouTube

YouTube Doubler.egg by wagnertamanaha on Aviary
YouTube Doubler.egg
by wagnertamanaha on Aviary

No fim do ano passado o blog Know or Never publicou a dica - O que é YouTube Doubler? - indicando o site que permite executar 2 videos do YouTube simultâneamente. A idéia é se divertir mixando videoclipes e a partir dessa mistura criar novas músicas e sons. A ferramenta tb permite que o VJ instantâneo determine o tempo que um video começa em relação ao outro, permitindo um mínimo de sincronização (sem contar com eventuais delays no carregamento dos arquivos, claro).

Depois de ver no YouTube Doubler esse mashup feito pelo VJ Real - Annoying Orange Wazzup vs. Roulet - Kitamanda, fiz esta experiência unindo 2 memes/sucessos musicais recentes do YouTube:  Tchananã do Mike de Mosqueiro com Trololol Soviético.

Clipes com videos simultâneos

A linguagem que o YouTube Doubler permite reproduzir toscamente tem outros exemplos mais sofisticados, quase sempre ligados a música. O blog e*ideias da Paula Rizzo comentou o One Frame of Fame, projeto de video colaborativo via webcam no post C-Mon & Kypski: crowdsoucing em videoclipe, revelando que eram mais de 4 mil participações em 8/1/2010. Com uma idéia bem parecida, o clipe da música Hibi no Neiro do grupo japonês SOUR, divide a tela com várias cenas filmadas no estilo webcam, que se complementam. No ar desde 1/7/2009, tinha hoje 2.537.278 visualizações e rendeu ao grupo a indicação ao Webby Awards.

Mas antes disso tudo houve o ThruYOU, Kutiman mixes YouTube, projeto home based - totalmente feito em casa - do produtor israelense Kutiman (cujo nome verdadeiro é Ophir Kutiel) que passou os dois primeiros meses de 2009 trabalhando com uma orquestra de pelo menos 100 músicos amadores e profissionais, como registra a matéria da Folha Ilustrada publicada em 31/3/2009: Produtor pega trechos de mais de cem vídeos e compõe 7 músicas. Seguem trechos:
Segundo Kutiman, nada do que foi copiado contou com autorização prévia de seus autores. Alguém reclamou? "Alguns entraram em contato comigo. Falei com um dos cantores pelo telefone, e foi muito legal. Todo mundo amou o projeto e agradeceu por ser incluído nele. Agora recebo vídeos com gente tocando e pedindo: 'Por favor, me use na próxima vez'."

(...) O Thru-YOU chegou a virar obsessão. "Minha cama fica a um metro do computador, então eu perdi a noção do dia, porque eu só dormia e acordava para trabalhar, comendo pão e coisas do tipo. Eu estava tão fascinado com o projeto que não fiz mais nada da vida, não saí nem encontrei amigos", diz.

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28.5.09

Flickr The Commons


Foreign Buildings
Upload feito originalmente por The Field Museum Library
O Flickr criou o grupo The Commons reunindo várias imagens de museus e bibliotecas do mundo que resolveram compartilhar seu acervo de domínio público, sem direitos autorais. Parece que a idéia é que os usuários conheçam e usem mais as imagens e ajudem a catalogar, identificar, tagear, as fotos, colaborando para sofisticar a chamada busca social no conceito da velha folksonomy (ou gentenomia).

Segue texto da descrição do projeto:
Flickr The Commons.
Sua chance de contribuir com a descrição das coleções de fotos públicas do mundo.
As principais metas do projeto The Commons no Flickr são, em primeiro lugar, mostrar a você os tesouros escondidos nos arquivos de fotografias públicas mundiais e, em segundo lugar, mostrar como a sua adição e o seu conhecimento podem ajudar a enriquecer ainda mais essas coleções.
Você está convidado a ajudar a descrever as fotografias que descobriu no The Commons no Flickr, adicionando tags ou deixando comentários.
Não tem quase nada sobre o Brasil ou de brasileiros (a foto acima mostra o pavilhão brasileiro na Feira Mundial de Chicago de 1893), mas fica a dica pro pessoal dos Arquivos Publicos, Pinacotecas e instituições como o Instituto Moreira Salles, Museu Lasar Segall, etc.

2.8.08

Ministro da cultura hacker - Gilberto Gil

Dia 30/07/2008 o ministro da cultura Gilberto Gil anunciou sua renúncia do cargo que ocupou desde 2003. Defensor da cultura hacker e das tecnologias digitais que transformaram o mercado musical, do qual volta a fazer parte em definitivo. Notícia aqui no Yahoo! Tecnologia - Ministro Hacker - publicada em 18/06/2008 conta um pouco do perfil do ex-ministro, cuja posição a favor do copyleft (direito autoral livre e compartilhado) fez com se tornasse o primeiro brasileiro na capa da Revista Wired em novembro de 2004.

Gilberto Gil deixa projetos como os Pontos de Cultura que mistura arte com elementos de inclusão digital e software livre. José Murilo, autor do blog Ecologia Digital e funcionário do ministério, explica um pouco a origem e o conceito dos pontos de cultura no post Do-in antropológico via massageamento cultural.



Matéria do Estadão - Gilberto Gil aporta no Rio e deixa a coisa correr solta - publicada em 10/08/2007, contou dos shows do artista onde fotos, filmagens (feitas com câmeras digitais e celulares) e a divulgação delas, foram totalmente liberadas.

Na reportagem, Gil declarou:
"Uma das características desses processos de convergência digital e a reprodução, a contaminação viral, em que não se controla nada; ao contrário, deixar a coisa solta é parte da experiência. Os mais de 80 videos jogados no YouTube dão uma noção de como a bola de neve vai se formando".

Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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10.5.08

Frase de Julia Vehuiah (Lenira Almeida Heck)

"Sou professora, não dependo só dos meus livros para viver."
Lenira Almeida Heck, na Folha de SP sobre o fato de disponibilzar seus livros gratuitamente e sob domínio público na internet.

Lenira usa o apelido de Julia Vehuiah para assinar a autoria de seus livros, que estavam entre os 10 mais baixados do portal Dominiopublico.gov.br em janeiro de 2008.


Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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12.4.08

É grátis ou tem mecenas por trás?

Free Hugs

"Estou de saco cheio do Chris Anderson. O que ele está descobrindo? O Mecenato? O mecenato tem um trilhão de anos."
João Marcello Bôscoli, presidente da gravadora Trama, mencionando o autor do novo livro Free (Grátis) em entrevista publicada no Estadão em 03/03/2008.


Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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5.4.08

Obras digitalizadas, domínio publico e boato

Notícia publicada aqui no canal - Instituições Digitalizam Obras Raras Para Publicá-las na Rede - dia 02/04/2008, conta dos projetos da Cinemateca Brasileira e Centro Cultural São Paulo na digitalização de seus acervos de filmes e arquivos de áudio. Um exemplo já iniciado nesta área é do Instituto Moreira Salles (IMS), com acervo disponível na web em música e fotografia.

O portal Domínio Público mantido pelo Ministério da Educação reúne obras literárias sem restrições de direito autoral e recentemente divulgou o ranking de obras mais baixadas pelos visitantes. Notícia na Folha - "Divina Comédia" Lidera em Site Literário - publicada em 03/01/2008 conta que a liderança é da obra escrita por Dante Alighieri no século XIV. Escrita originariamente em toscano e cuja versão disponível no portal foi traduzida para o português por José Xavier Pinheiro, baiano morto em 1882, atingiu 168.416 downloads até a data da reportagem. Como a obra de Shakespeare A Comédia dos Erros esta em 4o no ranking (68.990 downloads), funcionários do MEC brincam com a suspeita de que os usuários estariam baixando as 2 obras pensando que seriam cômicas.

A professora Lenira Almeida Heck (pseudônimo Julia Vehuiah), moradora de Lajeado (RS) tem 3 obras entre as 10 mais baixadas no portal, e com Fernando Pessoa completa a lista de autores do ranking.

Boato do fechamento do portal Dominio Público

Aliás, este portal foi motivo de boatos de fechamento que circulam por correntes de email e na blogosfera desde 2006, como atesta o blog de Paulo Lopes: Portal Domínio Público Não Vai Fechar. Ele lembra que o Bluebus recebeu um destes emails e publicou:
1 lugar onde se pode acessar gratis livros, pintura e musica, vai acabar
12:01
Blue Bus recebeu email sobre "1 lugar onde se pode ler gratuitamente as obras de Machado de Assis ou A Divina Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os tempos. 1 lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci. Onde você pudesse escutar músicas em MP3 de alta qualidade". Informa - "O Ministério da Educaçao disponibiliza tudo isso, basta acessar o site dominio publico. Só de literatura portuguesa sao 732 obras". Alerta - "Estamos em vias de perder tudo isso. Vao desativar o projeto, já que o número de acessos é muito pequeno. Para reverter a situaçao precisamos divulgar e incentivar as pessoas a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminaçao da cultura e do gosto pela leitura" - obrigado pela nota, Gustavo. 13/3/2007


Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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22.3.08

Fraude no videoclip mais visto do YouTube



"Melhor que falem da gente assim do que a gente ter que ir no Faustão pra falarem da gente."

Ana Rezende, guitarrista do grupo musical Cansei de Ser Sexy, em entrevista a Folha de SP sobre eventual fraude no suposto videoclip mais visto do YouTube. Abaixo segue trecho da reportagem:

Para Ana Rezende, guitarrista do Cansei de Ser Sexy, audiência pode ser "bug"

Um clipe não-oficial da banda paulistana Cansei de Ser Sexy, que neste mês chegou ao topo do ranking dos mais vistos do YouTube e foi retirado pelo próprio Google, continua a gerar especulações --inclusive, por parte da banda. Ana Rezende, guitarrista do CSS, também tem suas teorias.

Em entrevista à Folha Online, por e-mail, ela diz reconhecer que só o fato de ser um clipe do grupo não justifica o número elevado de acessos. Para ela, a presença de palavras como "hot" e "sex" nas referências ao vídeo poderiam influenciar.

No entanto, quando digitadas na busca do YouTube as palavras não levam diretamente ao clipe, que só aparece na terceira página de pesquisa.

O link com a canção "Music Is My Hot Hot Sex", de pouco mais de três minutos, foi publicado por um fã italiano. Sem alarde, alcançou audiência extraordinária. Nesta quinta-feira, aparece com 106 milhões de "views".

Desde então, técnicos do gigante das buscas e "curiosos da internet" tentam desvendar o fenômeno --o "segundo colocado", "The Evolution of Dance", tem apenas 78 milhões nesta quinta-feira.

Para Rezende, toda essa suspeita não é prejudicial à imagem do grupo. Ela diz que a polêmica gerada é melhor que "ter que ir no Faustão" para divulgar a banda.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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16.2.08

Mostra do Filme Livre

Começa dia 19 e vai até 03 de março a 7a edição da Mostra do Filme Livre no Rio de Janeiro. O evento exibe filmes de todos os formatos, em diversos suportes, durações e gêneros, com foco na a liberdade de expressão audiovisual. A diretora Daniela Castilho avisou em seu blog Mad Tea Party que teve 3 obras selecionadas: Mostra do Filme Livre, Aí Vou Eu.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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14.2.08

Games proibidos no Brasil

Dia 22 de janeiro notícia aqui no Yahoo! Tecnologia - Counter Strike e Everquest Estão Proibidos no Brasil - anunciou a decisão da justiça em Minas Gerais que começou a ser aplicada no estado de Goiás. A proibição do game de tiro CS, da Eletronic Arts (EA), foi justificada pela existência de cenas violentas em favelas no Rio de Janeiro, entre outras coisas. Já Everquest é um MMORPG da Sony Online Entertainment onde os jogadores interagem um universo inspirado na idade média misturado com fantasia e monstros.

Na verdade os cenários brasileiros do CS são modificações não oficiais, desenvolvidos pelos próprios usuários, que já citei aqui antes na coluna Modificações Brasileiras de Games. Aproveitando a polêmica, o blog Audio Game publicou uma Entrevista com os Criadores do Mapa CS Rio onde os autores lembram que o game e o cenário já tinham sidos banidos em Lan Houses no Rio de Janeiro. A decisão da justiça brasileira provocou uma reação por parte dos jogadores e simpatizantes que enxergaram censura e prepotência. O blog Liberdade Gamer foi criado para mobilizar pela internet as opiniões contrárias a decisão. Notícia aqui no canal - Jogadores se organizam contra censura de CS - publicada dia 29/01/2008 contou da ação no Masp em São Paulo, que reuniu cerca de 30 pessoas, segundo divulgou a Folha Online: Protesto a favor do Counter Strike leva 30 pessoas à av. Paulista. O sociólogo e professor Sergio Amadeu considerou o precedente absurdo e postou - Ataque à Liberdade de Expressão Juiz Quer Proibir Games Counter Strike e Everquest - em seu blog.

Lembrei que no México, uma decisão totalmente inversa - Cidade do México oferece Xbox e PCs para quem entregar armas - foi divulgada aqui no Yahoo! Tecnologia em março do ano passado. Pouco depois, em 18/04/2007, novamente aqui no canal números de uma pesquisa encomendada pelo Conselho Britânico de Classificação de Filmes (BBFC): Videogames Violentos são "Distração Divertida", diz Pesquisa.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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24.1.08

Canais de futebol pela web - IPTV

Futebol, o cacete! Computador é mais legal!

Notícia publicada aqui no Yahoo! Tecnologia dia 22/01/2008 - Flamengo lança sua própria TV online, a FLA TV - contando sobre a estréia do canal de televisão do clube na internet. No endereço Flatv.com.br, produzido pela DB4, o time quer mostrar cenas dos bastidores, treinos, viagens, concentrações, etc. Pra não ficar pra trás, a nota Corinthians Planeja Lançamento de TV em Fevereiro publicada no site da Placar, antecipa um possível movimento dos clubes brasileiros.

De certa forma pode ser uma reação aos já existentes canais piratas de IPTV gerados pela audiência. Matéria do Link Estadão - Conheça a "TV a Gato" do Século 21 - publicada em 27/08/2007, contou sobre canais de TV via web com programas e retransmissões de jogos de futebol selecionados por clubes e torcidas. A reportagem citou os canais AJTV, que é dedicada ao São Paulo, a Galo Web TV ao Atlético Mineiro, a TV Coringão ao Corinthians, a CeloCRF ao Flamengo e o SportCast Tv ao Sport Recife, todas criadas por torcedores de futebol.

Quase sempre retransmitindo imagens capturadas da TV paga, segundo o Link Estadão, estes canais piratas distribuem o sinal na internet de forma não autorizada e gratuitamente, geralmente usando sites de streaming P2P como o Sopcast.org. Alguns canais tem audiência internacional, brasileiros e torcedores no exterior ou em outros estados, e até membros pagantes, que colaboram na manutenção de servidores dedicados garantindo transmissões de melhor qualidade.

Além disso, na hora de transmitir uma partida, narradores e comentaristas exclusivos e interação via e-mails, instant messenger e celular, também acontecem garantindo uma programação segmentada e personalizada. Com certeza este potencial deve ser muito melhor explorado nas iniciativas oficiais licenciadas pelos clubes de futebol. Recursos de anunciantes e acesso livre aos bastidores dos times pode garantir enorme vantagem, caso os planos anunciados destas novas TVs online se concretizem.

Da mesma forma como comentei na coluna Modificação Brasileiras de Games meses atrás, um conteúdo emocional e mobilizador de fãs, tem o poder de gerar formatos novos de mídia espontânea, antecipando os canais autorizados e até mesmo driblando os limites da lei.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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7.12.07

Free Beer, cerveja open source e copyleft

free beer from Germania Sao Paulo

Acontece até dia 22 de dezembro na Galeria Vermelho em São Paulo a exposição com a Free Beer, cerveja inspirada no movimento do software livre. Nota no site Folha Online reproduzida no Crative Commons Brasil conta detalhes do projeto do coletivo de artistas dinamarqueses:

Superflex Lança Cerveja "Pública"
Por Fabio Cypriano, 29/11/2007

Uma nova marca de cerveja é lançada, hoje, na galeria Vermelho: a Free Beer. Entretanto, ao contrário das marcas tradicionais, que tratam como segredo de Estado a receita de suas bebidas, no próprio rótulo da Free Beer está estampada sua receita.

A Free Beer é a nova ação do coletivo dinamarquês Superflex, composto por Bjornstjerne Reuter Christiansen, Jakob Fenger e Rasmus Nielsen. No ano passado, o grupo trouxe polêmica à 27ª Bienal de São Paulo com o Guaraná Power, censurado pela presidência da instituição, que afirmou que não se tratava de uma obra de arte. Apesar do veto, o Guaraná Power, feito em colaboração com a Cooperativa de Agricultores da Região de Maués, na Amazônia, chegou a ser distribuído em museus e na própria Vermelho, durante a Bienal.

"Agora estamos propondo uma marca aberta e, nesse sentido, sugerimos um novo modelo econômico, que permite a qualquer um produzir e distribuir cerveja, a partir de uma receita que é pública, além de criar consumidores não obedientes, como gosta o mercado", conta Fenger.

Free software

A Free Beer surgiu em 2004, numa parceria com estudantes da Universidade de Copenhague. "Buscamos transferir os princípios do software livre para algo físico, e a cerveja se tornou um bom exemplo", conta Nielsen. "Por isso, a Free Beer tem sido comparada ao Linux [sistema operacional gratuito] e à Wikipedia", diz o artista.
Quem quiser produzir e comercializar a Free Beer pode baixar do site
www.freebeer.org a logomarca da cerveja, de forma gratuita. "Já há Free Beer sendo produzida na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Dinamarca e até na República Tcheca", afirma Fenger.

No Brasil, a Free Beer está sendo produzida pela Cervejaria Germânia, que irá comercializar a bebida durante a exposição a partir da versão 3.4, desenvolvida pela empresa.

"A única coisa que pedimos é que cada nova versão seja também tornada pública no site do Creative Commons", diz Christiansen.

Na Vermelho, o Superflex apresenta o "Free Beer Kit", uma mesa com todos os ingredientes e instrumentos necessários para a produção da cerveja, o que será utilizado, aliás, no workshop "O Mundo da Cerveja", com os especialistas Cilene Saorin e Arnaldo Ribeiro, no próximo dia 15 de dezembro, às 14 h.

O grupo exibe também nove máquinas "Counter-Game Strategies" (estratégias de contra-jogos), típicos brinquedos de quermesse, como jogo de argolas ou rodas giratórias, que, contudo, abordam de forma irônica o universo dos direitos autorais e da pirataria.

"Mark Getty afirma que "a propriedade intelectual é o petróleo do século 21'", conta Christiansen, "portanto, estamos tratando de um tema muito sério. Afinal, quantas guerras não foram realizadas por conta do petróleo?".

No próximo sábado, às 16h, Ronaldo Lemos, diretor do Creative Commons no Brasil, irá participar de um debate com os membros do Superflex, na Vermelho, e logo após será realizada uma gincana intitulada "Free Beer Pub Quiz", na qual participantes receberão prêmios ao responderem questões sobre propriedade intelectual e direitos autorais.

FREE BEER
Quando:
abertura 28/11, às 20h; de ter. a sex., das 10 às 19h, sáb., das 11 às 17h. Até 22/12
Onde: galeria Vermelho (r. Minas Gerais, 350, tel. 3257-2033)
Quanto: entrada franca

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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28.11.07

Free Beer (Cerveja Livre) em São Paulo

Vi no Twitter da Flávia Durante que ontem foi o lançamento da Free Beer na Galeria Vermelho em São Paulo. Lembro que quando o projeto foi inaugurado, ele se chamava Vores Ol, desde então acredito que essa idéia de produtos fabricados sob licença copyleft, inspirados no modelo do software livre e na frase “free as in freedom”, pode ser interessante. Ano passado, no evento iSummit no Rio de Janeiro, o ministro da cultura foi filmado experimentando a Free Beer:

No site do projeto Freebeer.org, o blog anuncia que no Brasil a receita e a licença já foi adotada por cervejeiros artesanais e caseiros: Cervejaria Germânia is making FREE BEER in Sao Paulo e Acerva makes FREE BEER. No Twitter da Flávia tem o link pra matéria que saiu na Folha:

Superflex lança cerveja “pública”

Uma nova marca de cerveja é lançada, hoje, na galeria Vermelho: a Free Beer. Entretanto, ao contrário das marcas tradicionais, que tratam como segredo de Estado a receita de suas bebidas, no próprio rótulo da Free Beer está estampada sua receita.

A Free Beer é a nova ação do coletivo dinamarquês Superflex, composto por Bjornstjerne Reuter Christiansen, Jakob Fenger e Rasmus Nielsen. (…)

“Agora estamos propondo uma marca aberta e, nesse sentido, sugerimos um novo modelo econômico, que permite a qualquer um produzir e distribuir cerveja, a partir de uma receita que é pública, além de criar consumidores não obedientes, como gosta o mercado”, conta Fenger.

A Free Beer surgiu em 2004, numa parceria com estudantes da Universidade de Copenhague. “Buscamos transferir os princípios do software livre para algo físico, e a cerveja se tornou um bom exemplo”, conta Nielsen. “Por isso, a Free Beer tem sido comparada ao Linux (sistema operacional gratuito) e à Wikipedia”, diz o artista. (…)

No Brasil, a Free Beer está sendo produzida pela Cervejaria Germânia, que irá comercializar a bebida durante a exposição a partir da versão 3.4, desenvolvida pela empresa.
“A única coisa que pedimos é que cada nova versão seja também tornada pública no site do Creative Commons”, diz Christiansen.

(…) No próximo sábado, às 16h, Ronaldo Lemos, diretor do Creative Commons no Brasil, irá participar de um debate com os membros do Superflex, na Vermelho, e logo após será realizada uma gincana intitulada “Free Beer Pub Quiz”, na qual participantes receberão prêmios ao responderem questões sobre propriedade intelectual e direitos autorais.

Free Beer
Abertura dia 27/11/2007, às 20h; de ter. a sex., das 10 às 19h, sáb., das 11 às 17h. Até 22/12/2007
Galeria Vermelho - R. Minas Gerais, 350, Tel. 3257-2033 - Entrada franca

No Flickr, tem algumas fotos tb:
Free Beer (Cerveja Livre) em São Paulo Free Beer (Cerveja Livre) em São Paulo Free Beer (Cerveja Livre) em São Paulo Free Beer (Cerveja Livre) em São Paulo


Post publicado originalmente no Blog Colmeia.tv

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23.11.07

Experiências com Wiimote



O sucesso do console Wii da Nintendo inaugurou uma nova forma de jogar, onde os movimentos são captados com um controle sem fio (o Wiimote) e conseguem simular uma interação quase real, principalmente em jogos como tênis, boliche e lutas de espadas. Acompanhia japonesa anunciou que terceiros terão facilidade de programar jogos com os recursos do sistema, como diz esta nota publicada no site UOL Jogos - Kit de desenvolvimento para Wii deverá custar menos de US$ 2 mil publicada em junho. Mesmo assim, vários desenvolvedores já estão utilizando o controle da Nintendo para aplicaçõees integradas com o computador, de forma independente.

Nota aqui no Yahoo! Tecnologia - Hackers mudam função do controle - publicada mês passado, conta de experimentos que utilizam o Wiimote para controlar samples de intrumentos musicais. O projeto da colmeia (empresa que trabalho citada aqui antes na coluna Eu na colmeia e produtoras na internet) chama-se Wii:combo pois adota e incentiva a licença livre Re:combo de propriedade intelectual. O software que permite a integração entre os controles do Wii e o sistema operacional Mac OSX, está disponivel para download em: UR50cket, Interface Socket para Wiimote.

Com o UR50cket outro desenvolvedor, o programador Fernando Aquino da Adjetiva e do blog Nandico.com.br, comecou a testar o desenvolvimento de games e aplicações, e colocou o vídeo Experiência de Uso, Wii no Mac em seu canal no YouTube.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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19.11.07

Mini site Wiicombo

Minisite WiiCombo.egg by wagnertamanaha on Aviary

Mini site para projeto da colmeia.tv de compartilhamento de software para o uso do wiimote, controle remoto do game Wii da Nintendo, simulando instrumentos musicais brasileiros como o berimbau.

Fiz o design da interface do minisite e foto com o logo criado por Gustavo Sonoda.

No ar em 19/11/2007: wiicombo.colmeia.tv

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25.9.07

Video com iPhone destravado via software AnySIM


Depois de estudar e traduzir o passo a passo para habilitar de forma não oficial o iPhone via sofware livre - Guia para desbloquear o iPhone com o AnySIM em português (Windows) - o Dias resolveu testar pra valer com um aparelho que apareceu nas nossas mãos. Aproveitei pra filmar e deixar registrado, o processo todo durou uns 30 minutos e apesar de aparecer uma mensagem de falha na instalação no final, o esquema funcionou e a tentativa de ligação usando um chip da Claro foi bem sucedida.


Post publicado originalmente no Blog Colmeia.tv

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21.9.07

Lucros com o iPhone habilitado no Brasil

Domingo passado saiu no Estadão a matéria Os hackers que habilitaram o iPhone no Brasil contando a iniciativa de Breno MacMasi, de 24 anos, e Paulo Stool, de 20, em desbloquear o iPhone para funcionar no país. Seguem alguns trechos:

Estudantes paulistanos descobrem como driblar chip que não funciona fora dos EUA e ganham fama e dinheiro.

(…) Publicitários, empresários e até jogadores de futebol foram contaminados pela febre do celular iPhone. No Orkut, mil comunidades foram abertas. “Eu quero um iPhone”, “Dou meus dois rins por um iPhone” e “Tenho que ter um iPhone” são alguns dos títulos mais comuns. Filho do empresário Paulo Velloso, um dos proprietários da Companhia Melhoramentos, o músico Mário Velloso, de 26 anos, foi para Nova York em junho para o lançamento do aparelho. “Queria muito o celular e sabia que logo ele estaria habilitado para funcionar aqui”, diz Velloso, que se considera um geek , um aficionado por tecnologia e programação acima do normal.

Um hacker amigo de Velloso, indicou a dupla. “Fui o primeiro a desbloquear o telefone”, conta Velloso. Outros famosos fizeram o mesmo caminho, caso dos empresários Roberto Justus e Álvaro Garnero. MacMasi e Stool levam três horas para desbloquear os aparelhos, que, com as alterações, passam a funcionar com o chip de qualquer celular GSM, seja Tim, Vivo ou Claro. Cobram R$ 600 pelo serviço (o celular custa U$S 399, nos EUA). A fila de famosos que batem à porta dos hackers é tamanha que os dois largaram a faculdade e passaram a virar noites para dar conta das inúmeras encomendas.

A reportagem conta do método do destravamento do iPhone, ou habilitação não oficial, adotado pela dupla:

(…) O estudante americano George Holtz, de apenas 17 anos, foi o primeiro hacker do mundo a desbloquear o aparelho. Ele colocou na rede um passo-a-passo do processo. Vários fóruns foram criados e hackers do mundo todo, inclusive os brasileiros Stool e MacMasi, começaram a trocar experiências. Depois de muito papo, os dois arriscaram a primeira operação, que levou dez horas. Abriram a tampa preta do aparelho, tiraram os parafusos e com uma lupa e duas agulhas começaram a intervenção. “Tivemos que adaptar o método Holtz. Teve muita gente que explodiu o celular ”, conta MacMasi, que estudava Ciência da Computação e se encarrega da parte mais mecânica do desbloqueio. Ex-estudante de Meteorologia, Stool é o entendido em software. “Aos oito anos, era só minha mãe sair de casa que eu desmontava o computador”, diz Stool.

A dupla colocou no YouTube o vídeo com o iPhone funcionando com o chip de uma operadora nacional. Os clientes se multiplicaram. Em média, são cinco clientes por dia. Em duas semanas, MacMasi trocou seu Corsa velho pelo novo Punto de teto solar transparente. Os dois foram chamados para trabalhar na incubação de softwares numa empresa de sites. Chefiam hoje uma equipe que ocupa o andar inteiro de um prédio nos Jardins, bairro nobre da zona sul.

Outros hackers começaram a fazer a mesma coisa. “Na Santa Ifigênia (no centro), vende software de desbloqueio do iPhone por R$ 20”, diz Mrl, ex-hacker, de 35 anos, que conseguiu desbloquear o próprio aparelho. “Mas não é seguro e pode acabar com o celular.”

A dupla de garotos prodígios pode ter problemas com a Justiça, caso a Apple resolva reclamar. Segundo a Lei 9.609, de 1998, alterar um software e cobrar por isso é crime. MacMasi e Stool também podem dar sorte e serem chamados para trabalhar na empresa, como ocorre com muitos hackers nos Estados Unidos.

Achei pelo Orkut este outro vídeo no YouTube, do usuário Phonelabs, que também vende o serviço do desbloqueio, habilitando não oficialmente o aparelho no Brasil. Fazendo uma busca por iPhone no Mercado Livre também aparecem dezenas de itens para a venda.


Post publicado originalmente no Blog Colmeia.tv

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19.9.07

Hermano Vianna na revista Trip

O antropólogo Hermano Vianna foi destaque na edição de julho da Revista Trip. Estudioso da cultura popular, desde o surgimento da internet acompanha os efeitos e influências da tecnologia nas artes das periferias.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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24.8.07

Modificações Brasileiras de Games

Matéria no começo do mês aqui no Yahoo! Tecnologia - Winning Eleven com Jeitinho Brasileiro - contou um pouco sobre uma versão modificada, não oficial, do game simulador de futebol famoso por sua jogabilidade e fidelidade na reprodução dos movimentos do esporte real. O processo para localizar o jogo da Konami, criando "patches" com imagens de camisetas, características e rostos de jogadores, sons de torcida, narração em português, etc, inclui até 12 pessoas e pode durar 2 meses para ficar pronto.

Segundo a reportagem, o grupo que se articula pela internet, auto-denominado Brazukas, é liderado por Divx, apelido de Erivan José de 32 anos. O time de voluntários nasceu em 2002 a partir de membros dos grupos W11 e Wenomine e tem as versões 2007 da Brazilian Championship League para PlayStation 2 e PC disponíveis para download ainda prometem uma versão para Xbox 360 em breve.

Lembro que outro game popular, o Counter Strike, tambem teve uma modificação brasileira famosa. Incluia no jogo de guerra entre soldados e terroristas, um cenário inspirado nas favelas cariocas, com vielas, barracos e botecos com som de funk e vistas deslumbrantes do mar e do corcovado a partir dos morros.

Para se ter uma ideia da complexidade do trabalho, no Winning Eleven só os arquivos da narração tem cerca de 3.500 falas, todas relacionadas a eventos especificos no jogo. Alem disso, o som de torcidas as vezes precisam ser gravadas ao vivo, por colaboradores remotos.

Originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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3.8.07

Wiki na laje

pés

No fim de junho o autor do livro Wikinomics, Don Tappscot, esteve no Brasil para lançar a tradução de sua obra e abrir o IT Conference. O site IT Web, ligado à empresa que promoveu a visita, publicou um resumo da palestra de Tappscot: Para sobreviver, empresas precisam compartilhar. O autor defende que o modelo colaborativo, aberto e descentralizado, representado pelo sucesso da Wikipédia, possa ser aplicado em outros modelos de negócios.

Aproveitando a repercussão, um grupo de empreendedores de diversas áreas adotaram a filosofia ao ocuparam coletivamente o último andar da Galeria Ouro Fino, famosa em São Paulo como local de moda alternativa. Batizada de Laje, o grupo reuniu lojas e escritórios de design, moda, arquitetura, vídeo, galeria de arte e internet. Matéria no portal Veja SP contou que a Laje fashion chegou a ter mal entendidos no início e lista os 11 novos inquilinos do lugar, o Estadão revelou também que o projeto surgiu por acaso.

Aqui no Yahoo! Tecnologia, um tutorial sobre wikis produtivos explica a ferramenta e comenta algumas aplicações. Eu mesmo, que experimentei a Wikipédia logo que começou a versão em português, cheguei a anunciar o vencedor da última eleição para administrador e dei meus palpites sobre o assunto em entrevistas para a Revista Época e para o programa Olhar Digital sobre wikipedistas :-)

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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10.5.07

Comida com web 2.0

Mês passado entrou no ar o site O Meu Cardápio, com a proposta de reunir uma comunidade online em volta de temas como gastronomia, bares e restaurantes. Por misturar um pouco do Digg (em inglês), site americano de recomendação de links, e gentenomia (classificação de categorias pelos próprios usuários), foi chamado pelo Michel Lent, vizinho aqui no Yahoo! Tecnologia, de gastronomia 2.0 em seu blog Viu Isso. Como não podia faltar, o site também tem um blog.

Pouco tempo antes, a Veja SP tinha colocado em versão beta o site Dica SP, serviço muito parecido que apesar de abranger "lugares" da cidade, de forma ampla, acabou reunindo avaliações de restaurantes e bares em sua maioria. A iniciativa da Abril tem muitas funcionalidades de redes sociais, algo bastante web 2.0 também :-)

Quem preferir cozinhar e comer em casa também encontra muita inspiração na web, o pioneiro site de receitas Cybercook (que existe desde 1997) recentemente incluiu a seção Cooknautas, que também funciona como uma comunidade dos usuários. Para quem domina o inglês, vale provar ainda o Yahoo! Food - receitas e dicas de restaurantes - e o Open Source Food, inspirado no espírito de compartilhamento sem preocupações com direitos autorais que existe no movimento do software livre. Bom apetite!

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia

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