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19.7.11

Comercial da época do preconceito contra homem com mais de 40



Ontem assistindo ao programa Roda Viva na TV Cultura, com a entrevista do publicitário Washington Olivetto, desde abril de 2010 chairman da W/McCann, ele citou o primeiro comercial brasileiro que ganhou Leão de Ouro no Festival de Publicidade de Cannes de sua autoria. Premiado em 1975, quando tinha 19 anos e trabalhava na DPZ, falava do preconceito existente na época quando os empregadores consideravam o homem com mais de 40 anos velho e excluídos das entrevistas e processos de seleção.

Fiz a transcrição do roteiro do comercial que está publicado no canal WBrasilOnline no YouTube, segue abaixo:

Na tela vão aparecendo em sequencia, fotos de personalidades como Winston Churchill, Albert Einstein, o Papa, Ernesto Geisel, Charles De Gaule, Mahatma Gandhi, Nikita Kruschev, Jorge Amado, Pablo Picasso, Louis Armstrong, Frank Sinatra e vários outros que não reconheci.

Narrador:

Você já ouviu falar que um homem depois dos 40 anos fica ultrapassado, sem chance de se realizar profissionalmente se não tiver atingido o ponto máximo de sua carreira até essa idade. Pois bem, pode ser surpreendente, mas é assim que muita gente pensa.

Você não acredita, então responda, por que os anúncios classificados de certas empresas levam aquela frase com o preconceito em negrito: idade máxima 40 anos. Essas empresas julgam os homens com mais de quarenta anos velhos demais para conseguirem sucesso profissional. E acham normal que eles comemorem o dia do trabalho numa fila de desempregados.

Mas isso tem que acabar. Nenhum país pode se dar ao luxo de desperdiçar o potencial de seus homens mais experientes. Empregador, tire dos anúncios classificados de sua empresa a frase com o preconceito em negrito - idade máxima, 40 anos - e procure descobrir o talento e a vontade de trabalhar que podem estar escondidos dentro de uma cabeça coberta de cabelos brancos.

Lembre-se que todos os homens que você viu aqui fizeram sucesso bem depois dos 40.

Assinatura: Conselho Nacional de Propaganda.

A ficha técnica do comercial, segundo o post Nosso primeiro leão de ouro publicado com os créditos para Nelson Cadena no blog Almanaque da Comunicação, seria essa: criação de Francesc Petit, Washington Olivetto, producão gráfica de Ronald Persichetti, fotografia Roberto Mateo, locução de Ferreira Martins e direção de Andrés Bukowinski (ABA Filmes).

Pelo video dá pra imaginar um tempo bem diferente dos dias de hoje, esta faixa de idade sendo vista com muitas limitações, além até do mercado de trabalho, onde a própria aparência e capacidade física e de saúde deveriam ser outras. O filme nem cita mas o papel da mulher no mercado de trabalho também deveria ter dificuldades e preconceitos explícitos nos classificados de empregos nos jornais.

Pra finalizar, a sinopse do programa Roda Viva cita o livro autobiográfico O que a vida me ensinou, escrito por Washington Olivetto e que traz na capa a frase "prestígio é melhor do que sucesso".


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9.12.08

Entrevistas na cama com blogueiras, sobre rodas



Para divulgar o lançamento de Clean & Clear Morning Energy a agência Santa Clara criou e a Espalhe operacionalizou a ação com meninas de pijamas, sobre camas com rodas, circulando próximo a escolas e colégios em várias cidades do Brasil. Este video da cama na rua em São Paulo foi publicado no YouTube, ao lado de outros, como a entrevista acima com as blogueiras Thaís do blog Thaisaux e Mari do Porcelain Lady com a Evelyn, da websérie Mina e Lisa.

Leia mais no Blog de Guerrilha: Camas andando na rua para Clean&Clear


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3.5.08

Campanha Desligue a TV

Aconteceu na semana de 21 a 27 de abril a campanha Desligue a TV, defendendo o lema "Revele seu talento criando sua própria programação de TV". O Yahoo! Tecnologia publicou dia 23/04/2008 entrevista com Maria Helena Masquetti, uma das organizadoras do evento. Segue copy paste:
O que tem de bom hoje na TV? Nada
Por Lucas Pretti

São Paulo, 23 (AE) - Corra para os jornais, pergunte para os vizinhos ou até se exponha na internet. Mas nada de televisão. Uma campanha iniciada hoje propõe o radicalismo contra o que chama de "consumismo desenfreado" provocado pela telinha. A proposta do "Desligue a TV" (www.desligueatv.com.br) é que os brasileiros fiquem sem pegar no controle remoto até domingo, dia 27. Você agüenta? A ex-publicitária e psicóloga Maria Helena Masquetti, uma das organizadoras, tentou explicar essa história.

Esta é a última semana para declarar o Imposto de Renda. De acordo com a campanha, não posso buscar informação na TV. O que fazer se for minha única opção?

Maria Helena - Pode ligar o rádio, procurar um jornal, há mil formas. A informação via TV não é necessariamente a mais completa e sim a mais atraente, com o intuito de lucrar com publicidade. O fato de pensar alternativas já atinge o objetivo da campanha, que é desenvolver uma massa crítica para questionar a presença da TV no dia-a-dia.

Generalizar não é sempre um erro? Não há nada de bom hoje na TV?

Maria Helena - Diria que nada; está muito difícil achar alguma coisa de bom. O que está acontecendo de errado não é apenas o conteúdo, mas o uso que se tem feito da TV, tanto pela comunicação mercadológica quanto por quem assiste. Nós fazemos um convite à reflexão: por que vivemos em função da televisão?

Precisa ser tão radical?

Maria Helena - O movimento tem essa marca da palavra "desligue", mas a idéia é "desligue a TV para pensar como usá-la". Ela já dominou muito a capacidade de decisão da pessoa. Em um namoro, às vezes não se propõe um "tempo"? É a mesma coisa. Depois pode ligar de novo, mas com perguntas, questionando. Principalmente no caso de crianças, que têm nos pais o exemplo de pessoas prostradas em frente à televisão.

Então como deve ser a educação na prática? A criança pede para ver o mesmo desenho do amigo na escola e o pai deve dizer o quê?

Maria Helena - É mais do que isso. Os pais precisam atuar efetivamente e não ceder ao convencimento da criança. Não é a criança que sabe o que é melhor para ela. O que importa é a atitude, o filho perceber que o pai determina o que é melhor. A própria mídia é culpada por essa mensagem de "todo mundo tem" que a criança usa como argumento. Crianças precisam de experiências reais, sensoriais.

A internet pode ser tão ou mais "perigosa" que a televisão. Mas internet não é "proibida". Por quê?

Maria Helena - Dos males o menor. Precisamos começar por algum ponto. Quem já tem iniciativa de desligar a TV para assistir a um DVD ou ligar a internet, já conseguiu passar de uma posição passiva para uma ativa. Já é um movimento. A partir da primeira decisão, vêm outras, que podem incluir a reflexão sobre a internet.

Você é publicitária. Quer dizer que conhece o "outro lado" da mídia?

Maria Helena - Fiz muita publicidade! Virei psicóloga para me redimir um pouquinho (risos).

Você tem TV? Assiste a quê?

Maria Helena - Uma só, grandinha, na sala; não devemos ter televisão nos quartos. Sobre a programação, eu presto atenção em filmes (mas odeio comerciais), algumas entrevistas e notícias.



Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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7.12.07

Free Beer, cerveja open source e copyleft

free beer from Germania Sao Paulo

Acontece até dia 22 de dezembro na Galeria Vermelho em São Paulo a exposição com a Free Beer, cerveja inspirada no movimento do software livre. Nota no site Folha Online reproduzida no Crative Commons Brasil conta detalhes do projeto do coletivo de artistas dinamarqueses:

Superflex Lança Cerveja "Pública"
Por Fabio Cypriano, 29/11/2007

Uma nova marca de cerveja é lançada, hoje, na galeria Vermelho: a Free Beer. Entretanto, ao contrário das marcas tradicionais, que tratam como segredo de Estado a receita de suas bebidas, no próprio rótulo da Free Beer está estampada sua receita.

A Free Beer é a nova ação do coletivo dinamarquês Superflex, composto por Bjornstjerne Reuter Christiansen, Jakob Fenger e Rasmus Nielsen. No ano passado, o grupo trouxe polêmica à 27ª Bienal de São Paulo com o Guaraná Power, censurado pela presidência da instituição, que afirmou que não se tratava de uma obra de arte. Apesar do veto, o Guaraná Power, feito em colaboração com a Cooperativa de Agricultores da Região de Maués, na Amazônia, chegou a ser distribuído em museus e na própria Vermelho, durante a Bienal.

"Agora estamos propondo uma marca aberta e, nesse sentido, sugerimos um novo modelo econômico, que permite a qualquer um produzir e distribuir cerveja, a partir de uma receita que é pública, além de criar consumidores não obedientes, como gosta o mercado", conta Fenger.

Free software

A Free Beer surgiu em 2004, numa parceria com estudantes da Universidade de Copenhague. "Buscamos transferir os princípios do software livre para algo físico, e a cerveja se tornou um bom exemplo", conta Nielsen. "Por isso, a Free Beer tem sido comparada ao Linux [sistema operacional gratuito] e à Wikipedia", diz o artista.
Quem quiser produzir e comercializar a Free Beer pode baixar do site
www.freebeer.org a logomarca da cerveja, de forma gratuita. "Já há Free Beer sendo produzida na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Dinamarca e até na República Tcheca", afirma Fenger.

No Brasil, a Free Beer está sendo produzida pela Cervejaria Germânia, que irá comercializar a bebida durante a exposição a partir da versão 3.4, desenvolvida pela empresa.

"A única coisa que pedimos é que cada nova versão seja também tornada pública no site do Creative Commons", diz Christiansen.

Na Vermelho, o Superflex apresenta o "Free Beer Kit", uma mesa com todos os ingredientes e instrumentos necessários para a produção da cerveja, o que será utilizado, aliás, no workshop "O Mundo da Cerveja", com os especialistas Cilene Saorin e Arnaldo Ribeiro, no próximo dia 15 de dezembro, às 14 h.

O grupo exibe também nove máquinas "Counter-Game Strategies" (estratégias de contra-jogos), típicos brinquedos de quermesse, como jogo de argolas ou rodas giratórias, que, contudo, abordam de forma irônica o universo dos direitos autorais e da pirataria.

"Mark Getty afirma que "a propriedade intelectual é o petróleo do século 21'", conta Christiansen, "portanto, estamos tratando de um tema muito sério. Afinal, quantas guerras não foram realizadas por conta do petróleo?".

No próximo sábado, às 16h, Ronaldo Lemos, diretor do Creative Commons no Brasil, irá participar de um debate com os membros do Superflex, na Vermelho, e logo após será realizada uma gincana intitulada "Free Beer Pub Quiz", na qual participantes receberão prêmios ao responderem questões sobre propriedade intelectual e direitos autorais.

FREE BEER
Quando:
abertura 28/11, às 20h; de ter. a sex., das 10 às 19h, sáb., das 11 às 17h. Até 22/12
Onde: galeria Vermelho (r. Minas Gerais, 350, tel. 3257-2033)
Quanto: entrada franca

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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23.11.07

Anônimos subversivos por Cazé Peçanha

"A internet pode fazer a diferença. Os anônimos podem causar um grande impacto na sociedade. É essa a subversão."
Cazé Peçanha, VJ da MTV e sócio da Gafanhoto, em entrevista publicada aqui no Yahoo! Tecnologia: Quanto mais Subversivo, Melhor.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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24.10.07

28.9.07

Não existe almoço grátis?

Almoço grátis?

"Sabe aquela história de que não existe almoço grátis? Mudou tudo, a economia agora está cheia de coisas de graça."
Alvin Toffler, futurólogo americano, em entrevista à Pedro Doria publicada aqui no Yahoo! Tecnologia em Alvin Tofler fala das mudanças na economia tradicional. Abaixo, segue o texto:
"Sabe aquela história de que não há almoço grátis?", pergunta Alvin Toffler. "Mudou tudo, a economia está cheia de coisas de graça", ele diz. Aos 78 anos, o primeiro futurista do mundo está cansado. Chegou a São Paulo faz um dia (1º de agosto) e torna à casa, em Los Angeles, nesta noite (dia 2). "Minha mulher não pôde vir, quero voltar logo." Toffler sorri. "Sinto saudades." O cansaço é acusado pela postura relaxada na cadeira, quase jogado, pelas pálpebras que caem com insistência, por uma pequena veia que estourou no olho direito.

Mas aí o velho professor lembra do que falava. Ganha ritmo, se empolga com suas idéias mais recentes. Quer se fazer compreender. "Se você vai a um caixa automático e saca dinheiro, um serviço é prestado e ninguém recebe por ele." Antes, todo serviço exigia um empregado para fazê-lo. Mas quem mede a pressão com um aparelhinho, em casa, não paga a visita do médico. Software livre, fotos digitais que não carecem de revelação, há uma miríade de funções que não geram mais pagamentos. No entanto, geram valor: o dinheiro na mão, a tranqüilidade de que a pressão vai bem ou a foto da filha soprando a vela de aniversário.

Dentre seus muitos livros, dois são clássicos, best-sellers desde o momento em que chegaram às livrarias. O Choque do Futuro, de 1970, e A Terceira Onda, de 1980. No primeiro, ele observava o medo que as pessoas têm do mundo em mudança. O futuro choca. Toffler previu que a sobrecarga de informação seria causa de stress e cunhou uma penca de neologismos. Um deles, "tecno rebeldes", trouxe o sufixo "tecno", de tecnologia, para o nosso dia-a-dia.

No final dos anos 1960, não existia o ramo acadêmico que hoje chamamos de futurismo. O que havia - e causava profundo fascínio - eram as idéias do professor canadense de literatura medieval Marshall McLuhan. Na era em que a televisão representava o máximo da inovação tecnológica, McLuhan sugeria que o texto não-interativo - jornal, carta, livro - estava deixando de ser o principal meio pelo qual as pessoas se informavam. No mundo do texto, as pessoas se distanciam. No audiovisual, interativo, aconteceria uma reaproximação. Como na velha tribo da cultura oral, o planeta todo se transformaria numa grande "aldeia global". E aconteceu. Na esteira de McLuhan, veio Toffler.

Em 1980, ele sugeriu que nossa história poderia ser contada em três grandes ondas. A primeira, agrícola; a segunda, industrial. "Quando você depende de uma linha de montagem, que é a idéia da indústria", ele sugere, "a pontualidade é muito importante". O mundo industrial inventou o relógio de pulso. Todos precisavam estar sincronizados. No campo, se o sujeito chega às 7 horas para plantar, ou se chega às 8 horas, faz pouca diferença. Na linha de montagem, em que um aperta o parafuso que o anterior encaixou, precisam todos estar ao mesmo tempo no mesmo local. "Hoje, mais que o horário de 9 às 5, o importante é a produtividade." Estamos vivendo a transição para a terceira onda.

Toffler sentiu o choque do futuro na pele. Para o jovem nova-iorquino que foi estudar literatura no final dos anos 1940, os sonhos e aspirações eram tais que não fazem mais sentido, hoje. Ser popstar era ser escritor. O novo Hemingway, o novo Steinbeck. E, assim como John Steinbeck foi trabalhar nas vinhas da Califórnia para se inspirar, Alvin e a jovem estudante de lingüística por quem se apaixonou, Heidi, foram ser operários. Se sindicalizaram.

Estão casados há quase 60 anos. Morreu-lhes uma filha, Karen, em 2000. E, quando conta isso, o rosto de Alvin empalidece um pouco, a voz desce um ou dois tons - há um momento de branco, como se perdesse o rumo do qual falava. Como se ficasse pasmo por um segundo. Surpreso. Quer outro assunto.

Não foram operários por muito tempo, Alvin e Heidi. No sindicato, começaram a editar um jornal e, quando a direção achou que era importante ter um repórter cobrindo questões trabalhistas na capital, lá se mudaram os Tofflers para Washington.

O grande romance americano jamais veio enquanto o casal ganhava a vida. Alvin, de repórter de jornal sindical, foi para um jornal tradicional. Deste segundo jornal, para a revista Fortune, como repórter de questões trabalhistas, e, ainda na Fortune, assumiu a cobertura de negócios e empresas. "A essas alturas, nos anos 1960, não sei se ainda éramos de esquerda."

Casaram-se quando ele tinha 20 e ela, 19. Em algum momento numa vida tão intensa e tão junta, Alvin deixou de usar a primeira pessoa do singular. Fala de "nós", confunde-se com Heidi. "Nossas idéias", ele diz. "O que imaginamos", continua. "Não sei se éramos mais de esquerda." Protestaram contra a guerra do Vietnã, enquanto serviam de consultores para a IBM, então para a Xerox, daí para a AT&T. "Passamos a pensar independentemente da política."

No novo trabalho, travaram contato antes de quase todo o resto do mundo com as tecnologias que confirmariam a revolução imaginada por McLuhan. Seu serviço para tais empresas: imaginar como deveriam se posicionar para continuar bem no futuro. Imaginar o futuro.

A praxe dos empresários era rejeitar suas idéias. À AT&T, para quem sugeriram a divisão da companhia em duas, uma de desenvolvimento de tecnologia, outra de serviços de telecomunicações, os Tofflers não faziam sentido. A empresa acabou dividida, por imposição da Justiça, uma década depois. O Choque do Futuro, primeiro livro de Alvin, editado por Heidi, explorava esta rejeição do futuro. Confortável, naqueles princípios de década de 1970, é quando o mundo não muda. Só que o mundo estava mudando por toda parte.

Após o lançamento do livro, os Tofflers ficaram conhecidos nacionalmente e foram convidados pelo Congresso dos EUA a criar um comitê de estudos do futuro. Foi quando fizeram amizade com dois jovens deputados. Um, Al Gore, viria a ser vice-presidente - e quase presidente. O outro, Newt Gingrich, foi presidente da Câmara e o principal nome da oposição ao governo Bill Clinton. Em comum, ambos tinham o respeito pelas idéias de Toffler.

Mentor chinês

A Terceira Onda o lançou internacionalmente. Inicialmente proibido na China, foi digerido pelo Comitê Central do Partido Comunista e liberado. Ponham-se numa planilha todos os livros vendidos na década de 1980 no País do Centro e o do professor só perde para as obras reunidas de Deng Xiaoping. "Mas não ganhei um tostão, eles nunca ligaram muito para essa coisa de direitos autorais", diz e ri. Ganhou outra coisa, até mais valiosa quando se está no ramo de adivinhar o futuro: prestígio. Toffler foi consultor de Zhao Ziyang, secretário geral do Partido que abriu a China.

Mikhail Gorbachev, da URSS, os presidentes Mahathir bin Mohamad, da Malásia, Abdul Kalam, da Índia, Kim Dae Jung, da Coréia do Sul - a lista se estende. "Vocês têm de ser ousados como Toffler, temos de transformar este país", disse certa vez Hugo Chávez a seus assessores. "Mas as mudanças que ele imaginava eram um pouco diferentes das minhas", retruca o velho professor. Está cansado, quer pegar seu avião, mas o bom humor se mantém.

"Há uma nova riqueza se criando e ela não se conta em dinheiro. Quando riqueza se contava em terra, ela era limitada. Só dá para plantar uma coisa por vez. Na era da informação, todos podemos usar o mesmo conhecimento ao mesmo tempo. Os economistas ainda não descobriram como contar estes valores produzidos de graça. Mas é o que está mudando tudo." As informações são do O Estado de S. Paulo/Link

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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30.8.07

O começo do BlogBlogs



Video com Manoel Lemos no Blogcamp 2007 comentando sobre o início do BlogBlogs, q pelo q entendi começou apenas como um experimento para ele treinar novas linguagens de programação. Os primeiros blogueiros gostaram da idéia, entre eles o Edney, que mandou algumas dicas.

Post publicado originalmente no Blog Colmeia.tv

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18.8.07

Opinião sobre a TV Digital brasileira

"A TV digital brasileira pode surpreender até os mais otimistas."
Eugênio Staub, presidente da Gradiente, em entrevista ao colunista Ethevaldo Siqueira do jornal O Estado de São Paulo (para assinantes).

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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6.7.07

A maior companhia de bioenergia do mundo?

"Somos a maior companhia de bioenergia do mundo".
John Rice vice-presidente da empresa americana Archer Daniels Midland Company (ADM), que produz álcool de milho, em entrevista ao Portal Exame.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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3.7.07

Porteiro Zé

Matéria aqui no Yahoo! Tecnologia conta os bastidores da criação do famoso Porteiro Zé, animação que estreou na web em 2003 e repercutiu bastante desde então. Na reportagem Humor na internet não dá dinheiro os ex- colegas de colégio, André Leal, André Bernardes, João Paulo Caruso, Daniel Mantovani e Ricardo Ramos contam que tiram hoje seu sustento do personagem. Mas não por causa da web :-)

Abaixo trechos da reportagem:
Eles começaram na internet. Mas tiveram de "abandoná-la". Criadores do famoso Porteiro Zé, o atrapalhado velhinho que trabalha em uma guarita e estreou na web em 2003, os antigos colegas de colégio André Leal, André Bernardes, João Paulo Caruso, Daniel Mantovani e Ricardo Ramos tiram hoje seu sustento do personagem. Mas longe da rede mundial.

Depois de espalhar vídeos de humor pelo site www.porteiroze.com antes mesmo de surgirem páginas como o YouTube, os rapazes querem agora é saber de colocar o porteiro em televisão, rádio, celular, camisetas, bonés, cintos e até em revistas de passatempo, como Sudoku.

E a internet, onde fica? "Ela abriu espaço para a gente aparecer. Mas não dá para ganhar dinheiro com humor na web", diz o ator André Leal, que faz imitações. "Não há patrocinadores, interesse de grandes provedores em investir... Mas vimos que o Porteiro Zé poderia virar o nosso ganha-pão. E virou. Só que tivemos que achar outras formas de usar o personagem."

Isso inclui campanhas institucionais para empresas, programa na rádio 89FM e vídeos em atrações da Globo, SBT e MTV. A última deles pode ser vista às quintas, no programa A Praça é Nossa, do SBT, no qual uma animação digital do porteiro interage com o apresentador Carlos Alberto de Nóbrega.

Criar um personagem virtual que trabalha em uma guarita foi uma história que começou há cerca de quatro anos. Na faixa dos 32 anos, os criadores do porteiro se conhecem desde o colégio. Todos estudavam no bairro de Pinheiros. Os dois Andrés, Leal e Bernardes eram da galera do fundão e sempre curtiram fazer imitações.

Foi quando, em 2003, em uma reunião na casa do ilustrador Ricardo Ramos, a trupe resolveu fazer brincadeiras no micro. "Fizemos várias animações, inclusive do porteiro", diz Ramos. "Já brincávamos com a idéia do porteiro atrapalhado, que não passa recados direito. Nos inspiramos em casos reais", diz Leal.

As animações foram colocadas em um site pessoal. "Não esperávamos que fosse fazer sucesso. Mas, na primeira semana, foram 500 acessos. Na segunda, mil. Em dois meses, tínhamos 150 mil", conta Leal. Foi aí que eles resolveram levar o negócio a sério. Dos cinco, apenas um não largou o emprego. "Mas consigo conciliar as duas coisas", garante o imitador João Caruso, também publicitário. "O Porteiro Zé virou o nosso sustento", diz Leal.

"No início, o site tornou o personagem famoso", diz Caruso. "Quem curtia indicava aos amigos por e-mail." Mas a web não deu grana. Hoje, o site é um portfólio, onde está o que já foi produzido para a TV e o rádio. Nada é inédito e não há atualização constante.

"Ainda queremos voltar para a web", diz Ramos. "O vídeo virtual se torna cada vez mais popular. No futuro, teremos mais condições de nos manter na rede. A web será a TV do futuro."

(...)

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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12.6.07

Maria Fernanda Teixeira do ICT Group

Maria Fernanda Teixeira, presidente para a América Latina do ICT Group desde março deste ano, teve entrevista publicada dia 16/4 no jornal Gazeta Mercantil onde fala um pouco de sua carreira. A matéria conta que Maria Fernanda começou a trabalhar na área de informática aos 16 anos, formou-se em administração e no início trabalhou na GM, como gerente de tecnologia. Em seguida ingressou na EDS, onde permaneceu por 20 anos chegando a vice-presidente para a América Latina. Nesse período morou em diversos países, ficando mais tempo no México, país de cultura reconhecidamente machista. Segundo ela:
"Um erro é ter um staff muito parecido com você. É um equívoco o executivo escolher profissionais com a mesma visão, apesar disso ser muito comum e parecer confortável".
Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia

Ted Nelson no Roda Viva

Ted Nelson, guru da internet a quem se atribui a criação dos termos hipertexto e hipermidia foi entrevistado no programa Roda Viva que foi ao ar nesta segunda-feira na TV Cultura. Sérgio Lima assitiu ao programa e comentou em seu blog no post Ted Nelson no Roda Viva.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia

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8.6.07

Laércio Cosentino, fundador da Totvs (ex-Microsiga)

Laércio Cosentino, fundador e presidente da Totvs, teve sua entrevista publicada aqui no Yahoo! Tecnologia meses atrás. Trabalhando com processamento de dados desde 1978 e formado em engenharia pela Poli USP. Laércio conta como em 20 anos, fundou a Microsiga que adquirindo a Logocenter e RM Sistemas deu origem a companhia que hoje comanda.

Originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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17.5.07

Carlos Gora da Locaweb

Carlos Gora, diretor de marketing da Locaweb, foi entevistado por Manoel Fernandes em sua coluna aqui no Yahoo! Tecnologia. Com o título Supermercado Digital, o texto traz números e estatísticas de um dos maiores provedores de hospedagem do país, revela também planos da empresa na área de games e mobile.


Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia

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Rosana Herman no iG - Sala de TV

Rosana Hermann, blogueira de longa data no Querido Leitor e desde o ano passado no blog Skype Brasil, inaugurou semanas atrás a Sala de TV, sua nova coluna no canal Babado do iG.

Anteriormente, na nota Carro de Tiozão. Ou não?, já tinha citado sua perspicácia, mas mês passado o Blogue Isso foi além, sua entrevista com Rosana Hermann, apesar de não ter sido feita via voip, como estava planejado, revela um pouco da trajetória de sucesso da autora.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia

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24.4.07

Tiago Doria no Blogcitário, Cida Soares na Neoris

Cida Soares é a nova diretora de consultoria da Neoris. Desde março na nova empresa, segundo o site Joblog, Cida passou antes pela SAP, IBM e GSI, totalizando 20 anos de experiência profissional.

Mês passado, Tiago Dória, blogueiro, jornalista e webdesigner, foi entrevistado pelo Caio do Blogcitário. Acostumado a entrevistar personalidades da internet brasileira, desta vez ele troca de lado e responde perguntas sobre publicidade, jornalismo e blogs.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia


10.4.07

Entrevistas com Rafael Slonik

Rafael Slonik, foi entrevistado pelo Blogue Isso, no podcast publicado no dia 19 de março ele polemiza provando como seu estilo atrai cerca de 13 mil leitores por dia para seus blogs. Meses antes, em entrevista para o blog Papo de Homem, Rafael já tinha contado um pouco de sua rotina como problogger, que o fez alcançar uma receita considerável para quem ainda tem 18 anos de idade.

Segue copy paste da entrevista no Papo de Homem:

Rafael Slonik, 18 anos, R$ 4 mil por mês, parte I

PapodeHomem: Qual sua idade, cidade natal e formação?

Rafael: Primeiramente olá a todos, senhoras, senhores, e aquele pessoal agachado alí no canto. Tenho 18 anos, sou de Ponta Grossa no Paraná (contenha a piada), e atualmente estudo Gestão da Informação, 3º período, na UFPR. Já que estudo em Curitiba é óbvio que moro por lá, mas geralmente só no período de aulas.

PapodeHomem: Como surgiu o blog Novo-Mundo?

Rafael: Surgiu da necessidade de mostrar aos amigos o que eu encontrava na internet. Depois de um tempo a coisa ganhou vida. Ainda lembro que convidei diversos amigos para fazerem parte do blog. Todos se recusaram. Gostaria de saber o que eles pensam agora.

PapodeHomem: Tecnologia se tornou pop. Todo mundo conversa, lê e alguns até arriscam escrever sobre o assunto. No entanto, a tecnologia afeta nossas vidas de muitas maneiras. Em muitos casos, para pior, ao fazer com que as pessoas se fechem em vícios como MSN, email, SMS e Orkut. O Felipe do blog WorkAround fez um ótimo texto sobre isso. Qual sua visão, como alguém na linha de frente de produção e assimilação de conteúdo, à respeito dos efeitos da tecnologia em nossas vidas?

Rafael: Gosto de pensar nas coisas em sentido literal. Sendo assim, a tecnologia está em todo o lugar. Até uma simples cadeira é um produto da tecnologia. Não temos como fugir.
Acredito que as coisas se ajustam naturalmente. Alguns vão morrendo (literalmente) no caminho e o resto se ajusta. A Seleção Natural é implacável.
Para mim o segredo sempre foi o equilíbrio. Que para ser sincero eu não pratico, mesmo sabendo que é essencial para uma boa qualidade de vida.

PapodeHomem: Como ProBlogger, sua rotina é sua própria responsabilidade, não precisa prestar contas a ninguém. Quanto tempo investe diariamente e qual método de trabalho usa? Você se considera um cara organizado e disciplinado?

Rafael: Depende. Sou de lua, como dizem. No começo deste ano passei alguns dias na praia. Deixei postagens programadas e checava os ganhos diretamente da areia via celular ;). Fui bem organizado nessa situação.
Entretanto meu dia-a-dia é geralmente desorganizado. Pretendo dar um jeito nisso durante este ano, até porque a faculdade vai começar a apertar. Um passo importante já foi dado: impor limite no horário. Meia-noite é sinal que o computador precisa ser desligado. Outro ponto que preciso ajustar é o método de trabalho para não perder muito tempo no que não rende.
Horário: 8h às 12h – 14h às 18h – hora extra (19h – 23h) de vez em quando. Mas nada tão fixo. Tem dias que dá vontade de sair a qualquer horário do dia ou da noite, e isso é possível.

PapodeHomem: Qual o perfil(sexo, idade, localização, renda, interesses…) do leitor do Novo-Mundo?

Rafael: Comecei com essa coisa de ter leitores há pouquíssimo tempo. Ainda estou me adaptando.
O que posso dizer com certeza é que 70% são os famosos paraquedistas enquanto o resto, ou seja, os outros 30% que restaram que não estavam nos 70% anteriores são de leitores. Costumo chamá-los de “leitores fiéis” (com acento).
Um fato que acho bem curioso: grande parte dos comentaristas são funcionários públicos. Identificados pelo endereço IP que traz o host da máquina, .gov aparece com frequência.

PapodeHomem: Você reinveste no blog a grana proveniente dele? Considere na questão gastos indiretos, como compra de revistas e livros para se manter atualizado.

Rafael: Levando em conta que quase tudo o que escrevo sai do meu próprio “célebro”, sim, gasto uma boa grana. Geralmente livros, cheetos e refrigerantes da Antártica. Cheetos e refrigerante são combustíveis essenciais para o pleno funcionamento do meu “célebro”.
Esse ano pretendo investir 2 dinheiros para produzir algumas matérias “diferentes” para o blog. Não tenho a mínima idéia se isso vai ou não dar certo.

PapodeHomem: Quais são seus outros projetos além do Novo-Mundo?

Tenho outros três blogs:
- Blog Verde ( blogverde.com). Lá escrevo sobre técnicas capitalistas para os blogs que querem ganhar uma grana.
- InformarE (novo-mundo.org/informare). Criado por causa do meu curso da faculdade. Nele pretendo escrever coisas sérias sobre o que estou estudando.
- Arteblog ( arteblog.net). Esse foi meu primeiro blog criado com o intuito de gerar dinheiro. Tem duas frentes de monetização facilmente percebidas. É um blog de nicho que se demonstra muito promissor.

PapodeHomem: Recentemente, você divulgou um lucro superior a R$4 mil relativo ao mês de Janeiro de 2007. Conquistou sua independência financeira, um belo feito. Como você gasta o dinheiro ganho pelo blog? Qual o melhor “presente” que você já se deu com a grana de ProBlogger?

Rafael: Esse ano vou começar a bancar 100% dos meus gastos indo morar sozinho em Curitiba. Por enquanto estou guardando o dinheiro para garantir minha estadia durante o ano. O melhor presente está programado para o segundo semestre, você já deve imaginar que é um carango.

PapodeHomem: Já havia trabalhado antes em alguma outra atividade?

Rafael: Sim. Desde os 14 eu trabalhava com meu pai e fazia umas páginas para internet.

PapodeHomem: ProBlogger não seria apenas um eufemismo pós-moderno para a profissão de Escritor? Afinal, ambos vivem de escrever e publicar seus trabalhos.

Rafael: Você está completamente … certo. Essa coisa de ProBlogger é mais para impressionar as garotas. Pretendo publicar alguns livros no futuro.



Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia


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29.3.07

Números do MSN Messenger no Brasil

"O Brasil tem mais de 20 milhões de contas de Hotmail e, se não me engano, 35 milhões de contas de MSN Messenger."
Steven Sinofsky, vice-presidente senior da Microsoft mundial, em entrevista publicada aqui no Yahoo! Tecnologia em janeiro deste ano.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia

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