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29.11.16

Rede social com criptomoeda Steemit, chegando junto na revolução blockchain.


Na primeira vez que ouvi falar em blockchain e Bitcoin não entendi quase nada, era 2011 e esse assunto empolgava apenas os nerds, mesmo assim baixei um software e achei que já estava minerando, participando de uma corrente mundial de processamento descentralizado e ajudando o movimento no estilo SETI@home (Search for Extraterrestrial Intelligence, febre da internet do final dos anos 90). Fiz isso e esqueci.

Anos depois em 2013 o assunto contagiou a grande imprensa, por algum motivo o Bitcoin estava valendo um dinheirão. Lembrei daquele download, tentei todo alegre descobrir se tinha ganho alguma coisa e, resumindo, continuei não entendendo nada. Passou mais um tempinho, quando fui passear em Boston tirei esta foto de um caixa eletrônico para Bitcoin em uma loja/livraria perto de um dos campus do MIT.

Agora, através do @hdimantas descobri o Steemit, uma rede social que remunera seus participantes ativos com a criptomoeda Steem. Me cadastrei - @wagnertamanaha - e aproveitei pra desabafar sobre a vitória do Trump e os planos da IBM com o Watson em meu post de estréia por lá: O presidente.

Confesso que também entrei nesta onda influenciado pela divulgação do livro Blockchain Revolution, lançado por Dan Tapscott este ano, e também pelos artigos sobre o assunto do Ronaldo Lemos na Folha de SP e pelas iniciativas de Oswaldo Oliveira, evangelizador e empreendedor do tema no Brasil.

De qualquer forma, já está na hora de botar o pé nesta revolução, se não por méritos das criptomoedas, por decrepitude do sistema financeiro mundial, que depois de prescindir do lastro em ouro nos anos 70 agora já até aceita aplicar juros negativos (imagino que na cabeça de um contador essa expressão soe como "subir pra baixo"), punindo quem quer guardar moeda e economizar.

Pelo que entendi o Steemit funciona desde o começo do ano, cheguei lá e achei bem rústico comparado com o Medium (que parece ser a inspiração mais próxima). Publicando conteúdo em um editor que não é wysiwyg me senti voltando ao passado, na época quando era preciso saber um pouco de html. Mas o que faz a diferença é a ideia de remunerar os participantes com criptomoeda, com os Steems já pingando em minha carteira agora entendo o bafafá em torno da tecnologia.

Afinal, pra uma moeda existir só é preciso ser conversível e conquistar credibilidade diante de uma comunidade. Hoje em dia emitir moeda é monopólio de países e governos mas com o sucesso do Bitcoin, que já pode ser trocado por dólares em caixas-eletrônicos, esta realidade está sendo posta em cheque. Parece que já tem gente que está negociando Steem, trocando por Bitcoins, pra converter a moeda também existe o Peerhub, um marketplace online onde os vendedores aceitam a criptomoeda.

Pode ser que o Steemit não dê certo ou sofra algum imprevisto tecnológico, como aconteceu com o The DAO (Descentralized Autonomous Organization), uma iniciativa blockchain muito mais ambiciosa, sofisticada e conduzida com mais cuidado formal que através de uma brecha de segurança sofreu um roubo traumatizante mas ainda não o suficiente para fazer a comunidade desistir por completo: introducing Charit DAO.

Vou dar uma chance pro Steemit. Afinal, o conteúdo sempre girou em torno de comunidades e as comunidades giram em torno de conteúdo. Se as comunidades são trocas, de bens e informações, e as criptomoedas em redes blockchain também comunitárias em software livre despontam como intermediario ideal... BUM, taí uma combinação que me parece tão explosiva quanto foi o advento da internet.

23.11.11

Usando celular pré-pago 3G como modem de acesso internet no notebook ou PC

PDANet
PDANet
, upload feito originalmente por namaRyo.


Pesquisando como usar o celular 3G pré-pago com Android para conectar meu notebook na internet, descobri a palavra tethering, que significa compartilhar a internet através de aparelhos móveis, e encontrei a recomendação do app PdaNet, que permite essa conexão. Depois de instalar o app no smartphone e no meu notebook e plugar via cabo USB, além de navegar direto no aparelho agora posso utilizá-lo como modem usando o chip da Tim e o plano pré-pago Infinity Web que custa R$ 0,50 por dia no acesso da banda larga 3G.

Diferente de outros países, onde o acesso wi-fi grátis em lugares públicos é mais presente, inclusive em estações de metrô, parques, praças, bibliotecas, etc, o tethering acaba sendo uma alternativa. Mesmo diante dos modens 3G sem fio pré-pago, disponíveis pelas operadoras, usar o 3G do celular substituindo o modem pode ser mais prático e ficar mais em conta.

Com os preços da banda larga via cabo ou fibra ótica caros e proibitivos para grande parte da população brasileira, e a popularização cada vez maior dos smartphones com Android, iPhone iOS, Windows Phone 7, BlackBerry, etc, usar o 3G e acesso sem fio no PC em casa ou outros locais tb pode virar uma opção mais barata mesmo sem a velocidade e a performance ideal.


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5.8.11

Cursos online grátis da FGV e P2P University

Estúdio
Estúdio, upload feito originalmente por FGV Online.

Matéria no site do Sidney Rezende publicado dia 26/7/2011 - FGV Online é indicada a prêmio internacional de programa mais inovador - fala dos cursos online grátis disponibilizados pela FGV e sua inclusão na categoria "iniciativas mais inovadoras" na premiação do consórcio internacional de educação aberta Open Course Ware Consortium (OCWC).

Os cursos gratuitos disponíveis e respectivas incrições estão no endereço www5.fgv.br/fgvonline/CursosGratuitos.aspx

Segue copy paste da reportagem no site SidneyRezende.com:

FGV Online é indicada a prêmio internacional de programa mais inovador
SRZD - 26/7/2011 - Hélio Almeida

A tendência de cursos a distância cresce no país. Um consórcio internacional de educação aberta, a Open Course Ware Consortium (OCWC), promove uma premiação para as instituições de ensino que se destacam. No Brasil, a Fundação Getulio Vargas (FGV), com sua unidade de educação online, está entre as melhores do mundo de acordo com o ranking da OCWC, e concorre na categoria "iniciativas mais inovadoras". O diretor executivo da FVG Online, Stavros Xanthopoylos (foto abaixo), disse ao SRZD que estar entre as principais universidades abertas do mundo (a primeira em Língua Portuguesa) é importante para contribuir na construção do processo educacional do futuro, e que ganha força a cada dia.

Os cursos de extensão oferecidos pela FGV Online são gratuitos e já receberam mais de 8,7 milhões de acessos desde 2008. Stavros disse que são mais 200 participantes de mais de 100 países representados no consórcio OCW, cujo prêmio reflete a opinião daqueles que atuam no mercado de educação a distância. "Para nós é importante a indicação, pois nos engrandece bastante. O nosso empenho em oferecer materiais educacionais de qualidade e o apoio e engajamento dos alunos foram fundamentais para obtermos mais essa conquista".

A FGV Online está entre as melhores intituições do mundo. Stavros a proposta é primeira iniciativa em Língua Portuguesa, e a primeira a colocar conteúdo no Brasil. Ele disse que a educação à distância já é uma realidade e o prêmio, que são fortes candidatos a levar, pode dar mais visibilidade no país. "Estamos no cenário mundial de um movimento de educação aberta, de recursos abertos educacionais gratuitos, e certamente é algo que vai moldar de alguma forma a parte de um processo educacional do futuro. E sendo reconhecido como potencial candidato a vencer na categoria de inovação deixa a gente muito feliz.

A instituição, que faz do consórcio OCW há três anos, promove cursos de extensão de curtíssima duração e são abertos ao público. De acordo com diretor executivo do curso, hoje existe um fluxo de visitantes que é um dos maiores do mundo em termos de visitantes por curso. "Para se ter uma ideia, o MIT (Massachussets Institute of Technology) no mês de março teve de 1,5 milhão de acessos no conteúdo deles. Eles têm 2.060 cursos no ar, que é todo o material didático. Nós tivemos no mesmo período 600 mil acessos em 24 cursos. Ou seja, enquanto eles têm 630 visitas por curso eu tenho mais de 18 mil".

A FGV possui indicadores do perfil do candidato, o que ajuda a enterder o público. "A maioria que acessa são aquelas pessoas que não teriam condições de pagar um curso na Fundação Getúlio Vargas. Estamos falando de pessoas com renda em torno de R$ 2.100 por mês, com faixa etária na maioria entre 25 e 35 anos, e uma pequena vantagem de mulheres solteiras acessando. Quase que 100% (99,7%) tem seus objetivos atingidos, recomendariam para outra pessoa ou fariam outro curso da instituição. E temos um outro tipo de público que utiliza nosso curso como carga extra curricular, que é aceito pelas instituições de ensino. Tem também uma parte constituída por presidentes de empresas para entender alguns termos, e depois de experimentar um piloto acabam comprando um curso".

Stavros afirma que o fator de inovação que existe hoje são disciplinas patrocinadas. "Temos uma parceria com o Wall Mart, que bancou o desenvolvimento de três disciplinas de varejo sustentável. Os nossos professores desenvolveram o conteúdo conceitual e usou o caso do Wall Mart pra ilustrar. E essas disciplinas são veiculadas no site da OCW com o selo do Wall mart do lado. E isso é um contexto inovador, pois é um modelo de negócios, de patrocínio para você disponibilizar gratuitamente o conteúdo. E agora tenho outro que vai sair, que é para pessoas saberem lidar com as finanças pessoais. Temos outros que iremos visar a área de Direito. Vamos expandir."


P2P University


O sucesso da iniciativa da FGV na área de e-learning gratuito me fez lembrar da plataforma aberta da P2P University, onde as pessoas podem criar e participar cursos e treinamentos online nos mais variados temas e disciplinas. Em março do ano passado o professor Sergio Amadeu lançou o curso Cidadania e Redes Digitais na plataforma e segundo divulgado em 19/2/2010 no Caderno Link do Estadão - P2P University em português - os cursos Introdução ao Pensamento de Paulo Freire, Civil Hacking e Cidadania em Redes Digitais elaborados pela Casa de Cultura Digital teriam sido disponibilizados anteriormente.

Os cursos disponíveis na P2P University estão listados no endereço P2pu.org/en/groups/

Ainda no ano passado uma dica no Twitter do @dolemes citou a seleção publicada pelo pelo blog DIY Learning com os 50 melhores cursos online abertos mantidos por universidades: Open.edu - Top 50 University Open Courseware Collections.


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3.8.11

Festival de Ideias, inovações para o desenvolvimento social

Iniciativa do Centro Ruth Cardoso em parceria com V2V, Mandalah e Catarse, o primeiro Festival de Ideias, Inovações para o desenvolvimento social (FdI). Segundo o site, a iniciativa quer promover o intercâmbio de ideias, criação colaborativa e soluções inovadoras, primeiramente em torno dos temas: mobilidade urbana, catástrofes naturais e violência. As 3 melhores ideias ganham R$ 10.000,00 cada e as melhores participam da etapa presencial que vai acontecer dias 20 e 21 de setembro na Cinemateca Brasileira em São Paulo/SP.

O Festival de Ideias (FdI) explica ainda que funciona na mesma plataforma em código aberto da rede de crowdfunding Catarse.me, o cadastro é feito a partir de outras redes sociais mais utilizadas e as ideias sugeridas (descritas em até 140 caracteres) poderão ser remixadas, copiadas e modificadas por todos.


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29.7.11

Internet 3G no celular pré-pago por R$ 0,50 por dia, usando o Tim Infinity Web

one photo, one history
one photo, one history, upload feito originalmente por tanaka_fer.

Desde agosto do ano passado quando vi o comercial de TV anunciando o plano Tim Infinity Web anunciando uma promoção de acesso a internet via celular 3G por 50 centavos por dia comprei o chip da operadora e passei a usar o serviço. Queria testar o sistema operacional Android do Google e tinha comprado um aparelho smartphone Motorola Dext, importado no Brasil com exclusividade pela operadora Claro, mas os preços do acesso web com pré-pago eram muito caros. Um checkin no Foursquare poderia custar R$ 5,00 em créditos cobrados pelo tráfego de dados.

Antes de usar o chip da Tim tive que desbloquear o Motorola em uma loja da Claro, a própria operadora lançou uma promoção de acesso 3G a R$ 0,17 por dia, mas a mecânica de participação era mais complicada, pelo que me lembro exigia cadastro e compra de pacotes de créditos com expiração determinada mês a mês. No plano da Tim vc acessa a web 3G e é descontado o valor de R$ 0,50, o acesso é ilimitado e vc pode conectar e desconectar quantas vezes quiser por dia que a tarifa continua a mesma. Existe um limite de tráfego de 300 mb por mês, depois atingir este limite o acesso continua disponível mas com velocidade reduzida.

Internet sem fio pré paga popular

Com o esforço do governo em conseguir implantar um programa nacional de acesso a internet banda larga acessível e barata, o acesso 3G pré-pago por R$ 0,50 por dia ou R$ 15,00 por mês chega perto do valor proposto. É claro que a velocidade, disponibilidade e tráfego são bem restritos na tecnologia sem fio, mas pode ser uma opção diante da popularização dos smartphones, celulares com TV, video, câmera e até mesmo tablets - incluindo os fabricados na China que estão sendo ofertados a partir de R$ 260,00 no Mercado Livre, das marcas Coby, Epad e Bak.

Misturando esta disponibilidade de aparelhos móveis, pré-pago 3G barato e pontos de acesso wi-fi grátis em lugares públicos e empresas, temos um cenário complementar pra popularizar o acesso e um perfil diferente de uso da web e redes sociais pelo povão, o mesmo que aderiu ao celular pré-pago e criou mecanismos como o uso de vários chips de diferentes operadoras e aderiu a TV digital dando oportunidade ao desenvolvimento de aparelhos específicos à margem das grandes empresas fabricantes e operadoras de celular.


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29.1.11

A maior reunião de pessoas com roupão de banho do mundo


Como comentei no post anterior, estivemos na Campus Party 2011 divulgando os perfis @BBnosEventos e @eufacoacontecer da Conta Universitária do Banco do Brasil no Twitter, BB nos Eventos no Foursquare e no Facebook a fanpage do Banco do Brasil, patrocinador da Zona Inovação no evento. Entre várias ações da Plano Digital como o Origami Twit e aproveitando o roupão de banho incluso como brinde BB Conta Universitária no kit de boas vindas dos campuseiros inscritos, o pessoal do banco pediu nossa ajuda para organizar a maior concentração de pessoas vestidas de roupão do mundo e assim inaugurar um novo recorde mundial do Guiness Book.

O sucesso, pertinência e boa receptividade do brinde surpreendeu positivamente e incentivou a mobilização. Antes de divulgarmos o desafio do recorde, muitos participantes já desfilavam pela Campus Party vestidos com o roupão e os sites de notícia anunciavam o figurino como o uniforme das madrugadas. Combinamos com o pessoal do movimento software livre, tecnologia adotada pelo BB e parceiros de longa data apoiados pelo banco, que convocaram as pessoas e simpatizantes para o momento histórico da foto registrando o acontecimento - se vc esteve presente, marque na foto oficial no Facebook.

Jon Maddog Hal, da Linux Foundation, de roupao BB tb aderiu a... on Twitpic Kul Wadhwa, diretor da Wikimedia Foundation (Wikipedia), fez ... on Twitpic Foto com a @mbottan vestindo o roupao BB. Prepare o seu, o di... on Twitpic Dia do roupao na Campus Party é hoje. O @marcogomes ja¡ experi... on Twitpic Campuseiros, amanha tem dia do roupao na Campus Party. O Alot... on Twitpic

Mesmo depois da concentração, participantes ilustres continuaram vestidos com a indumentária, como os convidados internacionais Jon Maddog Hall da Linux Foundation e Kul Wadhwa da Wikimedia Foundation (Wikipedia), este último subiu no palco principal e fez sua palestra vestido de roupão de banho. Tb registramos e divulgamos os blogueiros famosos presentes na Campus Party que aderiram ao novo símbolo do universo nerd, quem sabe no futuro chegamos próximo ao consagrado ritual do Dia da Toalha em homenagem ao escritor Douglas Adams.


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2.8.08

Ministro da cultura hacker - Gilberto Gil

Dia 30/07/2008 o ministro da cultura Gilberto Gil anunciou sua renúncia do cargo que ocupou desde 2003. Defensor da cultura hacker e das tecnologias digitais que transformaram o mercado musical, do qual volta a fazer parte em definitivo. Notícia aqui no Yahoo! Tecnologia - Ministro Hacker - publicada em 18/06/2008 conta um pouco do perfil do ex-ministro, cuja posição a favor do copyleft (direito autoral livre e compartilhado) fez com se tornasse o primeiro brasileiro na capa da Revista Wired em novembro de 2004.

Gilberto Gil deixa projetos como os Pontos de Cultura que mistura arte com elementos de inclusão digital e software livre. José Murilo, autor do blog Ecologia Digital e funcionário do ministério, explica um pouco a origem e o conceito dos pontos de cultura no post Do-in antropológico via massageamento cultural.



Matéria do Estadão - Gilberto Gil aporta no Rio e deixa a coisa correr solta - publicada em 10/08/2007, contou dos shows do artista onde fotos, filmagens (feitas com câmeras digitais e celulares) e a divulgação delas, foram totalmente liberadas.

Na reportagem, Gil declarou:
"Uma das características desses processos de convergência digital e a reprodução, a contaminação viral, em que não se controla nada; ao contrário, deixar a coisa solta é parte da experiência. Os mais de 80 videos jogados no YouTube dão uma noção de como a bola de neve vai se formando".

Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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21.6.08

Investimento dos bancos em tecnologia

Pagando Contas em Borá

Nota aqui no Yahoo! Tecnologia - Despesas de bancos brasileiros com TI somam R$ 14,8 bi em 2007 - publicada em 27/05/2008, conta dos números da pesquisa O Setor Bancário em Números divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A compra de softwares de terceiros consumiu 15% dos investimentos, R$ 2,181 bilhões foram gastos em hardwares e R$ 769 milhões para linhas e equipamentos de telecomunicações. Os bancos também investiram em telefones móveis inteligentes, como Blackberry e assemelhados aumentaram 46%, para 12,206 mil unidades. Servidores com os sistemas operacionais Linux/Unix presentes em 2,874 mil equipamentos em 2007 também cresceram, 14% mais ante 2006.

Já citei a edição anterior da mesma pesquisa na coluna Home Broker e Internet Banking. e a tecnologia mobile em Pagamentos Por Celular em Maringá.


Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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31.5.08

InfoBrasil em Fortaleza



Aconteceu de 13 a 16 de maio em Fortaleza/CE o congresso tecnológico InfoBrasil. Silveira Neto foi um dos profissionais convidades a palestrar e em seguida publicou um post em seu blog: OpenSolaris at InfoBrasil 2008 (em inglês).


Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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10.4.08

O criador do PHP no Brasil

"Simple is Hard" PHP talk by Rasmus Lerdorf at National Taiwan University

Rasmus Lerdorf, criador de uma das linguagens de programação mais populares da web, estará no Brasil para o 9º Fórum Internacional de Software Livre (FISL 9.0), que ocorrerá de 17 a 19 de abril, em Porto Alegre/RS. A nota publicada dia 8 anuncia o apoio aqui do portal: Yahoo! traz "pai do PHP" para o Brasil.


Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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29.3.08

Fórum Internacional de Software Livre 9

Comfort Porto Alegre, Porto Alegra, Rio Sul, Brasil

Acontece de 17 a 19 de abril o 9o Fórum Internacional de Software Livre - Fisl 9.0 - em Porto Alegre/RS. Entre os palestrantes, brasileiros e estrangeiros de empresas como Sun, IBM, Mandriva, etc e fundações como Linux, Open Office e Mozilla.

Update em 26/04/2008:

Ronaldo Lemos, do blog Superfície Reflexiva recém contratado no BlogBlogs, esteve no evento e resumiu no post Seaside e Smalltalk avançando no Brasil a repercussão que houve por lá sobre a linguagem e framework web que ele acredita ser o mais avançado atualmente.


Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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7.12.07

Free Beer, cerveja open source e copyleft

free beer from Germania Sao Paulo

Acontece até dia 22 de dezembro na Galeria Vermelho em São Paulo a exposição com a Free Beer, cerveja inspirada no movimento do software livre. Nota no site Folha Online reproduzida no Crative Commons Brasil conta detalhes do projeto do coletivo de artistas dinamarqueses:

Superflex Lança Cerveja "Pública"
Por Fabio Cypriano, 29/11/2007

Uma nova marca de cerveja é lançada, hoje, na galeria Vermelho: a Free Beer. Entretanto, ao contrário das marcas tradicionais, que tratam como segredo de Estado a receita de suas bebidas, no próprio rótulo da Free Beer está estampada sua receita.

A Free Beer é a nova ação do coletivo dinamarquês Superflex, composto por Bjornstjerne Reuter Christiansen, Jakob Fenger e Rasmus Nielsen. No ano passado, o grupo trouxe polêmica à 27ª Bienal de São Paulo com o Guaraná Power, censurado pela presidência da instituição, que afirmou que não se tratava de uma obra de arte. Apesar do veto, o Guaraná Power, feito em colaboração com a Cooperativa de Agricultores da Região de Maués, na Amazônia, chegou a ser distribuído em museus e na própria Vermelho, durante a Bienal.

"Agora estamos propondo uma marca aberta e, nesse sentido, sugerimos um novo modelo econômico, que permite a qualquer um produzir e distribuir cerveja, a partir de uma receita que é pública, além de criar consumidores não obedientes, como gosta o mercado", conta Fenger.

Free software

A Free Beer surgiu em 2004, numa parceria com estudantes da Universidade de Copenhague. "Buscamos transferir os princípios do software livre para algo físico, e a cerveja se tornou um bom exemplo", conta Nielsen. "Por isso, a Free Beer tem sido comparada ao Linux [sistema operacional gratuito] e à Wikipedia", diz o artista.
Quem quiser produzir e comercializar a Free Beer pode baixar do site
www.freebeer.org a logomarca da cerveja, de forma gratuita. "Já há Free Beer sendo produzida na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Dinamarca e até na República Tcheca", afirma Fenger.

No Brasil, a Free Beer está sendo produzida pela Cervejaria Germânia, que irá comercializar a bebida durante a exposição a partir da versão 3.4, desenvolvida pela empresa.

"A única coisa que pedimos é que cada nova versão seja também tornada pública no site do Creative Commons", diz Christiansen.

Na Vermelho, o Superflex apresenta o "Free Beer Kit", uma mesa com todos os ingredientes e instrumentos necessários para a produção da cerveja, o que será utilizado, aliás, no workshop "O Mundo da Cerveja", com os especialistas Cilene Saorin e Arnaldo Ribeiro, no próximo dia 15 de dezembro, às 14 h.

O grupo exibe também nove máquinas "Counter-Game Strategies" (estratégias de contra-jogos), típicos brinquedos de quermesse, como jogo de argolas ou rodas giratórias, que, contudo, abordam de forma irônica o universo dos direitos autorais e da pirataria.

"Mark Getty afirma que "a propriedade intelectual é o petróleo do século 21'", conta Christiansen, "portanto, estamos tratando de um tema muito sério. Afinal, quantas guerras não foram realizadas por conta do petróleo?".

No próximo sábado, às 16h, Ronaldo Lemos, diretor do Creative Commons no Brasil, irá participar de um debate com os membros do Superflex, na Vermelho, e logo após será realizada uma gincana intitulada "Free Beer Pub Quiz", na qual participantes receberão prêmios ao responderem questões sobre propriedade intelectual e direitos autorais.

FREE BEER
Quando:
abertura 28/11, às 20h; de ter. a sex., das 10 às 19h, sáb., das 11 às 17h. Até 22/12
Onde: galeria Vermelho (r. Minas Gerais, 350, tel. 3257-2033)
Quanto: entrada franca

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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Máquinas de bingo que viraram PCs



Nesta semana, notícia no portal do governo do Rio - Faetec Exporta Computador Transformado de Caça-Níquel - contou da entrega ao governador do Maranhão, de um PC feito a partir de máquinas de bingo apreendidos pela Polícia Federal. O projeto inovador de reciclagem e reutilização de componentes, que tinha comentado aqui antes na coluna Reciclagem de Caça-Níqueis, foi apresentado em julho e comentado em 15/07/2007 por Cristina de Luca em seu blog no JB: PC de máquina caça-níquel é muito veloz.

Cristina citou o professor Marcos Paulo Monteiro, do Instituto Superior de Tecnologia (IST-RJ) como criador do primeiro protótipo. Segundo ele as máquinas caça-níqueis têm os mesmos componentes dos computadores, como processador e placa-mãe. Rodando Linux, os protótipos servirão de modelo para alunos dos cursos de conserto e montagem de computadores do IST-RJ, no campus da Faetec em Quintino.

Em agosto, nota no Site da Baixada - Cetep de Imbariê Ganham Máquinas Caça-Níqueis a Serviço da Educação - publicada em 10/08/2007, contou dos primeiros PCs entregues ao Centro de Educação Tecnológica e Profissionalizante (Cetep) Imbariê, em Duque de Caxias/RJ.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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30.11.07

Ecletic Tech Carnival Brazil

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De 2 a 5 de dezembro acontece o Ecletic Tech Carnival Brazil (etcBrazil) em Salvador/BA. Em seus blogs, Steffania Paola - Feminismo Hi-Tech - e Tiago Doria - Encontro Reúne Mulheres para Discutir Tecnologia - divulgaram e comentaram o evento.

Feminismo Hi-Tech

O etc-br, segundo o site do evento, é um festival feito por mulheres para mulheres pensando em apropriação tecnológica através da troca de experiências.

Para além disso, é também uma forma de experimentar linguagens tecnológicas utilizando software livre.

Assim como nos BlogCamps e BarCamps, o etc também possui uma lista aberta pra quem quiser sugerir oficinas, discussões e outras atividades para o evento. Se você quiser colaborar é só clicar aqui.

Locative media, web 2.0, intervenção urbana e correção informacional são assuntos já incluídos na programação do etc-br.

Durante o evento o estudiolivre.org vai transmitir tudo ao vivo.


Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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28.11.07

Free Beer (Cerveja Livre) em São Paulo

Vi no Twitter da Flávia Durante que ontem foi o lançamento da Free Beer na Galeria Vermelho em São Paulo. Lembro que quando o projeto foi inaugurado, ele se chamava Vores Ol, desde então acredito que essa idéia de produtos fabricados sob licença copyleft, inspirados no modelo do software livre e na frase “free as in freedom”, pode ser interessante. Ano passado, no evento iSummit no Rio de Janeiro, o ministro da cultura foi filmado experimentando a Free Beer:

No site do projeto Freebeer.org, o blog anuncia que no Brasil a receita e a licença já foi adotada por cervejeiros artesanais e caseiros: Cervejaria Germânia is making FREE BEER in Sao Paulo e Acerva makes FREE BEER. No Twitter da Flávia tem o link pra matéria que saiu na Folha:

Superflex lança cerveja “pública”

Uma nova marca de cerveja é lançada, hoje, na galeria Vermelho: a Free Beer. Entretanto, ao contrário das marcas tradicionais, que tratam como segredo de Estado a receita de suas bebidas, no próprio rótulo da Free Beer está estampada sua receita.

A Free Beer é a nova ação do coletivo dinamarquês Superflex, composto por Bjornstjerne Reuter Christiansen, Jakob Fenger e Rasmus Nielsen. (…)

“Agora estamos propondo uma marca aberta e, nesse sentido, sugerimos um novo modelo econômico, que permite a qualquer um produzir e distribuir cerveja, a partir de uma receita que é pública, além de criar consumidores não obedientes, como gosta o mercado”, conta Fenger.

A Free Beer surgiu em 2004, numa parceria com estudantes da Universidade de Copenhague. “Buscamos transferir os princípios do software livre para algo físico, e a cerveja se tornou um bom exemplo”, conta Nielsen. “Por isso, a Free Beer tem sido comparada ao Linux (sistema operacional gratuito) e à Wikipedia”, diz o artista. (…)

No Brasil, a Free Beer está sendo produzida pela Cervejaria Germânia, que irá comercializar a bebida durante a exposição a partir da versão 3.4, desenvolvida pela empresa.
“A única coisa que pedimos é que cada nova versão seja também tornada pública no site do Creative Commons”, diz Christiansen.

(…) No próximo sábado, às 16h, Ronaldo Lemos, diretor do Creative Commons no Brasil, irá participar de um debate com os membros do Superflex, na Vermelho, e logo após será realizada uma gincana intitulada “Free Beer Pub Quiz”, na qual participantes receberão prêmios ao responderem questões sobre propriedade intelectual e direitos autorais.

Free Beer
Abertura dia 27/11/2007, às 20h; de ter. a sex., das 10 às 19h, sáb., das 11 às 17h. Até 22/12/2007
Galeria Vermelho - R. Minas Gerais, 350, Tel. 3257-2033 - Entrada franca

No Flickr, tem algumas fotos tb:
Free Beer (Cerveja Livre) em São Paulo Free Beer (Cerveja Livre) em São Paulo Free Beer (Cerveja Livre) em São Paulo Free Beer (Cerveja Livre) em São Paulo


Post publicado originalmente no Blog Colmeia.tv

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19.11.07

Mini site Wiicombo

Minisite WiiCombo.egg by wagnertamanaha on Aviary

Mini site para projeto da colmeia.tv de compartilhamento de software para o uso do wiimote, controle remoto do game Wii da Nintendo, simulando instrumentos musicais brasileiros como o berimbau.

Fiz o design da interface do minisite e foto com o logo criado por Gustavo Sonoda.

No ar em 19/11/2007: wiicombo.colmeia.tv

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24.10.07

28.9.07

Não existe almoço grátis?

Almoço grátis?

"Sabe aquela história de que não existe almoço grátis? Mudou tudo, a economia agora está cheia de coisas de graça."
Alvin Toffler, futurólogo americano, em entrevista à Pedro Doria publicada aqui no Yahoo! Tecnologia em Alvin Tofler fala das mudanças na economia tradicional. Abaixo, segue o texto:
"Sabe aquela história de que não há almoço grátis?", pergunta Alvin Toffler. "Mudou tudo, a economia está cheia de coisas de graça", ele diz. Aos 78 anos, o primeiro futurista do mundo está cansado. Chegou a São Paulo faz um dia (1º de agosto) e torna à casa, em Los Angeles, nesta noite (dia 2). "Minha mulher não pôde vir, quero voltar logo." Toffler sorri. "Sinto saudades." O cansaço é acusado pela postura relaxada na cadeira, quase jogado, pelas pálpebras que caem com insistência, por uma pequena veia que estourou no olho direito.

Mas aí o velho professor lembra do que falava. Ganha ritmo, se empolga com suas idéias mais recentes. Quer se fazer compreender. "Se você vai a um caixa automático e saca dinheiro, um serviço é prestado e ninguém recebe por ele." Antes, todo serviço exigia um empregado para fazê-lo. Mas quem mede a pressão com um aparelhinho, em casa, não paga a visita do médico. Software livre, fotos digitais que não carecem de revelação, há uma miríade de funções que não geram mais pagamentos. No entanto, geram valor: o dinheiro na mão, a tranqüilidade de que a pressão vai bem ou a foto da filha soprando a vela de aniversário.

Dentre seus muitos livros, dois são clássicos, best-sellers desde o momento em que chegaram às livrarias. O Choque do Futuro, de 1970, e A Terceira Onda, de 1980. No primeiro, ele observava o medo que as pessoas têm do mundo em mudança. O futuro choca. Toffler previu que a sobrecarga de informação seria causa de stress e cunhou uma penca de neologismos. Um deles, "tecno rebeldes", trouxe o sufixo "tecno", de tecnologia, para o nosso dia-a-dia.

No final dos anos 1960, não existia o ramo acadêmico que hoje chamamos de futurismo. O que havia - e causava profundo fascínio - eram as idéias do professor canadense de literatura medieval Marshall McLuhan. Na era em que a televisão representava o máximo da inovação tecnológica, McLuhan sugeria que o texto não-interativo - jornal, carta, livro - estava deixando de ser o principal meio pelo qual as pessoas se informavam. No mundo do texto, as pessoas se distanciam. No audiovisual, interativo, aconteceria uma reaproximação. Como na velha tribo da cultura oral, o planeta todo se transformaria numa grande "aldeia global". E aconteceu. Na esteira de McLuhan, veio Toffler.

Em 1980, ele sugeriu que nossa história poderia ser contada em três grandes ondas. A primeira, agrícola; a segunda, industrial. "Quando você depende de uma linha de montagem, que é a idéia da indústria", ele sugere, "a pontualidade é muito importante". O mundo industrial inventou o relógio de pulso. Todos precisavam estar sincronizados. No campo, se o sujeito chega às 7 horas para plantar, ou se chega às 8 horas, faz pouca diferença. Na linha de montagem, em que um aperta o parafuso que o anterior encaixou, precisam todos estar ao mesmo tempo no mesmo local. "Hoje, mais que o horário de 9 às 5, o importante é a produtividade." Estamos vivendo a transição para a terceira onda.

Toffler sentiu o choque do futuro na pele. Para o jovem nova-iorquino que foi estudar literatura no final dos anos 1940, os sonhos e aspirações eram tais que não fazem mais sentido, hoje. Ser popstar era ser escritor. O novo Hemingway, o novo Steinbeck. E, assim como John Steinbeck foi trabalhar nas vinhas da Califórnia para se inspirar, Alvin e a jovem estudante de lingüística por quem se apaixonou, Heidi, foram ser operários. Se sindicalizaram.

Estão casados há quase 60 anos. Morreu-lhes uma filha, Karen, em 2000. E, quando conta isso, o rosto de Alvin empalidece um pouco, a voz desce um ou dois tons - há um momento de branco, como se perdesse o rumo do qual falava. Como se ficasse pasmo por um segundo. Surpreso. Quer outro assunto.

Não foram operários por muito tempo, Alvin e Heidi. No sindicato, começaram a editar um jornal e, quando a direção achou que era importante ter um repórter cobrindo questões trabalhistas na capital, lá se mudaram os Tofflers para Washington.

O grande romance americano jamais veio enquanto o casal ganhava a vida. Alvin, de repórter de jornal sindical, foi para um jornal tradicional. Deste segundo jornal, para a revista Fortune, como repórter de questões trabalhistas, e, ainda na Fortune, assumiu a cobertura de negócios e empresas. "A essas alturas, nos anos 1960, não sei se ainda éramos de esquerda."

Casaram-se quando ele tinha 20 e ela, 19. Em algum momento numa vida tão intensa e tão junta, Alvin deixou de usar a primeira pessoa do singular. Fala de "nós", confunde-se com Heidi. "Nossas idéias", ele diz. "O que imaginamos", continua. "Não sei se éramos mais de esquerda." Protestaram contra a guerra do Vietnã, enquanto serviam de consultores para a IBM, então para a Xerox, daí para a AT&T. "Passamos a pensar independentemente da política."

No novo trabalho, travaram contato antes de quase todo o resto do mundo com as tecnologias que confirmariam a revolução imaginada por McLuhan. Seu serviço para tais empresas: imaginar como deveriam se posicionar para continuar bem no futuro. Imaginar o futuro.

A praxe dos empresários era rejeitar suas idéias. À AT&T, para quem sugeriram a divisão da companhia em duas, uma de desenvolvimento de tecnologia, outra de serviços de telecomunicações, os Tofflers não faziam sentido. A empresa acabou dividida, por imposição da Justiça, uma década depois. O Choque do Futuro, primeiro livro de Alvin, editado por Heidi, explorava esta rejeição do futuro. Confortável, naqueles princípios de década de 1970, é quando o mundo não muda. Só que o mundo estava mudando por toda parte.

Após o lançamento do livro, os Tofflers ficaram conhecidos nacionalmente e foram convidados pelo Congresso dos EUA a criar um comitê de estudos do futuro. Foi quando fizeram amizade com dois jovens deputados. Um, Al Gore, viria a ser vice-presidente - e quase presidente. O outro, Newt Gingrich, foi presidente da Câmara e o principal nome da oposição ao governo Bill Clinton. Em comum, ambos tinham o respeito pelas idéias de Toffler.

Mentor chinês

A Terceira Onda o lançou internacionalmente. Inicialmente proibido na China, foi digerido pelo Comitê Central do Partido Comunista e liberado. Ponham-se numa planilha todos os livros vendidos na década de 1980 no País do Centro e o do professor só perde para as obras reunidas de Deng Xiaoping. "Mas não ganhei um tostão, eles nunca ligaram muito para essa coisa de direitos autorais", diz e ri. Ganhou outra coisa, até mais valiosa quando se está no ramo de adivinhar o futuro: prestígio. Toffler foi consultor de Zhao Ziyang, secretário geral do Partido que abriu a China.

Mikhail Gorbachev, da URSS, os presidentes Mahathir bin Mohamad, da Malásia, Abdul Kalam, da Índia, Kim Dae Jung, da Coréia do Sul - a lista se estende. "Vocês têm de ser ousados como Toffler, temos de transformar este país", disse certa vez Hugo Chávez a seus assessores. "Mas as mudanças que ele imaginava eram um pouco diferentes das minhas", retruca o velho professor. Está cansado, quer pegar seu avião, mas o bom humor se mantém.

"Há uma nova riqueza se criando e ela não se conta em dinheiro. Quando riqueza se contava em terra, ela era limitada. Só dá para plantar uma coisa por vez. Na era da informação, todos podemos usar o mesmo conhecimento ao mesmo tempo. Os economistas ainda não descobriram como contar estes valores produzidos de graça. Mas é o que está mudando tudo." As informações são do O Estado de S. Paulo/Link

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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21.9.07

Chaos Communications Camp na Alemanha

Chaos Communication Camp 2007 - 139.jpg

Aconteceu entre os dias 8 e 12 de agosto nas proximidades de Berlin, Alemanha, o Chaos Communications Camp 2007. O evento ao ar livre, reuniu programadores, artistas e entusiastas da cultura digital com palestras e oficinas sobre cultura hacker e internet.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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31.8.07

Encontro PHP MG

galera_2phpmg

Dia 11 de agosto estava programado o 1o Encontro do Grupo PHP MG, na UFMG. Na agenda do evento estavam temas como salários, o aperfeiçoamento do desenvolvedor PHP e interação com programadores de outros estados.

Originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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