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2.5.12

Máquina de passar roupas a vapor Agillisa, opiniões de quem usou

I hate ironing
Voltando a pesquisar sobre a alisadora e máquina de passar roupas a vapor Agillisa, invenção brasileira da ex-comissária de bordo Celia Jaber de Oliveira, que segundo resumo no Portal O Empreendedor havia vendido 120 unidades até maio de 2009, quando o site entrou no ar e a partir de então esperavam vender 50 unidades por mês.

Encontrei 2 relatos de pessoas que conheceram quem utilizou o invento, segue abaixo a reprodução de uma mensagem em um fórum em 2009:

PalmForum - Re: Não gosta de passar roupas ? Seus problemas acabaram !!!

4/4/2009 - Koalaman

Caí aqui nesse fórum por acaso... Mas eu não resisti ao impulso de fazer propaganda boca a boca.
Eu estava procurando na internet informações sobre a Agillisa, pois eu queria saber quanto custa...
É que eu tive aula com um professor da Escola Politécnica da USP, e ele foi um dos caras que testou o protótipo da Agillisa.
Ele disse que na época em que desenvolveram esse produto, a mulher que é a dona da idéia tentou vender o projeto para todas as empresas do setor de utilidades domésticas, mas ninguém quis comprar (só que uma dessas empresas foi sacana e pegou o projeto que estava patenteado no Brasil e patenteou no exterior, já que a patente da mulher que desenvolveu só valia no Brasil. E que outra empresa fez engenharia reversa e lançou produto similar no mercado. Infelizmente ele não nos disse o nome das empresas).
Ele disse que funciona mesmo! Que desamassa que é uma maravilha!! Qualquer tipo de tecido! Só não disse o preço!! Puxa!!! Agora que eu vi vocês dizendo que no ano passado essa máquina custava 2 mil e quinhentos, eu desanimei!!
Tá certo que eles não têm economia de escala... Mas 2 mil e quinhentos é muita coisa, hein? Não achei o preço dela em lugar nenhum, pelo google!! Só aqui nesse forum e na revista da FAPESP eu achei o preço estimado, antes do lançamento (era 3,5 mil reais!!).
Vou admitir!! Só me cadastrei no forum para fazer essa propaganda boca-a-boca, pois acho muito importante incentivar o empreendedorismo no país, e eu tirei o chapéu para essa idéia.
(...) Obs1: no site da Agillisa está escrito que ela gasta 50% menos energia mensal que o ferro de passar. (...)

Hoje a máquina está sendo vendida no site da empresa de R$ 3.199,00 a R$ 3.399,00. O relato abaixo foi publicado por uma usuária no Yahoo Respostas dois anos atrás:

Yahoo Respostas - Aquele aparelho de passar roupa no cabide, a vapor, é bom?

2010 - Marlua

Minha mãe comprou a Agillisa. Coloca camisas, camisetas e calças para alisar.
Só que tem uns segredinhos para dar certo. A roupa não pode ser muito centrifugada na máquina, pois amarrota muito. Então, assim que ela começa a centrifugar, pára, retira as camisas, coloca nos cabides especiais e os magnetos e vai para a Agillisa. A mesma coisa faz com as calças e camisetas.
Conclusão: Ela ficou livre de ter de passar 8 calças, 15 camisas e muitas camisetas.
O resto das roupas ela não passa porque tem secadora. Ela tira ainda quentinhas, dobra e guarda.

Não encontrei muita coisa mas a denúncia ouvida na USP pode dar uma idéia das dificuldades de inventar, desenvolver, fabricar e vender um produto novo no mercado de eletrônicos e utilidades domésticas no Brasil. Mesmo com todo o potencial do benefício de uma mudança de hábitos em relação ao obsoleto modo de passar roupas com ferro que resiste há séculos.

Quem conhecer mais alguém que comprou ou testou a alisadora de roupas a vapor da Agillisa e quiser compartilhar o link comentando aqui, seria legal. Quem já tem e puder deixar um relato ou testemunhal, fica a vontade. Se incluir fotos e videos, melhor ainda. Valeu!

Imagem: I hate ironing (Eu odeio passar roupas com ferro) no Flickr

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20.4.12

Locais com mais checkins no Foursquare no Brasil e no mundo

Foursquare Official Venue

Em junho de 2011 o Foursquare, rede social mobile de compartilhamento de locais e endereços, atingiu 10 milhões de usuários cadastrados e divulgou um infográfico com as redes de lojas e empresas com mais checkins no mundo, entre elas 7-Eleven, Bank of America, Target, etc, e antes do fim de 2010 já tinha registrado 1 milhão de checkins apenas na cidade de São Paulo/SP.

Pelo que sei ainda não fizeram nenhum gráfico com estatísticas apenas de venues e locais no Brasil, em setembro de 2010 o Maurício Maia publicou em seu Tumblr - Foursquare visualizando a rede - seus experimentos com dados capturados naquela época para analisar e visualizar a rede que se forma da relação entre as pessoas e os locais que elas frequentam, desta forma ficou visível que os aeroportos eram os endereços brasileiros com mais checkins.

Seguindo este raciocínio, com a ajuda da lista dos aeroportos brasileiros criada pelo usuário Marcos F. (Superuser Level 2), seguem os prováveis locais com mais checkins no Brasil:

01 - Aeroporto de Congonhas, São Paulo/SP
249.062 checkins, 60.635 pessoas e 2.002 fotos

02 - Aeroporto de Cumbica, Guarulhos/SP
221.395 checkins, 73.175 pessoas e 2.397 fotos

03 - Aeroporto Santos Dumond, Rio de Janeiro/RJ
105.382 checkins, 33.134 pessoas e 1.394 fotos

04 - Aeroporto de Brasília, Brasília/DF
102.536 checkins, 29.161 pessoas e 1.379 fotos

05 - Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro/RJ
92.021 checkins, 36.274 pessoas e 1.265 fotos

06 - Aeroporto Tancredo Neves, Confins/MG
76.039 checkins, 21.771 pessoas e 965 fotos

07 - Aeroporto Afonso Pena, São José dos Pinhais/PR
71.404 checkins, 21.130 pessoas e 745 fotos

08 - Aeroporto Salgado Filho, Porto Alegre/PR
65.136 checkins, 19.595 pessoas e 733 fotos

09 - Aeroporto de Viracopos, Campinas/SP
44.820 checkins, 17.607 pessoas e 659 fotos

10 - Aeroporto de Salvador, Salvador/BA
40.213 checkins, 15.924 pessoas e 629 fotos
Para comparar com números do exterior, existe um infográfico de 2010 quando o Foursquare atingiu 6 milhões de usuários, publicado no blog Mobile Marketing Watch em 24/1/2011: Foursquare Hits 6M Users; Food Venues Most Popular Checkin, Campuses Least Popular (Foursquare atinge 6 milhões, locais de comida são os mais populares para checkins, campus de faculdade os menos populares). Na época, entre os locais  mais populares por categoria estavam: New York Penn Station, hoje com 424.643 checkins, 95.063 pessoas e 866 fotos (Transporte), Union Square Greenmarket, hoje com 43.615 checkins, 19.994 pessoas e 345 fotos (Comida), Ace Hotel NY, hoje com 31.421 checkins, 15.866 pessoas e 221 fotos, etc.

Ainda sobre Foursquare e aeroportos brasileiros, a Plankton Digital monitorou e publicou o Infográfico 4sq nos aeroportos em outubro de 2010. Caso alguem saiba de alguma venue brasileira mais popular e que não seja um aeroporto, fique a vontade de comentar aqui.


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4.4.12

A produtora do video Pintinho Amarelinho, o 2º video brasileiro com mais exibições no YouTube



Matéria publicada em 6/1/2012 no Jornal Valor - Sucesso na web, 'Galinha Pintadinha' levanta voo - fala dos responsáveis pelo video Pintinho Amarelinho, que hoje contabiliza 102.372.933 exibições no YouTube, no momento o segundo entre os videos mais vistos no YouTube no Brasil depois do clipe Ai se eu te Pego do Michel Teló.

O Canal Juptube, lançado em 2008, onde estão publicados os videos Pintinho Amarelinho e Galinha Pintadinha (55.243. 074 exibições) e o site GalinhaPintadinha.com.br são iniciativas da produtora Bromélia Filminhos de Campinas/SP. Segundo a reportagem, o início do empreendimento não foi fácil. Em busca de financiamento, os criadores Marcos Luporini e Juliano Prado postaram a animação no YouTube para demonstrar a potenciais investidores. Os videos tem uma fórmula simples: a partir de canções de domínio público, livres de direito autoral, os produtores criam fonogramas e clipes com animação e personagens.

O crédito de potenciais investidores acabou não saindo e o primeiro vídeo da Galinha Pintadinha ficou esquecido pelos seus autores por uns três meses. Quando se deram conta, a Galinha Pintadinha já era um sucesso na web. Sem esperar por financiadores, os sócios lançaram mão de recursos próprios, convidaram alguns artistas e lançaram o primeiro DVD, em 2008. No Jornal Valor os idealizadores não declaram cifras exatas mas afirmam que os personagens movimentam "milhões de reais" por mês.

Além da venda de DVDs, Blurays e livros para colorir, o canal do YouTube podemos assistir uma animação patrocinada pela Lifebuoy que termina com um comercial desta marca de sabonetes e produtos de higiene pessoal da Unilever: Lava a mão - DVD Galinha Pintadinha 3 (9.932.415 exibições até o momento). 


Em cartaz até o dia 1 de julho de 2012 no Teatro das Artes no Shopping Gavea no Rio de Janeiro/RJ o espetáculo Galinha Pintadinha O Musical estreou dia 7 de janeiro resultado da parceria entre a Bromélia Filminhos, Geo Eventos e Som Livre. Na divulgação do musical, que além do Rio tem temporada prevista para São Paulo, aparecem números como mais de 250 mil CDs e DVDs vendidos. Hoje, o Canal Juptube tem 103.156 assinantes e 423.919.066 exibições no total.

Abaixo segue copy paste da matéria publicada no Jornal Valor:
Sucesso na web, 'Galinha Pintadinha' levanta voo 
6/1/2012 - Por Ivone Santana | De São Paulo       

Ana Beatriz tem o controle total de sua sala de estar. Na grande tela da TV, uma galinha azul percorre o cenário ao som de uma cantiga de roda que quase todo mundo já ouviu na infância, seja em casa, na rua com os amigos, ou na escola. Aos cinco anos de idade, Bia, como é chamada, impõe sua vontade ao resto da família. Quando quer assistir ao clipe da Galinha Pintadinha ou do Pintinho Amarelinho, ninguém consegue contrariá-la. Sua mãe, Ana Zetoli, já aprendeu a respeitar o desejo da menina, que se repete várias vezes por dia, praticamente desde seu primeiro ano de vida.

A animação virou um fenômeno na internet brasileira. Dos seis vídeos mais vistos no YouTube no Brasil, quatro são desenhos animados da turma da Galinha. Eles estão no canal Juptube, com o Pintinho Amarelinho em primeiro lugar e a Galinha Pintadinha em segundo. Desde que começaram a ser lançados pela Bromélia Filminhos, em 2008, os vídeos do canal já foram vistos mais de 350 milhões de vezes, um número que não para de crescer. Diariamente, de 600 mil a 1 milhão de espectadores acessam os vídeos.

Como muitas ideias bem-sucedidas, a fórmula é simples: a partir de canções de domínio público, livres de direito autoral, os produtores criaram fonogramas e um clipe com animação da Galinha Pintadinha. O início dos negócios, porém, não foi fácil. Em busca de financiamento, os criadores Marcos Luporini, 41 anos, e Juliano Prado, 40, postaram a animação no YouTube para demonstrar a potenciais investidores. O crédito acabou não saindo e o vídeo ficou esquecido pelos seus autores por uns três meses. Quando a dupla se deu conta, a Galinha Pintadinha já era um sucesso na web. Sem esperar por financiadores, os sócios lançaram mão de recursos próprios, convidaram alguns artistas e lançaram o primeiro DVD, em 2008.

O garoto Luccas está entre os mais novos fãs da série. Como no conto do "Flautista de Hamelin", ele é facilmente atraído para a frente da TV quando ouve a música do DVD, com a diferença de que, desta vez, o final é feliz. Com apenas um ano e ainda sem muita firmeza nas pernas, Luccas dança, bate palma e balbucia a letra. Sua mãe, Elisângela Martins Severino, descobriu a programação no consultório do pediatra, quando o bebê tinha oito meses. Ao comentar que Luccas não lhe dava descanso, recebeu de outra mãe o conselho para procurar a Galinha Pintadinha. Agora, Luccas assiste ao desenho três vezes por dia, durante 40 minutos por vez, em média.

A divulgação boca a boca foi um dos meios para tornar a animação conhecida. Com uma lojinha on-line, a Bromélia vendeu 500 mil cópias dos dois primeiros DVDs e prepara, com o perdão do trocadilho, os novos voos da Galinha: o terceiro DVD este ano, o lançamento da versão em espanhol - já disponível no YouTube - para distribuição por um parceiro em países vizinhos, o lançamento dos vídeos em Portugal, e a estreia de um musical, amanhã, no Teatro das Artes, no Rio. A temporada vai durar seis meses. Depois, chegará a São Paulo, com exibição prevista por um período idêntico. Também está sendo realizado um show itinerante por todo o país, desde outubro.

O musical conta com 18 artistas no elenco e foi produzido em parceria com a Geo Eventos, controlada pelas Organizações Globo. A direção do espetáculo é da produtora Ciranda de Três, com roteiro de Luporini e Prado, da Bromélia. A Som Livre detém os direitos fonomecânicos. O show itinerante, por sua vez, foi produzido inteiramente pela Bromélia, com um elenco de dez artistas. Entre as músicas estão clássicos infantis como "O Sapo Não Lava o Pé", "O Pintinho Amarelinho" e "Borboletinha", entre outras.

A Bromélia também estreou no ramo de licenciamento de personagens. Luporini conta que já assinou contrato com a Redibra e negocia com fabricantes de brinquedos e calçados. A expectativa é fechar acordos com mais de cem fabricantes neste ano. Além disso, ele fez uma aliança com a Editora Melhoramentos para lançar a série Canção Ilustrada, com quatro livros sobre os principais personagens. A chegada às livrarias está prevista até julho. Em vez de DVD, os livros trarão partituras para que as crianças tenham contato com a criação musical.

O diretor comercial da Melhoramentos, Manildo Cavalcante, diz que fechou acordo com a rede de supermercados Extra para a venda de 100 mil livros de pintar e colorir, a partir de março. Segundo ele, também já foi acertado com a Fnac a entrega de um livro exclusivo de atividades, em julho, cuja venda será acompanhada de um brinde da animação. Cavalcante calcula que a licença da marca venderá 300 mil unidades neste ano. "Aposto muito no modelo que nasce na internet e vem para o meio físico", afirma o executivo. O modelo, diz ele, é o licenciamento da marca Club Penguin, da Walt Disney. Só no ano passado foram vendidos 700 mil livros da marca.

Nem os celulares escaparam. Luporini e Prado desenvolveram aplicativos pelos quais vendem os clipes para os usuários de telefones móveis. Com um fã da Galinha Pintadinha em casa - o filho Pedro, de um ano -, Luporini quer ter as canções ao alcance do bebê em qualquer lugar, para acalmá-lo. "Agora entendo o porquê do sucesso. O DVD não tem violência, malícia, nem valor consumista ", afirma o produtor. "Pegamos coisas da cultura brasileira e as tornamos economicamente viáveis, e a internet foi vital para isso."

Rejeitada por investidores em seu nascimento, a animação acabou virando a "galinha dos ovos de ouro" para seus idealizadores, e movimenta "milhões de reais" por mês, segundo eles. Os valores não são divulgados.
Na sede da Bromélia, em Campinas, no interior de São Paulo, o sucesso é tratado com discrição. São apenas dez funcionários para cuidar de tudo, embora a cadeia de negócios envolva mais gente, de desenhistas contratados a parceiros de licenciamento, diz Luporini. Apesar de estrela, a Galinha Pintadinha nunca assumiu ares de diva.


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26.1.12

Significado de nomes estranhos em agências de propaganda e empresas web



Meses atrás o Bluebus publicou um post sobre Os 40 nomes mais estranhos de agências de publicidade e de onde eles vieram indicando uma lista publicada na coluna AdFreak no site do jornal Adweek em 14/11/2011: 40 Strangest Agency Names, and Where They Came From. Entre as agências separei e traduzi algumas mais conhecidas e pitorescas:

Odopod - www.odopod.com
Sede em San Francisco, Estados Unidos.
A origem do nome faz referência à ilha Odo do filme japonês Godzilla e a idéia de um time compacto, ou pod (casulo em inglês).

The Barbarian Group (O Grupo Bárbaro) - www.barbariangroup.com
Escritórios em Nova York, Boston e San Francisco nos EUA.
Segundo declaração por email ao AdFreak de Benjamin Palmer, sócio-fundador, o nome surgiu de um brainstorm onde os sócios Keith Butters e Rick Webb soltaram a frase "os bárbaros são difíceis de defender". Na verdade os sócios estavam conversando sobre uma nova versão do jogo Civilization.

Droga 5 - www.droga5.com
Sede em Nova York nos EUA, com presença internacional.
Origem: a mãe do fundador David Droga bordava números nas cuecas dos filhos para diferenciar entre os diferentes irmãos.

Razorfish (Peixe Navalha) - www.razorfish.com
Sede em Nova York com presença internacional.
O co-fundador Jeffrey Dachis declarou que o nome foi escolhido de uma lista de 10 opções surgidas em um brainstorm, para a abertura da primeira conta bancária em meados dos anos 1990.

Naked (Nu, Pelado) - www.nakedcomms.com
Sede em Londres na Inglaterra com presença internacional.
Will Colin, sócio fundador, declarou a coluna AdFreak que acredita que as marcas do século 21 devem aparecer nuas ao consumidor, deixando de lado o uso da comunicação como um capa de imagem mas ao invés disso adotar uma transação aberta onde as pessoas são parceiros iguais com a marca.

Wikreate - www.wikreate.com
Sede em San Francisco nos EUA
Explicação descrita no site: Nossa agência é construída no modelo wiki, uma plataforma aberta baseada na colaboração com especialistas em suas áreas e parceiros unidos na empresa e gerenciamento de projetos.

Strawberry Frog (Sapo Morango) - www.strawberryfrog.com
Sede em Nova York com presença internacional, inclusive no Brasil.
Segundo declaração de Scott Goodson, fundador da agência, ao jornal Economic Times da India, o nome foi escolhido para ser a antítese aos dinossauros da Madisson Avenue. "Diferente dos dinossauros do passado, o sapo morango era incrivelmente eficiente. Ele podia te apagar caso você lambesse. Ele era vermelho com as pernas azuis, um radical vestindo jeans."
-
Em 2008, o blog TNW The Next Web sugeriu a lista de 15 dumbest names for web 2.0 startups (15 nomes mais idiotas para empresas de internet iniciantes), enumerando entre elas nomes como Diigo, Mzinga, Oooooc.com, ooVoo, etc. De qualquer forma, a criatividade é a matéria prima da agência de publicidade, é natural que esse critério possa tb ser adotada nos nomes das empresas do setor. Em tecnologia e internet, depois do sucesso da Apple, Yahoo!, Delicious, Google, Submarino, Flickr e Tumblr, nomes sonoros, surrealistas e de origem obscuras tb não espantam ninguém.

Se seguirmos o mesmo raciocínio das listas do AdFreak e TNW, no Brasil poderíamos até incluir nomes de agências e startups como Africa, Amanaiê, Chleba, Cubo.cc, Diabloa4, Fulano, Gruda em Mim que o Boi não te Lambe, iChimps, Rino, Tabuleiro da Baiana, etc. O motivo do video do seriado Feiticeira ilustrar este post é que me lembro de uma agência web brasileira batizada de McMann & Tate, agência de publicidade fictícia que o personagem protagonista trabalhava... será que daqui a algumas décadas vamos ver surgir várias Sterling & Cooper homenageando a agência da série Mad Man tb?


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3.11.11

Idéias para empresas usarem coworking

Google Code Jam, London

Quando se pensa em coworking geralmente temos a idéia de que esse novo formato de compartilhar o espaço de trabalho é destinado apenas a profissionais independentes, frilas ou empresas pequenas sem sede própria. Mas eu acredito que empresas estabelecidas podem se beneficiar do ambiente e da cultura em torno do coworking, que gira em torno do empreendedorismo, nomadismo, mobilidade e colaboração entre profissionais de diferentes áreas e setores sem hierarquia.

Um uso que já deve estar acontecendo é a facilidade de uma empresa ter algo próximo a uma rede de filiais instantâneas em diferentes cidades do Brasil e do mundo, assim profissionais corporativos podem contar com uma estrutura de negócios e produção lado a lado de profissionais independentes e outras empresas individuais. Lembro quando muito tempo atrás, visitando Arraial da Ajuda na Bahia, presenciei um grupo de publicitários em uma espécie de "retiro" ou "imersão" em torno do que parecia ser algum projeto especial ou treinamento da empresa. Depois fiquei sabendo que este tipo de força tarefa temporária reunida em um local diferente do habitual é adotado por agências geralmente para concorrências e criação de campanhas importantes.

Outro uso interessante, atualmente adotado por empresas de tecnologia em universidades e locais públicos, que tb poderiam ser adequados a espaços de coworking são os camps ou labs, gincanas de programação de 1 ou 2 dias geralmente usadas para recrutamento e inovação aberta. Como exemplos posso citar o Yahoo Hack Day, o Microsoft Web Camps, o Campus Party Labs e o Google Code Jam. Na área da construção existe o Tecnisa Fast Dating, penso assim que o formato pode ser adaptado para empresas e profissionais de outros setores, além da área de computação e desenvolvimento de software.

Segue uma lista de possíveis idéias para empresas usarem o coworking:
  • Coworking como filial temporária em locais com atrativos turísticos para motivar e descontrair a equipe.
  • Coworking como filial temporária em locais com público para mercado teste ou prospecção de novos clientes.
  • Coworking como filial ou central para trabalhadores remotos em locais distintos da sede da empresa.
  • Coworking como central para equipe multidisciplinar de uma mesma empresa em projetos especiais.
  • Coworking para treinamento e convivência de funcionários corporativos com outros profissionais independentes e empreendedores que utilizam o local.
  • Coworking para eventos de recrutamento de profissionais ou fornecedores em gincanas de colaboração aberta e competição de equipes.
  • Etc, etc, etc.

É claro que pelo caráter aberto e compartilhado destes espaços, as empresas devem usar o coworking sabendo que as informações não serão confidenciais ou secretas, os projetos nestes ambientes devem se beneficiar da transparência, troca e colaboração.

Os espaços de coworking já devem estar pensando neste tipo de cliente corporativo, além dos tradicionais freelancers e profissionais independentes, lembro que tempos atrás o Pto de Contato lançou o Mesão Pto de Contato, onde empresas podiam patrocinar horas de uso no coworking para profissionais ou colaboradores eventuais.

Voltando ao "retiro" em Arraial d'Ajuda, um alerta: lembro vagamente do vulto de uma pessoa empolgada (que devia ser o dono da agência) fazendo um discurso com o livro oitentista bicho grilo "Sem Tesão Não Há Solução" balançando na mão, acompanhado de aplausos e hurras por todos os colegas da mesa. Na hora torci para que em minha então iniciante carreira de publicitário eu nunca tivesse que passar por uma situação como aquela :-D


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5.8.11

Cursos online grátis da FGV e P2P University

Estúdio
Estúdio, upload feito originalmente por FGV Online.

Matéria no site do Sidney Rezende publicado dia 26/7/2011 - FGV Online é indicada a prêmio internacional de programa mais inovador - fala dos cursos online grátis disponibilizados pela FGV e sua inclusão na categoria "iniciativas mais inovadoras" na premiação do consórcio internacional de educação aberta Open Course Ware Consortium (OCWC).

Os cursos gratuitos disponíveis e respectivas incrições estão no endereço www5.fgv.br/fgvonline/CursosGratuitos.aspx

Segue copy paste da reportagem no site SidneyRezende.com:

FGV Online é indicada a prêmio internacional de programa mais inovador
SRZD - 26/7/2011 - Hélio Almeida

A tendência de cursos a distância cresce no país. Um consórcio internacional de educação aberta, a Open Course Ware Consortium (OCWC), promove uma premiação para as instituições de ensino que se destacam. No Brasil, a Fundação Getulio Vargas (FGV), com sua unidade de educação online, está entre as melhores do mundo de acordo com o ranking da OCWC, e concorre na categoria "iniciativas mais inovadoras". O diretor executivo da FVG Online, Stavros Xanthopoylos (foto abaixo), disse ao SRZD que estar entre as principais universidades abertas do mundo (a primeira em Língua Portuguesa) é importante para contribuir na construção do processo educacional do futuro, e que ganha força a cada dia.

Os cursos de extensão oferecidos pela FGV Online são gratuitos e já receberam mais de 8,7 milhões de acessos desde 2008. Stavros disse que são mais 200 participantes de mais de 100 países representados no consórcio OCW, cujo prêmio reflete a opinião daqueles que atuam no mercado de educação a distância. "Para nós é importante a indicação, pois nos engrandece bastante. O nosso empenho em oferecer materiais educacionais de qualidade e o apoio e engajamento dos alunos foram fundamentais para obtermos mais essa conquista".

A FGV Online está entre as melhores intituições do mundo. Stavros a proposta é primeira iniciativa em Língua Portuguesa, e a primeira a colocar conteúdo no Brasil. Ele disse que a educação à distância já é uma realidade e o prêmio, que são fortes candidatos a levar, pode dar mais visibilidade no país. "Estamos no cenário mundial de um movimento de educação aberta, de recursos abertos educacionais gratuitos, e certamente é algo que vai moldar de alguma forma a parte de um processo educacional do futuro. E sendo reconhecido como potencial candidato a vencer na categoria de inovação deixa a gente muito feliz.

A instituição, que faz do consórcio OCW há três anos, promove cursos de extensão de curtíssima duração e são abertos ao público. De acordo com diretor executivo do curso, hoje existe um fluxo de visitantes que é um dos maiores do mundo em termos de visitantes por curso. "Para se ter uma ideia, o MIT (Massachussets Institute of Technology) no mês de março teve de 1,5 milhão de acessos no conteúdo deles. Eles têm 2.060 cursos no ar, que é todo o material didático. Nós tivemos no mesmo período 600 mil acessos em 24 cursos. Ou seja, enquanto eles têm 630 visitas por curso eu tenho mais de 18 mil".

A FGV possui indicadores do perfil do candidato, o que ajuda a enterder o público. "A maioria que acessa são aquelas pessoas que não teriam condições de pagar um curso na Fundação Getúlio Vargas. Estamos falando de pessoas com renda em torno de R$ 2.100 por mês, com faixa etária na maioria entre 25 e 35 anos, e uma pequena vantagem de mulheres solteiras acessando. Quase que 100% (99,7%) tem seus objetivos atingidos, recomendariam para outra pessoa ou fariam outro curso da instituição. E temos um outro tipo de público que utiliza nosso curso como carga extra curricular, que é aceito pelas instituições de ensino. Tem também uma parte constituída por presidentes de empresas para entender alguns termos, e depois de experimentar um piloto acabam comprando um curso".

Stavros afirma que o fator de inovação que existe hoje são disciplinas patrocinadas. "Temos uma parceria com o Wall Mart, que bancou o desenvolvimento de três disciplinas de varejo sustentável. Os nossos professores desenvolveram o conteúdo conceitual e usou o caso do Wall Mart pra ilustrar. E essas disciplinas são veiculadas no site da OCW com o selo do Wall mart do lado. E isso é um contexto inovador, pois é um modelo de negócios, de patrocínio para você disponibilizar gratuitamente o conteúdo. E agora tenho outro que vai sair, que é para pessoas saberem lidar com as finanças pessoais. Temos outros que iremos visar a área de Direito. Vamos expandir."


P2P University


O sucesso da iniciativa da FGV na área de e-learning gratuito me fez lembrar da plataforma aberta da P2P University, onde as pessoas podem criar e participar cursos e treinamentos online nos mais variados temas e disciplinas. Em março do ano passado o professor Sergio Amadeu lançou o curso Cidadania e Redes Digitais na plataforma e segundo divulgado em 19/2/2010 no Caderno Link do Estadão - P2P University em português - os cursos Introdução ao Pensamento de Paulo Freire, Civil Hacking e Cidadania em Redes Digitais elaborados pela Casa de Cultura Digital teriam sido disponibilizados anteriormente.

Os cursos disponíveis na P2P University estão listados no endereço P2pu.org/en/groups/

Ainda no ano passado uma dica no Twitter do @dolemes citou a seleção publicada pelo pelo blog DIY Learning com os 50 melhores cursos online abertos mantidos por universidades: Open.edu - Top 50 University Open Courseware Collections.


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29.7.11

Internet 3G no celular pré-pago por R$ 0,50 por dia, usando o Tim Infinity Web

one photo, one history
one photo, one history, upload feito originalmente por tanaka_fer.

Desde agosto do ano passado quando vi o comercial de TV anunciando o plano Tim Infinity Web anunciando uma promoção de acesso a internet via celular 3G por 50 centavos por dia comprei o chip da operadora e passei a usar o serviço. Queria testar o sistema operacional Android do Google e tinha comprado um aparelho smartphone Motorola Dext, importado no Brasil com exclusividade pela operadora Claro, mas os preços do acesso web com pré-pago eram muito caros. Um checkin no Foursquare poderia custar R$ 5,00 em créditos cobrados pelo tráfego de dados.

Antes de usar o chip da Tim tive que desbloquear o Motorola em uma loja da Claro, a própria operadora lançou uma promoção de acesso 3G a R$ 0,17 por dia, mas a mecânica de participação era mais complicada, pelo que me lembro exigia cadastro e compra de pacotes de créditos com expiração determinada mês a mês. No plano da Tim vc acessa a web 3G e é descontado o valor de R$ 0,50, o acesso é ilimitado e vc pode conectar e desconectar quantas vezes quiser por dia que a tarifa continua a mesma. Existe um limite de tráfego de 300 mb por mês, depois atingir este limite o acesso continua disponível mas com velocidade reduzida.

Internet sem fio pré paga popular

Com o esforço do governo em conseguir implantar um programa nacional de acesso a internet banda larga acessível e barata, o acesso 3G pré-pago por R$ 0,50 por dia ou R$ 15,00 por mês chega perto do valor proposto. É claro que a velocidade, disponibilidade e tráfego são bem restritos na tecnologia sem fio, mas pode ser uma opção diante da popularização dos smartphones, celulares com TV, video, câmera e até mesmo tablets - incluindo os fabricados na China que estão sendo ofertados a partir de R$ 260,00 no Mercado Livre, das marcas Coby, Epad e Bak.

Misturando esta disponibilidade de aparelhos móveis, pré-pago 3G barato e pontos de acesso wi-fi grátis em lugares públicos e empresas, temos um cenário complementar pra popularizar o acesso e um perfil diferente de uso da web e redes sociais pelo povão, o mesmo que aderiu ao celular pré-pago e criou mecanismos como o uso de vários chips de diferentes operadoras e aderiu a TV digital dando oportunidade ao desenvolvimento de aparelhos específicos à margem das grandes empresas fabricantes e operadoras de celular.


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25.7.11

Videos com aparelhos de passar roupa a vapor Tobi e Jiffy steamer



Dias atrás vi no catálogo brasileiro da empresa de telemarketing e canal de compras pela TV Polishop um produto para passar roupas a vapor chamado Vaporizador multiuso Tobi Steamer (R$ 599,87 ou 12x R$ 49,99). Na verdade a passadeira a vapor funciona também para outras funções na limpeza doméstica mas a foto mostrando o aparelho substituindo o ferro de passar chamou a atenção. Pesquisando no YouTube achei este video acima com 46.625 exibições demostrando o Jiff Steamer, produto concorrente aparentemente especializado no alisamento de roupas a vapor. Abaixo o video do Canal InfoNOTmercial com a demostração e teste do Tobi steamer que alcançou 13.348 exibições até agora.



Como já comentei aqui antes, a empresa brasileira Agillisa tem um invento que usa o vapor d'água para passar roupas (no site, o modelo mais barato Agillisa Re 127v custa R$ 3.099,00). Estes aparelhos americanos ou chineses são parecidos mas dão a impressão que foram criados para passar roupas uma a uma, diferente da máquina de passar brasileira que passa várias roupas simultâneamente, uma alisadora automática de roupas parecida com as secadoras e lavadoras. Desta forma, penso eu, o modelo brasileiro tem mais chance de deixar no passado o uso do ferro de passar e a rotina de cuidar das roupas que ainda lembra o século XIX e os pesados ferros a carvão.


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1.7.11

Aparelho para cortar sache de ketchup e mostarda

Meses atrás em uma mesa de cafeteria encontrei este aparelho cortador de sachês de katchup, mostarda, maionese e outros molhos que vem naqueles saquinhos quase sempre problemáticos e rebeldes. Tinha lido em algum lugar que o apetrecho era uma invenção brasileira e o fabricante estava tendo sucesso, inclusive em outros países, mas com dificuldades em importar a lâmina de metal planejava abrir uma filial nos EUA.

Uma das vantagens do invento seria a higiene e a impossibilidade de tocar os pacotinhos ou a lâmina com as mãos. Pesquisando na web descobri que a empresa e o produto foi batizado de Khort e foi criado por Leopoldo Almeida em 2008. Segue trecho da reportagem Eles vivem de inventos publicada em dezembro de 2010 no site PEGN:


Era uma vez um desempregado
Leopoldo Almeida, 39 anos, ex-vendedor

Cortador de sachê > O Khort é um objeto em formato de "U", acoplado à uma lâmina - que pode ser trocada - com um caminho para passar a ponta de um saquinho de ketchup ou mostarda

Leopoldo Almeida notou algo de incomum quando o garçom de uma lanchonete no centro do Rio de Janeiro trouxe seu pedido. Não havia nada de errado com seu sanduíche, mas todos os sachês com os condimentos já estavam abertos, cortesia do seu atendente. “Eu posso criar algo que faça isso, que abra os sachês para as pessoas”, imaginou. Na época, em 2007, o vendedor de material médico estava desempregado, e teve de pedir empréstimos de R$ 30 mil a um amigo e à irmã para registrar a patente do seu invento, o Khort. Mesmo depois, a falta de dinheiro continuou a ser um problema: para começar a produzir o cortador, ele precisava de um investimento de R$ 200 mil. Como solução, Almeida tornou-se sócio do dono de uma fábrica de objetos plásticos. Ele demorou cerca de oito me-ses para vender as primeiras 20 mil unidades. Valeu a pena. Em janeiro de 2010, foram dois mil; em junho, 18 mil; e em setembro, 100 mil. Hoje, Khort também é o nome da sua empresa, que tem clientes no Brasil inteiro. “O próximo passo é tornar o Khort um utensílio comum na casa de qualquer consumidor”, afirma. Neste ano, Almeida entrou com pedido de patente internacional nos Estados Unidos, Canadá, México e Europa. Além disso, está desenvolvendo uma versão descartável do cortador para acompanhar refeições entregues em domicílio.

Além do site, a Khort tem perfil no Twitter @superkhort (44 seguidores), uma fanpage no Facebook Abridor de Sachê (181 fãs) e o inventor empresário tem um Canal Leo Aquino no YouTube (54.713 exibições nos videos), um dos videos do canal mostra uma demo: Khort - Aplicação e atualização. Dizem que o Brasil é um país campeão de empreendedores mas que são poucos ligados à inovação, de repente o sucesso destes inventos que facilitam o cotidiano e complementam tecnologias supostamente práticas mas imperfeitas (como os saquinhos de ketchup) podem demostrar um caminho e uma vocação nacional.

Finalizando, uma enquete na fanpage da Khort resume bem a mudança que o invento pode trazer: O que você já sujou abrindo sachê de ketchup e maionese? ( ) Minha roupa, ( ) Tudo menos o sanduiche!, ( ) A pessoa ao lado, ( ) Meu rosto.


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20.4.11

Produtoras de video ganhando dinheiro no YouTube



Ontem li um artigo do New York Times assinado por Claire Cain Miller e traduzido pro português por Augusto Calil no jornal O Estado de São Paulo falando sobre produtoras de video que lucram exclusivamente com videos no YouTube. Citava varias produtoras americanas que seguem este formato de remuneração através do programa de afiliados e de investidores.

Na hora lembrei de experiências brasileiras que parecem seguir o mesmo caminho, a mais bem sucedida talvez seja o canal Galo Frito (com 66.405.853 exibições nos videos), cuja série da personagem Pathy que te Pariu ilustra esse post. De qq forma eu citaria tb os canais Anões em Chamas da Fondo Filmes (chegou a ter 11 milhões de exibições antes de ser suspenso pelo YouTube) e até mesmo o Música de Bolso da Ioio Filmes (1.931.153 exibições). Diferente dos vlogs, uma revolução individual onde uma webcam e conexão internet é suficiente para lançar novos talentos, nestes canais a produção tem um caráter coletivo e a criação e o lançamento de personagens, protagonistas e enredos se parece mais com o show business e star system tradicional.

Abaixo o copy paste do artigo do New York Times assinado por Claire Cain Miller e traduzido pro português por Augusto Calil no jornal O Estado de São Paulo.

Pequenas produtoras ganham dinheiro no YouTube
19/4/2011 - Estadão.com

Era um estúdio de cinema profissional, apesar de os atores insistirem em estragar a cena ao rirem do astro, que se debatia diante de uma tela verde, fingindo ser devorado vivo. "Precisamos de uma tomada mais limpa", disse o técnico de som. Eles gravaram mais uma vez, os atores contendo a histeria até que as câmeras fossem desligadas.

A cena, um episódio de um programa humorístico chamado AsKassem, não era destinado ao cinema e nem à TV: ele seria exibido no YouTube. Mas, com a tela verde, a equipe de técnicos, os atores e as consideráveis despesas com o aluguel de câmeras e luzes, o programa vai muito além dos típicos vídeos de produção individual gravados no porão de casa apenas com uma webcam, tão comuns neste site.

O AsKassem é obra do Maker Studios, uma das muitas produtoras que surgiram para ajudar a criar e distribuir vídeos na rede. Financiados por capitalistas investidores e por recursos cedidos pelo YouTube, do Google, esses estúdios tentam desempenhar para os serviços de vídeo online o mesmo papel assumido pela United Artists há quase 100 anos na distribuição dos filmes e também aquele assumido pela MTV em relação à televisão nos anos 80.

"Estamos falando de uma nova geração de estúdios, gente que está crescendo com um trabalho amador e que decidiu juntar forças e formar essas redes", disse Hunter Walk, diretor de gestão de produtos do YouTube. "Sob muitos aspectos, são como as primeiras emissoras a cabo de 30 anos atrás."

Trata-se de uma importante mudança na estratégia do Google para o YouTube. O Google decidiu participar muito mais e ajudar na criação de conteúdo original para o site ao alimentar esses estúdios, pois a aposta em conteúdo profissional produzido por estúdios já consagrados no cinema e na TV não produziu os resultados esperados. O YouTube precisa muito de mais conteúdo de alta qualidade para concorrer com serviços que oferecem vídeo via streaming, como o Netflix e o Hulu, na disputa por espectadores e anunciantes.

Lucro.

Alguns criadores de vídeos para o YouTube têm ganhado dinheiro nos últimos anos. Mas, conforme a popularidade do site aumentou vertiginosamente, os criadores podem enfrentar dificuldades para consolidar canais com uma audiência regular, fugindo da fórmula do sucesso solitário das peças virais.

As produtoras iniciantes - entre elas o Maker Studio, Machinima, Mahalo, Vuguru e Next View Networks (essa última comprada recentemente pelo próprio YouTube) - tentam ajudar os diretores.

Elas escolhem os videomakers mais talentosos e os ajudam a produzir vídeos oferecendo-lhes o figurino, as câmeras e os recursos financeiros necessários. Ajudam também a consolidar a audiência por meio de estratégias como a distribuição de links para esses vídeos inseridos em outros conteúdos populares na mesma rede.

O YouTube, por sua vez, vende espaço aos anunciantes e partilha o lucro obtido com essas empresas e os criadores dos vídeos.

Auxílio
O YouTube sustenta esses empreendimentos com a renda dos anunciantes, com auxílio nas questões relativas a copyright e também com investimentos.

No Brasil: Galo Frito e Anões em Chamas

Agora, fazendo um paralelo com o Brasil, o canal Galo Frito, no ar desde outubro de 2007 no YouTube, faz muito sucesso com paródias de artistas famosos e celebridades adolescentes e séries com personagens de humor. Segundo o site oficial, o Galo Frito nasceu nas salas de aula do curso de Publicidade e Propaganda na UNIVALI (SC) por Mederijohn Corumbá (Mederi) e Tiago Cadore, Mederi, surinamês, desde 2003 dirige e edita curtas-metragens, documentários e animações e Tiago Cadore é editor, animador, ator e roteirista.

Ainda segundo o site, em 2006, Mederi e Guilherme Angeli resolveram bolar um programa de humor diferente, chamaram André Petermann (Buda) para fazer parte e começaram o projeto Galo Frito. Quando tudo estava definido, infelizmente Guilherme Angeli veio a falecer, fazendo com que o Galo Frito ficasse na geladeira por até 2007 quando Tiago Cadore se juntou dando origem ao piloto da série.

Como eles próprios se definem, o Galo Frito é um programa de humor, com esquetes humorísticas em forma de curtas-metragens, muito diferente do que você já conhece, trazendo sempre um humor rico em gordura trans!

No YouTube atingiram 104.471 assinantes (4º maior entre os comediantes/humor e 10º entre os parceiros/afiliados do YouTube no Brasil) e 66.405.853 exibições nos videos do canal (14º mais visto no Brasil, 3º entre os comediantes e 11º entreos parceiros/afiliados).

Muitos videos do Galo Frito brincam perigosamente com celebridades e artistas populares do momento, como Restart e Justin Bieber e mesmo as séries com personagens originais, como Pathy que te Pariu, aborda temas marginais como sexo, escatologia, etc. Um limite que o YouTube e sua audiência (que pode denúnciar e marcar videos supostamentes fora da lei) talvez tenha levado ao banimento do canal Anões em Chamas da Fondo Filmes.

Lançado em fevereiro de 2010 como braço web da Fondo Filmes, o Anões em Chamas foi criado por Fabio Porchat, comediante de stand-up e roteirista na TV Globo, e Ian SBF, diretor de curtas e longas metragens e tb roteirista na TV Globo e Multishow, sócios da produtora. Depois de alcançar pelo menos 11 milhões de exibições, o canal foi deletado pelo YouTube em março de 2011, segundo o blog Delfos, provavelmente pela série de videos com a pesonagem Amanda, que dava dicas machistas para mulheres nos relacionamentos.


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15.4.10

Bola - Games de futebol no Orkut em Open Social


Bola Social Soccer no Orkut.egg by wagnertamanaha on Aviary

Já tem várias semanas que estou experimentando o game Bola Social Soccer no Facebook. Depois de construir um estádio razoável e perder várias partidas por W.O., estava desafiando times de amigos como o Pereba F.C. (do Michel Lent do blog Viu Isso?), C.R. Gajardo (dirigido pelo Ariel Gajardo do SimViral), Yassuda FC (do Luiz Yassuda do Brainstorm 9), Arcade Fire F.C. (técnico Luiz Jeronimo do Tarja Preta), Pandástico FC (do Pandão do blog Documento Tupiniquim), HeliopazFC (de Helio Sassen Paz do Heliopaz.com), Dante F.C. (dirigido pelo Dante Calligaris da Gauge), etc. Até mesmo inscrevi meu time, o Uchinanchus F.F.C., no primeiro campeonato do game social, batizado de Torneio O Porto e anunciado recentemente.

Ontem li no blog Gattune - Bola Social Soccer, jogue bola no Orkut - que o jogo já tem uma versão open social disponível no Orkut. Quando vi o post anteontem o game tinha 251.691 usuários, ontem voltei pra instalar em meu perfil e começar a testar. Aproveitei pra conferir a estatística: tinha subido pra 282.541, quase 30 mil jogadores a mais.

O jogo simula o gerenciamento do time, no estilo do pré-histórico Elifoot e seu similar web Hattrick, em atividades como construção de estádio, treinamento e escalação dos jogadores, esquema tático, administração de patrocinadores e finanças do clube e, futuramente, compra e venda de jogadores.
Mas além destas tarefas, o game tb permite o controle do jogadores nas partidas, movimentação, passes, chutes a gol, etc, mas longe de atingir a jogabilidade de um Winning Eleven (Pro Evolution Soccer), claro.

Bola Social Soccer no Orkut.egg by wagnertamanaha on Aviary

O Bola Social Soccer já conta com patrocinadores como Allianz Seguros, Coca-Cola e Canal Fox, exibindo banners e placas nos clubes e estádios e logomarcas nas camisas. Desenvolvido pela softwarehouse argentina Three Mellons, seu fundador Mariano Suarez, estará em São Paulo para palestrar no evento Socialmedia Brasil dias 24 e 25 de junho. Recentemente foi incorporada por uma empresa americana, como anunciou no blog oficial: Great news! We are part of the Playdom team!

Apesar do número de usuários ainda ser bem inferior ao Colheita Feliz (19.768.858), da Mentez, do Buddy Poke (38.708.266) e mesmo do Joga Craque da Vostu, que tem 4.557.215 usuários, minha opinião é que o Bola Social Soccer vai crescer. Experimentei o Joga Craque e achei que o modelo RPG, de fortalecer personagens através de tarefas e missões, muito diferente do clima do futebol e games de esporte. Espero que os desenvolvedores argentinos, país que também é uma potência no futebol, tragam toda a cultura, vivência e conhecimento futebolístico e boleiro para futuras atualizações do game.

Não sei se a Vostu ou a própria Three Mellons tem desenvolvedores brasileiros na equipe mas lembro que na Copa do Mundo de 1998 o UOL lançou um game simulador de futebol desenvolvido pela Tabuleiro. Apesar dos gráficos precários permitidos na época (acesso via modem, etc), a movimentação e posicionamento dos jogadores me surpreendeu, como na vida real, o goleiro da seleção da Colômbia se posicionava adiantado e até avançava pro campo adversário nas cobranças de escanteios e bola parada.

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18.2.10

Marcas e empresas usando Foursquare

De Blog do Wagner Tamanaha

Hoje ao acessar a home do Foursquare, rede social mobile baseado em localização, vi este novo espaço destacando vários perfis de empresas no site. O título convida: Follow these brands to unlock new experiences - Siga estas marcas para descobrir novas experiências! São marcas e empresas de vários setores, imprensa e midia (Zagat, The New York Times, Metro News), entretenimento (Valentine's Day Movie), moda e varejo (Mark Jacobs) e educação (Harvard University), não apenas restaurantes e lanchonetes, empresas cujo benefício no uso dessa rede era mais óbvio.

Na própria página Foursquare for Businesses (Foursquare para negócios e empresas) as fotos e exemplos mostram bares e lanchonetes usando o site para promoções e descontos. Dia 15/01/2010, Gabriel Jacob comentou em seu blog ADivertido uma ação da americana Tasti D-lite - Cadeia de sorveterias ativa promo com Foursquare. Publicada no mesmo dia, matéria no site da revista Time - Foursquare's Twist on Facebook: A Reward for Checking In - conversou com o co-fundador Dennis Crowley (ex-Google) e tb mencionou ações com pizzarias e pequenos negócios.

Além de conceder o título de prefeito "major" para quem faz mais check-ins (avisos) nos lugares demarcados, o Foursquare mistura elementos de game e gincana, premiando os usuários com medalhas "badges" e rankings. Além do interesse pelo conteúdo de vizinhança, talvez o caminho para empresas e marcas de outros setores usarem bem a ferramenta seja este, para o perfil do filme Valentine's Day que citei acima, ganha ingresso quem adicionar o perfil e revelar que esteve em um dos lugares românticos indicados.

O perfil do jornal Metro no Foursquare por enquanto só publica dicas em cidades no Canadá, mas como aqui em São Paulo circula uma versão do veículo, quem sabe a novidade chega por aqui tb. Ainda em midia e entretenimento, o canal Bravo foi mencionado na CNN - Bravo Fan can checkin in Foursquare (em 1/2/2010) - e o setor foi tema de um post no blog Mashable: Foursquare Inks Deals With Major Media and Entertainment Brands (Foursquare assina acordos com grandes empresas de midia e entretenimento, post de 9/2/2010).

Apesar da repercussão do site Pleaserobme.com (Me roubem por favor) levantar eventuais riscos em relação a privacidade e segurança no compartilhamento das informações pessoais e geográficas, vai aqui o link para meu perfil no Foursquare. Postei algumas dicas mas por enquanto sem nenhum checkin, lembrando outra limitação para o crescimento da rede aqui no Brasil: precisa de celular com gps, iPhone, Android ou Blackberry :-)


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24.12.09

Pane no Mastercard na véspera de Natal

Depois de tentar passar meus cartões Sodexo e Mastercard, que utilizam o sistema da Redecard, percebi que vários supermercados e lojas aqui no bairro estavam com avisos que não aceitavam Mastercard. Fiz uma busca no Twitter e encontrei esse recado do @joao_neto que colocou a culpa da pane no estagiário e indicou esta notícia no site da Abril.com - Redecard sofre pane e impossibilita compras com cartões na véspera de Natal - dizendo que a falha durou algumas horas na tarde de hoje e traz uma declaração oficial da empresa:

"A Redecard esclarece que identificou um problema em seu processamento que, apesar do acionamento de seus sistemas de contingência, causou instabilidade em sua rede a partir das 12h00 de hoje. Medidas corretivas foram tomadas e a situação foi sanada em todos os estabelecimentos credenciados. A Companhia esclarece ainda que trabalha continuamente para oferecer a seus clientes uma rede cuja disponibilidade é muito superior aos padrões internacionais hoje existentes."

Na busca no Twitter por #mastercard encontrei relatos de problemas no Brasil - São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul - e até no exterior (@janewells). Fiz uma captura de tela que coloquei no Aviary (abaixo está a visualização parcial) e separei alguns dos posts:

@podesta RT @marcelaleal: Deu pau no Mastercard e Redeshop no mundo inteiro é isso? Q piada Em poa não consegui comprar de jeito nenhum com master
@flatoscano alguém me explica que boicote que tá rolando com o #mastercard? pq TODOS os lugares tão tipo sabotando a bandeira.
@augustocc Redecard = Mastercard e Diners. Imagina descobrir isso na hora de pagar a conta do restaurante pra seguir viagem?
@barbara_cusin Maldita Mastercard, deixou meu amor sem o presente de natal dele :( #Mastercardfail
@Glauciobabo @bandnewsfmrio Impossível comprar alguma coisa na crédito hoje a tarde. Pane nos cartões de crédito MasterCard Maestro e Redeshop.
@pgargasson @bilaamorim o problema do mastercard é nacional...imagina a loucura

Mastercard no Twitter.egg by wagnertamanaha on Aviary
Mastercard no Twitter.egg by wagnertamanaha on Aviary

O imprevisto foi aparentemente causado pela grande demanda que o sistema sofreu por causa das compras de Natal e deixa evidente nossa dependência dos meios digitais de pagamento, cartões de crédito, débito e benefícios. A Visa, e a Cielo (ex-Visanet), devem ter recebido parte das transações planejadas para outras bandeiras e seu sistema, além da infraestrutura de telefonia e transmissão de dados, absorveu o impacto talvez com alguns reflexos para os usuários.

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29.1.09

Produtora de videos virais políticos nos EUA


Matéria veiculada no Jornal da Globo semanas atrás - Americanos Fazem Videos de Humor Sobre Disputa Presidencial - fala da influência dos blogs e mostra os bastidores e a estrutura de produção do grupo Barely Political, criadores da Obama Girl sucesso viral na campanha eleitoral (ou pré-eleitoral?) americana. No blog da Fundamental, o post Obama é Pop indica outros videos e elogia este cenário onde a participação dos eleitores produz material para seus candidatos.

Post publicado originalmente no Blog Colmeia.tv

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17.11.08

Investimentos da Ásia em etanol no Brasil

Antes do agravamento da crise financeira o interesse no mercado de biocombustíveis era grande e atraiu investidores da Europa e EUA em projetos com etanol e biodiesel no país. Agora, mesmo em reavaliação, é possivel que a busca por tecnologias em fontes renováveis de energia seja um dos pilares da nova política industrial do próximo governo americano, se promessas de campanha for realmente cumprida.

Notícia publicada no Estadão - Grupo Noble, de Hong Kong, investe em porto, álcool e minério no Brasil - publicada em 29/09/2008, fala dos planos que transformaria o país na quinta maior operação da gigante especializada em produzir e comercializar commodities (matérias-primas negociadas na bolsa de valores). A Noble Group começou negociando grãos e hoje tem investimentos em logística, mineração e usinas de álcool e açúcar. Com um brasileiro comandando as operações desde 2003, Ricardo Leiman, o grupo comprou uma usina em Votuporanga/SP, onde quadruplicou a capacidade de produção e iniciou a construção de outra em Meridiano/SP. Até 2011 o plano é estar entre os 5 ou 10 maiores produtores nacionais de Etanol. O Grupo também está investindo em um terminal próprio no porto de Santos/SP, para armazenar e exportar grãos e açúcar, e em um terminal liquido no porto de Itaqui/MA, região escolhida por estar próxima de mercados visados pelo etanol que vai produzir: EUA e Europa.

Outra nota, no jornal Valor e Globo - Coreanos vao investir em etanol na BA - publicada em 26/08/2008, contou dos planos da Celltrion, firmado em acordo com o governo do Estado. Atuando no ramo de biofarmaceuticos, a empresa coreana pretendia investir R$ 540 milhões em uma usina de etanol no município de Barra/BA. Com benefícios fiscais, a Celltrion já tem terras plantadas com cana na região e com a usina, pretende produzir 1,3 bilhões de litros de etanol e produzir energia termoelétrica a partir da queima do bagaço da cana.

Aparentemente este movimento de empresas asiáticas nao está restrito ao Brasil, nota na Folha - Biocombustiveis: Chineses investem U$ 40 bilhoes para produzir na África - publicada em 07/06/2008, citou uma empresa de Macau criada para desenvolver negócios em países de língua portuguesa. Um dos administradores da companhia, Ambrose So, disse à Agencia Lusa que a iniciativa pretendia investir U$ 40 bilhões na África, nos próximos 10 anos, para produzir biocombustíveis em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.

Em um movimento parecido, a Petrobras também tem interesse em exploração de petróleo e produção de etanol em países africanos. Assim como o Brasil recebe projetos de paises da Asia, EUA e Europa, empreendimentos brasileiros tambem acontecem na Africa, America Latina e Asia. Um movimento não excludente, onde no final, a existência de um vencedor não significa o fim dos outros competidores, concordam?


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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7.11.08

Blindagem de telefones na Grampolândia

grampos

Nos últimos anos a Polícia Federal vem chamando a atenção da imprensa e da população com operações contra crimes, contrabando e fraudes envolvendo grupos econômicos poderosos, atingindo pessoas influentes e ricas. Um dos recursos utilizados nas investigações e usado como provas nas acusações é a tecnologia de invasão, gravação e escuta telefônica.

Nota na coluna Direto da Fonte publicada em 16/07/2008, assinada por Sonia Racy no Estadão - 40 Milhões de "Escutados" - conta que segundo cálculos de uma empresa de telefonia, o número de telefones "escutados" oficialmente, durante o ano de 2007, foi de 40 milhões. Sem incluir a escuta extra-oficial, que também existe. O número foi deduzido a partir das 2 milhões de requisições recebidas de grampo judicial, como a investigação não é feita em um só numero, mas geralmente em 3 números telefônicos, temos uma média de 6 milhões de aparelhos grampeados. As estatísticas das operadoras de telefonia também revelam que cada pessoa interage no mínimo com outras 8 via telefone, chegando ao total de 48 milhões de telefones grampeados. A fonte da colunista também demostra preocupação com a portabilidade numérica, pois para saber onde está sediado determinado número de telefone, a Justiça vai poder consultar uma central nacional de localização, mais um passo no elenco envolvendo a quebra do sigilo telefônico no Brasil.

Em reação a este cenário, notícia no Yahoo! Notícias - Escândalos turbinam vendas de aparelhos antigrampo - publicada em 29/08/2008, revelavam que a repercussão das operações da Polícia Federal aumentou a preocupação com as escutas telefônicas. Segundo a matéria, escutas não autorizadas e irregulares seriam 500 mil pelo País, provocando um aumento na procura por equipamentos que prometem "blindar" os telefones contra grampos.

Edson dos Santos, diretor comercial da Cryptocell, empresa especializada em softwares que criptografam ligações, revelou que a maior procura é feita por empresários, políticos, advogados e profissionais do mercado financeiro. O aumento da demanda permitiu que os preços do programa reduzissem de R$ 2.700,00 em 2007 para R$ 1.870,00 na época da reportagem. Aplicativo semelhante chamado GoldLock, criado por outra empresa, custava R$ 3.500,00.

Estes softwares uma vez instalados nos aparelhos, desfiguram e embaralham as ligações, quando interceptadas e gravadas nas operadoras, tudo que se ouve e um barulho semelhante ao sinal de fax. Segundo Edson, o software usa tecnologia israelense e as vendas cresceram 60% em 12 meses, chegando a dobrar a média mensal nos picos de venda, que coincidem com a cobertura da mídia à operações da Polícia Federal, como a Satiagraha, que levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas. O diretor presidente da GoldLock, Marcelo Copliovitch, diz que a maior preocupacao dos clientes e com relação às escutas ilegais e lembra que eventos como a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Grampo mostram como a telefonia nacional é vulneravel.

A produtora mineira de software Bremer Servicos Empresariais desenvolve seu próprio aplicativo batizado de SecVoice. Segundo Cesar Brener Pinheiro, sócio da empresa, o mercado brasileiro deve crescer 30% este ano mas também planeja expandir seus negócios para América Latina e Asia.

Imagino que aqueles que trabalham com informações confidenciais realmente estejam preocupados com a banalização da tecnologia que permite a invasão de privacidade e interceptação de telefonemas. Isso sem falar no rastreamento e monitoramento ilegal de emails, mensagens instantâneas, etc. Um cenário de incerteza e promiscuidade que pode fazer com que a blindagem do fluxo de informações deixe de ser opcional (para aqueles que podem pagar) e vire um item obrigatório dos serviços de telecomunicacao e internet, concordam?


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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26.10.08

Hospedando dados no Brasil


No final de agosto a Locaweb, maior empresa brasileira de hospedagem de sites, anunciou a compra de um terreno de R$ 18,7 milhões para contruir um novo datacenter e a futura sede da empresa. Em nota no Estadão - O salto bilionário da Locaweb - publicada em 01/09/2008, Gilberto Mautner, presidente e co-fundador da empresa, anunciou que sua idéia é fazer o maior data center do país. Criada em 1998 por Gilberto e Claudio Gora, com investimentos de R$ 30 mil, ocupava uma área de 70 metros quadrados, e no novo complexo, o espaço será 400 vezes maior.

Na epoca da reportagem, antes da crise financeira, a Locaweb esperava abrir capital em 2009 ou 2010 e era avaliada em R$ 1 bilhão. Faturando menos de R$ 100 milhoes, relativamente baixo para uma companhia aberta mas vantajoso por demandar baixos investimentos, a empresa já sobreviveu ao estouro da bolha ponto em 2001. Gilberto Mautner e primo de Claudio Gora, foi criado pelos tios como se fosse um dos filhos, em 1997 morou na California/EUA e trabalhava na Andersen Consulting onde presenciou o início da indústria da internet. De volta ao Brasil em 1997 montou o portal Intermoda, já que a familia trabalhava em uma confecção e Michel Gora, pai de Claudio, fez o investimento inicial. Depois de um ano, desistiram do portal de moda e fundaram a Locaweb, utilizando um servidor na California e cobrando R$ 29,00 por mês, em uma época que a média de preços para hospedar um site era de R$300,00.

Em 2000, o tio Michel Gora deixou a confecção para se dedicar a nova empresa, graças à sua experiência, não deixou a empresa embarcar na euforia ponto com e fez com que a empresa fosse lucrativa desde o início. Segundo a materia, Gilberto Mautner, engenheiro, e o presidente, Claudio Gora cuida do marketing e comercial, Michel Gora e presidente do conselho, Ricardo Gora cuida da área financeira e Andrea Gora é responsável por recursos humanos. Outros 3 diretores não são da familia, parte do processo de profissionalização.

Notícia no jornal Gazeta Mercantil - Locaweb e Diveo investem em expansão - publicada em 02/09/2008, conta que o novo centro da Locaweb terá capacidade para 100 mil servidores, um campus para as áreas de pesquisa, desenvolvimento, suporte e administração, ocupando 28 mil metros quadrados. A nota na Gazeta também registra que a Diveo Boradband Networks anunciou US$ 30 milhões em investimentos nas operações brasileiras. Segundo a companhia, prestadora de servicos em TI e infra-estrutura em telecomunicações para clientes corporativos na América Latina, US$ 22 milhões irão para a expansão do atual data center que vai passar de um espaco de 17 para 22 mil metros quadrados.

No site Baguete, o post Diveo: US$ 30 mi no Brasil, além dos números, traz declaração de Marco Américo D. Antonio, vice-presidente executivo de Data Center da Diveo do Brasil. Com sede em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, a empresa mantém três data centers, interligados por uma rede panregional, na Colômbia, México e Brasil. Presente no país desde 1999, tem 1,8 mil clientes e presença em sete cidades: São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.
Imagem: Baguete.com.br


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