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29.11.16

Rede social com criptomoeda Steemit, chegando junto na revolução blockchain.


Na primeira vez que ouvi falar em blockchain e Bitcoin não entendi quase nada, era 2011 e esse assunto empolgava apenas os nerds, mesmo assim baixei um software e achei que já estava minerando, participando de uma corrente mundial de processamento descentralizado e ajudando o movimento no estilo SETI@home (Search for Extraterrestrial Intelligence, febre da internet do final dos anos 90). Fiz isso e esqueci.

Anos depois em 2013 o assunto contagiou a grande imprensa, por algum motivo o Bitcoin estava valendo um dinheirão. Lembrei daquele download, tentei todo alegre descobrir se tinha ganho alguma coisa e, resumindo, continuei não entendendo nada. Passou mais um tempinho, quando fui passear em Boston tirei esta foto de um caixa eletrônico para Bitcoin em uma loja/livraria perto de um dos campus do MIT.

Agora, através do @hdimantas descobri o Steemit, uma rede social que remunera seus participantes ativos com a criptomoeda Steem. Me cadastrei - @wagnertamanaha - e aproveitei pra desabafar sobre a vitória do Trump e os planos da IBM com o Watson em meu post de estréia por lá: O presidente.

Confesso que também entrei nesta onda influenciado pela divulgação do livro Blockchain Revolution, lançado por Dan Tapscott este ano, e também pelos artigos sobre o assunto do Ronaldo Lemos na Folha de SP e pelas iniciativas de Oswaldo Oliveira, evangelizador e empreendedor do tema no Brasil.

De qualquer forma, já está na hora de botar o pé nesta revolução, se não por méritos das criptomoedas, por decrepitude do sistema financeiro mundial, que depois de prescindir do lastro em ouro nos anos 70 agora já até aceita aplicar juros negativos (imagino que na cabeça de um contador essa expressão soe como "subir pra baixo"), punindo quem quer guardar moeda e economizar.

Pelo que entendi o Steemit funciona desde o começo do ano, cheguei lá e achei bem rústico comparado com o Medium (que parece ser a inspiração mais próxima). Publicando conteúdo em um editor que não é wysiwyg me senti voltando ao passado, na época quando era preciso saber um pouco de html. Mas o que faz a diferença é a ideia de remunerar os participantes com criptomoeda, com os Steems já pingando em minha carteira agora entendo o bafafá em torno da tecnologia.

Afinal, pra uma moeda existir só é preciso ser conversível e conquistar credibilidade diante de uma comunidade. Hoje em dia emitir moeda é monopólio de países e governos mas com o sucesso do Bitcoin, que já pode ser trocado por dólares em caixas-eletrônicos, esta realidade está sendo posta em cheque. Parece que já tem gente que está negociando Steem, trocando por Bitcoins, pra converter a moeda também existe o Peerhub, um marketplace online onde os vendedores aceitam a criptomoeda.

Pode ser que o Steemit não dê certo ou sofra algum imprevisto tecnológico, como aconteceu com o The DAO (Descentralized Autonomous Organization), uma iniciativa blockchain muito mais ambiciosa, sofisticada e conduzida com mais cuidado formal que através de uma brecha de segurança sofreu um roubo traumatizante mas ainda não o suficiente para fazer a comunidade desistir por completo: introducing Charit DAO.

Vou dar uma chance pro Steemit. Afinal, o conteúdo sempre girou em torno de comunidades e as comunidades giram em torno de conteúdo. Se as comunidades são trocas, de bens e informações, e as criptomoedas em redes blockchain também comunitárias em software livre despontam como intermediario ideal... BUM, taí uma combinação que me parece tão explosiva quanto foi o advento da internet.

10.10.11

"A morte é muito provavelmente a melhor invenção da vida." Steve Jobs (1955 - 2011)



Eu comecei usando Macintosh em um modelo SE, monobloco, tela em preto e branco, onde inacreditavelmente rodava o Photoshop e Quark XPress, o dono da empresa era americano e conseguia trazer os equipamentos que tinham importação proibida pela Lei de Reserva da Informática. Depois, na DPZ continuei a usar Macs, que a Gráficos Burti importava através de uma brecha na legislação e deixava em comodato com algumas agências de publicidade. Em casa tive um Macintosh LC III, um PowerMac G3 - cujo monitor foi reciclado e virou a cama para gato e cachorro do video acima - e mais recentemente um Powerbook, que tb já mostrei aqui em cima do suporte feito com caixa de papelão no post sobre meu home office.

Reciclar talvez não combine com a filosofia que Steve Jobs, morto na quarta-feira passada, defendeu em seu famoso discurso na cerimônia de formatura da Universidade Stanford de 2005, legendado no YouTube, transcrito e publicado na íntegra em inglês.

A morte é o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo.

De qualquer forma, mesmo contrariando o desapego, prazo de validade e a finitude das coisas, a caminha até que ficou bacana e está sendo muito utilizada pelos bichos lá de casa.

Design e budismo

A frase de Steve Jobs, que segundo consta na juventude viajou para a India e virou budista, parece com um ditado zen que diz: só conhece a vida aquele que já morreu. A obsessão pelo design perfeito do co-fundador da Apple também remete ao conceito budista do iki, ideal estético que um objeto pode alcançar e meta de todo mestre artesão quando começa a criar sua obra. No Iki o objeto atinge uma mistura perfeita de simplicidade, beleza, elegância, ousadia, sofisticação, etc. Ela pode ser materializada em um pratinho de porcelana, uma espada, uma tijela de laca ou em um smartphone.

Em contraponto a essa busca personalista, meritocrática e virtuosística do artesão, a cultura wiki e do código aberto também nasceu fazendo referência a outro conceito estético budista: o wabi-sabi, a beleza das coisas fugazes, impermanentes e imperfeitas. Desta vez, abrindo espaço para o coletivo, colaborativo, espontâneo, anônimo, tosco e remixado.

Update em 18/10/2011:
A morte de Steve Jobs foi anunciada pela Apple no dia seguinte ao keynote de lançamento do iPhone 4GS, o primeiro evento deste tipo sem seu famoso CEO. Na cultura japonesa existem várias histórias onde a morte do guerreiro só é descoberta depois que ele cumpre a missão.


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3.10.11

Um time pra entrar pra história (recente) do basquete no Sesc Consolação

O time vencedor - Basquete no Sesc Consolação

Da esquerda para direita: Luca, Adriano, Rafael, Vitor e Luiz (que não aparece na foto). Tirei esta foto pra registrar a equipe que foi o primeiro time do lado esquerdo da quadra (visto por quem entra no ginásio Azul no 5º andar) a vencer um time do lado direito nos horários da semana na recreação do Sesc Consolação, pelo menos durante os quase 2 anos que jogo por lá.

O jogo histórico aconteceu na noite de sexta-feira dia 19/8/2011 e terminou às 21h30 com um arremesso do Rafael antes da linha de 3 pontos, virando o placar no último instante - o horário da recreação terminou e as luzes foram apagadas no momento da cesta definitiva. Resultado final: 6 x 5 na marcação street (cestas valendo 1 e 2 pontos) ou 11 x 10 na regra olímpica (cestas valendo 2 e 3 pontos).

O time do lado direito da quadra, onde jogam os praticantes mais experientes e competitivos, estava invicto naquela noite até o último jogo com a derrota memorável para a equipe do lado esquerdo da quadra, geralmente formada pelos jogadores mais novos, iniciantes ou tranquilões (meu caso, que pratico o esporte mais pela atividade física e na minha idade já como recomendação médica :-). Normalmente as equipes são formadas por frequentadores habituais, mas nesta noite diferentemente o time que dominou a quadra tinha jogadores que não conhecia, aparentemente visitantes da vizinha Universidade Mackenzie, com tradição no esporte com times que disputaram campeonatos em quase todas as esferas, imagino.

O destaque desta equipe do lado direito da quadra era o jogo coletivo, passes longos e precisos e um jogador alto e ágil usando óculos transparentes estilo NBA. Com este arranjo derrotou todas as formações e combinações de jogadores frequentes que costumavam dominar a quadra no horário, até o momento que apareceu este quinteto do lado esquerdo da quadra conquistando uma vitória inédita e inesquecível. Parabéns!

No título deste post coloquei história (recente) entre parênteses porque, apesar de não ter presenciado ou conhecido, sempre ouço falar dos tempos do professor Rosa Branca (Carmo de Sousa), ex-atleta da seleção brasileira, bi-campeão mundial e medalhista em olimpíadas, de um tempo em que o esporte no Brasil ainda tinha certo prestígio e popularidade. Rosa Branca faleceu em 2008 e comandou o basquete no Sesc Consolação por muitos anos, em alto nível e sofisticação acredito, parte da História com H maíusculo do esporte e da instituição com direito a placa em sua homenagem.


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8.1.11

Videocurriculum, Video Portfólios e Videos Motivacionais no YouTube



Como a ação em que estou trabalhando, o Concurso Cultural da Faculdade AIEC, e que comentei aqui antes no post 1ª ação de marketing no LinkedIn no Brasil, tb permite tb a inscrição de videos com histórias da vida profissional, pesquisei rapidamente o tema no YouTube, onde encontrei vários CVs em video. Para profissionais que trabalham com audio visual parece um caminho natural - repórteres, apresentadores, artistas 3D, animadores, atores, etc. Encontrei esse video da Frances Silva Reuther, que apresentava telejornais no nordeste e hoje vive nos EUA de onde atualiza o blog Vida no Exterior.

De qq forma outros profissionais tb utilizam este recurso, pelo que vi, algumas iniciativas na Argentina (VideoparaEmpresas), Espanha (Videoempleo da prefeitura de Jun) e Itália (IlvideoCV) já tentaram formatar um serviço oferecendo recursos padronizados para quem quiser gravar seu histórico profissional ou simular uma entrevista e apresentação para um eventual futuro empregador. Encontrei tb vários canais de palestrantes e consultores com videos motivacionais e trechos de apresentações em eventos. Alguns deles muito populares, o canal Voce Vencedor tinha 457.656 exibições nos videos e o canal Leila Navarro 398.128 exibições. Vou confessar que meu trabalho ficou muito menos estressante depois que conheci a frase
"O segredo do gerenciamento de tempo é saber reconhecer o que é urgente e o que é importante, e fazer as coisas importantes e urgentes primeiro"
que é atribuida ao guru Stephen Covey, o canal Franklin Covey Brasil tinha 18.328 exibições, enquanto que um único video com ele em inglês - Do the big rocks first - tinha 39.164.

Até que tivemos vários videos enviados ao Concurso da Faculdade AIEC, que vai premiar as melhores histórias na busca do sucesso profissional no LinkedIn, essa foi a opção da Renata Lima, Thalita Costa, Felipe Antonio Cardoso, Rogerio Martins e Carla de Bona, por exemplo. Na divulgação do Concurso tivemos a ajuda da Gisela Rao (@giselarao, blog Vigilantes da Auto Estima), parceira de longa data que comentei aqui no post Estou na Plano Digital. Sede em Brasília, home office em SP, do Caiubi (@caiubiaimore, tumblr Coffeebreakr) e da Cathy Henry (@cathyhenry do blog Toca da Cathy).


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18.3.10

Livro original de Alice no País das Maravilhas

Aproveitando a chegada do novo filme de Tim Burton, Alice, o livro original, manuscrito e desenhado à mão por Lewis Carroll (ou Charles Lutwidge Dodgson, nome verdadeiro do autor) está disponível digitalizado no site da Biblioteca Britânica.

É só acessar: Lewis Carroll's Alice's Adventures Under Ground

Fiquei sabendo da notícia no post The original Alice is now online publicado no Joho The Blog. Lá diz que esta obra de 1864, dedicada à menina Alice Liddell, tem diferenças em relação a primeira edição impressa: 2 capítulos adicionados e eliminação de referências particulares no texto.


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27.2.10

Clay Shirky, Steven Johnson e Pierre Lévy no Brasil

Dias 11, 12 e 13/03/2010 acontece a CIRS - Conferência Internacional sobre Redes Sociais em Curitiba/PR. O evento faz parte da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras e é organizado pela Escola de Redes, que se define como uma rede de pessoas dedicadas à investigação sobre redes sociais e à criação e transferência de tecnologias de netweaving (articulação e animação de redes). Os destaques serão as presenças de Clay Shirky, Steven Johnson e Pierre Lévy, gurus do crowdsourcing, emergência e cybercultura. Com convidados internacionais de peso e adotando os conceitos que defende - colaboração, descentralização, organização e divulgação voluntária - tudo em torno de uma comunidade no Ning, acredito que a conferência alcance facilmente a meta de mil inscritos (hoje são 760), registrada nesta apresentação feita para quem quiser divulgar o evento.

Desde que li o artigo Power Laws, Weblogs and Inequality de Clay Shirky, escrito em 2003, tento acompanhar as idéias dele. Quando misturou leis da física ao fenômeno dos blogs - que estava começando a ganhar força e influência - lembrei imediatamente das aulas no cursinho e, revendo os gráficos, fiquei até com a impressão de que Chris Anderson materializou dali o conceito "cauda longa", um dos fundamentos da nova economia e da era da informação. Shirky é autor do livro Here comes everybody. The power of organizing without organizations, publicado em 2008 e comentado por Juliano Spyer no post Clay Shirky e o valor das coisas sem valor. Quem tb postou sobre o guru foi Alexandre Matias, que publicou no blog Trabalho Sujo a entrevista que fez para o Link Estadão: Clay Shirky, a cultura digital e o Brasil.

Steven Johnson, outro palestrante convidado, é autor do livro Emergência A Dinâmica De Rede Em Formigas, Cérebros, Cidades. Tb não li, mas pelo título parece que Johnson, assim como Shirky, usa referências das ciências exatas para entender a comunicação entre pessoas, potencializada pela tecnologia e internet. O autor veio ao Brasil em 2008 e participou do programa Roda Viva da TV Cultura, Grazziani Colombo gravou e publicou os videos postou os videos no YouTube e reuniu tudo no post Debate em vídeo na íntegra com Steven Johnson. Em 2001 Pierre Lévy, filósofo francês e autor do livro Cibercultura, também esteve no Roda Viva. O registro do programa está disponível no site Memória Viva da Fapesp.

Redes sociais, inteligência coletiva, cultura digital e quem sabe até mesmo memética. O próprio Augusto de Franco, escritor e principal articulador da Escola de Redes e da CIRS, tem um livro eletrônico disponível no Bookess - 10 escritos sobre redes sociais - com um capítulo onde explica a teoria dos memes sugerida por Richard Dawkins. Penso que com esse perfil a conferência também vai ganhar identidade única, destacando do conceito dominado pelo pessoal da semiótica e gestalt, que aconselham mantermos distância do determinismo biológico nas ciências humanas.

O evento também vai abrigar palestras de brasileiros e desconferências, chamadas de Open Space, onde os participantes podem sugerir os temas desde já no tópico A CIRS já começou. A divulgação tb é colaborativa e aberta, Ibrahim Cesar do blog 1001 Gatos de Schroedinger criou um logo e está cadastrando quem quer camisetas. Se tudo der certo, estarei lá com a Paula Marsilli, quase uma micro caravana aqui da 141 SoHo Square :-)


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27.10.09

Site da 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de SP


Em setembro de 2009 colocamos no ar o site da 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (www.bienalinternacionaldearquitetura.com), um trabalho feito na 141 em conjunto com a Apoh Consultoria e com produção da Ogilvy Interactive Recife (Porto Digital).
Fiz o design e as ilustrações que serviram de base para a animação da abertura do site, usando os elementos do logo (linhas coloridas) e o tema da Bienal - Ecos Urbanos - ligado a grandes eventos como Copa do Mundo e Olímpiadas e seus reflexos e oportunidades nas grandes cidades, transporte, construção civil e urbanismo.

Na criação online da agência, Giulio Pinotti, Bruna Ramon e Felisberto Santos, e no atendimento a Sandra Lunardelli.


Site Bienal Internacional de Arquitetura de SP.egg
by wagnertamanaha on Aviary

Fazia tempo que não me envolvia diretamente no design de sites, mas pelo exemplo dos mestres diretores de arte, principalmente quando trabalhava para o José Zaragoza na DPZ, percebi que quem começa desenhando não precisa deixar de lado o artesanato, a arte e a diversão da profissão.

De qq forma, pra não ficar totalmente alheio das redes sociais, criamos um blog e um grupo Bienal Internacional de Arquitetura no Flickr integrados as páginas do site.


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2.8.08

Ministro da cultura hacker - Gilberto Gil

Dia 30/07/2008 o ministro da cultura Gilberto Gil anunciou sua renúncia do cargo que ocupou desde 2003. Defensor da cultura hacker e das tecnologias digitais que transformaram o mercado musical, do qual volta a fazer parte em definitivo. Notícia aqui no Yahoo! Tecnologia - Ministro Hacker - publicada em 18/06/2008 conta um pouco do perfil do ex-ministro, cuja posição a favor do copyleft (direito autoral livre e compartilhado) fez com se tornasse o primeiro brasileiro na capa da Revista Wired em novembro de 2004.

Gilberto Gil deixa projetos como os Pontos de Cultura que mistura arte com elementos de inclusão digital e software livre. José Murilo, autor do blog Ecologia Digital e funcionário do ministério, explica um pouco a origem e o conceito dos pontos de cultura no post Do-in antropológico via massageamento cultural.



Matéria do Estadão - Gilberto Gil aporta no Rio e deixa a coisa correr solta - publicada em 10/08/2007, contou dos shows do artista onde fotos, filmagens (feitas com câmeras digitais e celulares) e a divulgação delas, foram totalmente liberadas.

Na reportagem, Gil declarou:
"Uma das características desses processos de convergência digital e a reprodução, a contaminação viral, em que não se controla nada; ao contrário, deixar a coisa solta é parte da experiência. Os mais de 80 videos jogados no YouTube dão uma noção de como a bola de neve vai se formando".

Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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12.7.08

Desmassificação - Frase de Alvin Tofler

"Pessoalmente, não tenho dúvida: a Sociedade Industrial está no fim. (...) Estamos vivendo um intenso processo de desmassificação."
Alvin Tofler, autor do livro Terceira Onda, em entrevista ao colunista Ethevaldo Siqueira publicada no Estadão em 20/04/2008.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

31.5.08

Don Peppers no CIAB

De 11 a 13 de junho acontece em São Paulo o Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras da América Latina (CIAB) promovido pelo Instituto de Tecnologia de Software (ITS) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Um dos principais palestrantes convidados é Don Peppers, da consultoria Pepper&Rogers Group e um dos criadores do conceito do marketing um a um.


Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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10.4.08

O criador do PHP no Brasil

"Simple is Hard" PHP talk by Rasmus Lerdorf at National Taiwan University

Rasmus Lerdorf, criador de uma das linguagens de programação mais populares da web, estará no Brasil para o 9º Fórum Internacional de Software Livre (FISL 9.0), que ocorrerá de 17 a 19 de abril, em Porto Alegre/RS. A nota publicada dia 8 anuncia o apoio aqui do portal: Yahoo! traz "pai do PHP" para o Brasil.


Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia

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28.9.07

Simpósio de Comunicação Fapcom

Aconteceu mês passado em São Paulo o 2o Simpósio de Comunicação Fapcom cujo destaque foi a presença do filósofo Pierre Lévy, estudioso da cybercultura. Guilherme Felitti, jornalista especializado em tecnologia, esteve presente no evento e publicou o post Pierre Lévy e seu momento Leão da Montanha em seu blog Chá Quente.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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Não existe almoço grátis?

Almoço grátis?

"Sabe aquela história de que não existe almoço grátis? Mudou tudo, a economia agora está cheia de coisas de graça."
Alvin Toffler, futurólogo americano, em entrevista à Pedro Doria publicada aqui no Yahoo! Tecnologia em Alvin Tofler fala das mudanças na economia tradicional. Abaixo, segue o texto:
"Sabe aquela história de que não há almoço grátis?", pergunta Alvin Toffler. "Mudou tudo, a economia está cheia de coisas de graça", ele diz. Aos 78 anos, o primeiro futurista do mundo está cansado. Chegou a São Paulo faz um dia (1º de agosto) e torna à casa, em Los Angeles, nesta noite (dia 2). "Minha mulher não pôde vir, quero voltar logo." Toffler sorri. "Sinto saudades." O cansaço é acusado pela postura relaxada na cadeira, quase jogado, pelas pálpebras que caem com insistência, por uma pequena veia que estourou no olho direito.

Mas aí o velho professor lembra do que falava. Ganha ritmo, se empolga com suas idéias mais recentes. Quer se fazer compreender. "Se você vai a um caixa automático e saca dinheiro, um serviço é prestado e ninguém recebe por ele." Antes, todo serviço exigia um empregado para fazê-lo. Mas quem mede a pressão com um aparelhinho, em casa, não paga a visita do médico. Software livre, fotos digitais que não carecem de revelação, há uma miríade de funções que não geram mais pagamentos. No entanto, geram valor: o dinheiro na mão, a tranqüilidade de que a pressão vai bem ou a foto da filha soprando a vela de aniversário.

Dentre seus muitos livros, dois são clássicos, best-sellers desde o momento em que chegaram às livrarias. O Choque do Futuro, de 1970, e A Terceira Onda, de 1980. No primeiro, ele observava o medo que as pessoas têm do mundo em mudança. O futuro choca. Toffler previu que a sobrecarga de informação seria causa de stress e cunhou uma penca de neologismos. Um deles, "tecno rebeldes", trouxe o sufixo "tecno", de tecnologia, para o nosso dia-a-dia.

No final dos anos 1960, não existia o ramo acadêmico que hoje chamamos de futurismo. O que havia - e causava profundo fascínio - eram as idéias do professor canadense de literatura medieval Marshall McLuhan. Na era em que a televisão representava o máximo da inovação tecnológica, McLuhan sugeria que o texto não-interativo - jornal, carta, livro - estava deixando de ser o principal meio pelo qual as pessoas se informavam. No mundo do texto, as pessoas se distanciam. No audiovisual, interativo, aconteceria uma reaproximação. Como na velha tribo da cultura oral, o planeta todo se transformaria numa grande "aldeia global". E aconteceu. Na esteira de McLuhan, veio Toffler.

Em 1980, ele sugeriu que nossa história poderia ser contada em três grandes ondas. A primeira, agrícola; a segunda, industrial. "Quando você depende de uma linha de montagem, que é a idéia da indústria", ele sugere, "a pontualidade é muito importante". O mundo industrial inventou o relógio de pulso. Todos precisavam estar sincronizados. No campo, se o sujeito chega às 7 horas para plantar, ou se chega às 8 horas, faz pouca diferença. Na linha de montagem, em que um aperta o parafuso que o anterior encaixou, precisam todos estar ao mesmo tempo no mesmo local. "Hoje, mais que o horário de 9 às 5, o importante é a produtividade." Estamos vivendo a transição para a terceira onda.

Toffler sentiu o choque do futuro na pele. Para o jovem nova-iorquino que foi estudar literatura no final dos anos 1940, os sonhos e aspirações eram tais que não fazem mais sentido, hoje. Ser popstar era ser escritor. O novo Hemingway, o novo Steinbeck. E, assim como John Steinbeck foi trabalhar nas vinhas da Califórnia para se inspirar, Alvin e a jovem estudante de lingüística por quem se apaixonou, Heidi, foram ser operários. Se sindicalizaram.

Estão casados há quase 60 anos. Morreu-lhes uma filha, Karen, em 2000. E, quando conta isso, o rosto de Alvin empalidece um pouco, a voz desce um ou dois tons - há um momento de branco, como se perdesse o rumo do qual falava. Como se ficasse pasmo por um segundo. Surpreso. Quer outro assunto.

Não foram operários por muito tempo, Alvin e Heidi. No sindicato, começaram a editar um jornal e, quando a direção achou que era importante ter um repórter cobrindo questões trabalhistas na capital, lá se mudaram os Tofflers para Washington.

O grande romance americano jamais veio enquanto o casal ganhava a vida. Alvin, de repórter de jornal sindical, foi para um jornal tradicional. Deste segundo jornal, para a revista Fortune, como repórter de questões trabalhistas, e, ainda na Fortune, assumiu a cobertura de negócios e empresas. "A essas alturas, nos anos 1960, não sei se ainda éramos de esquerda."

Casaram-se quando ele tinha 20 e ela, 19. Em algum momento numa vida tão intensa e tão junta, Alvin deixou de usar a primeira pessoa do singular. Fala de "nós", confunde-se com Heidi. "Nossas idéias", ele diz. "O que imaginamos", continua. "Não sei se éramos mais de esquerda." Protestaram contra a guerra do Vietnã, enquanto serviam de consultores para a IBM, então para a Xerox, daí para a AT&T. "Passamos a pensar independentemente da política."

No novo trabalho, travaram contato antes de quase todo o resto do mundo com as tecnologias que confirmariam a revolução imaginada por McLuhan. Seu serviço para tais empresas: imaginar como deveriam se posicionar para continuar bem no futuro. Imaginar o futuro.

A praxe dos empresários era rejeitar suas idéias. À AT&T, para quem sugeriram a divisão da companhia em duas, uma de desenvolvimento de tecnologia, outra de serviços de telecomunicações, os Tofflers não faziam sentido. A empresa acabou dividida, por imposição da Justiça, uma década depois. O Choque do Futuro, primeiro livro de Alvin, editado por Heidi, explorava esta rejeição do futuro. Confortável, naqueles princípios de década de 1970, é quando o mundo não muda. Só que o mundo estava mudando por toda parte.

Após o lançamento do livro, os Tofflers ficaram conhecidos nacionalmente e foram convidados pelo Congresso dos EUA a criar um comitê de estudos do futuro. Foi quando fizeram amizade com dois jovens deputados. Um, Al Gore, viria a ser vice-presidente - e quase presidente. O outro, Newt Gingrich, foi presidente da Câmara e o principal nome da oposição ao governo Bill Clinton. Em comum, ambos tinham o respeito pelas idéias de Toffler.

Mentor chinês

A Terceira Onda o lançou internacionalmente. Inicialmente proibido na China, foi digerido pelo Comitê Central do Partido Comunista e liberado. Ponham-se numa planilha todos os livros vendidos na década de 1980 no País do Centro e o do professor só perde para as obras reunidas de Deng Xiaoping. "Mas não ganhei um tostão, eles nunca ligaram muito para essa coisa de direitos autorais", diz e ri. Ganhou outra coisa, até mais valiosa quando se está no ramo de adivinhar o futuro: prestígio. Toffler foi consultor de Zhao Ziyang, secretário geral do Partido que abriu a China.

Mikhail Gorbachev, da URSS, os presidentes Mahathir bin Mohamad, da Malásia, Abdul Kalam, da Índia, Kim Dae Jung, da Coréia do Sul - a lista se estende. "Vocês têm de ser ousados como Toffler, temos de transformar este país", disse certa vez Hugo Chávez a seus assessores. "Mas as mudanças que ele imaginava eram um pouco diferentes das minhas", retruca o velho professor. Está cansado, quer pegar seu avião, mas o bom humor se mantém.

"Há uma nova riqueza se criando e ela não se conta em dinheiro. Quando riqueza se contava em terra, ela era limitada. Só dá para plantar uma coisa por vez. Na era da informação, todos podemos usar o mesmo conhecimento ao mesmo tempo. Os economistas ainda não descobriram como contar estes valores produzidos de graça. Mas é o que está mudando tudo." As informações são do O Estado de S. Paulo/Link

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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19.9.07

Hermano Vianna na revista Trip

O antropólogo Hermano Vianna foi destaque na edição de julho da Revista Trip. Estudioso da cultura popular, desde o surgimento da internet acompanha os efeitos e influências da tecnologia nas artes das periferias.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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14.9.07

Conectado - Livro do Juliano Spyer

Juliano

Aconteceu dia 5 de setembro o lançamento do livro Conectado, de Juliano Spyer. O blog Não Zero foi criado por Juliano para continuar a conversa em torno dos assuntos do livro: sites, softwares colaborativos e comunidades virtuais. Marcelo Antunes esteve no lançamento, publicou fotos e comentou o debate (ou desdebate) em seu blog Repositório.

Post originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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10.9.07

O blog do Boni da Globo

No ar desde o feriado o Blog do Boni, no Bloglog, canal de blogs da Globo.com. O título do post inaugural é “Prá começar a discussão”, é claro que tem botão de comentários :-) Abaixo segue um trecho:

Os blogs são uma extraordinária vitrine para quem expõe pensamentos ou tem algo de criativo para mostrar. Agora, com a manifestação individual, a multiplicação de idéias será infinita. E, ao mesmo tempo, descobriremos um manancial de pesquisa de mercado e opinião pública sem precedentes, rico e fluindo gratuitamente. E tudo agitado por leitores que interagem com entusiasmo e fidelidade.


Post publicado originalmente no Blog Colmeia.tv

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31.8.07

O culpado pelo sucesso do Orkut no Brasil

"Um amigo meu criou o Orkut. Eu mandei convites para todos os conhecidos no Brasil."
John Perry Barlow, fundador da Electronic Frontier Foundation (EFF) na matéria O "culpado" pela chegada do Orkut no Brasil no site do Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural.

Update: José Murilo postou sobre o assunto em seu blog Ecologia Digital - John Barlow explica o fenômeno Orkut no Brasil - inclusive com o video abaixo, onde Barlow fala sobre o fato.



Originalmente publicado no Yahoo! Tecnologia.

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3.8.07

Wiki na laje

pés

No fim de junho o autor do livro Wikinomics, Don Tappscot, esteve no Brasil para lançar a tradução de sua obra e abrir o IT Conference. O site IT Web, ligado à empresa que promoveu a visita, publicou um resumo da palestra de Tappscot: Para sobreviver, empresas precisam compartilhar. O autor defende que o modelo colaborativo, aberto e descentralizado, representado pelo sucesso da Wikipédia, possa ser aplicado em outros modelos de negócios.

Aproveitando a repercussão, um grupo de empreendedores de diversas áreas adotaram a filosofia ao ocuparam coletivamente o último andar da Galeria Ouro Fino, famosa em São Paulo como local de moda alternativa. Batizada de Laje, o grupo reuniu lojas e escritórios de design, moda, arquitetura, vídeo, galeria de arte e internet. Matéria no portal Veja SP contou que a Laje fashion chegou a ter mal entendidos no início e lista os 11 novos inquilinos do lugar, o Estadão revelou também que o projeto surgiu por acaso.

Aqui no Yahoo! Tecnologia, um tutorial sobre wikis produtivos explica a ferramenta e comenta algumas aplicações. Eu mesmo, que experimentei a Wikipédia logo que começou a versão em português, cheguei a anunciar o vencedor da última eleição para administrador e dei meus palpites sobre o assunto em entrevistas para a Revista Época e para o programa Olhar Digital sobre wikipedistas :-)

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia.

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12.6.07

Ted Nelson no Roda Viva

Ted Nelson, guru da internet a quem se atribui a criação dos termos hipertexto e hipermidia foi entrevistado no programa Roda Viva que foi ao ar nesta segunda-feira na TV Cultura. Sérgio Lima assitiu ao programa e comentou em seu blog no post Ted Nelson no Roda Viva.

Publicado originalmente no Yahoo! Tecnologia

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