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2.5.12

Máquina de passar roupas a vapor Agillisa, opiniões de quem usou

I hate ironing
Voltando a pesquisar sobre a alisadora e máquina de passar roupas a vapor Agillisa, invenção brasileira da ex-comissária de bordo Celia Jaber de Oliveira, que segundo resumo no Portal O Empreendedor havia vendido 120 unidades até maio de 2009, quando o site entrou no ar e a partir de então esperavam vender 50 unidades por mês.

Encontrei 2 relatos de pessoas que conheceram quem utilizou o invento, segue abaixo a reprodução de uma mensagem em um fórum em 2009:

PalmForum - Re: Não gosta de passar roupas ? Seus problemas acabaram !!!

4/4/2009 - Koalaman

Caí aqui nesse fórum por acaso... Mas eu não resisti ao impulso de fazer propaganda boca a boca.
Eu estava procurando na internet informações sobre a Agillisa, pois eu queria saber quanto custa...
É que eu tive aula com um professor da Escola Politécnica da USP, e ele foi um dos caras que testou o protótipo da Agillisa.
Ele disse que na época em que desenvolveram esse produto, a mulher que é a dona da idéia tentou vender o projeto para todas as empresas do setor de utilidades domésticas, mas ninguém quis comprar (só que uma dessas empresas foi sacana e pegou o projeto que estava patenteado no Brasil e patenteou no exterior, já que a patente da mulher que desenvolveu só valia no Brasil. E que outra empresa fez engenharia reversa e lançou produto similar no mercado. Infelizmente ele não nos disse o nome das empresas).
Ele disse que funciona mesmo! Que desamassa que é uma maravilha!! Qualquer tipo de tecido! Só não disse o preço!! Puxa!!! Agora que eu vi vocês dizendo que no ano passado essa máquina custava 2 mil e quinhentos, eu desanimei!!
Tá certo que eles não têm economia de escala... Mas 2 mil e quinhentos é muita coisa, hein? Não achei o preço dela em lugar nenhum, pelo google!! Só aqui nesse forum e na revista da FAPESP eu achei o preço estimado, antes do lançamento (era 3,5 mil reais!!).
Vou admitir!! Só me cadastrei no forum para fazer essa propaganda boca-a-boca, pois acho muito importante incentivar o empreendedorismo no país, e eu tirei o chapéu para essa idéia.
(...) Obs1: no site da Agillisa está escrito que ela gasta 50% menos energia mensal que o ferro de passar. (...)

Hoje a máquina está sendo vendida no site da empresa de R$ 3.199,00 a R$ 3.399,00. O relato abaixo foi publicado por uma usuária no Yahoo Respostas dois anos atrás:

Yahoo Respostas - Aquele aparelho de passar roupa no cabide, a vapor, é bom?

2010 - Marlua

Minha mãe comprou a Agillisa. Coloca camisas, camisetas e calças para alisar.
Só que tem uns segredinhos para dar certo. A roupa não pode ser muito centrifugada na máquina, pois amarrota muito. Então, assim que ela começa a centrifugar, pára, retira as camisas, coloca nos cabides especiais e os magnetos e vai para a Agillisa. A mesma coisa faz com as calças e camisetas.
Conclusão: Ela ficou livre de ter de passar 8 calças, 15 camisas e muitas camisetas.
O resto das roupas ela não passa porque tem secadora. Ela tira ainda quentinhas, dobra e guarda.

Não encontrei muita coisa mas a denúncia ouvida na USP pode dar uma idéia das dificuldades de inventar, desenvolver, fabricar e vender um produto novo no mercado de eletrônicos e utilidades domésticas no Brasil. Mesmo com todo o potencial do benefício de uma mudança de hábitos em relação ao obsoleto modo de passar roupas com ferro que resiste há séculos.

Quem conhecer mais alguém que comprou ou testou a alisadora de roupas a vapor da Agillisa e quiser compartilhar o link comentando aqui, seria legal. Quem já tem e puder deixar um relato ou testemunhal, fica a vontade. Se incluir fotos e videos, melhor ainda. Valeu!

Imagem: I hate ironing (Eu odeio passar roupas com ferro) no Flickr

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4.4.12

A produtora do video Pintinho Amarelinho, o 2º video brasileiro com mais exibições no YouTube



Matéria publicada em 6/1/2012 no Jornal Valor - Sucesso na web, 'Galinha Pintadinha' levanta voo - fala dos responsáveis pelo video Pintinho Amarelinho, que hoje contabiliza 102.372.933 exibições no YouTube, no momento o segundo entre os videos mais vistos no YouTube no Brasil depois do clipe Ai se eu te Pego do Michel Teló.

O Canal Juptube, lançado em 2008, onde estão publicados os videos Pintinho Amarelinho e Galinha Pintadinha (55.243. 074 exibições) e o site GalinhaPintadinha.com.br são iniciativas da produtora Bromélia Filminhos de Campinas/SP. Segundo a reportagem, o início do empreendimento não foi fácil. Em busca de financiamento, os criadores Marcos Luporini e Juliano Prado postaram a animação no YouTube para demonstrar a potenciais investidores. Os videos tem uma fórmula simples: a partir de canções de domínio público, livres de direito autoral, os produtores criam fonogramas e clipes com animação e personagens.

O crédito de potenciais investidores acabou não saindo e o primeiro vídeo da Galinha Pintadinha ficou esquecido pelos seus autores por uns três meses. Quando se deram conta, a Galinha Pintadinha já era um sucesso na web. Sem esperar por financiadores, os sócios lançaram mão de recursos próprios, convidaram alguns artistas e lançaram o primeiro DVD, em 2008. No Jornal Valor os idealizadores não declaram cifras exatas mas afirmam que os personagens movimentam "milhões de reais" por mês.

Além da venda de DVDs, Blurays e livros para colorir, o canal do YouTube podemos assistir uma animação patrocinada pela Lifebuoy que termina com um comercial desta marca de sabonetes e produtos de higiene pessoal da Unilever: Lava a mão - DVD Galinha Pintadinha 3 (9.932.415 exibições até o momento). 


Em cartaz até o dia 1 de julho de 2012 no Teatro das Artes no Shopping Gavea no Rio de Janeiro/RJ o espetáculo Galinha Pintadinha O Musical estreou dia 7 de janeiro resultado da parceria entre a Bromélia Filminhos, Geo Eventos e Som Livre. Na divulgação do musical, que além do Rio tem temporada prevista para São Paulo, aparecem números como mais de 250 mil CDs e DVDs vendidos. Hoje, o Canal Juptube tem 103.156 assinantes e 423.919.066 exibições no total.

Abaixo segue copy paste da matéria publicada no Jornal Valor:
Sucesso na web, 'Galinha Pintadinha' levanta voo 
6/1/2012 - Por Ivone Santana | De São Paulo       

Ana Beatriz tem o controle total de sua sala de estar. Na grande tela da TV, uma galinha azul percorre o cenário ao som de uma cantiga de roda que quase todo mundo já ouviu na infância, seja em casa, na rua com os amigos, ou na escola. Aos cinco anos de idade, Bia, como é chamada, impõe sua vontade ao resto da família. Quando quer assistir ao clipe da Galinha Pintadinha ou do Pintinho Amarelinho, ninguém consegue contrariá-la. Sua mãe, Ana Zetoli, já aprendeu a respeitar o desejo da menina, que se repete várias vezes por dia, praticamente desde seu primeiro ano de vida.

A animação virou um fenômeno na internet brasileira. Dos seis vídeos mais vistos no YouTube no Brasil, quatro são desenhos animados da turma da Galinha. Eles estão no canal Juptube, com o Pintinho Amarelinho em primeiro lugar e a Galinha Pintadinha em segundo. Desde que começaram a ser lançados pela Bromélia Filminhos, em 2008, os vídeos do canal já foram vistos mais de 350 milhões de vezes, um número que não para de crescer. Diariamente, de 600 mil a 1 milhão de espectadores acessam os vídeos.

Como muitas ideias bem-sucedidas, a fórmula é simples: a partir de canções de domínio público, livres de direito autoral, os produtores criaram fonogramas e um clipe com animação da Galinha Pintadinha. O início dos negócios, porém, não foi fácil. Em busca de financiamento, os criadores Marcos Luporini, 41 anos, e Juliano Prado, 40, postaram a animação no YouTube para demonstrar a potenciais investidores. O crédito acabou não saindo e o vídeo ficou esquecido pelos seus autores por uns três meses. Quando a dupla se deu conta, a Galinha Pintadinha já era um sucesso na web. Sem esperar por financiadores, os sócios lançaram mão de recursos próprios, convidaram alguns artistas e lançaram o primeiro DVD, em 2008.

O garoto Luccas está entre os mais novos fãs da série. Como no conto do "Flautista de Hamelin", ele é facilmente atraído para a frente da TV quando ouve a música do DVD, com a diferença de que, desta vez, o final é feliz. Com apenas um ano e ainda sem muita firmeza nas pernas, Luccas dança, bate palma e balbucia a letra. Sua mãe, Elisângela Martins Severino, descobriu a programação no consultório do pediatra, quando o bebê tinha oito meses. Ao comentar que Luccas não lhe dava descanso, recebeu de outra mãe o conselho para procurar a Galinha Pintadinha. Agora, Luccas assiste ao desenho três vezes por dia, durante 40 minutos por vez, em média.

A divulgação boca a boca foi um dos meios para tornar a animação conhecida. Com uma lojinha on-line, a Bromélia vendeu 500 mil cópias dos dois primeiros DVDs e prepara, com o perdão do trocadilho, os novos voos da Galinha: o terceiro DVD este ano, o lançamento da versão em espanhol - já disponível no YouTube - para distribuição por um parceiro em países vizinhos, o lançamento dos vídeos em Portugal, e a estreia de um musical, amanhã, no Teatro das Artes, no Rio. A temporada vai durar seis meses. Depois, chegará a São Paulo, com exibição prevista por um período idêntico. Também está sendo realizado um show itinerante por todo o país, desde outubro.

O musical conta com 18 artistas no elenco e foi produzido em parceria com a Geo Eventos, controlada pelas Organizações Globo. A direção do espetáculo é da produtora Ciranda de Três, com roteiro de Luporini e Prado, da Bromélia. A Som Livre detém os direitos fonomecânicos. O show itinerante, por sua vez, foi produzido inteiramente pela Bromélia, com um elenco de dez artistas. Entre as músicas estão clássicos infantis como "O Sapo Não Lava o Pé", "O Pintinho Amarelinho" e "Borboletinha", entre outras.

A Bromélia também estreou no ramo de licenciamento de personagens. Luporini conta que já assinou contrato com a Redibra e negocia com fabricantes de brinquedos e calçados. A expectativa é fechar acordos com mais de cem fabricantes neste ano. Além disso, ele fez uma aliança com a Editora Melhoramentos para lançar a série Canção Ilustrada, com quatro livros sobre os principais personagens. A chegada às livrarias está prevista até julho. Em vez de DVD, os livros trarão partituras para que as crianças tenham contato com a criação musical.

O diretor comercial da Melhoramentos, Manildo Cavalcante, diz que fechou acordo com a rede de supermercados Extra para a venda de 100 mil livros de pintar e colorir, a partir de março. Segundo ele, também já foi acertado com a Fnac a entrega de um livro exclusivo de atividades, em julho, cuja venda será acompanhada de um brinde da animação. Cavalcante calcula que a licença da marca venderá 300 mil unidades neste ano. "Aposto muito no modelo que nasce na internet e vem para o meio físico", afirma o executivo. O modelo, diz ele, é o licenciamento da marca Club Penguin, da Walt Disney. Só no ano passado foram vendidos 700 mil livros da marca.

Nem os celulares escaparam. Luporini e Prado desenvolveram aplicativos pelos quais vendem os clipes para os usuários de telefones móveis. Com um fã da Galinha Pintadinha em casa - o filho Pedro, de um ano -, Luporini quer ter as canções ao alcance do bebê em qualquer lugar, para acalmá-lo. "Agora entendo o porquê do sucesso. O DVD não tem violência, malícia, nem valor consumista ", afirma o produtor. "Pegamos coisas da cultura brasileira e as tornamos economicamente viáveis, e a internet foi vital para isso."

Rejeitada por investidores em seu nascimento, a animação acabou virando a "galinha dos ovos de ouro" para seus idealizadores, e movimenta "milhões de reais" por mês, segundo eles. Os valores não são divulgados.
Na sede da Bromélia, em Campinas, no interior de São Paulo, o sucesso é tratado com discrição. São apenas dez funcionários para cuidar de tudo, embora a cadeia de negócios envolva mais gente, de desenhistas contratados a parceiros de licenciamento, diz Luporini. Apesar de estrela, a Galinha Pintadinha nunca assumiu ares de diva.


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19.3.12

Videdressing Brasil, brechó online com marcas famosas



No ar desde o fim de agosto, o site Videdressing Brasil é a versão nacional do bem sucedido site francês de compra e venda de roupas usadas Videdressing.com, cujo nome foi baseado no termo "vide grenier" (esvaziar o sótão), um hábito parecido com o garage sale (venda na garagem) americano. Completando o nome, dressing é uma palavra inglesa usada na França para designar armários e guarda-roupas.

Já a algum tempo o hábito de trocar, comprar e vender roupas de marcas famosas vem se tornando uma opção prática e sustentável para as pessoas adquirirem grifes, roupas e acessórios de qualidade por um valor acessível. Sites como o Videdressing tb sinalizam a especialização do comércio C2C (cliente para cliente ou consumidor para consumidor), que hoje tem sites específicos para produtos artesanais como o Elo 7 no ar desde 2008, versão brasileira do Etsy que existe desde 2005. 

Além de permitir aos cadastrados a compra e a venda de roupas, acessórios e calçados, de centenas de marcas como Chanel, Daslu, Dior, Jimmy Choo, Giorgio Armani, Zoomp, etc, o Videdressing Brasil tem um programa de afiliados que remunera por indicações e cadastros gerados por outros clientes e uma rede de blogs parceiros, como Moda para Usar, My Fashion Life, Otimiza Design, Fashion Fun, Jujubalândia (da Juliana aqui da Plano tb), Dre Magalhaes Imagem e Stylist, Brechó da Cris, Brechó Q Chic, etc.

Aqui no Brasil quem comanda o empreendimento é a Catherine Henry do blog Toca da Cathy, que a muitos anos organiza o brechó de luxo itinerante Closet da Mel e agora no Videdressing tem como sócia a Luciana aqui da Plano Digital. Além do site, o Videdressing Brasil mantém o perfil @videdressingbr no Twitter e a fanpage no Facebook hoje com 442 fãs.


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26.1.12

Significado de nomes estranhos em agências de propaganda e empresas web



Meses atrás o Bluebus publicou um post sobre Os 40 nomes mais estranhos de agências de publicidade e de onde eles vieram indicando uma lista publicada na coluna AdFreak no site do jornal Adweek em 14/11/2011: 40 Strangest Agency Names, and Where They Came From. Entre as agências separei e traduzi algumas mais conhecidas e pitorescas:

Odopod - www.odopod.com
Sede em San Francisco, Estados Unidos.
A origem do nome faz referência à ilha Odo do filme japonês Godzilla e a idéia de um time compacto, ou pod (casulo em inglês).

The Barbarian Group (O Grupo Bárbaro) - www.barbariangroup.com
Escritórios em Nova York, Boston e San Francisco nos EUA.
Segundo declaração por email ao AdFreak de Benjamin Palmer, sócio-fundador, o nome surgiu de um brainstorm onde os sócios Keith Butters e Rick Webb soltaram a frase "os bárbaros são difíceis de defender". Na verdade os sócios estavam conversando sobre uma nova versão do jogo Civilization.

Droga 5 - www.droga5.com
Sede em Nova York nos EUA, com presença internacional.
Origem: a mãe do fundador David Droga bordava números nas cuecas dos filhos para diferenciar entre os diferentes irmãos.

Razorfish (Peixe Navalha) - www.razorfish.com
Sede em Nova York com presença internacional.
O co-fundador Jeffrey Dachis declarou que o nome foi escolhido de uma lista de 10 opções surgidas em um brainstorm, para a abertura da primeira conta bancária em meados dos anos 1990.

Naked (Nu, Pelado) - www.nakedcomms.com
Sede em Londres na Inglaterra com presença internacional.
Will Colin, sócio fundador, declarou a coluna AdFreak que acredita que as marcas do século 21 devem aparecer nuas ao consumidor, deixando de lado o uso da comunicação como um capa de imagem mas ao invés disso adotar uma transação aberta onde as pessoas são parceiros iguais com a marca.

Wikreate - www.wikreate.com
Sede em San Francisco nos EUA
Explicação descrita no site: Nossa agência é construída no modelo wiki, uma plataforma aberta baseada na colaboração com especialistas em suas áreas e parceiros unidos na empresa e gerenciamento de projetos.

Strawberry Frog (Sapo Morango) - www.strawberryfrog.com
Sede em Nova York com presença internacional, inclusive no Brasil.
Segundo declaração de Scott Goodson, fundador da agência, ao jornal Economic Times da India, o nome foi escolhido para ser a antítese aos dinossauros da Madisson Avenue. "Diferente dos dinossauros do passado, o sapo morango era incrivelmente eficiente. Ele podia te apagar caso você lambesse. Ele era vermelho com as pernas azuis, um radical vestindo jeans."
-
Em 2008, o blog TNW The Next Web sugeriu a lista de 15 dumbest names for web 2.0 startups (15 nomes mais idiotas para empresas de internet iniciantes), enumerando entre elas nomes como Diigo, Mzinga, Oooooc.com, ooVoo, etc. De qualquer forma, a criatividade é a matéria prima da agência de publicidade, é natural que esse critério possa tb ser adotada nos nomes das empresas do setor. Em tecnologia e internet, depois do sucesso da Apple, Yahoo!, Delicious, Google, Submarino, Flickr e Tumblr, nomes sonoros, surrealistas e de origem obscuras tb não espantam ninguém.

Se seguirmos o mesmo raciocínio das listas do AdFreak e TNW, no Brasil poderíamos até incluir nomes de agências e startups como Africa, Amanaiê, Chleba, Cubo.cc, Diabloa4, Fulano, Gruda em Mim que o Boi não te Lambe, iChimps, Rino, Tabuleiro da Baiana, etc. O motivo do video do seriado Feiticeira ilustrar este post é que me lembro de uma agência web brasileira batizada de McMann & Tate, agência de publicidade fictícia que o personagem protagonista trabalhava... será que daqui a algumas décadas vamos ver surgir várias Sterling & Cooper homenageando a agência da série Mad Man tb?


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10.8.11

Limpador de língua contra o mau hálito, invenção de uma dentista brasileira

Tongue Cleaner / Limpador de Lingua
Tongue Cleaner / Limpador de Lingua, upload feito originalmente por Ricardo Carreon.

Um pequeno objeto de plástico em formato de V invertido criado pela Dra Ana Christina Kolbe foi lançado no XV Congresso Pernambucano de Odontologia no ano 2000. Recomendado para complementar a higiene bucal, ao lado da escova de dentes, fio dental e enxaguantes, tem como objetivo prevenir e diminuir a halitose e o bafo de onça. Com o invento patenteado a dentista fabrica o limpador de língua da marca Kolbe, vendido para ser usado no combate à placa bacteriana lingual, ou saburra lingual, segundo a Dra Ana, responsável por mais de 90% dos casos de mau hálito.

Limpador de Lingua Kolbe
Limpador de Lingua Kolbe, upload feito originalmente por Produtos de Saúde.

Em texto originalmente publicado no site Inventa Brasil Unicamp em 3/9/2008 e reproduzido no site da Kolbe - Limpador de Língua (em pdf) - a Dra Ana Christina Kolbe defende que a maioria dos casos de mau hálito está associado ao acúmulo de sujeira na língua, segue copy paste de trechos do documento:

(...) "São restos de alimento, bactérias e células, descamadas da mucosa da boca que se acumulam na superfícia da língua e entram em fermentação". (...)

Segundo a dentista,o processo de fermentação resulta em enxofre, que é volátil e acaba provocando o mau hálito. O limpador de língua, de acordo com ela, remove todos esses resíduos. Comparado com a escova de dentes, que já é recomendada pelos dentistas para a limpeza da língua, o aparelho desenvolvido pela dentista é mais eficiente. "Estudos revelam que o limpador de língua remove 1,3 gramas da saburra (resíduos acumulados na língua), enquanto a escova de dente retira apenas 0,6 grama", afirma Ana Christina. Segundo ela o aparelho é mais eficiente porque alcança a região superior da língua, de difícil acesso para a escova.

(...) o aparelho é fruto de 11 anos de pesquisa da dentista. Ela se baseou em limpadores de língua existentes no passado. "Havia aparelhos para retirar a sujeira da língua em osso e pedra desde a pré-história. Na Europa eles eram feitos de marfim e prata", conta a dentista. A produção em escala industrial do limpador Kolbe, entretanto, começou a 4 anos (2004). Seu uso é recomendado após a escovação e o uso do fio dental para as pessoas que tem halitose. Quem quer complementar a higiene e prevenir a halitose deve usar o aparelho apenas depois da última escovação, antes de deitar.

(...)

A inventora do raspador de língua ainda foi fundadora e primeira presidente da Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO), hoje Associação Brasileira de Halitose (ABHA). Se o produto for adotado na rotina da higiene bucal tem a chance de se tornar um invento brasileiro na lista de produtos de consumo de massa, ocupando o espaço na pia do banheiro ao lado de escovas e barbeadores.

Apesar de patenteado pela Kolbe, derivações ou adaptações do formato e método de funcionamento podem ser lançados por empresas concorrentes de outros países ou mesmo locais. Já vi nas farmácias limpadores de língua em formato de laço e com marcas de multinacionais conhecidas. A imagem que ilustra este post é de um artesão que fabrica e vende limpadores de língua feitos com bambu na feira do Bairro da Liberdade em São Paulo/SP. Só não sei se o objeto é da tradição japonesa e oriental (como os limpadores de ouvido de bambu) ou se foi inspirado no limpador de língua da Dra Ana Kolbe.

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1.7.11

Aparelho para cortar sache de ketchup e mostarda

Meses atrás em uma mesa de cafeteria encontrei este aparelho cortador de sachês de katchup, mostarda, maionese e outros molhos que vem naqueles saquinhos quase sempre problemáticos e rebeldes. Tinha lido em algum lugar que o apetrecho era uma invenção brasileira e o fabricante estava tendo sucesso, inclusive em outros países, mas com dificuldades em importar a lâmina de metal planejava abrir uma filial nos EUA.

Uma das vantagens do invento seria a higiene e a impossibilidade de tocar os pacotinhos ou a lâmina com as mãos. Pesquisando na web descobri que a empresa e o produto foi batizado de Khort e foi criado por Leopoldo Almeida em 2008. Segue trecho da reportagem Eles vivem de inventos publicada em dezembro de 2010 no site PEGN:


Era uma vez um desempregado
Leopoldo Almeida, 39 anos, ex-vendedor

Cortador de sachê > O Khort é um objeto em formato de "U", acoplado à uma lâmina - que pode ser trocada - com um caminho para passar a ponta de um saquinho de ketchup ou mostarda

Leopoldo Almeida notou algo de incomum quando o garçom de uma lanchonete no centro do Rio de Janeiro trouxe seu pedido. Não havia nada de errado com seu sanduíche, mas todos os sachês com os condimentos já estavam abertos, cortesia do seu atendente. “Eu posso criar algo que faça isso, que abra os sachês para as pessoas”, imaginou. Na época, em 2007, o vendedor de material médico estava desempregado, e teve de pedir empréstimos de R$ 30 mil a um amigo e à irmã para registrar a patente do seu invento, o Khort. Mesmo depois, a falta de dinheiro continuou a ser um problema: para começar a produzir o cortador, ele precisava de um investimento de R$ 200 mil. Como solução, Almeida tornou-se sócio do dono de uma fábrica de objetos plásticos. Ele demorou cerca de oito me-ses para vender as primeiras 20 mil unidades. Valeu a pena. Em janeiro de 2010, foram dois mil; em junho, 18 mil; e em setembro, 100 mil. Hoje, Khort também é o nome da sua empresa, que tem clientes no Brasil inteiro. “O próximo passo é tornar o Khort um utensílio comum na casa de qualquer consumidor”, afirma. Neste ano, Almeida entrou com pedido de patente internacional nos Estados Unidos, Canadá, México e Europa. Além disso, está desenvolvendo uma versão descartável do cortador para acompanhar refeições entregues em domicílio.

Além do site, a Khort tem perfil no Twitter @superkhort (44 seguidores), uma fanpage no Facebook Abridor de Sachê (181 fãs) e o inventor empresário tem um Canal Leo Aquino no YouTube (54.713 exibições nos videos), um dos videos do canal mostra uma demo: Khort - Aplicação e atualização. Dizem que o Brasil é um país campeão de empreendedores mas que são poucos ligados à inovação, de repente o sucesso destes inventos que facilitam o cotidiano e complementam tecnologias supostamente práticas mas imperfeitas (como os saquinhos de ketchup) podem demostrar um caminho e uma vocação nacional.

Finalizando, uma enquete na fanpage da Khort resume bem a mudança que o invento pode trazer: O que você já sujou abrindo sachê de ketchup e maionese? ( ) Minha roupa, ( ) Tudo menos o sanduiche!, ( ) A pessoa ao lado, ( ) Meu rosto.


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9.4.10

Uso profissional do Flickr, artesã Carol Grilo na Veja


FofysFactory na Veja, upload feito originalmente por Carol Grilo • FofysFactory.

No começo do ano, matéria no site da revista Veja - Redes sociais, saiba como usar profissionalmente - publicada em 21/01/2010, listou alguns profissionais e empresas que estão nas redes sociais divulgando e comercializando seus produtos e serviços. Um dos exemplos citados foi a costureira e artesã Carol Grilo, que produz acessórios de moda como bolsas, carteiras, bolsinhas, etc, e que já citei aqui antes no post Flickr em português. Segue copy paste do texto do box de destaque:
Carolina Grilo, arquiteta e artesã, criadora da marca Fofysfactory, em sociedade com a mãe Gabriela Salomon. No Flickr, o perfil Fofysland já recebeu mais de 2 milhões de visitas - está também no Facebook e Orkut.

Estratégia
- visita comunidades virtuais de outros artesãos para ampliar contatos com pessoas de interesses afins
- mistura informação de produtos e fotos pessoais sobre estilo de vida e viagens, o mix colabora na divulgação da marca
- a entrada em diferentes redes sociais, Flickr, Facebook e Orkut, colabora para atingir públicos distintos

Resultados
- apesar de não poder ser usado para fins comerciais, o Flickr funciona como vitrine dos produtos
- o que era hobby virou prioridade, hoje produz 200 peças por mês
- a partir da divulgação online os produtos passaram a ser comprados e revendidos por lojas físicas

Separei outros exemplos citados na matéria da Veja nos posts: Tiago Pitta do Twitter Farinha Pura e Comunidade de médicos no Orkut


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31.3.10

Coworking ganhando espaços

Em janeiro a revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios publicou a matéria - Uma nova forma de trabalhar - escrita por Rafael Farias Teixeira sobre coworking e, como ele mesmo traduziu, cotrabalho. Pelo que entendi, Rafael visitou 3 endereços em São Paulo/SP e conversou com os empreendedores do Ponto de Contato, The Hub São Paulo e Serralheria.

Rafael tb entrevistou Tony Bacigalupo, criador do espaço cowork New Work City e autor do livro I’m Outta Here: How coworking is making the office obsolete (Estou fora daqui! Como o coworking está tornando o escritório obsoleto). A entrevista - O fim do escritório formal? - começa defendendo que a idéia de compartilhar o espaço de trabalho neste formato surgiu em 2005, criado pelo analista de sistemas Bred Neuberg, nos Estados Unidos, como alternativa para trabalho em casa. Apesar de ser difícil determinar o que exatamente se constitui um espaço de coworking, Tony acredita que nos EUA já existam mais de 100 espaços. Na entrevista, ele avisa:
É um ambiente de trabalho melhor do que sua sala, mais flexível e possivelmente mais barato. É uma ótima forma de se conectar com pessoas talentosas, pessoas com quem você pode trabalhar também.



Ponto de Contato

O repórter conversou também com Fernanda Nudelman Trugilho ( @aFedoPto ), que junto com Daniel Fiker criou o Ponto de Contato em 2008, um investimento de R$ 80 mil, segundo a matéria. Fernanda era publicitária free-lancer e trabalhava no modelo home-office, segundo ela "enfrentando problemas de falta de infraestrutura, de privacidade e, principalmente, de disciplina, de uma separação entre vida pessoal e trabalho". Funcionando em um pequeno prédio no bairro de Pinheiros em São Paulo, abriga empresas e profissionais liberais como Regina Magalhães, criadora e dona da Editora Biografias e Profecias e Bruno Amaro, sócio-diretor da Mona Estratégia Cultural, entre os 16 e 20 usuários do Ponto de Contato. A convivência entre os diferente profissionais é uma das vantagens do coworking, inclusive comercial, como revela Bruno:
Somos cinco, mas acreditávamos que não era preciso alugar um espaço para nossa empresa, nós descobrimos o coworking e achamos muito interessante essa interação com empreendimentos de outras áreas. Uma das vantagens é a possibilidade de novos contatos comerciais.

The Hub São Paulo

Ainda para a revista PEGN, Rafael Farias Teixeira esteve no The Hub SP e entrevistou a coordenadora do espaço Maria Piza, que definiu o conceito do empreendimento, que busca pequenas empresas e trabalhadores focados em inovação e sustentabilidade:
Nós reunimos empresas que buscam lucro, mas também alguma melhoria para o mundo. Aqui é um ótimo lugar para pessoas e empresas alinhadas a esse conceito ou que queiram agregá-lo ao seu empreendimento.
O The Hub tem 140 integrantes, que pagam entre R$ 50 e R$ 665 por um espaço. Entre eles estão Eduardo Freitas, sócio-diretor da empresa EcoAct e Daniel Contrucci e Ricardo Gravita da operadora de turismo sustentável Aoka. Quem tb ocupou o espaço na Rua Bela Cintra até o começo deste ano foi a Amanaie, empresa de aplicativos em Open Social, que hoje compartilha o endereço com a Justmail, uma das empresas de seu novo sócio Gil Giardelli. O que mostra que locais de coworking podem funcionar também como incubadoras, aliás, sobre o The Hub, já tinha postado aqui na época da inauguração: Coworking em SP, teletrabalho e laje.

Serralheria e Casa de Cultura Digital

O repórter Rafael Farias Teixeira tb cita a Serralheria, aberta no bairro da Lapa no final de novembro de 2008 por Juliana Cernea. Visitei o site, onde copiei estes trechos da descrição:
A Serralheria é um espaço voltado ao acontecimento, à criação e aos bons encontros.
Buscamos a pesquisa e a experimentação em diferentes formas de expressão: música, vídeo, performance, artes gráficas, gastronomia e boas conversas… (...) O espaço também pode ser sublocado para locação fotográfica e áudio-visual, palestras e encontros. (...)
Deu a impressão que é um formato menos comum, mais alternativo e artístico de profissionais e empresas em cowork. Sendo assim, vale citar a Casa da Cultura Digital, coletivo que reúne em um mesmo local empresas como Garapa , Fli Multimídia, Esfera, Nunklaki, VJ Pixel, Beijo Técnico, Veredas, Maracá e Gasosa. Ocupando várias casas em uma réplica de uma vila italiana preservada na Barra Funda (álbum Parque Savoia no Flickr), o coletivo existe desde junho de 2009 e no último dia 21 de março sediou a versão local do festival mundial de usuários de Twitter: Twestival Global São Paulo 2010 - Casa da Cultura Digital.

Finalizando, conheci a Fernanda do Ponto de Contato na Conferência Internacional sobre Redes Sociais em Curitiba, ela comentou que tinha muita gente interessada no formato naquela cidade. Pesquisando, descobri o blog Coworking em Porto Alegre, onde o engenheiro Eduardo Schmitt tenta reunir pessoas interessadas em abrir um espaço na capital gaúcha. Quem tb preparou uma pesquisa de 198 páginas sobre o tema foi Alessandra Colla Soletti, diretora de marketing e comunicação da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), que mantém um blog no endereço Justale.com.br.


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23.3.10

Passar roupas sem ferro e com vapor


Mês passado a Brastemp divulgou a nova Secadora de Roupas com uma ação simulando uma performance e intervenção urbana, que segundo o BlueBus foi criada pela DM9: Patinadora passando roupa em açao da DM9 para Brastemp no YouTube (direçao de criaçao de Sergio Valente, Moacyr Netto, Pedro Gravena, Rodrigo Almeida e Renata Florio). O video tinha 19.283 views dia 8 e hoje alcançava 49.993 exibições. A ação dá continuidade a estratégia que a marca vem adotando desde alguns anos, usando a publicidade de forma não convencional, nesta linha, eu gostei muito do recente Dinner in The Sky (outubro de 2009) e até participei de uma - Microonderia (julho 2008) - quando estava na Espalhe.

Os patins com ferros de passar chamam atenção para a tecnologia passa fácil do novo produto. Não cheguei a ler como funciona, mas pode ser um contraponto à tecnologia de passar roupas com vapor, adotadas por concorrentes como a Suggar (Passadeira a vapor Jet), lojas como a ShopTime (Passadeira a Vapor Fun Kitchen) e pequenos empreendimentos como a Agillisa.

Já tinha escrito sobre o assunto, e a fixação do brasileiro com roupas de fibras naturais e de manutenção trabalhosa, 4 anos atrás no post Máquina de Passar Roupas. Voltando a pesquisar, achei esse post de Juliana Correia - CHEGOOOOOOU a minha Passadeira à Vapor Fun Kitchen!!! - publicado em 10/11/2009, que abandonou o ferro de passar e conta seu teste com a nova aquisição, segue um trecho:
Se você é como eu que não suporta passar roupa, odeia ter que armar a tábua de passar, odeia ter que ficar torta para passar na cama ou afins, sempre se perde e amarrota o verso da roupa quando vira para passar do outro lado e tem uma incapacidade crônica de se acertar com o fio do ferro (que está sempre atrapalhando), essa é a solução. Para mim que odeio e não sei passar roupa, e ninguém passa para mim, ou seja, o meu problema foi sanado! É ÓTIMO para roupas do dia-a-dia! Não precisarei sair mal-passada ou amarrotada por aí!
Sobre a Agillisa, que não é portátil, descobri que a inventora apareceu no Jornal Nacional sobre inventores brasileiros veiculado em 4/10/2002, mas cuja sinopse continua no ar. Segue um copy paste:

Globo Repórter - Máquina de passar roupas

Muitos eletrodomésticos foram inventados, evoluíram e, hoje em dia, pouco se sabe sobre quem fez o quê. A televisão tem pai americano, francês, russo, escocês. É muito pai em pelo menos 80 anos de sucessivas reinvenções.

O ferro de passar precisa de ajuda. Há 1,6 mil anos, os chineses já usavam uma panela de latão com brasa para passar roupa. O ferro de passar dos tempos modernos não é muito mais do que isso.
"No século 21, não dá mais para ficar grudado num fio passando roupa", diz Célia Oliveira, aeromoça aposentada. Palavra de inventora e dona de casa que quer transformar o ferro de passar em peça de museu.
"Nós fizemos uma pesquisa, e 97% das mulheres consideram a tarefa de passar roupa a segunda mais chata e cansativa de todas as tarefas", revela. Arrumar a casa é considerada a pior tarefa doméstica, mas o sonho dos irmãos Oliveira é mesmo o de aposentar o ferro de passar.
"Tenho experiência pela minha esposa, que detesta passar roupa", conta Lupércio Oliveira, irmão mais velho de Célia e técnico em mecânica. Célia voou pelo mundo inteiro como aeromoça durante 18 anos. Tinha sempre que achar um jeito alternativo de passar roupa.
Em cada quarto de hotel, ela ligava a água quente do chuveiro. Porta fechada, roupas penduradas e, meia-hora depois, roupas muito bem passadas pelo vapor do ambiente. "Fui pensando em reproduzir esse sistema que dá certo para um equipamento que pudesse ser transformado num eletrodoméstico", conta a inventora.
Transformar a idéia no sonhado eletrodoméstico: missão para o irmão e seus conhecimentos técnicos. A invenção dos irmãos Oliveira tem cara de geladeira, tamanho de geladeira, mas é uma máquina capaz de passar roupa com vapor. Se chama "Alisadora Automática de Roupas".
"O único trabalho é apertar o botão de ligar e desligar. Ela faz tudo sozinha. Primeiro, entra um ciclo de vapor, que tem um determinado tempo. Depois, um ciclo de ar para secar esta umidade do vapor", explica Lupércio.

Não deixa de ser curioso, empresas e produtos inovadores e de ruptura praticamente sem design e comunicação e a grande corporação multinacional experimentando novas linguagens e formatos envolvendo boca-a-boca, conteúdo gerado pelo consumidor e redes sociais :-)


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10.2.10

Leonardo Marques do Twitter Passagens Aéreas

The Southwest Twitter Plane
Matéria no site Viaje Aqui (saiu na revista tb) conta a história bem sucedida de um empreendimento que nasceu no Twitter.
Leonardo Marques

Em 2002, o amazonense Leonardo Marques começou a dedicar parte de seu tempo a compilar as melhores dicas de viagem da blogosfera brasileira. Depois de seis anos cativando seguidores, Leonardo decidiu virar blogueiro em tempo integral. Criada há quase dois anos, sua conta no Twitter @passagensaéreas amealhou mais de 47 mil seguidores, a maior audiência nesse segmento. Segundo ele, que também assina o blog melhoresdestinos.com.br, dá para viver bem só com a renda dos banners de propaganda. Seu próximo passo é incrementar o blog com ferramentas de busca mais apuradas. "Será mais fácil procurar tarifas e informações sobre um destino", diz Leonardo. "Também vou implementar uma ferramenta em que o internauta pode escrever sobre os lugares que visitou."
O que há de mais útil na internet em matéria de viagem, segundo Leonardo Marques:
"Utilize sites de comparação de preços de passagens aéreas como o mundi.com.br e o kayak.com. Com eles, você localiza facilmente a companhia aérea que tem a menor tarifa."
"A Gol (voegol.com.br) realiza, todas as terças-feiras, leilões de passagens aéreas para centenas de trechos."
"No site mochileiros.com há milhares de relatos de pessoas contando como foram suas viagens e dando dicas de hotéis, restaurantes e roteiros. Essas dicas ajudam você a economizar e principalmente a planejar sua viagem."
"Antes de reservar o hotel, leia a opinião de outras pessoas que já se hospedaram lá. Isso você encontra, na maioria das vezes em inglês, também em sites como booking.com e tripadvisor.com."
"As diárias em um mesmo hotel podem ser mais baratas dependendo do meio utilizado para fazer a reserva. Em sites como hotelscombined.com e mundi.com.br, é possível comparar o preço da diária em vários sites."
Por: Heloisa Joly (edição), publicado em janeiro de 2010

Hoje os seguidores do @passagensaereas são 56.291 usuários. Leonardo Marques (@leomc), que no perfil tem a cidade de Brasília/DF, tem 192 seguidores.

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30.12.09

Palestra sobre Mkt Viral, Redes Sociais e Empreendedorismo

Pra quem se interessar, segue a minha apresentação no 9º Café Empresarial CDT UnB com um resumo do que falei no evento, que aconteceu dia 24/9/2009 pelo programa Multiincubadora de empresas do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília.

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Slides 1 a 4
Depois de me apresentar (publicitário, trabalhando com web desde 96, nos ultimos 3 anos em mkt viral e redes sociais e agora na criação online da 141 SoHo Square) agradeci o convite e contei que estava muito contente em falar com empreendedores de tecnologia incubados na Unb. Isso pq acredito que o potencial e o atual prestígio que o marketing e a comunicação boca a boca alcançou foi em grande parte influenciado pelo sucesso dos empreendimentos de tecnologia e serviços web que permitiram a popularização da internet, digitalização e descentralização da informação, etc. A cultura da "garagem" do vale do silicio e do desenvolvimento de software de código livre e aberto extrapolou a área de tecnologia e invadiu a comunicação, entretenimento e publicidade. Citei tb a entrevista publicada na revista Technology Review (do MIT) com a fundadora do Ning (site que permite a criacao de redes sociais) sobre o termo Viral Expansion Loop, que justificaria o sucesso de um empreendimento online a partir da curva do crescimento dos usuários.

Slides de 5 a 11
A partir do ranking das marcas mais valiosas da Interbrand, selecionei exemplos de marketing boca a boca e redes sociais adotadas por marcas lideres da área de tecnologia. Google (Blogs de serviço, videos colaborativos, etc), Apple (evangelistas, desenvolvimento de produto orientado a RP, etc), Microsoft (ações com humor, aposentadoria do Bill Gates, etc) e, aproveitando que estava em Brasília, comentei até o uso de factóides por políticos como Cesar Maia e Eduardo Suplicy. Como a Coca Cola é a marca numero 1 do ranking Interbrand, citei o sucesso dos videos da Coca Light com Mentos, que mesmo provalvelmente iniciado de forma espontânea, foi encarada de forma muito positiva pela direção da empresa.

Slides de 12 a 15
Citei marcas pouco conhecidas que tiveram sucesso com o mkt boca a boca. A Blendtec, fabricante de liquidificadores conseguiu alcançar popularidade no YouTube, a partir de videos aparentemente simples de demostração de produto (formato básico na publicidade). Como a promessa deles é de triturar tudo, filmaram o iPhone no liquidificador Blendtec, na época em que o aparelho estava no auge do buzz. Citei o uso do Twitter pela Zappos (loja online de calçados, recentemente comprada pela Amazon) e ainda o Melhor Emprego do Mundo pela secretaria de turismo de Queensland, Austrália. Aproveitando que estava na UnB, mostrei o video (Rap do Grande Hadron) feito para divulgar o Acelerador de Particulas do CERN. Para os empreendimentos iniciantes, o boca a boca nos blogs e redes sociais pode ser positivo para melhorar e amplificar os resultados de busca no Google, local onde a grande maioria das pessoas inicia a navegação web.

Slides de 16 a 18
Terminei a palestra citando rapidamente algumas ações que participei, inclusive a divulgação da então startup colmeia.tv, onde fizemos videos com experimentos usando o game Wii. Tb falei da ação dos Estagiarios 141 e deixei meus contatos e links nas redes sociais.

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27.1.09

Incubadoras e Chocadeiras Tecnológicas

Filha de Gera ensinando a Uirá como brincar no Touchglass opensource do Tio pixel

Caminhando pela Campus Party Brasil encontrei e conversei com vários amigos e conhecidos do mercado de internet e redes sociais, acadêmicos, ativistas e estudiosos de cultura digital e do software livre. De diferentes gerações (comecei a trabalhar com web em 1996) que tive a oportunidade de conviver.

Desejei sucesso e boa sorte para o Alexandre Fugita e seu novo empreendimento, o Startupi, um blog sobre startups brasileiras inspirado no sucesso do Techcrunch. Paradoxalmente, em tempos de crise financeira e aversão a novos investimentos, é que as idéias criativas e eficientes se destacam da cortina de fumaça e projetos mirabolantes, maliciosos ou ingênuos, que abundam em tempos de bolhas. Fugita já escreveu sobre o Power, agregador de redes sociais, o Gengibre, microblogging em áudio via celular e até mesmo sobre o BlinBlin, sistema de blog por email remunerado pelo Boo-Box.

O próprio Boo-Box, criado por Marco Gomes, é um exemplo de startup brasileira estabelecida depois da visibilidade que ganhou após ser mencionada no Techcrunch em 2006. Prova mais uma vez que o conteúdo do blog gerou uma comunidade de valor em torno do assunto, tornando ele próprio uma incubadora de negócios. Mistura revolucionária onde os leitores viram uma comunidade de clientes e investidores, com observadores virando observados e espectadores, protagonistas.

Nesta Campus Party finalmente me encontrei pessoalmente com Daniel Pádua, designer defensor da cultura e software livre que conhecia virtualmente desde 2000. Dpádua me antecipou um resumo de sua palestra sobre a teoria do teleiro, uma nova geracao de designers formada em um ambiente aberto e descentralizado da web. Daniel, morador de Brasilia, como foi Marco Gomes, tambem despontou jovem, seu projeto Blogchalking, de identificacao geografica de blogs, teve adesao de blogueiros do mundo todo. Mas ao contrário do Boo-Box, criado para facilitar a integração de blogs com o comércio eletrônico, o Blogchalking nunca teve a intenção de virar um negócio. No máximo incentivou os participantes da lista Metáfora a adotarem o termo chocadeira, em contraponto aos formatos corporativos e capitalistas de incentivo a novas idéias e inovação.

Conversei com o Dpádua sobre Open Source Branding, tema levantado pela Agencia Click que patrocinou um stand e reuniu personalidades para debater no evento. Defendi que a água de côco e o açaí com guaraná eram dois grandes exemplos de arranjos produtivos que nasceram, cresceram e se tornaram competitivos de forma descentralizada e autônoma, uma gestão de marca e negócios open source, tão presentes quanto o linux. Não sei se convenceu, mas fica como tema para próximos posts :-)

Integrantes do MetaReciclagem, projeto também nascido no Metáfora que ganhou grande visibilidade, ocuparam um espaço razoável no evento. O movimento defende a apropriação da tecnologia considerada obsoleta, reativadas atraves de software livre e metodologias colaborativas e anunciou o registro de sua historia no Mutirão Gambiarra.

Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

26.10.08

Hospedando dados no Brasil


No final de agosto a Locaweb, maior empresa brasileira de hospedagem de sites, anunciou a compra de um terreno de R$ 18,7 milhões para contruir um novo datacenter e a futura sede da empresa. Em nota no Estadão - O salto bilionário da Locaweb - publicada em 01/09/2008, Gilberto Mautner, presidente e co-fundador da empresa, anunciou que sua idéia é fazer o maior data center do país. Criada em 1998 por Gilberto e Claudio Gora, com investimentos de R$ 30 mil, ocupava uma área de 70 metros quadrados, e no novo complexo, o espaço será 400 vezes maior.

Na epoca da reportagem, antes da crise financeira, a Locaweb esperava abrir capital em 2009 ou 2010 e era avaliada em R$ 1 bilhão. Faturando menos de R$ 100 milhoes, relativamente baixo para uma companhia aberta mas vantajoso por demandar baixos investimentos, a empresa já sobreviveu ao estouro da bolha ponto em 2001. Gilberto Mautner e primo de Claudio Gora, foi criado pelos tios como se fosse um dos filhos, em 1997 morou na California/EUA e trabalhava na Andersen Consulting onde presenciou o início da indústria da internet. De volta ao Brasil em 1997 montou o portal Intermoda, já que a familia trabalhava em uma confecção e Michel Gora, pai de Claudio, fez o investimento inicial. Depois de um ano, desistiram do portal de moda e fundaram a Locaweb, utilizando um servidor na California e cobrando R$ 29,00 por mês, em uma época que a média de preços para hospedar um site era de R$300,00.

Em 2000, o tio Michel Gora deixou a confecção para se dedicar a nova empresa, graças à sua experiência, não deixou a empresa embarcar na euforia ponto com e fez com que a empresa fosse lucrativa desde o início. Segundo a materia, Gilberto Mautner, engenheiro, e o presidente, Claudio Gora cuida do marketing e comercial, Michel Gora e presidente do conselho, Ricardo Gora cuida da área financeira e Andrea Gora é responsável por recursos humanos. Outros 3 diretores não são da familia, parte do processo de profissionalização.

Notícia no jornal Gazeta Mercantil - Locaweb e Diveo investem em expansão - publicada em 02/09/2008, conta que o novo centro da Locaweb terá capacidade para 100 mil servidores, um campus para as áreas de pesquisa, desenvolvimento, suporte e administração, ocupando 28 mil metros quadrados. A nota na Gazeta também registra que a Diveo Boradband Networks anunciou US$ 30 milhões em investimentos nas operações brasileiras. Segundo a companhia, prestadora de servicos em TI e infra-estrutura em telecomunicações para clientes corporativos na América Latina, US$ 22 milhões irão para a expansão do atual data center que vai passar de um espaco de 17 para 22 mil metros quadrados.

No site Baguete, o post Diveo: US$ 30 mi no Brasil, além dos números, traz declaração de Marco Américo D. Antonio, vice-presidente executivo de Data Center da Diveo do Brasil. Com sede em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, a empresa mantém três data centers, interligados por uma rede panregional, na Colômbia, México e Brasil. Presente no país desde 1999, tem 1,8 mil clientes e presença em sete cidades: São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.
Imagem: Baguete.com.br


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8.9.08

Game de futebol para o Brasil

My game

Estava previsto para entrar no ar em outubro o game Interzone Futebol, game desenvolvido para o Brasil pela empresa americana Interzone Entertainment. Nota no site Meio & Mensagem - Futebol: game em primeira mão para o Brasil - publicada em 01/09/2008, conta que o game recebeu investimentos de R$ 50 milhões, e é o primeiro Massive Multiplayer Online Game (MMOG) a ser lançado em português, antes mesmo da versão em inglês.

Jairo Rozenblit, vice presidente mundial e gerente geral da Interzone no Brasil, conta que o game é um mix de interação e ação que tem como cenário o bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro/RJ. Segundo a nota, a Interzone montou um estudio em Alphaville, em Barueri/SP, empregando 30 pessoas responsáveis pelo suporte técnico e interface com a internet, ao vivo (Live Team).

Materia no jornal Valor - Futebol inspira primeiro jogo da Interzone - publicada em 19/08/2008, conta que a empresa escolheu o Brasil para comandar a criação do game que marca sua estréia no mercado. O pais foi escolhido pelo próprio fundador da companhia, Marty Brickey, que começou o desenvolvimento há 3 anos atrás. Marty foi proprietário da Flyover Entertainment, que criava jogos para console, vendida para a Vivendi, gigante do setor.

Segundo a matéria, o jogo terá dois modelos para gerar receita: publicidade e comércio de itens virtuais. Na publicidade, anunciantes pagarão pelo espaço em placas no estádio, chuteiras e uniformes. No comércio de itens, jogadores poderão comprar produtos virtuais que poderão melhorar seu desempenho, como chuteiras que melhoram a velocidade e bebidas energéticas que fortalecem os personagens.

Segundo Jairo Rosenblit, sua estimativa é que o Brasil tenha 10 milhões de usuários de games online massivos, os mais aficcionados passam de 10 a 11 horas por semana jogando. O jogo é fruto dos 3 estúdios da empresa no mundo, além de Alphaville, que comanda a operação, Guangshou na China é responsavel pelo design e 3d e Perth na Austrália, responde pela programação. A sede da Interzone fica em Chicago, responsável pela administração e finanças.

Lembro quando no começo dos videogames, nos anos 80, os games de futebol eram desenvolvidos pelos EUA e Japão, países então sem nenhuma tradição no esporte. Isso ficava claro no resultado final do jogo. Isso mudou, talvez fruto do próprio envolvimento destas culturas com o futebol, depois de hospedar copas do mundo, e em parceria com empresas e desenvolvedores europeus. Hoje games como o Winning Eleven da Konami (que na Europa se chama Pro Evolution Soccer) e o Fifa Soccer da EA, tem jogabilidade proximas a perfeição. Mas ainda acho que a contribuição da cultura brasileira nos games pode trazer um elemento inesperado, como foi no futebol de verdade a invenção do drible, da bicicleta, da folha seca, da paradinha... concordam?


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8.8.08

Tecnologia Nipo-Brasileira e 100 anos de Imigração

Durante todo este ano comemorou-se os 100 anos de imigração japonesa no Brasil, em 1908 com o desembarque dos japoneses em Santos/SP e o marco do início do fluxo de imigrantes que durou até os anos 50. Japoneses e descendentes colaboraram principalmente no desenvolvimento agrícola, na introdução de novas espécies de frutas e legumes e nos hábitos alimentares.

O país hoje é grande exportador de soja, base alimentar de países do oriente, mas era inexistente na chegada dos primeiros imigrantes. Apesar disso, a primeira fábrica de molho de soja fora do Japão foi criada na Fazenda Tozan em Campinas/SP, em 1927, e décadas depois foi cenário da locação da serie Haru & Natsu, filmada pela TV japonesa.

Entre as empresas fundadas por imigrantes, a Jacto, especializada em equipamentos agrícolas, resiste até hoje. No início, com aplicadores de inseticidas para uso individual de pequenos proprietáarios rurais, agora fabrica máquinas de grande porte. Nota no suplemento agrícola do Estadao - Jacto lança colhedora de laranja - publicada em 23/04/2008, conta do invento da empresa fundada em 1948, com sede em Pompéia/SP. Segundo o gerente de produto de colhedoras, Walmi Gomes Martin, a empresa investiu US$ 3 milhões e levou 10 anos para desenvolver a Jacto K5000. A colhedora foi planejada pelo Centro de Pesquisas da Jacto para as condições dos pomares brasileiros em relação ao espaçamento, a altura das plantas e a declividade de terrenos.

No site Japão 100 o registro da matéria O ritmo japonês das fábricas dos imigrantes conta a história do fundador da Jacto e lista as 20 maiores empresas nipo brasileiras segundo a Revista Exame (Seleções Econômicas) em 1986 - por ocasiao do 80 aniversário da imigração, são elas: Coopercotia, Banco América do Sul, Cooperativa Sul Brasil, Maeda, Matsubara, Cotia Crédito Rural, Takenaka, Óleos Pacaembu, Sansuy, Nakata, T. Tanaka Importação, Motorádio, Nossa Senhora da Penha (papéis), Jacto, Kitano, Gyotoku, Ito Ovos, Bratac, Papelok, Granja Saito. Décadas depois muitas destes empreendimentos desapareceram com o fim das barreiras de importações e do período inflacionário (bancos e cooperativas) e outros foram comprados ou absorvidos por multinacionais.

Ao lado dos imigrantes empreendedores, projetos inter-governamentais, principalmente nos anos 70, deram origem a agricultura no Cerrado, a estaleiros e a industria de Celulose. Matéria na revista da Cenibra (Celulose Nipo Brasileira) lembrou o centenário da imigracao citando o japones Shunji Nishimura, que ao lado de mais 4 agrônomos desenvolveram em 1980 a primeira colhedora de cafe do mundo. Inspirada em uma máquina de colher cerejas dos EUA, iniciou a mecanização do trabalho que justificou a chegada dos primeiros imigrantes, história da qual eu mesmo faço parte.


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5.7.08

Apontador com MapLink

Desde o dia 12 de junho os sites Apontador e MapLink, que oferecem mapas e simuladores de rotas, estão juntos em uma mesma empresa. Nota no site INFO Online - Apontador e MapLink Viram uma Única Empresa - publicada em 13/06/2008, revela que com a união, a audiência dos sites chegará a 6 milhões de visitantes únicos e, em 2007, as empresas juntas faturaram 10 milhões de reais com expectativa de crescer 80% neste ano. O Blog do Apontador colocou um link para a matéria no Portal Exame, que cita a concorrência, inclusive com o Yahoo! Maps, como uma das razões para a fusão.

A sede do Apontador em São Paulo abrigará a holding, presidida por Guilherme Gomide e terá agora cerca 100 funcionários. Fernando Hohagen, sócio fundador e diretor comercial da MapLink, que nasceu em Curitiba em 2000, será o diretor de marketing e vendas da nova empresa, Rafael Siqueira, que fundou o Apontador também no ano 2000, será o CTO da holding.

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19.6.08

Dudinka Conteúdo e Social Midia

O profissional de atendimento Eduardo BT, que já atuou nas equipes da Africa, F/Nazca S&S e DM9DDB, segundo nota no Meio & Mensagem (para cadastrados) desde dia 9 de junho é sócio da nova empresa Dudinka Conteúdo e Social Midia, braço da One Digital de Pipo Calazans, Cazou Vilela e Michelle Matsumoto.


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15.5.08

Empreendedorismo e tecnologia no Brasil

Notícia no Estadão - Custo do País Afasta Fabricante de Software (para assinantes) - publicada em 03/02/2008, fala sobre a desistência dos fundadores da Coffee Bean Technology em montar uma equipe no Brasil. Criada em Pleasanton na Califórnia/EUA por John Lima e Daniel Delarossa, depois da venda em 2006 de sua empresa anterior, a Cyclades (que hoje pertence a Avocent), especializada em equipamentos de rede e pioneira no uso do Linux, pretendia contratar programadores no Brasil mas descobriram que sairia mais barato ter profissionais americanos no Vale do Silício. A matéria conta ainda que o plano de John e Daniel (que já citei aqui antes em Daniel Delarosa, criador da Cyclades, sobre o Choromusic, seu outro empreendimento) era ter dois centros de pesquisa, um nos EUA e outro em Campinas/SP, repetindo a trajetória da Cyclades que depois de ser criada em 1988 em uma garagem na Vila Olímpia em São Paulo/SP, chegou a ter 350 funcionários, faturamento anual de U$ 60.9 milhões e presença em 16 países.

No ano passado, ainda no Estadão, a matéria Depois de Vender a Empresa é Hora de Criar Outra (para assinantes) - publicada em 04/03/2007, contou da Aprex, serviço de escritório online lançado em 2006. Já tinha citado a empresa e seus fundadores na coluna Empreendedores Brasileiros da Web 2.0. Criada por Edson Romão Gomes, Guilherme Coelho e Roberto Icizuca, o empreendimento se junta à Zero Um Digital e Rockwave, empresas pioneiras no uso do áudio e video na internet. Edson Romão foi também o dono da STI, provedor que lançou o pagamento mensal fixo, sem limite de horas de conexão, e o HPG, hospedagem de páginas pessoais grátis depois comprado pelo portal iG. A Aprex pretende ser uma opção na informatização de pequenas e média empresas e revelou ter 10 mil contas abertas. Os planos eram alcançar de 200 a 300 mil usuários até este ano, sendo 10 mil pagantes.

Outra reportagem no Estadão - Crescimento do Mercado de TI Anima Empreendedores - publicada em 27/10/2007, resumiu as histórias das empresas Softwell Solutions de Salvador/BA e Veotex de Belo Horizonte/MG. Fundada por Wellington Freire, a Softwell investiu recursos em 5 anos de pesquisa para criar o Maker, software que substitui as linhas de programação por uma linguagem gráfica. Wellington também é dono da Freire Informática, fundada em 1996 e que atende prefeituras no estado da Bahia. A Veotex por sua vez, criou em 2006 um sistema de monitoramento com video que funciona via celular. Vendido para clientes como CET, Oi e Telemig Celular, segundo a matéria foi inventado por Roberto Fernandino, diretor de tecnologia da empresa, que também conta com Claudio Gaspari como diretor presidente.


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3.5.08

Fábio Simões da Bus TV

Desde 12 de março Fábio Simões é o novo diretor comercial da Bus TV. Nota no site Canal Executivo conta que o publicitário, formado na Austrália, se torna tb sócio da empresa que ajudou a trazer para o Brasil.


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