26.11.08

Rede social de músicos e artistas

Myspace Calistoga

Em outubro aconteceu a estréia do MySpace Music, parceria do portal com as gravadoras Sony, Warner e Universal. Antes, em agosto, já tinha acontecido a primeira versão do MySpace Tour no Brasil, nota na Folha - MySpace na estrada (para assinantes) - publicada em 26/08/2008, falou do show com Mallu Magalhães, revelação musical da internet. Com entrada grátis, mediante um cadastro no site MySpace ( http://br.myspace.com/musictourbr ) o formato reproduz o Tour criado nos EUA no início do ano.

Criado para ser um local de comunicação entre artistas e fãs, entre eles a propria Mallu Magalhães ( www.myspace.com/mallumagalhaes ), passou a ter a função como rede social ganhando corpo, como declarou Haryson Oliveira, diretor de marketing do portal no Brasil. O diretor tambem declarou que o MySpace tem 1,5 milhão de usuários no país, destes, 100 mil são artistas.

Também na Folha, a matéria - Orkut é líder, mas tem mais ameaças (para assinantes) - publicada em 05/03/2008, fez um comparativo das redes sociais mais usadas pelos brasileiros. O Orkut teve em fevereiro, 12,9 milhões de pessoas acessando o site, de acordo com o ranking da comScore. Em segundo lugar, o Fotolog, com 1,8 milhões de visitas. O MySpace tinha 1,2 milhoes na época da reportagem e 300 mil quando inaugurou a versão brasileira, no fim de 2007, segundo Emerson Calegaretti.

Na mesma matéria da Folha uma explicação do sucesso do Orkut, muito mais usado do que os concorrentes por aqui, foi feita por Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil:
"O brasileiro é muito social, gosta de saber o que os outros estão fazendo."
Na época do lançamento do escritório brasileiro, a Folha noticiou - MySpace anuncia versão para celulares - publicada em 16/12/2007, na primeira coletiva de imprensa da filial. Funcionando desde setembro do ano passado na Vila Olimpia, tinha 10 funcionarios na época da reportagem e alem de Calegaretti, que também foi o primeiro funcionário do Google Brasil, Luiz Cesar Pimentel, diretor de conteudo egresso do UOL, Andrea Orsolon, diretora comercial que trabalhou na Rapp Collins e Haryson Oliveira, ex-Som Livre. Para o anuncio oficial, Victor Andre Kong, vice presidente do MySpace America Latina, esteve presente e anunciou que o terceiro escritório latino americano seria aberto na Argentina. O primeiro da empresa, hoje parte do conglomerado News Corp, de magnata da midia Roberty Murdoch, foi no México, mas o Brasil seria o mais importante por representar 70% do mercado online da região. A materia ainda revelou números da época: 60% de usuarios do MySpace tinham entre 15 e 24 anos, 260 milhões de perfis no mundo (1 milhão de brasileiros), 10 milhões de perfis de artistas (56 mil brasileiros).

Claro que os portais não querem estar restritos por usos específicos, como a rede social para música, video ou esporte. Mas será que os usuários não vão acabar disciplinando este uso, usando diferentes sites para diferentes funcoes no dia a dia? Ou sera que vamos preferir fazer, assistir, se relacionar e consumir tudo em um mesmo lugar na internet?


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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17.11.08

Investimentos da Ásia em etanol no Brasil

Antes do agravamento da crise financeira o interesse no mercado de biocombustíveis era grande e atraiu investidores da Europa e EUA em projetos com etanol e biodiesel no país. Agora, mesmo em reavaliação, é possivel que a busca por tecnologias em fontes renováveis de energia seja um dos pilares da nova política industrial do próximo governo americano, se promessas de campanha for realmente cumprida.

Notícia publicada no Estadão - Grupo Noble, de Hong Kong, investe em porto, álcool e minério no Brasil - publicada em 29/09/2008, fala dos planos que transformaria o país na quinta maior operação da gigante especializada em produzir e comercializar commodities (matérias-primas negociadas na bolsa de valores). A Noble Group começou negociando grãos e hoje tem investimentos em logística, mineração e usinas de álcool e açúcar. Com um brasileiro comandando as operações desde 2003, Ricardo Leiman, o grupo comprou uma usina em Votuporanga/SP, onde quadruplicou a capacidade de produção e iniciou a construção de outra em Meridiano/SP. Até 2011 o plano é estar entre os 5 ou 10 maiores produtores nacionais de Etanol. O Grupo também está investindo em um terminal próprio no porto de Santos/SP, para armazenar e exportar grãos e açúcar, e em um terminal liquido no porto de Itaqui/MA, região escolhida por estar próxima de mercados visados pelo etanol que vai produzir: EUA e Europa.

Outra nota, no jornal Valor e Globo - Coreanos vao investir em etanol na BA - publicada em 26/08/2008, contou dos planos da Celltrion, firmado em acordo com o governo do Estado. Atuando no ramo de biofarmaceuticos, a empresa coreana pretendia investir R$ 540 milhões em uma usina de etanol no município de Barra/BA. Com benefícios fiscais, a Celltrion já tem terras plantadas com cana na região e com a usina, pretende produzir 1,3 bilhões de litros de etanol e produzir energia termoelétrica a partir da queima do bagaço da cana.

Aparentemente este movimento de empresas asiáticas nao está restrito ao Brasil, nota na Folha - Biocombustiveis: Chineses investem U$ 40 bilhoes para produzir na África - publicada em 07/06/2008, citou uma empresa de Macau criada para desenvolver negócios em países de língua portuguesa. Um dos administradores da companhia, Ambrose So, disse à Agencia Lusa que a iniciativa pretendia investir U$ 40 bilhões na África, nos próximos 10 anos, para produzir biocombustíveis em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.

Em um movimento parecido, a Petrobras também tem interesse em exploração de petróleo e produção de etanol em países africanos. Assim como o Brasil recebe projetos de paises da Asia, EUA e Europa, empreendimentos brasileiros tambem acontecem na Africa, America Latina e Asia. Um movimento não excludente, onde no final, a existência de um vencedor não significa o fim dos outros competidores, concordam?


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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13.11.08

Gizmodo no Brasil

Completou 2 meses no ar a versão brasileira do blog Gizmodo (Gizmodo Brasil), um dos blogs mais visitados do mundo dedicado a novos produtos e serviços de tecnologia. O jornalista Adriano Silva, que trabalhou no Fantátisco da TV Globo e revistas impresas, é o editor do blog no Brasil, responsável por manter atualizado com cerca de 40 e 45 posts diários, entre conteúdo local e traduzido do Gizmodo americano.

Segundo a nota no suplemento Link do Estadão - Gizmodo Brasil Completa Um Mês - publicada dia 13/10/2008, a meta é chegar a 80 posts diários traduzidos do conteúdo estrangeiro e a produção de 20 posts no país. Segundo o Link, depois de um mês no ar, a versão brasileira já somava 1 milhão de page views e 180 mil usuários únicos. Na época, o Gizmodo Brasil estreava os canais patrocinados: Hotspot HP, sobre arte digital, anunciando ainda Intel e Pepsi. A nota também registra que o endereço .com teve queda de 56% nas visitas, enquanto que o .br cresceu 7% entre julho e setembro.

No jornal Valor, notícia publicada em 01/09/2008 - Blog Gizmodo monta operação no país - conta que o nome do blog deriva do termo "gizmo", usado nos EUA como sinônimo de apetrechos digitais, tb chamados "gadgets". Terceiro no ranking do Technorati a versão americana tinha 8 milhões de usuários únicos por mês e 60 milhões de páginas vistas mensais, segundo o Valor. Já a versão brasileira é iniciativa da empresa Spicy Media, que até então atuava principalmente como varejista de eletrônicos e informática.

A matéria ainda cita números do Ibope Net Ratings de junho quando pela primeira vez os blogs foram visitados por mais da metade dos internautas brasileiros, ou seja, 12,1 milhões de usuários. Segundo José Calazans, analista de midia do Ibope Net Ratings, esta audiência de blogs é muito pulverizada e com visitas curtas, o tempo médio de permanência, segundo o instituto, seria de apenas 2 minutos por mês. O Valor tambem cita o BlogCamp São Paulo e uma de suas organizadoras, Lucia Freitas, do blog Ladybug Brasil, que declarou 8 mil visitas por mês e valorizou a independência editorial que o formato permite, com a sustentabilidade financeira em segundo plano.


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7.11.08

Blindagem de telefones na Grampolândia

grampos

Nos últimos anos a Polícia Federal vem chamando a atenção da imprensa e da população com operações contra crimes, contrabando e fraudes envolvendo grupos econômicos poderosos, atingindo pessoas influentes e ricas. Um dos recursos utilizados nas investigações e usado como provas nas acusações é a tecnologia de invasão, gravação e escuta telefônica.

Nota na coluna Direto da Fonte publicada em 16/07/2008, assinada por Sonia Racy no Estadão - 40 Milhões de "Escutados" - conta que segundo cálculos de uma empresa de telefonia, o número de telefones "escutados" oficialmente, durante o ano de 2007, foi de 40 milhões. Sem incluir a escuta extra-oficial, que também existe. O número foi deduzido a partir das 2 milhões de requisições recebidas de grampo judicial, como a investigação não é feita em um só numero, mas geralmente em 3 números telefônicos, temos uma média de 6 milhões de aparelhos grampeados. As estatísticas das operadoras de telefonia também revelam que cada pessoa interage no mínimo com outras 8 via telefone, chegando ao total de 48 milhões de telefones grampeados. A fonte da colunista também demostra preocupação com a portabilidade numérica, pois para saber onde está sediado determinado número de telefone, a Justiça vai poder consultar uma central nacional de localização, mais um passo no elenco envolvendo a quebra do sigilo telefônico no Brasil.

Em reação a este cenário, notícia no Yahoo! Notícias - Escândalos turbinam vendas de aparelhos antigrampo - publicada em 29/08/2008, revelavam que a repercussão das operações da Polícia Federal aumentou a preocupação com as escutas telefônicas. Segundo a matéria, escutas não autorizadas e irregulares seriam 500 mil pelo País, provocando um aumento na procura por equipamentos que prometem "blindar" os telefones contra grampos.

Edson dos Santos, diretor comercial da Cryptocell, empresa especializada em softwares que criptografam ligações, revelou que a maior procura é feita por empresários, políticos, advogados e profissionais do mercado financeiro. O aumento da demanda permitiu que os preços do programa reduzissem de R$ 2.700,00 em 2007 para R$ 1.870,00 na época da reportagem. Aplicativo semelhante chamado GoldLock, criado por outra empresa, custava R$ 3.500,00.

Estes softwares uma vez instalados nos aparelhos, desfiguram e embaralham as ligações, quando interceptadas e gravadas nas operadoras, tudo que se ouve e um barulho semelhante ao sinal de fax. Segundo Edson, o software usa tecnologia israelense e as vendas cresceram 60% em 12 meses, chegando a dobrar a média mensal nos picos de venda, que coincidem com a cobertura da mídia à operações da Polícia Federal, como a Satiagraha, que levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas. O diretor presidente da GoldLock, Marcelo Copliovitch, diz que a maior preocupacao dos clientes e com relação às escutas ilegais e lembra que eventos como a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Grampo mostram como a telefonia nacional é vulneravel.

A produtora mineira de software Bremer Servicos Empresariais desenvolve seu próprio aplicativo batizado de SecVoice. Segundo Cesar Brener Pinheiro, sócio da empresa, o mercado brasileiro deve crescer 30% este ano mas também planeja expandir seus negócios para América Latina e Asia.

Imagino que aqueles que trabalham com informações confidenciais realmente estejam preocupados com a banalização da tecnologia que permite a invasão de privacidade e interceptação de telefonemas. Isso sem falar no rastreamento e monitoramento ilegal de emails, mensagens instantâneas, etc. Um cenário de incerteza e promiscuidade que pode fazer com que a blindagem do fluxo de informações deixe de ser opcional (para aqueles que podem pagar) e vire um item obrigatório dos serviços de telecomunicacao e internet, concordam?


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.

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29.10.08

Midia Kit Você Aguenta? - Dexter no Canal FX

Para divulgar o site Voceaguenta.com.br, sobre a estréia da série Dexter no Canal FX, criamos um midia kit lúdico e sanguinolento e enviamos para blogs de séries e tv. Apesar de simples, acho que alguns outros blogueiros ficaram sabendo da correspondência bizarra e chegaram até a ligar pra Fox pedindo o brinde tb. Abaixo, fotos publicadas pelo blog Sub-Estagiários.

Simultâneamente, uma performance com faca era realizada em bares e restaurantes da cidade e uma edição patrocinada do Nerdcast (podcast do blog Jovem Nerd) especial sobre serial killers foi ao ar. Saiba mais sobre a ação, criada pela Santa Clara e operacionalizada pela Espalhe, no post de Ariel Gajardo no Blog de Guerrilha: Você aguenta?


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26.10.08

Hospedando dados no Brasil


No final de agosto a Locaweb, maior empresa brasileira de hospedagem de sites, anunciou a compra de um terreno de R$ 18,7 milhões para contruir um novo datacenter e a futura sede da empresa. Em nota no Estadão - O salto bilionário da Locaweb - publicada em 01/09/2008, Gilberto Mautner, presidente e co-fundador da empresa, anunciou que sua idéia é fazer o maior data center do país. Criada em 1998 por Gilberto e Claudio Gora, com investimentos de R$ 30 mil, ocupava uma área de 70 metros quadrados, e no novo complexo, o espaço será 400 vezes maior.

Na epoca da reportagem, antes da crise financeira, a Locaweb esperava abrir capital em 2009 ou 2010 e era avaliada em R$ 1 bilhão. Faturando menos de R$ 100 milhoes, relativamente baixo para uma companhia aberta mas vantajoso por demandar baixos investimentos, a empresa já sobreviveu ao estouro da bolha ponto em 2001. Gilberto Mautner e primo de Claudio Gora, foi criado pelos tios como se fosse um dos filhos, em 1997 morou na California/EUA e trabalhava na Andersen Consulting onde presenciou o início da indústria da internet. De volta ao Brasil em 1997 montou o portal Intermoda, já que a familia trabalhava em uma confecção e Michel Gora, pai de Claudio, fez o investimento inicial. Depois de um ano, desistiram do portal de moda e fundaram a Locaweb, utilizando um servidor na California e cobrando R$ 29,00 por mês, em uma época que a média de preços para hospedar um site era de R$300,00.

Em 2000, o tio Michel Gora deixou a confecção para se dedicar a nova empresa, graças à sua experiência, não deixou a empresa embarcar na euforia ponto com e fez com que a empresa fosse lucrativa desde o início. Segundo a materia, Gilberto Mautner, engenheiro, e o presidente, Claudio Gora cuida do marketing e comercial, Michel Gora e presidente do conselho, Ricardo Gora cuida da área financeira e Andrea Gora é responsável por recursos humanos. Outros 3 diretores não são da familia, parte do processo de profissionalização.

Notícia no jornal Gazeta Mercantil - Locaweb e Diveo investem em expansão - publicada em 02/09/2008, conta que o novo centro da Locaweb terá capacidade para 100 mil servidores, um campus para as áreas de pesquisa, desenvolvimento, suporte e administração, ocupando 28 mil metros quadrados. A nota na Gazeta também registra que a Diveo Boradband Networks anunciou US$ 30 milhões em investimentos nas operações brasileiras. Segundo a companhia, prestadora de servicos em TI e infra-estrutura em telecomunicações para clientes corporativos na América Latina, US$ 22 milhões irão para a expansão do atual data center que vai passar de um espaco de 17 para 22 mil metros quadrados.

No site Baguete, o post Diveo: US$ 30 mi no Brasil, além dos números, traz declaração de Marco Américo D. Antonio, vice-presidente executivo de Data Center da Diveo do Brasil. Com sede em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, a empresa mantém três data centers, interligados por uma rede panregional, na Colômbia, México e Brasil. Presente no país desde 1999, tem 1,8 mil clientes e presença em sete cidades: São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.


Post publicado originalmente em meu Blog no Yahoo! Tecnologia.
Imagem: Baguete.com.br


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17.10.08

Home broker em tempos de crise

Depois de crescer por anos seguidos de rentabilidade atraente, o sistema de home broker (compra e venda de ações pela internet para pessoas físicas) da BM&F Bovespa foi abalado pela recente crise financeira que fez despencar os mercados de ações nos EUA e afetou todo o resto do mundo. Com a expansão e popularidade o serviço estava sendo usado por pessoas comuns, que migraram os investimentos para renda variável e foram pegos de surpresa pela atual oscilação.

Matéria no Estadão - Foi Tudo Para o Ralo - publicada em 30/09/2008, contou sobre a reação registrada em comunidades no Orkut. Na comunidade Investidor Agressivo Profissional, criada em 2001 por Allan Arantes, ex-engenheiro de telecomunicações e Day Trader (negociador diário), entre seus mais de 10 mil membros vários relatos de perdas, reclamações e palpites sobre o futuro. Para alguns os ganhos de 2006 e 2007 acabaram sumindo mas Allan pretende continuar aplicando com foco na volatilidade, sem deixar de resguardar com ações pretensamente mais seguras, como os da Petrobras.



Um video no YouTube, recomendado no podcast NerdCast sobre Serial Killers, também foi apresentado como explicação aos tempos de crise: He-man explica a crise econômica internacional. Li tb no portal G1, a nota falando do comportamento de alguns investidores também a partir de relatos no Orkut. Pessoas que acompanham o canal Bloomberg e o sobe e desce das cotações como torcedores assistindo o noticiário esportivo e o desempenho de seu time do coração.

Itaú Corretora

Antes da crise, notícias como - Itau Corretora Faz Acordo com a NYSE - publicada dia 08/09/2008 no jornal Valor e reproduzida na Resenha Eletrônica do Ministério da Fazenda, falava da plataforma eletrônica de negociações que permitiria ao investidor estrangeiro ter acesso ao mercado brasileiro. A adesão da Itaú Corretora ao sistema da NYSE Euronext, que interliga 23 bolsas mundiais, estava prevista para acontecer em outubro, e a empresa contratou o executivo Jean Sigrist que tem passagens pelo Banco Itaú Europa Luxemburgo e pelo portal Investa, comprado pelo Itaú.

Na época do reportagem, o CEO Roberto Nishikawa revelou a internacionalização da operação com aberturas de escritórios em Dubai, Japão, Abu Dhabi, Cingapura e China, a mudança da sede do Jabaquara para a Faria Lima e a ampliação da equipe para 60 profissionais. O home broker da Itaú Corretora tinha crescido 152% no primeiro semestre de 2008 com 153 mil clientes cadastrados e R$ 7,2 bilhões em negócios.

Ágora do Bradesco

Bem antes, notícia na Folha - Bradesco Compra 2a Maior Corretora do País - publicada dia 07/03/2008, registrava a compra da Ágora pelo Bradesco BBI, braço de gestão de investimentos do maior banco brasileiro. A Agora, cujos donos eram ex-executivos do Banco Pactual, custou ao Bradesco R$ 830 milhões em dinheiro e ações pelo controle da empresa. Segundo a matéria, em 2007, Bradesco e Ágora somaram um volume de negócios de R$ 58 bilhões no home broker e R$ 239 na BM&F Bovespa. Marcio Cypriano, presidente do Bradesco, explicou o interesse do banco no sistema de informática, na agilidade e na equipe de 450 profissionais especializados da corretora adquirida. No primeiro bimestre do ano eram 133 mil clientes do Bradsco e 29 mil da Agora transacionando na bolsa.

Com sede no Rio, a Ágora receberia o presidente da Bradesco Corretora, Anibal Cesar dos Santos, apesar das operações continuarem independentes e com marcas separadas. Apesar de ter acompanhado o crescimento do Home Broker e considerar o Day Trader como uma nova profissão da era da informação eu mesmo nunca tive tempo e oportunidade de adotar este modelo de investimento em minha rotina. Vocês acham que com agora com os precos baixos e ações desvalorizadas o custo de entrada no mercado ficou atraente ou melhor ouvir aquele ditado que diz "ninguém deve aprender a nadar no meio do maremoto"?


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