Para quem usa o Foursquare - rede social de compartilhamento de localização e endereços via celular - e quer descobrir pela internet quais os estabelecimentos e locais com promoções para os mayors (prefeitos) e usuários que fazem check-ins, existe este link Checkinmania.com/Deals que mostra os Specials de determinada vizinhança. A ferramenta web permite filtrar entre os diversos tipos de promoções oferecidas pelo Foursquare: check-in specials (ganha quem faz checkin no local/venue), loyalty specials (ganha quem faz um número de checkins pré-determinado no local), newbie special (ganha quem faz o checkin no local pela primeira vez), mayor special (ganha o mayor/prefeito que faz o maior número de checkins no local nos últimos 60 dias), friends special (ganha quem faz checkins junto com um número pré-determinado de amigos), special offer (oferta instantânea disponível no local).
Usando o Checkinmania.com/Deals para fazer a busca das promoções specials em São Paulo no Foursquare deu pra perceber que já são várias as empresas utilizando a rede social, além de muitos restaurantes que oferecem sobremesas, descontos, cafés, bebidas grátis, etc, entre eles o Kebab Salonu, Manuh Gourmet, Carlini, Dona Vitamina e Koni Store, encontrei tb outros estabelecimentos como Hotel Pestana, Casa das Calcinhas (2 tipos de prêmios specials cada), Método De Rose (ganha o livro Yôga a Sério no checkin), Escola São Paulo (ganha adesivo de brinde no checkin), etc.
Lembro que recentemente vi um anúncio na revista comunicando uma promoção nos Restaurantes América onde o checkin no Foursquare valia um frozen yogurt grátis na compra de uma refeição no local. Chequei nos venues do America e vi que a promo não é mais válida, quem sabe repitam em breve. Agora a Revista Veja quer premiar com uma caneca Veja + Foursquare exclusiva, como avisa o Special nos venues/locais de bancas de jornais selecionadas:
Mayor Special: O primeiro prefeito desta banca tem direito a uma caneca VEJA + Foursquare exclusiva! Para ganhar a caneca, apresente a tela laranja ao jornaleiro da banca. Promoção válida para o primeiro prefeito a se apresentar.
Segundo a nota publicada em 6/7/2011 - Veja chega ao Foursquare com promoção a leitores - a promoção vai até o fim de julho e, para os leitores seguirem, a revista lançou um perfil que vai comunicar as novidades e atualizações: Foursquare.com/veja. Ainda não vi nenhuma foto desta caneca, até gostaria de ganhar uma para minha coleção de memorabilia ponto com, mas faz tempo que não compro nada em banca de jornal que seria injusto.
Recentemente descobri que o game Bola Social Soccer da Playdom encerrou a versão que funcionava em OpenSocial no Orkut. Agora, quem quiser jogar o simulador de futebol com recursos de gerenciamento de time, compra de jogadores e treinar chutes e passes no gramado virtual no Bola, ele continua disponível apenas no Facebook.
Em uma das comunidades do Bola no Orkut vi jogadores reclamando da ausência do jogo em maio de 2011, mas outra comunidade de protesto - Bola Social Soccer o Fim (8 membros) - revela que o aviso que o jogo Bola ia acabar aparecia comunicando que a data final seria dia 16 de dezembro de 2010.
No diretório de aplicativos do Orkut o game ainda aparece, indicando 1.503.544 usuários, em julho de 2010 quando apareci no comercial do jogo veiculado na Fox eram 1.700.775. Em comparação, no Facebook são 2.146.546 usuários mensais. Como opção no Orkut, fora os jogos estilo RPG, como o Joga Craque (3.809.144 usuários) da Vostu, existe o Golaço (18.799 usuários) desenvolvido no Brasil pela O2 Games de Minas Gerais.
Lançado em fevereiro deste ano, vemos que hoje o game Golaço ainda exibe o patrocínio da Copa Santander Libertadores e uma promoção distribuindo iPods Touch que encerrou mês passado. Na época do lançamento, post no blog Read Write Web Brasil - Empresa Desenvolve o Jogo “Golaço” para Disputas entre Redes Sociais - destacava o cruzamento de adversários das versões do Orkut e Facebook e a possibilidade do jogador assistir a partida, mesmo que com gráficos aparentemente inspirados no futebol de botão.
Vi essa matéria ontem no Jornal Folha de São Paulo - Constituição.com (para assinantes) - sobre a elaboração da nova constituição da Islândia e o acompanhamento e participação do cidadão comum através das redes sociais, principalmente na fanpage do Conselho Constitucional no Facebook. Segundo reportagem do jornal inglês The Guardian - Mob rule: Iceland crowdsource it's next constitution - o Conselho tb tem perfil no Twitter @stjornlagarad (435 seguidores) e Canal Stjornlagarad no YouTube (7.003 exibições). Abaixo segue copy paste da matéria da Folha:
O governo da Islândia está aproveitando as redes sociais de internet para uma função inusitada: a escrita da nova Constituição do país, em substituição à atual, de 1944. O conceito, no jargão da web, é o de crowdsourcing, ou seja, realização de projetos com ajuda maciça de usuários da internet. No caso da Islândia, isso foi facilitado pelo fato de o país, no norte da Europa, ter população pequena (311 mil habitantes), altos níveis educacionais e praticamente 100% de acesso à internet. As reuniões da Assembleia Constituinte são transmitidas on-line, e os cidadãos dão opinião nas redes sociais (sobretudo Facebook) a respeito da nova Carta. O resultado dessa colaboração civil será um rascunho entregue em 29 de julho para votação no Parlamento. Em entrevista à Folha, a primeira-ministra islandesa, Jóhanna Sigudrardóttir, afirma que a experiência trouxe aumento da "consciência a respeito dos assuntos constitucionais" e que "o debate sobre essas temas fundamentais nunca esteve tão vivo". Entre as questões discutidas pela internet está a troca do sistema semipresidencial (em que presidente e primeiro-ministro dividem o poder) por um modelo parlamentar. "Estou no aguardo para ver como a posse dos recursos naturais será abordada", diz Sigudrardóttir. "É um assunto muito controverso, diante dos nossos estoques de pesca, de certa maneira privatizados no último governo."
Motivação
Para o economista Thorvaldur Gylfason, 59, a nova Constituição é reflexo da crise de 2008, em que o mercado financeiro do país ruiu. "Quando todo um sistema bancário entra em colapso, devemos checar as fundações constitucionais das estruturas econômicas e políticas", diz, em entrevista à Folha. Ele é um dos 25 membros da Assembleia Constituinte, eleitos com voto popular em 2010, entre 522 candidatos. "Rascunhar uma Constituição pela internet é bastante diferente de quando os legisladores consideravam mais seguro estar fora de alcance." A participação popular garante, segundo o economista, contribuições nas áreas de domínio de cada cidadão. Por exemplo, foi incluída a sugestão feita por um policial de que a Constituição torne mais fácil a recuperação de propriedades roubadas. A primeira-ministra acredita que o apoio amplo da população é essencial para uma nova Carta, "pois (um novo texto) significa um novo contrato social". "Temos todas as razões para envolver a sociedade em todas as etapas." O produto final desse processo, para Gylfason - que culpa a corrupção bancária e o lobby da indústria pesqueira pela quebra do país - tem de ser como uma "barreira contra governos incapazes".
Reforma política e Movimento Anonymous no Brasil
Aqui no Brasil existe a intenção do novo governo tentar aprovar uma reforma política e algumas propostas sobre voto distrital, fidelidade partidária, financiamento de campanha, etc, começaram a acontecer. Infelizmente nenhum partido ou parlamentar colocou em pauta a discussão em torno do voto obrigatório, assunto que na minha opinião viria na frente de todo o resto. Sempre achei estranho exercer a democracia com uma imposição, parece que a obrigatoriedade do voto é adotada em poucos países além do Brasil. De qualquer forma encontrei no Facebook uma fanpage Diga Não ao Voto Obrigatório, infelizmente os posts quase que apenas criticam o sistema atual em vez de defender os argumentos do voto opcional.
No meio da aparente retomada da mobilização política através de hashtags e das redes sociais, com a revolução da Primavera no Oriente Médio, a ocupação de praças na Espanha e Grécia, o exemplo islandês da constituinte aberta e até mesmo as nossas marchas da maconha e o churrascão diferenciados, um novo discurso e atitude pode emergir. No YouTube existe um suposto canal do movimento Anonymous do Brasil (20.264 exibições), cujo video manifesto em forma de clipe musical com voz eletrônica ilustra este post. O video ainda não tem potencial chacoalhar a civilização do século XXI como o manifesto do partido comunista fez no século XX, mas meu destaque vai para a parte do discurso que alerta para o mundo de distrações que envolve a vida na sociedade de hoje e como isso contribui para manter o atual estado das coisas.
Dia 14 de junho aconteceu o Dia Mundial do Doador de Sangue, a agência de publicidade Borghierh Lowe colocou no ar um comercial de tv e anúncios para as pessoas para participarem desta corrente e junto com a gente da Plano Digital lançamos a idéia das pessoas pintarem a unha de vermelho para celebrar e chamar a atenção para a data.
Doar sangue é um ato de solidariedade, que deve ser incentivado e que pode virar um hábito que todos devemos praticar. Imaginamos que pintar a unha de vermelho nesta data - e em outros dias de mobilização - para ajudar a divulgar a causa também é algo simples e, importante, os homens não devem deixar de participar - peçam ajuda a amigas, namoradas ou esposas para pintar as unhas, apenas uma só se preferirem :-)
Em Brasília organizamos uma blitz com manicures que foi até a cerimônia do lançamento oficial da campanha, com a presença do ministro da saúde e outras autoridades, fato que foi registrado em video acima publicado no YouTube e citado no Telejornal da Globo do DF. Divulgamos a idéia da #unhavermelha no Twitter oficial @minsaude (55.458 seguidores), na fanpage Ministério da Saúde no Facebook (5.014 fãs), para blogs e protagonistas nas redes sociais.
Claro que aqui na Plano Digital de SP todo mundo também pintou a unha de vermelho para apoiar a corrente da doação de sangue, tem uma foto na fanpage da agencia no Facebook com o registro das mãos de todo mundo mais a Eline do Estúdio Capanema, espaço de coworking que estávamos utilizando. Outros participantes masculinos do coworking não puderam participar alegando reuniões no cliente, tradições familiares e regionais, etc, mas com a ajuda da Juliana eu aderi ao #unhavermelha e na hora do almoço aproveitamos para explicar aos garçons (que, tive a impressão, estranhamente demoraram pra me atender) e vizinhos de mesa que não se tratava de uma nova moda mas sim um lembrete pela data comemorativa em prol da saúde e solidariedade no mundo.
Pra finalizar, algumas imagens publicadas no Twitpic de pessoas que aderiram a campanha da unha vermelha pelo dia mundial da doação de sangue:
Meses atrás em uma mesa de cafeteria encontrei este aparelho cortador de sachês de katchup, mostarda, maionese e outros molhos que vem naqueles saquinhos quase sempre problemáticos e rebeldes. Tinha lido em algum lugar que o apetrecho era uma invenção brasileira e o fabricante estava tendo sucesso, inclusive em outros países, mas com dificuldades em importar a lâmina de metal planejava abrir uma filial nos EUA.
Uma das vantagens do invento seria a higiene e a impossibilidade de tocar os pacotinhos ou a lâmina com as mãos. Pesquisando na web descobri que a empresa e o produto foi batizado de Khort e foi criado por Leopoldo Almeida em 2008. Segue trecho da reportagem Eles vivem de inventos publicada em dezembro de 2010 no site PEGN:
Era uma vez um desempregado Leopoldo Almeida, 39 anos, ex-vendedor
Cortador de sachê > O Khort é um objeto em formato de "U", acoplado à uma lâmina - que pode ser trocada - com um caminho para passar a ponta de um saquinho de ketchup ou mostarda
Leopoldo Almeida notou algo de incomum quando o garçom de uma lanchonete no centro do Rio de Janeiro trouxe seu pedido. Não havia nada de errado com seu sanduíche, mas todos os sachês com os condimentos já estavam abertos, cortesia do seu atendente. “Eu posso criar algo que faça isso, que abra os sachês para as pessoas”, imaginou. Na época, em 2007, o vendedor de material médico estava desempregado, e teve de pedir empréstimos de R$ 30 mil a um amigo e à irmã para registrar a patente do seu invento, o Khort. Mesmo depois, a falta de dinheiro continuou a ser um problema: para começar a produzir o cortador, ele precisava de um investimento de R$ 200 mil. Como solução, Almeida tornou-se sócio do dono de uma fábrica de objetos plásticos. Ele demorou cerca de oito me-ses para vender as primeiras 20 mil unidades. Valeu a pena. Em janeiro de 2010, foram dois mil; em junho, 18 mil; e em setembro, 100 mil. Hoje, Khort também é o nome da sua empresa, que tem clientes no Brasil inteiro. “O próximo passo é tornar o Khort um utensílio comum na casa de qualquer consumidor”, afirma. Neste ano, Almeida entrou com pedido de patente internacional nos Estados Unidos, Canadá, México e Europa. Além disso, está desenvolvendo uma versão descartável do cortador para acompanhar refeições entregues em domicílio.
Além do site, a Khort tem perfil no Twitter @superkhort (44 seguidores), uma fanpage no Facebook Abridor de Sachê (181 fãs) e o inventor empresário tem um Canal Leo Aquino no YouTube (54.713 exibições nos videos), um dos videos do canal mostra uma demo: Khort - Aplicação e atualização. Dizem que o Brasil é um país campeão de empreendedores mas que são poucos ligados à inovação, de repente o sucesso destes inventos que facilitam o cotidiano e complementam tecnologias supostamente práticas mas imperfeitas (como os saquinhos de ketchup) podem demostrar um caminho e uma vocação nacional.
Finalizando, uma enquete na fanpage da Khort resume bem a mudança que o invento pode trazer: O que você já sujou abrindo sachê de ketchup e maionese? ( ) Minha roupa, ( ) Tudo menos o sanduiche!, ( ) A pessoa ao lado, ( ) Meu rosto.
No mês passado, dias 22 e 29 de março de 2011, transmitimos as duas primeiras edições do TwitCarreiras, debate online via webcam no TinyChat com a Marimoon, VJ da MTV e convidados. Aqui na Plano Digital sugerimos esta açao para a Estácio EAD como uma maneira de divulgar seus cursos e sua marca no mercado de ensino à distância e formação profissional utilizando as midias sociais.
A Marimoon foi escolhida por sua ligação com a web e as redes sociais (hoje o perfil @marimoon no Twitter tem 971.319 seguidores) e por já ter protagonizado campanhas de merchandising na MTV para a Estácio EAD anteriormente. Ao lado da VJ, na mesa principal, tivemos com convidados Eline Kullock (@elinekullock presidente do Grupo Foco e palestrante de RH) na estréia, e Volney Faustini (@volneyf consultor, ex-presidente da ABT Associação Brasileira de Teleserviços) na segunda edição. Representando a Estácio, a professora Andréa Bittencourt, na pauta dos debates, o mercado de trabalho, geração Y, recrutamento, educação e empregabilidade.
Além dos participantes no estúdio da Produtora Fotossíntese em São Paulo/SP, convidamos blogueiros e twiteiros para participar via webcam. Um dos motivos que escolhemos o Tinychat foi justamente a possibilidade de transmitir até 12 câmeras simultâneas, além das conexões via chat com texto e a opção de login com contas do Twitter e Facebook. Diferente da Twitcam, ferramenta mais popular, mas que permite apenas uma webcam. Aliás, a Twitcam já está sendo bem utilizada por clubes de futebol como o Santos F.C., que transmite coletivas de imprensa e reportagens em seu perfil @santosfc, mesmo depois de escândalos com seus jogadores flagrados em trocas de ofensas pela webcam. Outro uso comercial da Twitcam foi a série @asbrahmeiras (17.904 seguidores), onde as reporteres Mel e Cris discutiam a rodada no programa Brahmeiro Futebol Clube do Esporte Interativo no final de 2010.
Desta forma, acredito que a Estácio EAD inaugurou com o TwitCarreiras o uso do Tinychat em uma ação de marketing e divulgação no Brasil. A ferramenta de discussão com vários debatedores simulou bem um ambiente de aprendizado online, permitindo aos espectadores e participantes vivenciar na prática o potencial do ensino à distância. Tivemos assim, além da Marimoon e convidados na mesa principal, vários participantes via webcam: Bia Granja (@biagranja representando o site Results On), Maestro Billy (@maestrobilly), Tiago Yonamine (@sushist do Twitter @trampos), Liliane Fonseca (@Lili_Fonseca do blog Minha Carreira), Ricardo Cabianca (@cabianca), Marina Santa Helena (@santahelena) e Gustavo Periard (@gperiard do blog Sobre Administração).
Foi muito legal a participação de todos, compartilhando suas experiências pessoais, primeiras entrevistas de emprego, formação universitária e carreira, clientes. etc. Aproveito para agradecer tb outros blogueiros que foram receptivos a idéia, Conrado Navarro (Dinheirama), Marina Rodrigues e Vinicius MontSerrat (Sucesso News), Augusto Campos (Efetividade), Beto Veiga (Betoveiga.com), Gabriel Galvão (Ponto Marketing), Jack (Tribo do Mouse), Bernardo Pina (Produzindo.net) e Maria Ceschini (Papos na Rede). Aliás, no Papos da Rede, que patrocina chats quinzenais sobre comunicação digital, Maria Ceschini utiliza o TreinaTOM, ferramenta de sala de aula virtual e eventos online integrada a webcam.
Agência Artplan, branded entertainment desde os anos 80
Criamos a ação no Tinychat por intermédio da Agência Artplan, que cuida da publicidade da Estácio em todas as midias. Foi uma experiência inédita mas de certa forma pertinente para uma empresa que desde seu início inovou misturando eventos, entretenimento, conteúdo, ocupação urbana, marketing boca-a-boca e publicidade. Como todo mundo sabe, a Artplan inventou o Rock In Rio e a Árvore de Natal Gigante na Lagoa.
Finalizando, tenho certeza que os alunos e interessados que presenciaram os debates do TwitCarreiras aproveitaram a chance de ouvir informações muito úteis e interessantes. Aproveitamos o evento para lançar o perfil @Estacio_EAD no Twitter, hoje com 297 seguidores. Foi muito legal ver os profissionais convidados, a professora Andréa e os blogueiros, compartilharam experiências e dicas e a Marimoon, claro, twitando, encaminhando as conversas, integrando as diferentes webcam e trazendo perguntas que o público digitava no chat.
A oportunidade de trabalhar com a Marimoon depois de quase uma década como fã (virou uma das minhas "ídalas" em 2003 quando liderou a rebelião dos brasileiros contra os limites impostos pela cobrança da assinatura no Fotolog) foi extraordinária. E completando a equipe de midias sociais da Plano Digital envolvidos na ação, Juliana, tb autora do blog Jujubalândia, e Gisela Rao, que tb comentou a performance da VJ e os bastidores do TwitCarreiras em seu blog Vigilantes da Auto Estima: Menos perfeição, mais jogo de cintura.
Ontem li um artigo do New York Times assinado por Claire Cain Miller e traduzido pro português por Augusto Calil no jornal O Estado de São Paulo falando sobre produtoras de video que lucram exclusivamente com videos no YouTube. Citava varias produtoras americanas que seguem este formato de remuneração através do programa de afiliados e de investidores.
Na hora lembrei de experiências brasileiras que parecem seguir o mesmo caminho, a mais bem sucedida talvez seja o canal Galo Frito (com 66.405.853 exibições nos videos), cuja série da personagem Pathy que te Pariu ilustra esse post. De qq forma eu citaria tb os canais Anões em Chamas da Fondo Filmes (chegou a ter 11 milhões de exibições antes de ser suspenso pelo YouTube) e até mesmo o Música de Bolso da Ioio Filmes (1.931.153 exibições). Diferente dos vlogs, uma revolução individual onde uma webcam e conexão internet é suficiente para lançar novos talentos, nestes canais a produção tem um caráter coletivo e a criação e o lançamento de personagens, protagonistas e enredos se parece mais com o show business e star system tradicional.
Abaixo o copy paste do artigo do New York Times assinado por Claire Cain Miller e traduzido pro português por Augusto Calil no jornal O Estado de São Paulo.
Era um estúdio de cinema profissional, apesar de os atores insistirem em estragar a cena ao rirem do astro, que se debatia diante de uma tela verde, fingindo ser devorado vivo. "Precisamos de uma tomada mais limpa", disse o técnico de som. Eles gravaram mais uma vez, os atores contendo a histeria até que as câmeras fossem desligadas.
A cena, um episódio de um programa humorístico chamado AsKassem, não era destinado ao cinema e nem à TV: ele seria exibido no YouTube. Mas, com a tela verde, a equipe de técnicos, os atores e as consideráveis despesas com o aluguel de câmeras e luzes, o programa vai muito além dos típicos vídeos de produção individual gravados no porão de casa apenas com uma webcam, tão comuns neste site.
O AsKassem é obra do Maker Studios, uma das muitas produtoras que surgiram para ajudar a criar e distribuir vídeos na rede. Financiados por capitalistas investidores e por recursos cedidos pelo YouTube, do Google, esses estúdios tentam desempenhar para os serviços de vídeo online o mesmo papel assumido pela United Artists há quase 100 anos na distribuição dos filmes e também aquele assumido pela MTV em relação à televisão nos anos 80.
"Estamos falando de uma nova geração de estúdios, gente que está crescendo com um trabalho amador e que decidiu juntar forças e formar essas redes", disse Hunter Walk, diretor de gestão de produtos do YouTube. "Sob muitos aspectos, são como as primeiras emissoras a cabo de 30 anos atrás."
Trata-se de uma importante mudança na estratégia do Google para o YouTube. O Google decidiu participar muito mais e ajudar na criação de conteúdo original para o site ao alimentar esses estúdios, pois a aposta em conteúdo profissional produzido por estúdios já consagrados no cinema e na TV não produziu os resultados esperados. O YouTube precisa muito de mais conteúdo de alta qualidade para concorrer com serviços que oferecem vídeo via streaming, como o Netflix e o Hulu, na disputa por espectadores e anunciantes.
Lucro.
Alguns criadores de vídeos para o YouTube têm ganhado dinheiro nos últimos anos. Mas, conforme a popularidade do site aumentou vertiginosamente, os criadores podem enfrentar dificuldades para consolidar canais com uma audiência regular, fugindo da fórmula do sucesso solitário das peças virais.
As produtoras iniciantes - entre elas o Maker Studio, Machinima, Mahalo, Vuguru e Next View Networks (essa última comprada recentemente pelo próprio YouTube) - tentam ajudar os diretores.
Elas escolhem os videomakers mais talentosos e os ajudam a produzir vídeos oferecendo-lhes o figurino, as câmeras e os recursos financeiros necessários. Ajudam também a consolidar a audiência por meio de estratégias como a distribuição de links para esses vídeos inseridos em outros conteúdos populares na mesma rede.
O YouTube, por sua vez, vende espaço aos anunciantes e partilha o lucro obtido com essas empresas e os criadores dos vídeos.
Auxílio O YouTube sustenta esses empreendimentos com a renda dos anunciantes, com auxílio nas questões relativas a copyright e também com investimentos.
No Brasil: Galo Frito e Anões em Chamas
Agora, fazendo um paralelo com o Brasil, o canal Galo Frito, no ar desde outubro de 2007 no YouTube, faz muito sucesso com paródias de artistas famosos e celebridades adolescentes e séries com personagens de humor. Segundo o site oficial, o Galo Frito nasceu nas salas de aula do curso de Publicidade e Propaganda na UNIVALI (SC) por Mederijohn Corumbá (Mederi) e Tiago Cadore, Mederi, surinamês, desde 2003 dirige e edita curtas-metragens, documentários e animações e Tiago Cadore é editor, animador, ator e roteirista.
Ainda segundo o site, em 2006, Mederi e Guilherme Angeli resolveram bolar um programa de humor diferente, chamaram André Petermann (Buda) para fazer parte e começaram o projeto Galo Frito. Quando tudo estava definido, infelizmente Guilherme Angeli veio a falecer, fazendo com que o Galo Frito ficasse na geladeira por até 2007 quando Tiago Cadore se juntou dando origem ao piloto da série.
Como eles próprios se definem, o Galo Frito é um programa de humor, com esquetes humorísticas em forma de curtas-metragens, muito diferente do que você já conhece, trazendo sempre um humor rico em gordura trans!
No YouTube atingiram 104.471 assinantes (4º maior entre os comediantes/humor e 10º entre os parceiros/afiliados do YouTube no Brasil) e 66.405.853 exibições nos videos do canal (14º mais visto no Brasil, 3º entre os comediantes e 11º entreos parceiros/afiliados).
Muitos videos do Galo Frito brincam perigosamente com celebridades e artistas populares do momento, como Restart e Justin Bieber e mesmo as séries com personagens originais, como Pathy que te Pariu, aborda temas marginais como sexo, escatologia, etc. Um limite que o YouTube e sua audiência (que pode denúnciar e marcar videos supostamentes fora da lei) talvez tenha levado ao banimento do canal Anões em Chamas da Fondo Filmes.
Lançado em fevereiro de 2010 como braço web da Fondo Filmes, o Anões em Chamas foi criado por Fabio Porchat, comediante de stand-up e roteirista na TV Globo, e Ian SBF, diretor de curtas e longas metragens e tb roteirista na TV Globo e Multishow, sócios da produtora. Depois de alcançar pelo menos 11 milhões de exibições, o canal foi deletado pelo YouTube em março de 2011, segundo o blog Delfos, provavelmente pela série de videos com a pesonagem Amanda, que dava dicas machistas para mulheres nos relacionamentos.